Opinião de médico sobre a Fisioterapia Uroginecológica


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A uroginecologia no momento atual está ganhando ou vivendo de perspectivas inovadoras, isto é, estamos dando ênfase a três conceitos:
1) Importância da profilaxia, através da reeducação da musculatura do assoalho pélvico, antes ou durante o período gestacional e sobretudo no pós-parto.
2) O preparo do assoalho pélvico (reeducação), no pré e pós-operatório de cirurgias do assoalho pélvico como por exemplo cistoceles, incontinência urinária, etc., com prioridade de a reeducação ser o primeiro tratamento antes de se indicar a cirurgia.
3) A formação de uma equipe multidisciplinar unindo médicos, fisioterapeutas e psicólogos para um atendimento a pacientes com patologias do assoalho pélvico.

   Explicando melhor os itens acima a proposta seria:
   Devemos pensar que o primeiro investimento a ser feito deveria ser em profilaxia, seria um trabalho feito em reeducação da musculatura do assoalho pélvico. Toda mulher deveria ter noção de como trabalhar esta musculatura. Este trabalho deveria iniciar antes mesmo da paciente engravidar ou mais tardar durante o período gestacional inicial, sendo um trabalho orientado para a correção da postura, dos problemas urinários, sexuais e dores pélvicas. Com isto estaríamos atuando profilaticamente em patologias do assoalho pélvico, como por exemplo: incontinência urinária, retocele, cistocele e prolapso uterino. Exatamente como ocorre hoje em países do primeiro mundo em que há um investimento em profilaxia pós-parto e gestacional onde o fisioterapeuta é mestre, com isto obtendo-se resultado animadores em uroginecologia.

   Imaginemos então, quanto estaria economizando o Brasil, se conseguíssemos com este trabalho evitar a indicação de pelo menos 50% das cirurgias de correção de incontinência urinária e alterações da estática pélvica.
   Outro benefício que teríamos seria a melhora da qualidade de vida social e sexual destas pacientes.
   Estaríamos criando ou inovando dentro da uroginecologia um conceito de profilaxia e tratamento conservador e não somente o desenvolvimento de técnicas cirúrgicas avançadas
já no segundo conceito estaríamos também acrescentando novos procedimentos que seriam: antes de indicarmos uma cirurgia para correção da incontinência urinária, por exemplo, tentaríamos a reeducação da musculatura do assoalho pélvico, pois assim poderíamos evitar uma grande porcentagem de cirurgias com a possível melhora do quadro clínico das pacientes.    E se mesmo assim ainda tivéssemos a indicação de realizar a cirurgia, estas pacientes já teriam um melhor preparo pré-operatório e se necessário um acompanhamento no pós-operatório pelo fisioterapeuta contribuiria para um melhor resultado cirúrgico.
Para finalizar há necessidade de haver uma integração dos profissionais atuantes nestas áreas, tanto do médico, como do fisioterapeuta e psicólogo trabalhando em conjunto para a obtenção de bons resultados para seus pacientes.
   Esta integração médico e fisioterapeuta já existe em outras especialidades médicas como por exemplo ortopedia, neurologia, etc..... Podemos então, quem sabe, em uroginecologia ter esta mesma visão inovadora, integrando-nos aos fisioterapeutas para que possamos ensinar e aprender bilateralmente como melhorarmos e corrigirmos os defeitos do assoalho pélvico, ou melhor ainda, evitarmos que ocorram as patologias, acredito que juntos seremos mais eficazes.
   Estaríamos entrando assim, na era da profilaxia dentro da uroginecologia, juntamente, é claro, melhorando as técnicas curativas, mas acima de tudo uma integração multidisciplinar perfeita com uma única meta: uma qualidade de vida social e sexual de nossas pacientes.

 

Fonte : ABAFI
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