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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Exemplos de atividades aquáticas para gestantes


Por que a atividade física durante a gravidez?


Atualmente a prática de atividade física moderada é recomendado durante a gravidez, deixando o perigo de aparecer em épocas anteriores. Em um estado onde há um aumento da atividade hormonal é essencial, a prática de atividade física, reduzindo a atividade, um melhor equilíbrio com este emocional, físico e psico. Isso vai nos permitir uma melhoria tanto nós e nosso bebê.


Melhorias que proporcionam atividade física em mulheres grávidas:


· Ajuda a ganhar o controle de peso causado por nosso estado

· Nós preparamos nossos corpos e nossos músculos para o momento da entrega

· Aumentar a capacidade de coordenação da nossa respiração.

· Diminuição da frequência respiratória

· Melhora o tônus ​​muscular e volume, atrasando alterações.

· Melhora a postura

· Melhora a resistência à dor durante o parto



Dentro ou fora da água?


A proposta apresentada neste artigo tem como objetivo tornar a atividade física na água. Isso não quer dizer que a prática de atividade física para mulheres grávidas é sempre nesse meio, ou que é mais desejável do que qualquer outro. É apenas uma proposta. Para fazer isso, oferecemos uma série de melhorias que são interessantes e por isso você deve trabalhar sobre a água:


· Impacto reduzido sobre as articulações

· Estabilidade significa o feto. (É em um fluido)

· Temperatura da água 7-9 graus abaixo da temperatura do ser humano

· Usando vários materiais que irá diminuir o seu peso graças aos esforços de água

· Maior amplitude de movimento das articulações

· Aumento do nível de prática de lazer


Progressão e exercícios físicos propostos na gravidez


Primeiro, e como em qualquer prática esportiva nos aquecer para ativar nosso corpo, causando com isso aumentar nossa temperatura corporal, o que nos permite neutralizar a temperatura tem pouca água. Este aquecimento vai durar aproximadamente 15 minutos em que para executar uma parte da mobilidade articular. Dentro da água viajará andando na piscina rasa. Dentro do corpo principal desenvolver exercícios de tonificação, resistência, jogos ... dependendo do que já dissemos anteriormente. Podemos também aumentar a variedade de exercícios, dependendo da área onde o trabalho é, se trabalharmos em uma água rasa podem representar uma série de exercícios ou atividades e se estamos profundamente plantadas em um completamente diferente exercícios outras.

Finalmente, fazemos uma pequena e fria para baixo, para diminuir a freqüência cardíaca de novo por um jogo de relaxamento e alguns exercícios de alongamento.


Proposta de exercícios práticos para a parte principal de uma sessão com grávidas


Conteúdo: a resistência cardiovascular e postura 


Área: Shallow


Exercícios

1. Mudanças em círculos com as mãos nos quadris (mantendo a tabela de cabeça), nós levantamos os joelhos, calcanhares, movimentos laterais ...

2. Feita individualmente pernada de peito na posição dorsal, com a ajuda de um churro, e os movimentos do braço alternativo. Tentar levantar os joelhos para a postura correta

3. Nós rastejamos chute lateral com um movimento exagerado das pernas, a mudança a cada 6-8 chuta o braço que nós avançamos

4. Em pares, um executa pernada de peito na posição dorsal e um pull-boy colocado no pescoço, enquanto o outro vai ajudar

5. Em pares, ambos suportados pela parte de trás e com a ajuda de um rolo, até a água atinge as agarrasse pelo pescoço, abrindo seus joelhos. A cada 6 repetições são colocados em posição flutuante

Relaxamento jogo: "CLOCK" . O grupo está em um círculo. Um membro da deslocadas na posição dorsal para o resto dos colegas, um por um, até chegar ao seu ponto de partida.

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Conteúdo: Equilíbrio e Flexibilidade 


Zona: Shallow

1. Exercício individual, de pé, levantando uma perna elevando o joelho até o peito por dez segundos, perna direita e esquerda e depois dois. Lado alternativo e traseira.

2. Em pares, ficar frente a frente, levar as mãos com os pés juntos e puxar para trás dez segundos. Alternativa: Side

3. Em pares, frente a frente para trás outro, esticando os braços para trás por 10 segundos

4. Com um rolo, coloque-o no pé e levante a perna para alongar isquiotibiais durante dez segundos. Alternativa: Side com a ajuda de um parceiro

5. Sentado à mesa, usando rolo, esticar diferentes músculos dos braços por 10 segundos

Jogo: Relaxamento em um grupo com rolo e gire usando o monitor

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Bibliografia

· Buchholz, S. (1992). aptidão para mulheres grávidas . Barcelona. Paidotribo.

· Katz, J. (2000). Exercícios na água para todos . Madrid. Tutor.

· Lloret, M. Leon C. Benet, I. Querol, E. (2000). natação e saúde. Guia de exercício e sessões . Madrid: Gymnos.


O que é urologia?

Na prática clinica diária, tal pergunta é frequentemente feita ao urologista. A dúvida é procedente visto que diante de algumas situações, até mesmo alguns colegas médicos confundem o especialista mais indicado para este ou aquele caso.

No intuito de bem orientar o candidato a paciente da Urologia, cabe aqui uma explicação a respeito do seu campo de atuação. A Urologia nasceu como especialidade médica, em virtude do grande número e complexidade das enfermidades que abrange. Pela virtual incapacidade de um médico generalista dominar o vasto campo de atuação da especialidade, brotou um dos mais nobres ramos da medicina.

A Urologia abrange as enfermidades que acometem o sistema urinário de ambos os sexos, em adultos e crianças. Convém mencionar agora, que a Urologia não é uma especialidade que cuida apenas de "doenças de homem". O sistema urinário, formado pelos rins, ureteres, bexiga e uretra é comum para homens e mulheres. A diferença está na uretra que é mais longa no homem. Portanto, é comum que alguns pacientes suponham que é o ginecologista que trata dos distúrbios urinários do sexo feminino, quando, na verdade, ele atua nas enfermidades do sistema genital feminino ou seja, útero, trompas, ovários, mamas, vulva e vagina.

Ainda, é importante separar a Urologia da Nefrologia que é uma especialidade puramente clínica que cuida apenas de alguns distúrbios ligados à função renal defeituosa ou ausente; por exemplo: insuficiência renal, nefrites e nefroses. Outro grande campo de atuação da Urologia é o que trata das enfermidades da sexualidade masculina como impotência e ejaculação precoce; e do sistema genital masculino, composto da próstata, vesículas seminais, uretra, pênis, testículos e epidídimos.

Neste momento, vale a pena aclarar um ponto. Hemorróidas, são varizes da porção inferior do reto e tal condição refere-se a outra especialidade chamada proctologia.

Em resumo, a Urologia é uma especialidade clínica e cirúrgica responsável pelo diagnóstico e tratamento das enfermidades congênitas e adquiridas, tumorais, infecciosas, traumáticas e degenerativas do sistema urinário de ambos os sexos e do sistema genital masculino.

Cálide Soares Gomes
Urologista- São Luis - MA


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Alterações Menstruais e Síndrome do Ovário Policístico

"Muitas mulheres que têm alterações menstruais e/ou não conseguem engravidar podem estar diante de um distúrbio endócrino-ginecológico relativamente freqüente. Outros sintomas comuns são a obesidade e o aparecimento de pêlos espessos na face, tórax, abdome e coxas que podem incomodar bastante. O que pode estar acontecendo com você mulher? O que pode ser feito para que todas essas alterações deixem de fazer parte do seu dia-a-dia, para que você viva sua sexualidade e maternidade com mais saúde e felicidade?

Introdução

A síndrome do ovário policístico é uma das desordens endocrinológicas mais comuns afetando aproximadamente 6% da população feminina em idade reprodutiva. É a causa mais comum de infertilidade anovolutória (sem ovulação) sem, no entanto se saber a causa ou o defeito de base. É uma síndrome importante por acometer um grande número de mulheres em plena idade fértil. Novas descobertas e conhecimentos sobre a desordem, sua relação com outras alterações endócrinas e com repercussões cardiovasculares têm sido feitas. Um estudo de revisão foi feito pelos Drs. Melissa H. Hunter e James J. Sterrett, ambos da Universidade de Medicina da Carolina do Sul – Charleston, EUA. Nesse estudo são apresentados os diversos aspectos dessa desordem, bem como seus sintomas e as alterações no organismo, seu diagnóstico, seu tratamento e suas complicações.

O Que é Síndrome do Ovário Policístico (SOP)?

A SOP é um distúrbio que se manifesta de diversas formas. A presença de amenorréia (ausência de menstruação por mais de três ciclos ou seis meses), de hirsutismo (aparecimentos de pêlos mais grossos em locais dependentes da ação de andrógenos como o tórax, o queixo, entre o nariz e o lábio superior, o abdome inferior e as coxas) e o aumento dos ovários ocorrem somente nos casos avançados. As mulheres afetadas têm sintomas de aumento de andrógenos (hormônios masculinizantes), irregularidades menstruais e amenorréia. A síndrome se inicia na puberdade e é progressiva.

O desenvolvimento de técnicas mais apuradas de ultra-sonografia tem possibilitado maior detalhamento do aumento dos ovários. Há vários estudos sendo conduzidos sobre as alterações endócrino-metabólicas relacionadas com a síndrome e, no momento, o tratamento visa a diminuição das complicações futuras relacionadas com a anovulação(ausência de ovulação) e com a exposição às alterações hormonais.

Qual é a sua Causa?

O mecanismo preciso ainda não é conhecido. No entanto, já é sabido que há um aumento na produção de insulina devido a uma diminuição de sua ação nas células do organismo. Esse aumento leva a uma maior produção de andrógenos (hormônios masculinizantes) pelos ovários. Além disso, há uma disfunção no equilíbrio de dois hormônios da hipófise responsáveis pelo controle dos ovários: LH X FSH.(LH-hormônio luteinizante e FSH-hormônio folículo estimulante)

Seus Sintomas e Sinais Físicos

A anovulação, obesidade, hirsutismo e presença de múltiplos cistos pequenos em ambos ovários são os sinais clássicos. No entanto, um amplo espectro de alterações clínicas e laboratoriais também faz parte do quadro. O instituto nacional de saúde norte-americano definiu que o aumento de andrógenos e a anovulação são duas características capazes de levar ao diagnóstico. É importante, no entanto, que se descarte outras causas como tumores secretores de andrógeno, doenças da glândula supra-renal e aumento da produção de prolactina (hormônio produzido pela hipófise).

Os sintomas mais comumente queixados pelas mulheres são: irregularidades menstruais, infertilidade, obesidade e sintomas relacionados com aumento de androgênioshirsutismo e acne. A maioria das mulheres tem a primeira menstruação numa idade normal, mas iniciam com ciclos irregulares que gradualmente se tornam mais irregulares, geralmente levando a amenorréia.

Recentemente tem sido mostrado a associação da SOP à resistência periférica à ação da insulina o que pode levar à intolerância à glicose e ao diabetes mellitus tipo 2.

Quais são as Possíveis Complicações da SOP?

A SOP não tratada tem progressão até a menopausa, quando devido à falência ovariana, cessa a produção de estrógenos e andrógenos. Estudos em andamento têm relacionado a SOP com um maior risco de doenças cardiovasculares o que fica reforçado devido às alterações de gorduras (colesterol total e frações e triglicérides) corporais também presentes na SOP.

As outras complicações estão relacionadas com as alterações resultantes da anovulação: infertilidade, irregularidades menstruais variando de amenorréia a hemorragias uterinas, hirsutismo e acne. Mais importante ainda é a exposição do endométrio (revestimento interno uterino) contínua ao estrogênio, sem a presença da ação da progesterona contrabalançando-o, por encontra-se ausente devido às alterações hipófise – ovarianas. Essa exposição contínua pode propiciar o aparecimento de câncer de endométrio cujo risco é três vezes maior em mulheres com SOP. Além disso, há estudos sugerindo que a anovulação crônica durante a idade fértil, está relacionada com maior risco de câncer de mama após a menopausa.

Outras Causas de Anovulação na Idade Reprodutiva

Atividades físicas extenuantes

Falência ovariana precoce

Tumor benigno hipofisário produtor de prolactina

Drogas com ação progestínica

Hiper ou hipotireoidismo

Desordens alimentares

Hiperplasia congênita da supra-renal

Tumores virilizantes da supra-renal

Tumores de ovário

Exames Laboratoriais

Vários exames devem ser solicitados para a avaliação do padrão hormonal e a forma dos ovários. Inicialmente, deve-se fazer um teste de gravidez, que necessita ser descartada em qualquer mulher em idade fértil que esteja sem menstruar. Deve-se solicitar uma ultra-sonografia para avaliar os ovários que, em caso de SOP, demonstrarão pelo menos oito imagens periféricas com menos de 10 mm de diâmetro. O nível sangüíneo de vários hormônios pode ser avaliado: testosterona, androstenediona, LH, FSH, estradiol, estrona, prolactina, insulina em jejum além de glicose em jejum. Outros exames poderão ser necessários para excluir as outras causas mencionadas acima. Um exame de colesterol total e frações também deve ser realizado para avaliar do padrão lipídico e a necessidade de se tomar medidas modificadoras. A pressão arterial deve ser medida anualmente para se descobrir precocemente uma hipertensão arterial.

Tratamento

O tratamento é direcionado aos sintomas por não se saber, ao certo, a causa da SOP. O objetivo é a manutenção de um endométrio normal, a antagonização da ação dos androgênios nos tecidos alvos, a diminuição da resistência à insulina e a correção da anovulação. O desejo de fertilidade é importante e está relacionado com um tratamento diferente.

Modificação Comportamental

Diminuição de peso, dieta e exercícios. São muito importantes mesmo quando juntos ao tratamento medicamentoso. A diminuição de peso diminui os níveis de testosterona, de insulina e de LH.

Medicamentos

Para mulheres que não querem engravidar, pode-se usar drogas com ação progestínica, por 10 a 14 dias por mês, para contrabalançar a ação estrogênica no endométrio. Não há supressão de produção de andrógenos (Medroxyprogesterona ou Noretindrona).

Outra opção para essas pacientes é a pílula anticoncepcional de doses baixas. As vantagens dessa terapia são: contracepção, prevenção de crescimento e câncer endometrial, normalização dos ciclos menstruais e tratamento da acne e hirsutismo (melhora seis meses após uso). Drogas antiandrogênicas podem ser associadas para o tratamento do hirsutismo com maior rapidez (Espironolactona, etc).

Drogas análogas aos hormônios liberadores de gonadotropinas devem ser usadas em pacientes que não respondem ao tratamento acima. Cuidado com seus efeitos colaterais ósseos e vaginais.

Para as pacientes que desejam engravidar, deve-se utilizar indutores de ovulação (Citrato de Clomifeno). Tais mulheres devem procurar um serviço especializado em infertilidade.

Uma nova forma de tratamento tem sido o uso de Metformina, uma droga que aumenta a sensibilidade da insulina, utilizada no tratamento da diabetes mellitus tipo 2. Estudos preliminares demonstraram um retorno à atividade menstrual em 68% a 98% das mulheres com SOP que utilizaram-na. Não é o tratamento padrão, mas pode ser uma possibilidade real futura.

Em fim, a importância da descoberta dessa desordem por uma mulher não tem como ser mais enfatizada. O seu controle influi drasticamente em toda a saúde feminina, desde suas raízes sexuais mais profundas, sua fisionomia e imagem corpórea e também na prevenção de doenças sérias que possam vir a aparecer.

Fonte: Am Fam Physician 2000;62:1079-88,1090.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tratamento clínico da incontinência urinária masculina


A incontinência urinária masculina pode ser decorrente da incompetência esfincteriana, da hiper ou hipoatividade detrusora, ou de um processo obstrutivo infra-vesical. Portanto, é necessário o reconhecimento do tipo de incontinência urinária, para que o tratamento a ser instituído seja o mais adequado. A literatura tem apresentado um grande número de publicações que demonstram sucesso no tratamento clínico da incontinência urinária masculina.

Inicialmente é importante descartar a possibilidade de uma incontinência urinária transitória. Neste caso, a ação sobre os fatores desencadeantes, como a obstipação intestinal, a infecção urinária, o uso de medicamentos com ação colateral no trato urinário inferior, é a solução para a incontinência urinária na maioria das vezes.1

Nos pacientes com graus leves de incontinência de esforço, instabilidade detrusora e nos portadores de patologias demenciais, medidas como o esvaziamento vesical freqüente, programado ou estimulado, são de grande utilidade. O seu objetivo é manter o volume e pressão vesicais em valores abaixo do ponto em que ocorre a falha no armazenamento da urina, evitando assim a perda urinária.

Embora não muito difundidas na literatura urológica, a fisioterapia e a cinesioterapia, por meio de exercícios que visam o fortalecimento da musculatura pélvica, tem promovido resultados controversos no tratamento da incontinência urinária de esforço. 2

Outro método, o biofeedback baseia-se na transmissão de conhecimentos, para o paciente, a respeito do processo biológico em questão, no caso a incontinência urinária, objetivando um controle voluntário sobre esse processo, a partir dos sintomas e sinais por ele apresentados. Para tal, podem ser utilizados dados urodinâmicos, bem como outros recursos áudio-visuais. O sucesso obtido com este método chega a atingir em média 40% dos pacientes com incontinência de esforço ou instabilidade detrusora.3

A estimulação elétrica através de dispositivos cutâneos, endo-anais, eletrodos locados no períneo por via percutânea, entre outros, promove um aumento na resistência esfincteriana e redução na contração detrusora (estimulação de ramos do nervo pudendo e nervo pélvico). Os resultados obtidos pelos diversos autores são muitas vezes não reproduzíveis. Em um estudo com 20 pacientes portadores de incontinência urinária pós-prostatectomia, submetidos a esta forma de tratamento, oito obtiveram sucesso.4 Outros autores alcançaram até 80% de melhora em pacientes portadores de incontinência urinária decorrente de instabilidade detrusora.5

Várias drogas são utilizadas no tratamento da incontinência urinária masculina. Cada classe de medicamentos tem aplicação específica sobre determinado tipo de incontinência urinária. Os agonistas alfa-adrenérgicos promovem um aumento na pressão de fechamento uretral através da estimulação de receptores alfa-adrenérgicos localizados em grande quantidade no colo vesical, cápsula e estroma prostáticos. Seu uso pode desencadear efeitos colaterais adversos principalmente do ponto de vista hemodinâmico. A droga mais utilizada é a fenilpropanolamina (Ornatrol ®).

Alguns miorrelaxantes, como a oxibutinina (Retemic®), tem ação direta no detrusor e um efeito anticolinérgico, promovendo uma redução na contratilidade vesical. Tem sua indicação mais específica nos casos de incontinência urinária secundária a instabilidade detrusora. Os anticolinérgicos puros também são muito utilizados neste tipo de incontinência urinária, sendo o brometo de propantelina o maior representante desta classe de medicamentos.

Se a incontinência urinária é conseqüência de um mau esvaziamento vesical, decorrente de um processo obstrutivo infravesical funcional, podemos utilizar drogas bloqueadoras alfa-adrenérgicas, como a doxazosina, a alfuzosina e a terazosina, as quais promovem um relaxamento na musculatura lisa esfincteriana, facilitando a drenagem urinária. Nos casos em que esse esvaziamento vesical deficitário é fruto de uma hipocontratilidade detrusora a instituição do cateterismo vesical intermitente faz-se necessária.

Quando as medidas acima citadas não são suficientes e o paciente não apresenta condições de tratamento cirúrgico ou na eventual falha deste último, só nos resta lançar mão de dispositivos coletores ou absorventes de urina, apesar dos transtornos ocasionados por estes.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A importância dos exames femininos

Sentirmo-nos bem não é suficiente para ficarmos tranquilos quanto ao nosso estado de saúde. Todos os dias pessoas aparentemente saudáveis descobrem, a partir de um sintoma ligeiro, uma doença já em fase desenvolvida, que os médicos garantem ter estado presente por longos meses, silenciosamente.

O "exame de saúde" nasce desta noção. Em vez de procurarmos o médico quando nos apercebemos de uma alteração física, consultamo-lo com regularidade.

Pressão

Uma vez por ano, a partir dos 20 anos, para manter a pressão sob controle e evitar riscos de infarte e derrame.

Colesterol

A cada dois anos, a partir dos 30 anos, para evitar riscos de infarto.

Densitometria óssea

Uma vez por ano, depois da menopausa, para descobrir a evolução da perda óssea.

Mamografia


A primeira com 35 anos e uma por ano depois dos 40 anos, para detectar o câncer de mama precocemente.

Papanicolau e colposcopia

Uma vez por ano depois da primeira relação sexual, para detectar alterações no útero e ovário.

Ultrassom das mamas

Uma vez por ano, a partir da primeira menstruação, para mulheres com histórico de câncer na família para detectar tumores.

Ultrassom transvaginal

Nas mulheres que não estão grávidas, serve para detectar possível câncer de endométrio. Deve ser feito anualmente.

Autoexame de mamas

Uma vez por mês, logo depois da menstruação, para detectar secreções, feridas e caroços.

Autoexame da mama

O autoexame deve ser feito mensalmente pela própria mulher após o período de menstruação. Aquelas mulheres que já entraram na menopausa ou que não menstruam por qualquer outra razão devem examinar as mamas uma vez por mês. Se notar nódulos ou se houver secreção ao apertar os mamilos, deve procurar imediatamente o médico.

Importante

Não há limite de idade para iniciar a rotina médica. Caso a mulher fume, esteja acima do peso, tenha antecedentes familiares ou seja sedentária, ela pode começar a partir dos 30 anos.

Exames

Atualmente, a visão da medicina é muito diferente da ciência que dirigia todos os seus esforços para curar doenças. Com o advento dos exames de imagem, como a ultrassonografia ou a tomografia computadorizada, somados aos exames laboratoriais mais precisos, hoje é possível detectar um sem-números de enfermidades na fase inicial, quando ainda não há sintomas de sua existência.

Check-up

O conjunto de exames que todo paciente conhece pela expressão inglesa check-up começou a se tornar popular a partir da década de 1960. No auge do programa espacial norte-americano, os astronautas precisavam ser avaliados com rigor. Para isso, deveriam se submeter a uma série de exames físicos para verificar se estavam aptos ou não para encararem o espaço.

No final da mesma década, o check-up já era indicado pelos médicos para os seus pacientes em geral. Entretanto, naquela época os exames não eram feitos com a intenção de descobrir e prevenir doenças como acontece hoje, mas apenas para auxiliar o médico a fazer um diagnóstico correto, principalmente quando havia dúvidas sobre o quadro de um paciente.

Fonte: JORNAL DO POVO - RS


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Corrimento na mulher sem cheiro ou coceira pode ser sinal de ovulação



Nem sempre corrimento na região genital da mulher é sinal de problema. Desde que a secreção não venha acompanhada de coceira, cheiro ou dor na vagina, pode ser decorrente da ovulação durante o ciclo menstrual. Mas, se houver outros sintomas associados, é preciso procurar um médico.

No caso dos homens, corrimento é sempre sinal de doença sexualmente transmissível (DST) ou de algo mais sério, como câncer de próstata. Por isso, é importante usar camisinha em todas as relações sexuais, pois muitas vezes o homem tem DST, mas não apresenta nenhuma manifestação física.

Corrimento  (Foto: Arte/G1)

Segundo o ginecologista José Bento e o infectologista Caio Rosenthal, o corrimento é um desequilíbrio do corpo e pode ter duas causas: baixa imunidade ou agressão à região genital. A primeira ocorre quando há diminuição na resistência da pessoa, por dormir ou comer mal, tomar muito sol, não praticar esportes ou abusar de antibióticos.

Já o fator externo é desencadeado por aumento da temperatura (absorvente diário, calça jeans justa ou calcinhas e cuecas de tecido sintético), relação sexual sem lubrificação ou uso de absorvente interno por muitas horas (o sangue ajuda a proliferar bactérias). O excesso de higiene também pode alterar a flora vaginal e tirar a camada protetora da vulva.

Os médicos deram dicas para prevenir os corrimentos genitais, como evitar roupas apertadas, biquínis ou sungas molhados, trocar o absorvente a cada três horas e não dormir com absorvente interno.

Na maioria das vezes, os corrimentos são de fácil tratamento. Quanto mais cedo o paciente for ao médico, mais rápida é a melhora. Se não tratada, a infecção pode até provocar infertilidade na mulher, pois é capaz de destruir as trompas.

De acordo José Bento, em algumas fases da vida pode haver mais corrimentos, como o período que antecede a menstruação em pré-adolescentes ou a menopausa, quando a ovulação acaba. Maus hábitos, como não se limpar direito após evacuar, também favorecem o problema.

Além disso, com o verão aumentam as chances de corrimento, porque o calor propicia a proliferação de bactérias e fungos, que gostam de ambientes abafados, quentes e úmidos, como a vagina.

O ginecologista disse, ainda, que a secreção pode ser uma defesa do organismo para combater bactérias e outros micro-organismos, e o cheiro ruim pode ser maior quando a vagina entra em contato com substâncias alcalinas, como o esperma e o sangue da menstruação.

Principais causas de corrimento na mulher
- Candidíase (fungo) – provoca um corrimento esbranquiçado. Traz muita coceira e é frequente no verão
- Trichomonas (protozoário) – causa corrimento amarelado, com ardor e vermelhidão na mucosa vaginal
- Gardnerella (bactéria) – dá corrimento acinzentado, com odor desagradável

Circuncisão
A circuncisão deve ser feita em homens com fimose (que não conseguem expor a glande por causa dessa pele), para evitar infecções genitais ou por motivos religiosos.

A cirurgia retira o prepúcio, pele que recobre a glande. Pode ser aplicada anestesia local ou raquidiana (nas costas, como quando a mulher vai dar à luz).

Fonte: G1


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