A incontinência urinária abala a qualidade de vida ao afastar o doente do convívio social.   O problema atinge principalmente mulheres...


O que é Incontinência Urinária - Centro de Urologia

A incontinência urinária abala a qualidade de vida ao afastar o doente do convívio social.  

O problema atinge principalmente mulheres após a menopausa e gestantes. Um estudo brasileiro demonstrou que 35% das mulheres após a menopausa sofrem de incontinência urinária ao fazer algum esforço. “Outro dado importante é que até 40% das mulheres gestantes vão apresentar um ou mais episódios de incontinência urinária durante a gestação ou logo após o parto. Vários fatores podem desencadear este problema, como por exemplo, alterações hormonais durante a gestação, enfraquecimento das estruturas ligamentares da pelve e aumento da pressão no abdome, gerada pelo crescimento e posição do feto

Tipos de incontinência: 
  • a de esforço: quando há perda de urina ao tossir, rir, fazer exercício, etc.
  • a de urgência: ocorre quando há súbita vontade de urinar e a pessoa não consegue chegar a tempo ao banheiro.
  • a mista: associação os dois tipos anteriores.
Pode-se diminuir suas chances de desenvolver incontinência urinária.  A prevenção à doença se dá com administração de exercícios para o fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico. O exercício consiste na contração do assoalho pélvico por 10 segundos e o relaxamento por 10 segundos. O movimento deve ser repetido 10 vezes por, pelo menos, três vezes ao dia. Estes músculos são importantes para o controle da micção.

Fazer exercicios para o assoalho pélvico (exercícios de Kegel) para fortalecer os músculos pélvicos. Os exercícios de Kegel podem ser  realizados durante a viagem, no trabalho ou em momentos aleatórios durante o dia. Ninguém saberá que você está fazendo os exercícios, assim você pode repeti-los com frequência. Procure um profissional para que ele possa te orientar sobre esses exercícios.


Outra técnica envolve a utilização de um exercício de ponderação que o cone é inserido na vagina. Você deve contrair os músculos pélvicos para evitar o cone de cair fora da vagina. Um conjunto de cones idênticos em tamanho e forma, mas de maior peso são fornecidos. Como o tratamento progride, cones mais pesados são usados que exigem contrações maiores para mantê-los no lugar.

Mantenha-se em um peso saudável - A redução de peso em obesos promove melhora da incontinência urinária, devido à menor pressão abdominal que é exercida sobre a bexiga e assoalho pélvico. Portanto, mantenha uma alimentação rica em frutas, legumes, fibras e evite consumo excessivo de café, alimentos industrializados e bebidas alcoólicas.

Parar de fumar -  Fumar provoca tosse, que pode tornar mais difícil de controlar sua urina. Parar de fumar faz tossir melhor.


Entenda a situação – A incontinência urinária pode ser classificada em três tipos, portanto, é importante saber em qual situação a perda de urina ocorre. Um dos tipos é a incontinência urinária de esforço, que acontece quando há a perda de urina ao rir, tossir e fazer exercício, por exemplo. Outro tipo é a de urgência, quando acontece uma súbita vontade de urinar e não é possível chegar a tempo ao banheiro. Já o terceiro tipo caracteriza-se como mista, resultando na associação dos dois tipos anteriores.


Bexiga hiperativa

Outra causa para a incontinência urinária é a bexiga hiperativa. Esta pode ser a causa da urgência para urinar e, em alguns casos, pode estar associada à contração involuntária da bexiga em momentos inapropriados, o que causa a perda da urina. Estima-se que 18% da população adulta no Brasil sofra de bexiga hiperativa.

Neste caso, a fisioterapia e o uso de medicamentos via oral também podem ser eficazes. Nos casos nos quais os tratamentos conservadores não funcionam, ainda existe a possibilidade de implantar um aparelho capaz de estimular eletricamente os nervos da pelve, ou então administrar toxina botulínica diretamente no músculo da bexiga. As opções de tratamento são bem diversificadas.

Publicado em 08/04/10 e revisado em 05/05/20


A fisioterapia pélvica é uma especialidade que busca fortalecer a região do assoalho pélvico, bem como prevenir doenças. O método pode ser i...




A fisioterapia pélvica é uma especialidade que busca fortalecer a região do assoalho pélvico, bem como prevenir doenças. O método pode ser indicado a casos como de incontinência urinária ou menopausa, mas é recomendado principalmente às gestantes – já que é capaz de evitar a incidência de traumas durante o parto.

Outra vantagem da fisioterapia pélvica diz respeito à vida sexual da mulher. É que, além de preparar o corpo para o parto, a técnica ainda aumenta a lubrificação e sensibilidade no canal vaginal.

Um especialista em fisioterapia pélvica vai avaliar as necessidades de cada pessoa e, a depender do problema, indicar os exercícios adequados. No caso de incontinência urinária, por exemplo, é fundamental o acompanhamento fisioterapêutico. É o profissional de fisioterapia pélvica que vai indicar a frequência, força e tipo do exercício que você deve fazer.

O tratamento fisioterapêutico para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (MAP) consiste na cinesioterapia. Entre as técnicas, estão o pilates, o uso de cones vaginais e a eletroestimulação. Uma das principais atividades recomendadas para a fisioterapia pélvica são os exercícios de Kegel, que trabalham a hipotonia da musculatura perineal por meio de contração e relaxamento.

No começo e no final dos exercícios, o profissional de fisioterapia pélvica deve utilizar a escala visual analógica (EVA) de dor e a escala subjetiva para o bem-estar. Com base nos resultados, ele poderá recomendar a atividade mais apropriada e quantificar a melhora da paciente após uma intervenção.

Portanto, não basta ir a uma sessão, achar que aprendeu tudo, e não voltar mais. O profissional vai ensinar exercícios que podem ser feitos fora do consultório, mas vai também verificar a necessidade de realização de movimentos diferentes, a depender da evolução (ou não) do paciente.

A Fisioterapia Pélvica é uma especialidade da fisioterapia responsável por fortalecer o assoalho pélvico, evitando problemas causados pe...



A Fisioterapia Pélvica é uma especialidade da fisioterapia responsável por fortalecer o assoalho pélvico, evitando problemas causados pela perda de força naquela região, como incontinência urinária.

A  fisioterapia pélvica é a área de fisioterapia especializada na prevenção e/ou tratamento de todas as disfunções que afetam o assoalho pélvico. O assoalho pélvico tem como função sustentar os órgãos pélvicos e abdominais, contribuindo para a continência urinária e fecal, além de atuar na função sexual. Então, a fisioterapia pélvica atuará nas alterações que podem ocorrer no assoalho pélvico,  É indicado especialmente no pré e pós-parto, na menopausa ou mesmo na prática contínua de esportes de impacto.

Quando a musculatura está enfraquecida ou lesionada de forma avançada, algumas disfunções podem se tornar um incômodo para o paciente. As principais disfunções são:

  • Incontinência fecal: é a incapacidade de controlar a eliminaçãode fezes.
  • Prolapsos de órgãos: é a exteriorização de órgãos pelo canal vaginal ou anal. Acontece devido ao enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico e dos ligamentos que têm o papel de sustentar esses órgãos. Os órgãos que geralmente são projetados para fora são bexiga, útero e reto.
  • Disfunção sexual: os transtornos sexuais podem acontecer tanto no homem como na mulher, em uma (ou mais) das três fases que compõem o ciclo de resposta sexual: desejo, excitação e orgasmo. As disfunções sexuais mais frequentes nas mulheres são o vaginismo (contração involuntária dos músculos impossibilitando a penetração), anorgasmia (dificuldade ou incapacidade de atingir o orgasmo), dispareunia (dor durante o ato sexual).
  • Gestação e parto: durante a gravidez, os músculos do assoalho pélvico sofrem uma maior pressão porque sustentam, além dos órgãos pélvicos, o bebê e os anexos embrionários.
Algumas dessas disfunções vêm da falta de exercícios, enfraquecimento dos músculos, obesidade, doenças relacionadas à bexiga, de cirurgias que possam machucar os nervos da musculatura pélvica e até mesmo da gravidez ou do parto. Um outro sintoma característico da falta de força na pelve é quando vamos ao banheiro muito mais vezes que o colega ao lado numa tarde de trabalho, por exemplo. Aquela sensação de não conseguir segurar o xixi e de que a bexiga está sempre cheia.

A maior parte dos problemas relacionados ao assoalho pélvico são solucionados com a Fisioterapia Pélvica. Os principais fatores abordados no tratamento são:

  • Aprender a localizar e reconhecer os músculos do assoalho pélvico. Uma grande porcentagem de mulheres não sabe onde estão ou o papel que tem o assoalho pélvico.
  • Exercer a contração dos músculos do assoalho pélvico sem contrair simultaneamente os músculos das nádegas ou coxas, se isso não for necessário.
  • Fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Para isso, poderá ser usado equipamentos ou exercícios específicos.
  • Aprender a integrar a musculatura do assoalho pélvico em nossa vida diária. Dessa forma, saberemos como protegê-lo de esforços desnecessários e, claro, aprender como usá-lo durante as relações sexuais para torná-lo mais satisfatório para mulheres e homens.
Os exercícios domiciliares têm grande importância no resultado do tratamento, pois será através deles que a paciente se autoconhecerá e, assim, terá percepção da melhora/diminuição dos sintomas

Um conselho: antes de sair por aí fazendo exercícios aleatórios e que prometem milagres, tenha muito cuidado. Somente um especialista pode avaliar as necessidades de cada pessoa e, a depender do problema, indicar os exercícios adequados. No caso de incontinência urinária, por exemplo, é fundamental o acompanhamento fisioterapêutico. É o profissional de fisioterapia pélvica que vai indicar a frequência, força e tipo do exercício que você deve fazer.

Muitas são as doenças que causam impacto negativo na qualidade de vida das mulheres, entre elas, está o prolapso de órgãos pélvico. ...




Muitas são as doenças que causam impacto negativo na qualidade de vida das mulheres, entre elas, está o prolapso de órgãos pélvico. Apesar de ser uma enfermidade comum muitas mulheres não buscam tratamento, pois acham que é algo "normal da idade.

O assoalho pélvico é formado por músculos, ligamentos e tecidos que formam uma rede que sustenta órgãos, como: útero, vagina, bexiga, uretra e o reto. No caso de enfraquecimento dessa rede de sustentação, órgãos que formam essa região podem cair e ficar relevantes dentro da vagina.

O prolapso é considerado uma hérnia do conteúdo pélvico e/ou intraperitoneal no canal da vaginal e existem vários fatores de risco para sua ocorrência. A doença pode ser atribuída a uma combinação de condições que varia de paciente para paciente.

Existem fatores de riscos, mas nenhum é determinante, por exemplo: gestação (parto vaginal), menopausa (envelhecimento hipoestrogenismo), pressão abdominal cronicamente aumentada (doença pulmonar obstrutiva crônica – DPOC, constipação e obesidade), traumatismo do assoalho pélvico e fatores genéticos (raça e distúrbios do tecido conjuntivo).

Um dos primeiros sintomas é a sensação de bola na vagina, dificuldade para urinar e evacuar e incomodo na hora da relação sexual.

Muitas mulheres com prolapso leve e moderado não apresentam incômodos. O agravamento do quadro é imprevisível e o tratamento deve ser avaliado em relação aos riscos. A reabilitação dos músculos do assoalho pélvico pode ser oferecida às pacientes que desejam impedir a progressão do prolapso.

A escolha do tratamento vai depender do tipo e gravidade dos sintomas apresentados, da idade e das doenças já apresentadas pela mulher, do desejo sexual futuro e/ou fertilidade e dos fatores de risco para recorrência.

O tratamento deve ter como objetivo o alívio dos sintomas, mas os benefícios devem pesar mais que os riscos. Existem várias opções de tratamento, como: fisioterapia, pessários e cirurgia.

Os distúrbios (prolapso genital e incontinência urinária) são preocupações de saúde significativa para as mulheres. A avaliação deve focalizar os sintomas, sua correlação corporal e seu efeito sobre a qualidade de vida da paciente. A escolha do tratamento, cirúrgico ou não cirúrgico, deve ser compartilhada e baseada em sintomas e avaliação.

As diferenças entre o corpo da mulher e o do homem vão além daquelas que nos saltam aos olhos. O canal da uretra, por onde sai o xixi,...



As diferenças entre o corpo da mulher e o do homem vão além daquelas que nos saltam aos olhos. O canal da uretra, por onde sai o xixi, é uma das diversidades que ficam escondidinhas. Enquanto na ala feminina essa via de saída mede cerca de 5 centímetros, na turma do Bolinha chega à incrível marca de 22 centímetros.

A consequência da discrepância não é nada vantajosa para as mulheres. Isso porque, nelas, bactérias que se metem a intrusas têm um caminho muito mais curto a percorrer até alcançar a bexiga. Quando chegam ao órgão, costumam fazer estragos. Daí a vontade de urinar fica intensa, há dor e a urina às vezes vem acompanhada de sangue. É a cistite, nome formal da infecção urinária, que acomete de 20 a 30% da população feminina em certa fase da vida.

1. Obesidade

O vínculo é indireto, mas existe. Acompanhe o raciocínio: quem está muito acima do peso costuma exibir dobrinhas em várias partes do corpo. A característica muitas vezes dificulta a perfeita higiene da região genital após urinar e cria o cenário perfeito para as bactérias fazerem a festa.

Mas atenção: a limpeza em excesso também não é boa. Isso altera a flora vaginal, resultando em uma expulsão de bactérias protetoras dali. A recomendação é evitar duchas íntimas, sprays com aromas e outros itens capazes de desequilibrar a flora.

2. Segurar o xixi

"Não use banheiros públicos"… Está aí um conselho de mãe que se pode ignorar, tomando os devidos cuidado com superfícies sujas, é claro. É que xixi parado na bexiga por muito tempo cria o ambiente perfeito para a proliferação de bactérias do mal. Urinar funciona como uma lavagem contínua.

Apesar de nada romântico, o ato também é indicado logo depois da atividade sexual, quando podem ocorrer microfissuras na região da uretra, facilitando a aderência de micro-organismos. Com uma escapadinha ao banheiro, você expulsa os pequenos invasores.

3. Diabetes

Qualquer moléstia que comprometa as defesas do organismo, deixando-as bem capengas, predispõe à infecção urinária. É o caso do diabetes e da aids. "Aí, nosso corpo não consegue se defender direito das bactérias

Certos medicamentos, como aqueles indicados para quem convive com o lúpus, e a prática excessiva de exercícios físicos também contribuem para a queda da imunidade.

4. Constipação

Na famosa prisão de ventre, os problemas vão além do desconforto abdominal. Pela anatomia feminina, as bactérias do trato gastrointestinal, empacadas, têm facilidade em migrar para a uretra, contaminando-a. A culpada pela maioria dos episódios de cistite atende pelo nome de Escherichia coli. Essa é uma bactéria que vive no intestino, onde não cria problemas.

Mas, quando passa para a área da vagina, compete com micro-organismos que vivem naturalmente ali. Daí, se a intrusa domina o terreno, cresce o risco de infecção. De fato, nas pacientes constipadas detectamos uma maior colonização de micro-organismos do intestino na região vagina

5. Camisinha

Calma! Não vá achando que nesse tópico você vai encontrar um sinal verde para dispensar o preservativo durante o sexo. Jamais. O único contratempo é que os espermicidas – substâncias responsáveis por matar os espermatozoides – modificam a flora vaginal, deixando as mulheres mais suscetíveis à ação maléfica das bactérias.

A saída, então, é procurar camisinhas sem o tal espermicida ou que tenham a substância na parte interna, para o gel ficar em contato apenas com o pênis.

6. Cálculo renal

Em certos casos, as pedras que se formam nos rins são ocasionadas por uma bactéria que interfere na acidez da urina, facilitando o depósito de sais. O problema? O risco de esse micróbio também financiar a temida cistite. Há a possibilidade, inclusive, de o cálculo renal culminar direto no tipo mais grave da doença infecciosa, que é a pielonefrite.

"Mas essa relação entre pedra no rim e infecção urinária é exceção, não a regra", afirma o médico da Unifesp. De qualquer forma, o recado é sempre investigar. Assim, evita-se o uso constante de antibióticos e o surgimento de um exército perigoso de bactérias resistentes.

As duas faces do problema

A cistite é o tipo mais frequente de infecção urinária. Ela atinge a bexiga, e os sintomas incluem vontade de fazer xixi a todo momento, além de ardência e sangramento ao urinar. Antibiótico, analgésico e hidratação costumam dar conta do recado.

A pielonefrite, por sua vez, é a forma mais nefasta do quadro, pois a bactéria chega até os rins, causando febre e mal-estar. O tratamento é mais prolongado e pode exigir internação.

Vacina

Quem convive com a infecção urinária várias vezes ao ano pode recorrer a uma vacina para melhorar as defesas do corpo. Ela é um pouco diferente, para começar pela forma – ora, trata-se de um comprimido.

Tem outro detalhe: esse tratamento é indicado só para as mulheres atormentadas pela bactéria Escherichia coli, responsável por 85% dos episódios de cistite.

Antibiótico preventivo

Outro recurso capaz de reduzir as recorrências infecciosas é o uso profilático de antibióticos. Na prática, a paciente recebe doses baixas do medicamento – geralmente um quarto da quantidade utilizada normalmente – por cerca de seis meses.

Nesse meio-tempo, é possível que as bactérias provoquem novas infecções, porém o risco é menor. Para definir o melhor caminho e afastar a complicação, conte com acompanhamento médico.

    Segundo Faúndes et al . (2008) a gravidez e o parto são acontecimentos que se distanciam de atos meramente biológico...


    Segundo Faúndes et al. (2008) a gravidez e o parto são acontecimentos que se distanciam de atos meramente biológicos, por serem imersos em aspectos políticos, econômicos e sociais que se refletem nos valores culturais de uma sociedade.

    Castilho et al. (2010) ressalta ainda a possibilidade da dor no parto fazer com que algumas mulheres optem por uma cirurgia, talvez porque a ênfase cultural da dor do parto natural é maior e mais difundida do que a dor da cesárea. O medo da dor ganha força e legitimidade através da medicalização, pois a cesárea nos é apresentada como segura, inócua e desvinculada da dor.

    Nesse contexto vê-se que a participação do fisioterapeuta no trabalho de parto é de suma importância, pois este pode auxiliar com as técnicas fisioterápicas no alívio da dor, aumento da dilatação do colo uterino, facilitar o nascimento do bebê; orientar quanto à respiração, à força adequada a ser utilizada, enfim o posicionamento durante o parto propriamente dito.

    Bio et al. (2007) observou em seu presente estudo que a intervenção fisioterapêutica na assistência ao trabalho de parto auxilia na ação da estrutura osteomuscular facilitando a progressão do trabalho de parto, melhora a mobilidade pélvica promovendo a evolução da dilatação, além de que o uso consciente do corpo, estimulado pelo auxilio do fisioterapeuta, favorece o parto vaginal.

    A temática fisioterapia no trabalho de parto sempre despertou meu interesse, o qual se intensificou a partir do estágio de gineco obstetrícia como acadêmica de fisioterapia em um hospital regional de referência onde pude acompanhar partos vaginais. Nesse período, pode-se vivenciar o medo que as gestantes tinham na hora do parto, mesmo que durante o pré-natal, as mesmas já tivessem tido todas as orientações em relação ao procedimento do parto normal ou vaginal. A curiosidade e a preocupação com a preparação fisioterápica durante o trabalho de parto foram os sentimentos mais persistentes quando se decidiu produzir um estudo integrativo sobre o tema.

    O estudo teve como relevância a importância da atuação do fisioterapeuta durante o período gestacional, o parto e o puerpério. Relevante ainda para os profissionais e estudantes de Fisioterapia para que seja esclarecida a eficácia da fisioterapia nas gestantes.

    O objetivo desse estudo foi analisar o conhecimento produzido e divulgado nas bases de dados Scielo da atuação do fisioterapeuta no trabalho de parto no período de 2000 a 2012.

2.     Metodologia

    Tratou-se de uma revisão integrativa. A revisão integrativa da literatura é um método de pesquisa que permite a incorporação das evidências na prática clínica com a finalidade de reunir e sintetizar resultados de pesquisas sobre determinado tema ou questão, de maneira sistemática e ordenada (MENDES, 2008).

    Definiu-se como fonte de busca o Scientific Eletronic Library Online (SCiELO), que é de grande referência na produção de estudos na área da saúde. Nesta, utilizaram-se os descritores: fisioterapia, fisioterapia na gestação, parto normal.

    De início, os estudos para compor esta revisão integrativa foram selecionados e definidos os critérios de inclusão: artigos publicados em idioma português, com ano de publicação entre 2005 a 2013, convergentes com a proposta do estudo de fisioterapia no trabalho de parto. Foram excluídos os estudos na língua inglesa, artigos com ano de publicação inferior a 2005, sem resumo e as duplicidades. A busca pelas produções foi conduzida no período de março de 2012 a outubro de 2013.

    Para análise e posterior síntese dos artigos, foi construído um quadro sinóptico, que contemplou os aspectos considerados pertinentes: nome do artigo, objetivos, resultados e recomendações/conclusões. Para apresentação dos resultados o quadro foi dividido, para facilitar a leitura e discussão dos achados científicos. Foram encontrados 156 estudos na base de dados SCiELO. Após uma análise minuciosa, observou-se que sete artigos atendiam aos critérios estabelecidos. Estes, sete artigos então, constituíram no número desta revisão integrativa.

    Os dados utilizados neste estudo foram referenciados, respeitando os aspectos éticos quanto à propriedade intelectual dos textos científicos, identificando seus autores e demais fontes de pesquisa, que foram pesquisados. A partir desse contexto foi criada a categoria sobre técnicas utilizadas pela fisioterapia na gestação.

3.     Resultados e discussões

    Os artigos incluídos foram os publicados em periódicos nacionais em português, sendo dois de 2008, um de 2009, um de 2010, dois de 2011 e um em 2012 demonstrando que não houve lacunas de publicações na sequência de anos pesquisados. Quanto aos tipos de estudos, foram assim classificados: revisão integrativa, estudos de naturezas qualitativas e quantitativas.

Quadro 1. Artigos selecionados sobre fatores associados aos benefícios da fisioterapia no período gestacional segundo autores, ano de publicação, título, tipo e objetivo do estudo

Autores

Ano

Título

Tipo de estudo

Objetivo

1

Pitangui e Ferreira

2008

Avaliação fisioterapêutica e tratamento

da lombalgia gestacional

Revisão Integrativa

Revisar a literatura

científica sobre a avaliação clínica, classificação, prevenção e tratamento da lombalgia gestacional.

2

Souza e Brugiolo

2012

Os benefícios da fisioterapia na lombalgia gestacional

Revisão Integrativa

Descrever, através de revisão da literatura científica os benefícios da fisioterapia para o tratamento da dor lombar durante o período gestacional.

3

Quinto e Mejia

2011

Fisioterapia no trabalho de parto: uma revisão literária

Revisão de Literatura

Informar aos fisioterapeutas e profissionais da área da saúde sobre os benefícios do tratamento realizado pela fisioterapia durante o trabalho de parto.

4

Baveresco et al

2009

O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente

 

Referência Bibliográfica

Trabalhar para garantir à mulher um parto

seguro e satisfatório.

5

Ronconi et al

2010

Dor e satisfação durante o trabalho de parto em primigestas: visão da parturiente e do obstetra

Referência Bibliográfica

Correlacionar a dor sentida pela parturiente e sua satisfação quanto ao trabalho de parto, ambas correlacionadas com a visão do obstetra.

6

Andrade; Rocha e Martins

2011

A importância da atuação do fisioterapeuta durante o trabalho de parto vaginal: revisão de literatura

Revisão de Literatura

Realizar uma revisão de literatura sobre a atuação da fisioterapia no trabalho de parto vaginal e analisar o que os estudos relatam sobre os efeitos do TENS, da cinesioterapia e dos exercícios respiratórios durante esse período.

7

Beleza e Carvalho

2008

Atuação fisioterapêutica no puerpério

Revisão Bibliográfica

Descrever a atuação da fisioterapia no puerpério

Técnicas utilizadas pela fisioterapia na gestação e no parto

    De acordo com Baracho (2007), durante o trabalho de parto, é de suma importância que o fisioterapeuta tenha atuação durante o parto, e essa prática só ocorrem em hospitais escolas. A valorização do fisioterapeuta de seu trabalho na assistência à gestante em trabalho de parto cada dia aumenta e vem tornando-se de grande importância no alívio da dor durante o parto, aumento da dilatação progressiva do colo uterino, que irá facilitar a saída do bebê; orientações quanto à respiração e à força adequada a ser utilizada; e o posicionamento durante o parto propriamente dito.

    O fisioterapeuta que atua dentro da equipe obstétrica possui como objetivos primordiais auxiliar a amenizar as dores da parturiente e diminuir o tempo do processo de parto. Desta maneira, ele colabora para um nascer harmônico e um registro mais saudável e confiante da vivência do feminino (FERREIRA, 2004). 

    Segundo Mamede (2007), a dor que a parturiente sente durante o trabalho de parto e parto é influenciada por diversos fatores e é única para cada mulher. Estes fatores incluem ansiedade e medo, experiência anterior de parto, preparação para o parto e suporte oferecido durante este processo.

    Conforme Ferreira (2011), o acompanhamento fisioterapêutico durante uma abordagem de uma grávida durante o período da gestação é diferente de outra em que o primeiro contato com a fisioterapia ocorre durante o parto. Sendo assim, é importante que o fisioterapeuta e a gestante estabeleçam um vínculo para que possa ter uma maior segurança e confiança, para que durante o parto diminua as reações de defesa em relação ao estresse desse momento e que estimule a parturiente a tentar novas posturas e movimentos durante o primeiro período de parto.

    Alguns estudos descrevem métodos fisioterapêuticas que podem ser realizadas nas gestantes de baixo risco para que possa diminuir as dores, proporcionar conforto, aumentar relaxamento e principalmente a confiança em relação ao próprio corpo. É importante o estímulo de algumas técnicas como a deambulação a gestante, adoção de posturas verticais, exercícios respiratórios, analgesia através da neuroeletroestimulação transcutânea (TENS), massagens, banhos quentes, crioterapia e relaxamento, são métodos importantes para o alivio da gestante (BIO, 2007).

    Acredita-se que a fisioterapia tem muito conhecimento de métodos e técnicas, eficiente e segura, onde está diminuindo as dores e os desconfortos durante o trabalho de parto, que são chamados não-farmacológicos.

    Com este estudo ficou constatado que o fisioterapeuta é muito importante no acompanhamento da gestante durante o processo de parto, ajudando essas gestantes na redução da percepção dolorosa durante o trabalho de parto e na diminuição do tempo de trabalho de parto.

    O estudo de Andrade, Rocha e Martins (2011) tratam da atuação da fisioterapia no trabalho de parto vaginal e analisa o que os estudos relatam sobre os efeitos do TENS, da cinesioterapia e dos exercícios respiratórios que irão contribuir no parto natural.

    De acordo com Mendonza (2002); Orange et al (2003) o TENS, promove uma analgesia local, sendo utilizado na gestante durante o trabalho de parto vaginal, beneficiando assim a gestante diante do incômodo que as mulheres sentem durante a dor do parto. Este método demonstra atrasar o uso de remédios para analgesia utilizada no durante o processo do parto.

    Entretanto, o estudo de Orange et al. (2003), mostrou que a aplicação de TENS torna-se efetiva em retardar a instalação da anestesia combinada para manter analgesia satisfatória durante o trabalho de parto, porém não apresentou efeito significativo sobre a intensidade da dor e a duração do trabalho de parto.

    Quanto ao uso da cinesioterapia este recurso ainda é relativamente polêmico durante as diferentes fases do trabalho de parto. Muitos autores acreditam que utilização da fisioterapia durante o trabalho de parto pode favorecer o tempo total do parto; e que existem estudos que comprovam que não existem diferenças entre eles. Por isso, não tem como definir técnicas para que se possa favorecer o trabalho de parto (CANESIN, 2010).

    Mas acredita-se que os exercícios respiratórios podem estimular a parturiente a manter uma respiração longa e suave associada às contrações uterinas, evitando o cansaço, hipotensão e hiperoxigenação (NOGARETTI, 2006).

    O artigo escrito por Beleza e Carvalho (2008) também trata sobre a atuação da fisioterapia no puerpério citando como forma de reeducar a função respiratória, reeducar a musculatura abdominal, restabelecer a função gastrintestinal, estimular o sistema circulatório e prevenir tromboses, promover analgesia da região perineal e da incisão da cesariana, retomar o condicionamento cardiovascular, e oferecer orientações sobre posturas corretas ao amamentar e nos cuidados com o bebê. Diversos são os recursos existentes na área da fisioterapia como: técnicas de cinesioterapia e eletroterapia.

    Ainda o mesmo autor diz que o fisioterapeuta deve orientar as puérperas quanto a uma postura ideal no leito, como, por exemplo, o decúbito lateral para que possa facilitar a eliminação dos flatus, incentivar as puérperas a deambulação precoce e evitar posturas antiálgicas, para aliviar as tensões musculares e evitando dores, promovendo analgesia, estimulando sempre uma postura correta (SOUZA, 2004).

    Já Stephenson e O'Connor (2008) aduz que o atendimento fisioterápico deve ser iniciado com a reeducação diafragmática, através de métodos da propriocepção em posições em decúbito dorsal ou sentado, a gestante, durante os exercícios, deverá colocar as mãos sobre o tórax e sobre o abdome enquanto respira profundamente. Os exercícios respiratórios, em caso de pós-cesariana são de grande importância, pois com o uso da anestesia geral durante a cirurgia, o muco pode se acumular nos pulmões, e a respiração ficam mais difícil, para conseguir um padrão respiratório diafragmático a puérpera poderá fazer exercício que ajudará nesse processo, como no caso, imobilizar a incisão com as mãos ou com uma almofada, e fazer os exercícios respiratórios.

    No estudo ficou evidenciado que a fisioterapia no puerpério é muito importante, pois um programa de exercícios variado como: alongamento, exercícios respiratórios, agachamento com apoio, drenagem linfática, bola suíça, Reeducação Postural Global (RPG), massagem relaxante, os exercícios ajudam no retorno rápido a condições pré-gravídicas e evita problemas futuros, como: mobilidade gastrointestinal reduzida, incontinência urinária, pouca força abdominal, má postura, tendinites. Infelizmente a fisioterapia ainda não faz parte de alguns hospitais, ainda não é comum em todas as maternidades e a maioria das mulheres ainda não tem o conhecimento da importância da fisioterapia no pré-pós-parto, esse método proporcionará alivio, confiança e relaxamento para as gestantes durante o parto (PEDROSO, 2012).

4.     Considerações finais

    Os dados de interesse para esse estudo de revisão foram os que referenciavam os principais tratamentos fisioterapêuticos utilizados na gestação e no trabalho de parto. A seleção desse material foi concretizada por meio da leitura dos resumos dos artigos que tratam sobre as informações contidas no título.

    A assistência fisioterapêutica torna o processo de parturição mais ativo, natural e satisfatório, proporcionando à gestante redução das percepções dolorosas, redução do medo e da ansiedade aumento da confiança, bem-estar físico, e maior consciência do processo parturitivo. 

    O conhecimento de diversas condutas não farmacológico para o alívio da dor proporciona ao fisioterapeuta o suporte necessário para atuar com eficácia e segurança durante esse período de total insegurança e "sofrimento" para a mulher, que é o trabalho de parto. 

    Embora a Fisioterapia Obstétrica seja uma área de atuação que se encontra em expansão, a grande maioria dos hospitais e maternidades ainda não oferecem às suas gestantes um atendimento obstétrico acolhedor e humanizado, que realmente supra suas necessidades, respeite sua individualidade e garanta satisfação para a família que acaba de aumentar. 

    Apesar da existência de diversos estudos científicos sobre o tema lido, muitas questões encontram-se indefinidas, necessitando serem aprofundadas a fim de que haja um consenso sobre qual terapia não medicamentosa devemos seguir em determinados casos. 

    Em face do acima exposto, podemos concluir que, o fisioterapeuta que atua neste ramo deve possuir uma rica gama de conhecimento a respeito das inúmeras condutas que pode fazer uso, para que no momento em que tenha que atuar, saiba fazê-lo em prol da parturiente, a fim de minimizar a sua dor e fazer com que este momento divino possa chegar com tranquilidade e segurança.

Referências

  • ANDRADE, Michelly Fernanda Moreira de Andrade; ROCHA, Alexandra Rocha; MARTINS, Leticia. A importância da atuação do fisioterapeuta durante o trabalho de parto vaginal: revisão de literatura. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, sup. 20, n. 1, p. S52-S62, 2011.

  • BARACHO E. Fisioterapia aplicada à obstetrícia, uroginecologia e aspectos da mastologia. 4. ed. rev. e ampliada. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

  • BARACHO, Elza. Fisioterapia aplicada à obstetrícia. 3ª edição. Rio de Janeiro: Medsi, 2007.

  • BAVARESCO, Gabriella Zanella et al. O fisioterapeuta como profissional de suporte à parturiente. Ciência & Saúde Coletiva, 16(7):3259-3266, 2009.

  • BELEZA, Ana Carolina S.; CARVALHO, Gilliane Paula de; Atuação Fisioterapêutica no Puerpéro; Revista Hispeci G Lema, Faculdades Integradas Fafibe- Bebedouro/SP.

  • BIM CR., PEREGO AL. Fisioterapia aplicada à ginecologia e obstetrícia. Iniciação Científica Cesumar 4v. n.1, 57-61, 2002.

  • BIM, Cintia Raquel; PEREGO Aline Lilian. Fisioterapia aplicada à Ginecologia e obstetrícia. Iniciação Científica Cesumar. Maringá.mar.-jul.2005, vol.04.

  • BIO ER, BITTAR RE, Zugaib M. Influência da Mobilidade Materna na duração da fase ativa do trabalho de parto. Rev Bras Ginecol Obstet [periódico na Internet]. 2006.

  • BIO, Eliane; BITTAR, Roberto Eduardo; ZUGAIB, Marcelo. Influência da mobilidade materna na duração da fase ativa do trabalho de parto. Revista brasileira de ginecologia e obstetrícia. Nov, 2007, vol. 28, n° 11.

  • BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticos de Saúde. Área Técnica da Saúde da Mulher. Parto, aborto e puerpério: assistência humanizada à mulher / Ministério da Saúde, Secretaria de Políticas de Saúde, Área Técnica da Mulher. – 1º ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2011.

  • CANESIN, Kariny. A atuação fisioterapêutica para diminuição do tempo do trabalho de parto: revisão de literatura; femina | agosto 2010 | volume 38 | n° 8.

  • CAROMANO FA. Alterações morfofisiológicas relacionadas com lombalgia gestacional. Arq Ciên Saúde Unipar, 5(3):267-72, 2006

  • CASTILHO, Sueli A.; PIRES, Denise E. Pires. D. O resgate do parto normal: as contribuições de uma tecnologia apropriada. Texto Contexto Enfermagem. Mai-ago, 2010, vol.9, n°02.

  • COSTA, M.C.O.; QUEIROZ, S. de S.; SANTOS, C.A.T.; BARBONI, A.R., NETO, A.F.O.; ROCHA, G.R.; ROCHA, C.C.; FERREIRA, M.H. Condições de gestação, parto e nascimento em adolescentes e adultas jovens: Santa Casa. Adolesc. Latino am. v.1 n.4 Porto Alegre dez. 2009.

  • CONTI, M. H. S. et al. Efeito de Técnicas Fisioterápicas sobre os Desconfortos Músculo-esqueléticos da Gestação. Revista brasileira de ginecologia e obstetrícia, Rio de Janeiro, v. 25, n. 9, p. 647-654, 2005.

  • DIFIORI, J. Boa forma física pós-natal. 1.ed. São Paulo: Manole. 2000.

  • DOMINGUES, R. M. S. M.; SANTOS, E. M.; LEAL, M. C. Aspectos da satisfação das mulheres com a assistência ao parto: contribuição para o debate. Caderno de Saúde Pública, Rio de Janeiro, sup. 20, n. 1, p. S52-S62, 2004.

  • FAÚNDES, A., AMARAL, E., PINTO E SILVA, J. L., GAMA DA SILVA, J. C., PINOTTT, J. A. Trabalho de parto em pacientes com antecedentes de cicatriz de cesárea. Gin. Obstet., 2008.

  • FERREIRA, C. H. J. O uso da eletroestimulação nervosa transcutânea como recurso de alívio de dor no trabalho de parto em um contexto de humanização da assistência obstétrica. Revista Fisioterapia Brasil, vol. 5, n. 4, jul./ago. 2004.

  • FERREIRA, Cristine H. J. NAKANO, Ana Márcia S. Lombalgia na gestação: uma revisão. Jornal Brasileiro de Medicina, São Paulo, v. 77, n. 1, p. 113- 118, julho de 2003.

  • GIL, V. F. B.; OSIS, M. J. D.; FAÚNDES, A. Lombalgia durante a gestação: eficácia do tratamento com Reeducação Postural Global (RPG). Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.18, n.2, p. 164-170, Abr/Jun 2010.

  • KISNER, C.; COLBY, L. A. Exercícios terapêuticos: Fundamentos e técnica. 3. ed. São Paulo: Manole, 2004.

  • LIZO, C.L.P.; LOPEZ, F.A.; SEGRE, C.A.M. Influência do estado nutricional, ganho de peso gestacional e tabagismo maternos sobre o peso e comprimento de recém-nascidos normais em população de alta condição sócio-econômica. Ped Mod. 2004; 30:287-304.

  • LOPEZ RCS, DONELLI TS, LIMA CM, et al. O antes e o depois: expectativas e experiências de mães sobre o parto. Psicologia: Reflexão e Crítica 2005,18(2):247-54.

  • MAMEDE, F. V.; ALMEIDA, A. M.; SOUZA, L.; MAMEDE. M. V. A dor durante o trabalho de parto: o efeito da deambulação. Revista Latino Americana de Enfermagem, vol. 15, n. 6, p. 1157-1162, 2007. 

  • MARTINS, RF, SILVA JLPE. Tratamento da lombalgia e dor pélvica posterior na gestação por um método de exercícios. Rev Bras Ginecol Obstet. 2005 Maio;27(Suppl 5): 275-282.

  • MELHADO SJC, SOLER ZASG. A lombalgia na gravidez: análise entre gestantes no último trimestre da gestação. Femina. 2007; 32 (Suppl 8): 647-652

  • MENDES KDS. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto & contexto enferm. 2008;17(4):758-64.

  • NOGARETTI, J. O índice de satisfação quanto ao atendimento fisioterapêutico das puérperas no alojamento conjunto do Hospital Nossa Senhora da Conceição. 2006.

  • OTTO, Edna. Como ter um bebê mantendo-se em forma. São Paulo: Manole, 2004.

  • PEDROSO, Aline; Fisioterapia respiratória e atividade física em gestantes para humanização do parto. Revista Interdisciplinar Estudos em Saúde, ISSN 2238-832X, Caçador, V.1, n.1, p. 59-72, 2012.

  • PITANGUI ACR, FERREIRA CHJ. Avaliação Fisioterapêutica e tratamento da lombalgia gestacional. Fisioter Mov 2008; 21(2):135-42. 

  • POLDEN, Margaret; MANTLE, Jill. Fisioterapia em ginecologia obstetrícia. 2.ed. São Paulo: Macule, 2006.

  • QUINTO, Sheyla Mitchela Galarza; MEJIA, Dayana Priscila Maia (2011). Benefícios da fisioterapia no tratamento de linfedema pós-mastectomia radical: uma revisão literária. Pós-graduação em Fisioterapia em Urologia, Obstetrícia e Mastologia – Faculdade Ávila.

  • RONCONI, Ana Priscila Laurentino, PERDICHIZZI, Francesca da Silva, PIRES, Oscar César, CONSTANTINO, Elton, LOPES, Vanessa Rezende, POSSO, Irismar de Paula. Dor e satisfação durante o trabalho de parto em primigestas: visão da parturiente e do obstetra. Rev Dor. São Paulo, 2010 out-dez;11(4):277-281.

  • SEBBEN, V. et al. Tratamento hidroterapêutico na dor lombar em gestantes. Revista Perspectiva, Erechim, v. 35, n. 129, p. 167-175, Mar 2011.

  • SOARES, AP, G. SPINASSÉ, PP. RIZZO, EP. Avaliação da atuação fisioterapêutica em obstetrícia sob a ótica de médicos e fisioterapeutas nos hospitais do município de Vila Velha-ES. 2008.

  • SPERANDIO FF, SANTOS GM, PEREIRA F. Características e diferenças da dor sacroilíaca e lombar durante a gestação em mulheres primigestas e multigestas. Rev.Fisio Brasil 2005;5(4):267-70.

  • STEPHENSON, R. G.; O'CONNOR, L. J. Fisioterapia aplicada à ginecologia e obstetrícia. 2.ed. São Paulo: Manole, 2005.

  • STRASSBURGER, S. Z.; DREHER, D. Z. A Fisioterapia na atenção a gestantes e familiares: relato de um grupo de extensão universitária. Scientia Médica. Porto Alegre, v.16, n.1, p.23-26, 2006.

Dismenorreia é a dor pélvica ou abdominal provocada por contrações uterinas antes e/ou durante a menstruação. Comumente chamada de cólica...

Imagem relacionada

Dismenorreia é a dor pélvica ou abdominal provocada por contrações uterinas antes e/ou durante a menstruação. Comumente chamada de cólica menstrual, a dismenorreia afeta cerca de 50% das mulheres que menstruam. Ela é tão comum que a maioria das mulheres não chega a relatar o problema ao médico, dificultando o diagnóstico correto e consequente tratamento.


A dor abdominal/pélvica varia de um simples desconforto (sensação de peso no baixo ventre ou na região lombar) a dores muito fortes, que podem ser acompanhadas de náusea, vômito, diarreia e dor de cabeça. Existem dois tipos de dismenorreia:

Primária: não associada a problemas uterinos, ocorre nas primeiras menstruações e diminuem por volta dos 20 anos de idade ou na gravidez.

Secundária: associada a possíveis alterações nos órgãos reprodutivos, como miomas, cistos, endometriose, infecções, malformações, varizes e uso do DIU. Geralmente esse tipo de dismenorreia aparece cerca de dois anos depois do início da menstruação.

O tratamento da dismenorreia varia de acordo com a classificação.  Para a dismenorreia primária geralmente são prescritos anti-inflamatórios não esteroides antes e durante a menstruação. O objetivo é diminuir a produção de prostaglandinas, que aumentam as contrações do útero. Outro medicamento usado são os anticoncepcionais de uso contínuo, que impedem a ovulação e reduzem as cólicas.

 Já a dismenorreia secundária é tratada individualmente, de acordo com a causa. Ao mesmo tempo, os médicos costumam receitar algumas mudanças de hábito para amenizar os efeitos da dismenorreia, como exercícios leves, chás de camomila ou erva-doce, compressas quentes, banho morno e redução da ingestão de alimentos gordurosos.

Para Cara Adams e Jane Frahm, em um capítulo publicado no Saunders Manual of Physical Therapy practice, o ideal é o uso do TENS ou da corrente interferencial para combater tanto a dor abdominal quanto a lombar que acontece neste período da vida da mulher.

1) TENS convencional

– Eletrodos dispostos posteriormente entre T-10 e L-1 ou anteriormente, na região abdominal, logo após a cicatriz umbilical e nunca abaixo da espinha ilíaca antero-superior.
– Freqüência – 50 a 100 Hz.
– Pulso – 40 a 75 ms.
– Intensidade confortável parestesia sem provocar a contração muscular.
– Tempo- 30 minutos e caso a dor persistir mais uma série de 30 minutos.

2) Corrente interferencial

– Quatro eletrodos sendo dois de 100 cm2 dispostos anteriormente e dois de 200 cm2 dispostos posteriormente (acima da prega glútea).
– Freqüência rítmica de 90 a 100 Hz.
– Intensidade depende da tolerância da paciente (usualmente de 12 a 25 mA)
– Tempo de 15 a 20 minutos diários.

Referências Bibliográficas:
1)Deligeoroglou E , Dysmenorrhea Ann N Y Acad Sci 2000; 900: 237-44
2) Myers, R S Saunders Manual of Physical Therapy Practice. W.B. Saunders Company, USA, 1995


Publicado em 19/11/10 e revisado em 08/11/19

A maior dificuldade do treino da MAP é fazer com que a mulher perceba o exercício que está fazendo: se está contraindo a muscu...




A maior dificuldade do treino da MAP é fazer com que a mulher perceba o exercício que está fazendo: se está contraindo a musculatura certa, se está contraindo com força suficiente. O jeito mais moderno e eficiente de se ensinar essa contração é o biofeedback.

Este tipo de treinamento da MAP permite um maior controle sobre a força e o tipo da contração muscular, bem como a sua duração. Além, permite um treino eficiente do relaxamento muscular, já que é comum que algumas mulheres saibam contrair mas não relaxar a MAP conscientemente. A importância do relaxamento consciente está em momentos como por exemplo o parto, onde contrações durante o período expulsivo (quando o bebê está saindo) podem gerar lesões graves.

Acesse o blog de Fisioterapia

Desta forma, o trabalho sobre a MAP pode ser mais amplo, uma vez que todo o ciclo de contração pode ser monitorado, da contração ao relaxamento e nova contração. Aplica-se o biofeedback na reabilitação da MAP para ensinar o controle voluntário desta musculatura, ensinar os exercícios de fortalecimento e melhorar a coordenação motora do assoalho pélvico.

É importante ressaltar que o treino com o biofeedback não fortalece diretamente a musculatura. Como para qualquer outra musculatura do corpo, para que haja fortalecimento eficaz o treino deve ser realizado com carga (peso), ou seja, através de treinamento manual (com as mãos do terapeuta resistindo à contração) ou com cones vaginais. A função do biofeedback e da eletroterapia são de ensinar a contração para as mulheres incapazes de contrair a MAP satisfatoriamente, e não de fortalecer.

Após aprender a contrair com o biofeedback, a mulher tem mais facilidade de manter sua rotina diária e domiciliar de exercícios simples para a MAP.

Estudos recentes mostram que esta terapia pode inibir as contrações involuntárias da bexiga, nos casos de incontinência urinária por hiperatividade do detrusor (músculo que forma a bexiga em si), ao melhorarem a força e coordenação dos músculos. O biofeedback permite a distinção da musculatura contraída acessoriamente durante o esvaziamento da bexiga (musc. abdominal), daquela contraída no momento inverso, ao conter-se a urina durante uma elevação da pressão intraabdominal - tossindo, etc, (musc. do assoalho pélvico).

Praticamente não existem contraindicações, o método é divertido e não oferece desconforto.

Com ajuda daqui

Faça Fisioterapia