Botox ajuda a tratar incontinência urinária em mulheres, diz estudo


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Injeções de botox na bexiga são eficazes para combater a incontinência urinária em mulheres, principalmente do tipo mais severo, a chamada incontinência de urgência, segundo uma pesquisa da Universidade Loyola, em Chicago, nos Estados Unidos, em conjunto com o National Institutes of Health (NIH), uma rede médica do Departamento de Saúde dos EUA que inclui 27 centros e instituições clínicas.

O estudo foi publicado nesta quinta-feira (4) no periódico "New England Journal of Medicine". A incontinência de urgência caracteriza-se pela vontade súbita e incontrolável de urinar em meio a atividades do dia a dia, afirmam os cientistas. É mais grave do que a incontinência de esforço, distúrbio em que a pessoa urina ao fazer exercício, tossir ou espirrar, por exemplo.

O problema em geral é tratado com remédios à base de substâncias anticolinérgicas, que reduzem as contrações da bexiga através do controle do sistema nervoso. O tratamento com medicamentos e com botox possuem eficácia similar, mas as drogas causam mais efeitos colaterais, como prisão de ventre, boca e olhos secos, segundo a pesquisa.

Os cientistas avaliaram 241 mulheres com o problema de incontinência urinária. Um grupo de voluntárias recebeu anticolinérgicos por via oral uma injeção inócua diariamente, por seis meses. Já o outro grupo recebeu, pelo mesmo período, injeções de botox e um remédio placebo pela via oral.

O resultado foi que 27% das voluntárias tratadas com injeções de botox ficaram totalmente curadas, contra 13% das que receberam remédios. Nos dois grupos, entre as pacientes que não se curaram totalmente,  houve redução similar nos episódios de incontinência. Em média, elas urinavam involuntariamente cinco vezes ao dia, quadro que foi reduzido para de uma a duas vezes ao dia, em média.

As mulheres que receberam injeções de botox, no entanto, apresentaram 28% mais casos de infecção urinária do que as que usaram apenas o medicamento (15%).

"O resultado vai ajudar médicos a ponderar as opções de tratamento para mulheres, além de dar mais opções para recomendações baseadas nas necessidades dos pacientes", afirmou no estudo a médica Linda Brubaker, uma das autoras da pesquisa.

iNCONTINENCIA URINARIA (Foto: Arte/G1)
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