Eletroestimulacao no tratamento de incontinencia urinaria


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Outra forma de ganho muscular pode ser feita através da estimulação elétrica com o uso de dispositivos cutâneos, endo-anais. Eletrodos colocados no períneo por via percutânea, entre outros, promovem um aumento na resistência esfincteriana e redução na contração detrusora (estimulação dos nervos pudendo e pélvico).

O mecanismo preciso de ação da eletroestimulação em humanos ainda não está comprovado, embora tenha sido demonstrado que o estímulo sensório que segue
pelo nervo pudendo pode inibir a atividade do detrusor em homens. Muitos especialistas acreditam que nenhuma forma de estimulação elétrica implantada consiga, através da estimulação dos nervos aferentes pudendo, pelo percurso eferente, causar a contração da musculatura pélvica estriada. Há uma inibição da atividade inapropriada do detrusor, embora o mecanismo aferente ainda não tenha sido esclarecido.

Existe um consenso de que a ação da musculatura estriada é capaz de promover a inibição do detrusor neste contexto. Todavia, os dados que suportam esta hipótese permanecem incompletos.14, 15A estimulação crônica fortalece a musculatura estriada  e a hipertrofia, as fibras de contração rápida e lenta. Acredita-se que a eletroestimulação é uma terapia neuromoduladora a qual afeta os sinais neurais que controlam a incontinência, porém isso é alcançado apenas pela estimulação crônica.

Não há relatos de morbidade significante dessa forma de terapia. Efeitos colaterais que são comuns com tratamento medicamentoso não acompanham este tratamento, porém alguns pacientes relatam algum desconforto ou irritação local. Pacientes com marcapasso (ou outros implantes elétricos) devem considerar métodos alternativos de tratamento, baseados teoricamente nos riscos elétricos. No entanto, não há nenhuma análise econômica dessa terapia. Sabe-se que, nos Estados Unidos, estes estimuladores são muito caros, portanto eles não têm muita popularidade entre os especialistas que tratam a incontinência.

Wille et al.16 avaliaram os efeitos dos exercícios para a musculatura pélvica, eletroestimulação e biofeedback na incontinência urinária após a prostatectomia radical
randomizando 139 pacientes em três grupos que realizariam respectivamente cinesioterapia, cinesioterapia mais biofeedback e cinesioterapia, biofeedback e eletroestimulação. Foi verificado que as  diferenças entre os grupos não eram estatisticamente significantes. Portanto conclui-se que os tratamentos com eletroestimulação e biofeedback contribuem para redução dos sintomas urinários, mas não otimizam os efeitos dos exercícios na reabilitação da incontinência.

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