Ver a barriguinha crescendo mês a mês é algo que deixa toda futura mamãe feliz. E para ter uma gestação tranquila o corpo pas...

Fisioterapia Pélvica: benefícios durante a gravidez e no pós-parto


Fisioterapia pélvica

Ver a barriguinha crescendo mês a mês é algo que deixa toda futura mamãe feliz. E para ter uma gestação tranquila o corpo passa por uma série de transformações que vão muito além das alterações visíveis.

Há ainda a readaptação do corpo, pois o útero cresce cerca de vinte vezes comparado ao seu tamanho original, pressionando os demais órgãos que estão ao seu redor.

Para suportar todas essas mudanças é necessário realizar exercícios de fortalecimento dos músculos específicos. Uma dessas atividades é a fisioterapia pélvica. "Também chamada de fisioterapia uroginecológica, ela previne e trata as alterações do assoalho pélvico - períneo - tanto de homens quanto de mulheres", explica Mônica Lopes, fisioterapeuta uroginecológica da Clínica Salutaire e membro da Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher (ABRAFISM).

A fisioterapia pélvica é de suma importância para prevenir as gestantes do prolapso genital, que corresponde à descida do útero e da vagina, popularmente conhecida como barriga caída, e de problemas como incontinência urinária, provocada por determinados esforços como tosse, espirro, riso, exercícios, entre outros. A prática auxilia também nos cuidados com as urgeincontinências - quando o desejo de urinar é intenso e a pessoa pode urinar no decorrer do caminho até o banheiro.

Outros benefícios são prevenir ou minimizar possíveis sequelas do parto, como formação de aderências cicatriciais e diástase (separação) dos músculos retos abdominais. No caso de parto vaginal, a fisioterapia preparar a musculatura perineal para o retorno da função sexual sem dor. Dra. Mônica completa: "Também previne e trata a incontinência fecal, algumas disfunções sexuais, como o vaginismo, a vulvodínia, constipação e a flacidez vaginal e da musculatura perineal."

A especialista explica que, em gestantes, a fisioterapia pélvica é realizada por meio de exercícios de alongamento, fortalecimento e relaxamento da pelve e da musculatura perineal, que é o conjunto de músculos e ligamentos que se estende do início da vulva ao cóccix e circunda o clitóris, a uretra, o canal vaginal e o ânus.

"A bola suíça utilizada no pilates auxilia nos exercícios de quadril e na conscientização perineal, que também pode ser exercitado e alongado por meio do toque vaginal suave e indolor", relata Dra. Mônica. "O American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) orienta que o início da fisioterapia deve ser autorizada pelo obstetra, a partir de doze semanas gestacionais", acrescenta.

Os exercícios fisioterapêuticos, além de promover inúmeros benefícios ao corpo, vão minimizar as consequências da gestação e do parto. Porém, a realização dos mesmos não determinará se a mãe terá maior possibilidade em realizar parto normal ou cesariana. "Nem sempre o parto transcorre conforme planejado pela mulher e seu obstetra. Deste modo, a via de parto ideal será aquela em que há segurança para a mãe e o filho", orienta Dra. Mônica.

Depois do parto, a mulher que teve cesariana ou normal não só pode como deve voltar a fazer a fisioterapia pélvica. "No pós-parto, além de os exercícios perineais terem como objetivo a melhora da tonicidade dos músculos pélvicos, ainda fortalecem os músculos abdominais. É importante conscientizar as mulheres sobre a importância da continuidade dos exercícios iniciados durante a gestação, a fim de promover o retorno de suas funções, prevenindo sequelas da gestação ou do parto", avalia Mônica.

A fisioterapeuta uroginecológica da Clínica Salutaire apresentou alguns equipamentos que são utilizados pela fisioterapia para maximizar o tratamento no pós-parto. Confira:

Biofeedback: aparelho que monitora a contração perineal e dos músculos sinérgicos - que se contraem junto do períneo -, auxiliando a lapidar o processo. De acordo com Dra. Mônica a paciente irá ver, através de gráficos e até de telas que mais parecem um vídeo-game, a sua contração que sempre deverá apresentar evolução.

Eletroestimulador: este aparelho estimula eletricamente os músculos a se contraírem. Totalmente indolor, o procedimento é indicado para as mulheres com flacidez ou pouca força perineal.

Cones: também conhecidos como pesos vaginais, são usados após avaliação perineal para saber qual será o peso adequado para cada paciente. Conforme evolui o tratamento, o cone colocado será cada vez mais pesado.

Por Stefane Braga (MBPress)

Fonte: http://vilamulher.terra.com.br/mae-filhos-familia/gravidez/fisioterapia-pelvica-beneficios-durante-a-gravidez-e-no-posparto-8-1-53-284.html

Mamografia é principal exame para detectar o câncer de mama A mamografia é um exame de raio-X da mama e glândulas mamárias, ...

Mamografia: exame detecta o câncer de mama



Mamografia é principal exame para detectar o câncer de mama

A mamografia é um exame de raio-X da mama e glândulas mamárias, sendo o principal exame de triagem para o câncer de mama e outros problemas no órgão. A mamografia identifica nódulos, cistos, calcificações e tumores. No geral, esses problemas são vistos na mamografia antes mesmo de serem sentidos por apalpamento. O estudo Swedish Two-County Trial of mammographic screening, feito com 133.065 mulheres durante quase três décadas, mostrou que a mamografia regular pode reduzir em 30% as mortes do câncer de mama.

Tipos de mamografia

  • Mamografia convencional: a mamografia convencional é feita em uma máquina de raio-x padrão, com uma chapa que leva cerca de três minutos para ser revelada. Pelo fato de os resultados não poderem ser vistos em tempo real, pode ser que a imagem não fique nítida e a paciente seja convidada a refazer o exame.
  • Mamografia digital: a mamografia digital tem o mesmo processo da mamografia convencional, usando também o raio-x. Enquanto a mamografia convencional utiliza um filme para a visualização da imagem após a exposição da mama ao raio-X, a mamografia digital utiliza um detector que transforma o raio-X em sinal elétrico e transmite para um computador. A imagem da mamografia é processada em alguns segundos e é possível ampliá-la e melhorar no próprio monitor, com o auxílio de softwares que auxiliam na interpretação das imagens. Além disso, a mamografia digital expõe a paciente a menos radiação (cerca de 3/4 a menos do que a mamografia convencional, ainda que essas doses já sejam muito baixas).

Quando o exame de mamografia é pedido:

A principal indicação da mamografia é para o rastreamento do câncer de mama. Nesse caso, a mamografia deve começar a ser feita a partir dos 40 anos, anualmente, para mulheres que não tem histórico familiar da doença. Já para aquelas que possuem casos de cancro de mama na família, a mamografia deve começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentas que tiveram a doença, se tiver mais de uma. Por exemplo: se uma mulher descobriu um câncer de mama aos 40 anos, sua filha deve começar a fazer mamografias anualmente aos 30 anos.

Além do rastreamento para câncer de mama, a mamografia também é indicada para outros casos:                

  • Paciente tem alguma queixa clinica (dores, caroços ou alterações na aparência da mama)
  • Rastreamento de alguma alteração encontrada em ultrassonografia
  • Homens com suspeita de ginecomastia.

Pré-requisitos para fazer o exame:

Ter mais que 25 anos de idade. Isso porque a mama jovem é mais suscetível à radiação, e a mamografia pode afetar sua formação. Mesmo mulheres que tiveram casos familiares muito cedo (aos 30 anos, por exemplo), devem esperar até os 25 para fazer a primeira mamografia. Antes disso, a indicação nesses casos são ultrassonografias. Também são necessários alguns cuidados no dia do exame:

  • Se você já fez uma mamografia anterior, leve os resultados
  • Não use desodorantes ou outros cosméticos na região da mama e axila, pois eles podem afetar os resultados

Informe o técnico se:                                                       

  • Têm implantes mamários. Os implantes de silicone necessitam de um método mamografia modificado.
  • Já tem uma biópsia de mama. Conhecer a localização do tecido vai ajudar o radiologista a fazer sua mamografia com mais atenção naquela área
  • Se você tem pele sensível ou uma condição relacionada.

Contraindicações:

  • Gravidez, já que a radiação pode afetar a formação do bebê
  • Evitar a mamografia enquanto se está amamentando, pois ainda não se sabe os efeitos que a radiação pode ter sob o leite materno.
  • Pacientes que estão em tratamento de radioterapia na parede toráxica não podem fazer mamografia com muita frequência.

Como a mamografia é feita:

A mamografia é feita por um profissional em radiodiagnóstico. As imagens de raios-X são interpretadas por um médico radiologista, oncologista ou mastologista.

Você terá que remover todas as joias que possam interferir na imagem do raio-X. Depois, você precisará tirar toda a roupa da cintura para cima e receberá uma roupa de pano ou papel, típica de hospital, para ser usada durante a mamografia. Se você está preocupada com uma área específica da sua mama, mostre ao técnico para que a área possa ser analisada com mais atenção.

Durante a mamografia, você ficará em pé e fará a imagem de uma mama de cada vez em um aparelho chamado mamógrafo. O seu peito será colocado sobre uma placa plana que contém o filme de raios-X ou então é responsável por captar a imagem da mamografia digital. Outra placa é então pressionada firmemente por cima, contra seu peito, para ajudar a alisar o tecido mamário. A compressão causada pela mamografia é muito firme e a placa é fria, podendo causar desconforto à mulher. Você pode ser solicitada para levantar seu braço. Por alguns segundos enquanto a imagem de raios-X está sendo feita, você precisará prender a respiração. Normalmente, duas imagens são tiradas de cada mama: uma de baixo para cima e outra da lateral, pegando também a axila. Mulheres que tem implantes mamários farão quatro imagens em vez de duas, além de não ter a mama tão comprimida - para não correr o risco de romper a prótese. Além das imagens padrão, a mulher com implantes terá a glândula mamária puxada para frente e o implante descolado para esquerda e para a direita, sendo feita mais uma incisão para cada lado descolado. Isso garante que a mamografia contemple uma área maior de tecido mamário, já que o silicone dificulta a interpretação da mamografia, "escondendo" o tecido mamário que fica na parte de trás da mama.

As imagens são enviadas para uma estação de imagens onde é possível examiná-las mer. Em alguns casos, após a mamografia, pode ser que você seja solicitado a esperar alguns minutos, para o caso de a mamografia precisar ser refeita em um espectro mais ampliado - isso porque, nessa análise inicial, o próprio técnico pode encontrar uma alteração suspeita, que necessita de ampliação para um estudo mais detalhado. Pode ser que o laboratório não peça para você esperar, mas ligue para você no mesmo dia, explicando a necessidade de remarcar a mamografia. Os resultados do exame levam de dois a sete dias para ficarem prontos, dependendo do laboratório.

Tempo de duração do exame:

O exame em si dura alguns segundos. O exame completo, contando a troca de roupa, o posicionamento e outros preparativos, dura em média 15 minutos.

Recomendações pós-exame:

A mamografia é muitas vezes desconfortável, mas é raro que seja extremamente dolorosa. Se você sentir muita dor, descanse e evite movimentar muito os braços.

Periodicidade do exame:

  • Para pacientes assintomáticos a partir dos 40 anos anualmente, ou antes dessa idade se houver histórico familiar.
  • Depois dos 50 ou 60 anos, se ainda assintomática, a mamografia pode passar a ser feita a cada dois anos.
  • Pacientes que apresentam alguma alteração fazem um controle a cada seis meses nos dois primeiros anos, caso não haja alteração a frequência volta a ser anual.

Grávida pode fazer?

Não é indicado. Caso a grávida já tenha um câncer ou uma alteração muito suspeita, não identificada por ultrassonografia, o médico pode indicar que o exame seja feito. Nesse caso, é utilizado um protetor de chumbo na barriga e caixa torácica para impedir que o resto do corpo seja exposto a radiação.

A mamografia pode aparentar uma lesão suspeita de cancro mesmo quando ele não está presente (falsos positivos). Isso pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais provável com mulheres mais jovens. Resultados falso-positivos podem levar a sofrimento emocional, exames e tratamentos desnecessários. Existe também um mínimno risco de danos às células ou tecidos por conta da exposição a algum tipo radiação, mesmo com os níveis muito baixos de radiação usados para a mamografia. Mas o risco de danos provocados pelos raios-X é muito baixo comparado com os potenciais benefícios do teste.

O que significa o resultado do exame?

A mamografia vai indicar se na mama há uma calcificação, um nódulo ou uma massa sólida. Cada paciente tem um tipo de mama, e a imagem resultante da mamografia pode variar conforme esse critério. Mamas mais gordurosas e com menos glândulas aparecem, no geral, mais escuras do que as mamas que tem uma grande concentração de tecidos glandulares. Mulheres com implantes mamários tem seu exame de imagem mais branco, pois o silicone presente na mama se destaca na mamografia - por isso mesmo são necessárias mais incisões nesse caso. Os resultados do exame de mamografia seguem a classificação BIRADS do Colégio Americano de Radiologia, que é mundial e varia de 0 a 6:

CategoriaAvaliaçãoConduta
0IncompletaOutras incidências de mamografia ou ultrassonografias são necessárias
1Negativa (nada encontrado)Rastreamento normal
2Achados benignosRastreamento normal
3Provavelmente benignosSeguimento de 06 meses
4Anomalias suspeitas, sendo A: menor suspeita; B: média suspeita; e C: maior suspeita Biópsia deve ser avaliada
5Alta suspeita de malignidadeNecessita esclarecimento definitivo
6Já existe diagnóstico do câncer Câncer já confirmado anteriormente por exame histopatológico. Exame feito apenas para acompanhamento.

                                                                                              

Resultados normais:

Se for um exame completamente normal não vai ter nenhum achado adicional. A radiografia mostrará uma mama completa, sem manchas ou variações mais claras na mamografia. Alguns nódulos de gordura podem aparecer, só que mais escuros do que seria um nódulo suspeito. Eles seriam semelhantes à gordura da mama.

O que significam resultados anormais:

Mamografia tem incidências analisadas com uma lupa

Quando tiver uma calcificação ou um nódulo, a aparição será tridimensional. Portanto, ela aparecerá nas duas incidências da mamografia. A cor geralmente é semelhante a densidade do tecido mamário, só que mais branco. Nesse caso é analisado o contorno dos nódulos, a densidade e a presença de incidências associadas. Pode ser que seja pedido um ultrassom, ressonância ou tomografia como exame adjuvante, caso o resultado da mamografia não tenha sido satisfatório.

Se confirmado, o nódulo é submetido a um ultrassom direcionado, para classificar a lesão e dar uma conduta ao achado, se ele é benigno, maligno ou precisará ser controlado. Quando a le~sao é suspeita ou muito suspeita, é realização a biópsia do tecido. As incidências serão analisadas mais detalhadamente, com uma lupa no caso da chapa física ou por uma ampliação digital, caso o resultado esteja em um computador.

No caso do homem com suspeita de ginecomastia, o exame irá avaliar a presença do crescimento de glândulas mamárias.

Há mais alguma coisa que eu devo saber?

Quando a rotina de exames começa, é comum as mulheres se queixarem de desconforto e dores durante a mamografia, que muitas vezes podem ser contornados com algumas mudanças:

Evite agendar logo antes ou depois da menstruação
A mamografia deverá ser realizada preferencialmente durante a segunda e terceira semanas do ciclo menstrual - nesse período há menor densidade do tecido glandular das mamas, tornando o exame mais detalhado e com menor desconforto. Além disso, no período da menstruação ou nas semanas próximas, as mamas costumam estar mais sensíveis, devido às alterações hormonais, e o exame se torna mais desconfortável.

Vista duas peças de roupa separadas
Normalmente as mulheres devem tirar toda a parte superior da vestimenta. Então, o melhor é evitar peças únicas, como vestidos, ou roupas muito difíceis de retirar, contornando desconfortos dessa natureza. O ideal é usar uma camisa abotoada no dia do exame, pois esta pode ser facilmente retirada e vestida.  

Posicione-se de forma confortável
No momento do exame, permita que o radiologista te posicione da melhor forma, e avise caso esteja se sentindo desconfortável. Isso porque qualquer mudança de posicionamento durante o exame pode prejudicar seu resultado - por isso, converse com o técnico e procurem juntos a melhor posição para o exame.

Notifique o médico sobre suas limitações
Deve ser comunicada qualquer limitação da paciente, como rigidez muscular, dificuldade para levantar os braços e outros problemas que poderão dificultar a posição correta no aparelho. Uma vez que o posicionamento e conforto da paciente são fundamentais para o sucesso do exame, qualquer restrição deve ser comunicada.


A Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia, apesar de pouco conhecida, é uma especialidade de grande importância no atendimento de g...

A Fisioterapia na Ginecologia e na Obstetrícia


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A Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia, apesar de pouco conhecida, é uma especialidade de grande importância no atendimento de gestantes, pacientes com incontinência urinária, pacientes mastectomizados (retirada da mama), entre outros.

É uma especialidade que exige do fisioterapeuta uma mistura de atributos especialmente amadurecida que, quando preciso, permita à paciente revelar com confiança alguns dos detalhes mais íntimos e pessoais de sua vida. Além de um bom conhecimento teórico e um alto grau de competência clínica, o fisioterapeuta deve sempre conceder tempo para ouvir ser facilmente abordável imperturbável e não ser crítico.

O fisioterapeuta que trabalha nos campos da obstetrícia e ginecologia deve estar preparado para clientes que queiram debater as suas dificuldades sexuais. O fisioterapeuta deve respeitar o desejo dessas pessoas de confiarem ou não nele, ouvir sem senso crítico e, se incapaz de ajudar diretamente, deve conhecer fontes de aconselhamento psicossocial na área.

A fisioterapia na obstetrícia

Na área da obstetrícia o papel do fisioterapeuta é o de ajudar a mulher a ajustar-se às mudanças físicas do começo ao fim da gravidez e do puerpério de modo que o estresse possa ser minimizado.  Ao ser encaminhada para um acompanhamento fisioterápico pelo obstetra, a gestante deve passa por uma avaliação completa e pormenorizada, composta por uma entrevista ou anamnese e um exame físico, realizados pelo fisioterapeuta, antes do início das sessões. Na anamnese serão coletadas as informações pessoais sobre a gestante e sua família, os dados da gestação atual, sintomas relacionados à gravidez e seus ajustes além da aferição dos sinais vitais. No exame postural, o fisioterapeuta poderá observar a gestante em várias posturas, durante a realização de alguns movimentos e também ao caminhar, detectando assim as principais dificuldades da gestante para então elaborar uma conduta fisioterápica de maneira a aliviá-las.

Ele avaliará e tratará de quaisquer problemas, por exemplo, esqueléticos e musculares, como dor nas costas. Ele é um professor experiente de relaxamento afetivo, respiração atenta e posicionamento, e ainda, ajuda a preparar a mulher para o parto. No período pós-parto ele dará conselhos sobre a atividade física, ensinará exercícios pós-parto e, quando necessário, dará tratamento especializado.

O fisioterapeuta, além de atuar em obstetrícia, tem participação na área ginecológica, no preparo pré-operatório e recuperação no pós-operatório de cirurgias ginecológicas.

O fisioterapeuta, em seu trabalho com gestantes, tem como metas gerais promover uma melhor postura antes e após a gestação, aumentar a percepção da mecânica corporal correta, preparar os membros superiores para as demandas de cuidados ao bebê, promover uma maior percepção corporal e uma imagem corporal positiva, preparar membros inferiores para as demandas do aumento no peso a ser suportado e compromissos circulatórios, melhorar a percepção corporal e uma imagem corporal positiva, melhorar a percepção e controle da musculatura do assoalho pélvico, manter a função abdominal e prevenir ou corrigir a patologia da diástase dos retos, promover ou manter um preparo cardiovascular seguro, prover informações sobre as mudanças que ocorrem na gravidez e no parto, melhorar a capacidade de relaxamento, evitar problemas.

Acompanhando a gravidez prepara a paciente fisicamente para o trabalho de parto, expulsão e atividades após o parto, e orienta exercícios progressivos e seguros para o pós-parto. Essas metas visam preparar a mulher durante o período tão especial em sua vida com prazer e saúde

A fisioterapia na ginecologia

O fisioterapeuta, além de atuar em obstetrícia, tem participação na área ginecológica, no preparo pré-operatório e recuperação no pós-operatório de cirurgias ginecológicas. Uma avaliação completa de Fisioterapia é essencial tanto quanto possível antes da cirurgia, porque o tratamento instituído antes da cirurgia irá ser lucrativo para certas mulheres, como por exemplo, aquelas com tórax em mau estado de saúde, má postura, dor nas costas, base pélvica fraca ou debilidade geral É atualmente eficiente proporcionar pelo menos uma avaliação e tratamento preparatório antes da operação.

Os fisioterapeutas devem se assegurar de que os cirurgiões e a equipe de enfermagem estejam plenamente cientes de tudo que um fisioterapeuta é capaz de fazer para contribuir no tratamento da paciente e, somente então, serão atendidos os maiores interesses da paciente. Estas intervenções visam prevenir complicações como risco de pneumonia; dor e desconforto pós-cirúrgico risco de complicações vasculares; desenvolvimento de adesões no local da incisão; má postura; disfunção do assoalho pélvico; fraqueza abdominal. Etc.

Outro grande problema de saúde tratado em ginecologia é a incontinência urinária. O foco do tratamento fisioterapêutico é o reforço dos músculos que compõem o assoalho pélvico através de exercícios e eletroestimulação, e a reeducação miccional. Nos casos de tumor de mama, a cirurgia é algo comum. O cirurgião retira a mama ou parte dela e ainda os nódulos linfáticos, evitando que o tumor se espalhe para outras partes do corpo. Porém, ao retirar os nódulos linfáticos, a circulação linfática fica comprometida e, dessa forma, ocorrem alguns sintomas indesejáveis na paciente, como edema (inchaço) em membro superior, dor causada pelo edema, dificuldades de movimentar o membro e prejuízos na qualidade de vida.

A proposta fisioterapêutica, nesses casos, é a de tratar o paciente através de técnicas de drenagem linfática, exercícios para devolver a mobilidade e reeducar a postura e orientações quanto a atividades de vida diária para as pacientes.


A incontinência urinária masculina ainda é um assunto pouco discutido e os homens ainda se...

Fisioterapia é indicada para incontinência urinária masculina


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A incontinência urinária masculina ainda é um assunto pouco discutido e os homens ainda sentem-se envergonhados ou sozinhos com este problema. Contudo, hoje, a incontinência urinária afeta mais de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo que pelo menos 25% dos casos são de homens. A incontinência urinária em homens pode ocorrer por vários motivos como Acidente Vascular Cerebral (Derrame), Traumatismos medulares, Doença de Parkinson ou cirurgias prostáticas (prostatectomia radical).

De todas as causas, mais de 90% das incontinências são decorrentes de cirurgias da próstata, e por falta de informação, a grande maioria desses pacientes, ficam dependentes de fraldas ou são submetidos a cirurgias para colocação de "esfíncter artificial" para reter a urina, sendo que com a fisioterapia obtêm-se sucesso na grande maioria dos casos. A Dra. Cibele Rocha Maróstica, fisioterapeuta e membro efetivo da SOBRAFAP - Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Assoalho Pélvico - discute a falta de entrosamento entre médicos e fisioterapeutas em prol do melhor resultado no tratamento de pacientes incontinentes. A entidade defende a prática da fisioterapia para o melhor restabelecimento do paciente.

Segundo a fisioterapeuta Cibele Rocha, é possível realizar um trabalho de "fisioterapia preventiva para incontinência" em conjunto com o médico que realizará a cirurgia, no sentido de informar o paciente sobre essa desagradável seqüela que ele poderá apresentar e ensiná-lo a trabalhar a musculatura específica que ele terá que utilizar para não ter perdas urinárias. "No pós-operatório de uma cirurgia da próstata (prostatectomia radical), o paciente precisa utilizar uma sonda por pelo menos dez dias. Durante este período, aqueles que foram orientados no pré-operatório, já podem começar a trabalhar a musculatura logo após a cirurgia, para que quando a sonda for retirada, o paciente não se apavore e já saiba como conter a urina", explica. A maioria dos pacientes incontinentes leva muito tempo após a cirurgia para procurar pelo tratamento.

Foi o que aconteceu com Oslim Buzzi que recorreu a fisioterapia somente um ano depois que sofreu a cirurgia da próstata. "A fisioterapia contribuiu 100%, foi o que solucionou o meu problema. É uma pena eu não ter iniciado antes este tratamento", relata. Durante um ano após a cirurgia, Oslim manteve consultas mensais no urologista, até ser encaminhado, finalmente, para a fisioterapia. No início, confessa que se sentiu meio apreensivo com o método porque nunca tinha ouvido falar. "Fiquei apreensivo quanto ao resultado quando vi o tipo dos exercícios, mas, depois de 10 sessões eu tinha resolvido o meu problema completamente", desabafa. Hoje, Oslim recomenda a fisioterapia para os amigos que sofrem de incontinência há anos e não procuraram este tipo de ajuda por falta de informação ou vergonha. "A força de vontade deve vencer a vergonha. Não adianta ficar esperando que a natureza resolva ou que os remédios resolvam, não adianta, o tratamento é muito longo", aconselha. "Hoje me sinto seguro, antes tinha receio de sair de casa", diz.

A incontinência que ocorre após uma cirurgia prostática pode ser temporária ou persistente, esta última necessita de tratamento. "Quanto mais precocemente for iniciada a fisioterapia, melhor será o resultado, independente se a incontinência for leve, moderada ou severa", afirma Cibele. É o caso de outro paciente, o Sr. D., que a pedido será preservada sua identidade. Ele foi encaminhado para a fisioterapia quinze dias após a cirurgia da próstata e realizou apenas quatro sessões para resolver seu problema. "Foi excelente!", conta. No princípio confessa também que se sentiu constrangido, principalmente, por ser tratar de uma doutora. "Mas se você tiver vergonha vai continuar com o seu problema. Eu recomendo a fisioterapia", diz.

Muitos pacientes se vêm na condição de usar fraldas por falta de informação e orientação adequada. Hoje em dia, existem novidades no mercado, pouco divulgadas para os pacientes, como por exemplo, os absorventes masculinos, muito mais confortáveis e práticos do que as fraldas. "Hoje, a incontinência urinária ainda afeta de forma dramática a qualidade de vida dos pacientes, limitando suas atividades sociais, a prática de atividade física entre outros", alerta. É aí que entra a fisioterapia, com o intuito de melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Fisioterapia

Os recursos utilizados na fisioterapia para o tratamento da incontinência urinária são a eletroterapia, o biofeedback e os exercícios para o assoalho pélvico. Esses recursos têm o intuito de melhorar a força e resistência dos músculos responsáveis por conter a urina.


Uma pesquisa conduzida por cientistas britânicos indica que seguir uma dieta saudável, praticar exercícios diários e possivelmente tomar...

Dieta, exercícios e possivelmente café 'reduzem riscos' de câncer de útero



Uma pesquisa conduzida por cientistas britânicos indica que seguir uma dieta saudável, praticar exercícios diários e possivelmente tomar café podem reduzir os riscos de câncer de colo do útero.

Os pesquisadores, do Imperial College, de Londres, ressalvaram que, apesar de terem encontrado indícios de que o café pode ajudar a proteger mulheres contra o tumor, não há evidências suficientes para estimular consumo da bebida como forma de prevenção da doença.

Na primeira análise global de pesquisas sobre câncer de colo do útero desde 2007, os pesquisadores examinaram as ligações entre a doença e a prática de exercícios, dieta e peso corporal.

Eles concluíram que cerca de 3,7 mil casos de câncer de colo do útero poderiam ter sido evitados se as mulheres tivessem se exercitado ao menos 38 minutos diários cinco dias por semana e mantido um peso saudável.

A autora do estudo, Teresa Norat, afirmou que se as mulheres se exercitarem regularmente e mantiverem uma boa dieta "podem reduzir os riscos de câncer de útero e melhorar a saúde em geral".

Karen Sadler, diretora-executiva do World Cancer Research Fund, afirmou que as evidências sobre o café "são muito interessantes", mas que novas pesquisas devem ser feitas sobre os efeitos da bebida na prevenção do câncer.

"Temos de considerar os possíveis efeitos colaterais do café em outros tipos de câncer e na saúde em geral", afirmou Sadler.

tipos de disfunção de bexiga serão descritos a seguir: Bexiga Neurogênica Motora Superior (Bexiga Reflexa ou Espástica) Nesta condição...

Tipos de disfunção de bexiga




tipos de disfunção de bexiga serão descritos a seguir:

Bexiga Neurogênica Motora Superior (Bexiga Reflexa ou Espástica)

Nesta condição, a bexiga tende a reter volumes urinários menores do que antes da LM. Assim como outros músculos do seu corpo apresentam espasmos involuntários os músculos da sua bexiga também apresentam o mesmo.I O resultado é que você poderá ter frequentes e incontroláveis eliminações de urina. Esta tipo de bexiga é comum na maior parte das LM acima do nível sacral.

Bexiga Neurogênica Motora Inferior (Bexiga Flácida)

Neste tipo, a musculatura da bexiga perdeu a habilidade de se contrair e pode ser facilmente distendida e por isso, grandes volumes de urina podem ficar retidos na bexiga. Porque a musculatura não pode se contrair a urina deixará a bexiga apenas quando estiver super distendida (cheia além do limite). A urina transbordará da bexiga como um copo que está demasiadamente cheio de água. Este tipo de bexiga é comum quando a LM afeta o nível sacral da medula dorsal (lesão da cauda equina).

Algumas razões que levam ao Desejo Sexual Hipoativo, ou como vocês bem conhecem ‘baixa libido’: Má qualidade do sono Além de afetar a ...

Desejo Sexual Hipoativo




Algumas razões que levam ao Desejo Sexual Hipoativo, ou como vocês bem conhecem ‘baixa libido’:

Má qualidade do sono
Além de afetar a saúde, a aparência e o humor, dormir pouco acaba atrapalhando o desejo sexual por diminuir os níveis da testosterona em homens e mulheres. E aqui eu acrescento ainda que afeta a produção do cortisol, o hormônio relacionado ao estresse. Até mesmo aqueles que dormem 6 horas diárias podem sofrer da privação crônica do sono. Portanto, é importante dormir 7 horas por dia, no mínimo.

Ronco
Roncar atrapalha a noite de sono de quem tem o problema, e também de quem dorme ao lado, pois resulta na privação crônica do sono, que afeta a vida sexual.

Depressão
É uma das causas mais comuns de baixa libido e também, muitas vezes, razão para a má qualidade do sono. Em algumas pessoas a depressão ocasiona o ganho de peso, que pode desencadear outras condições médicas, como diabetes, pressão alta, colesterol alto, interferindo também no desejo sexual.

Excesso de peso
Engordar muito interfere na maneira como a pessoa vê seu próprio corpo, levando a uma imagem corporal negativa e baixa autoestima.

Disfunção erétil
Um homem com DE pode ter o desejo sexual afetado pela condição. E como o assunto já foi apresentado, basta clicar aqui para saber mais sobre a DE.

Medicamentos
Alguns medicamentos utilizados para tratar as condições que podem diminuir a libido, como antidepressivos e remédios anti-hipertensivos também podem diminuir o desejo sexual. De acordo com o urologista Cully Carson, qualquer droga que afeta o sistema nervoso central pode abaixar o desejo sexual.

Tireoide
A glândula tireoide, responsável por regular o metabolismo através de hormônios, quando fora do ritmo normal de funcionamento pode diminuir significativamente o desejo sexual. Dependendo do nível de anormalidade do funcionamento, essa alteração pode levar ao ganho de peso, outro motivo de diminuição do desejo sexual.

Cansaço
Cansaço em excesso pode reduzir os hormônios sexuais e aumentar o apetite. Trabalhar o dia inteiro e fazer exercícios todas as noites pode levar ao esgotamento.

Aparelhos eletrônicos
A tecnologia sempre presente no quarto pode se tornar uma vilã do sexo. Segundo a terapeuta de casais, Sharon G. O’Neill, computadores portáteis, smartphones e tablets desviam a atenção e fica quase impossível pensar em sexo quando se acaba de responder a um email do chefe.

Tabaco e bebida alcoólica
Tabagismo além de ser prejudicial ao coração e aos pulmões, também é para as veias que irrigam a região genital. Beber em excesso reduz a sensibilidade e a capacidade orgásmica em homens e mulheres.

Estresse
Dos motivos que levam a baixa da libido relacionados ao fator emocional, provavelmente o estresse é o inimigo nº 1. Cura? Fugir dele pelo menos temporariamente. Vale umas férias!

Filhos
Quando as mulheres têm filhos passam pela privação do sono, flutuação dos hormônios, mudanças no corpo, ganho de peso e preocupação. É claro que isso só pode resultar em queda da libido. Além do mais, o parto pode causar a diminuição da sensibilidade vaginal e flacidez, dificultando o orgasmo e a excitação. Pelo processo de parentalização os homens também ficam suscetíveis a mudanças, mas da ordem emocional.

Brigas
Os desentendimentos entre os parceiros que acabam mal-resolvidos são um dos maiores problemas relacionados ao sexo. Quando a raiva e o ressentimento permanecem por dias ou semanas, os sentimentos podem ressurgir na hora H, dificultando a atração.

Esses são alguns motivos, mas não pensem que são os únicos... Existem N fatores que podem estar envolvidos na queda do desejo sexual, que tecnicamente chamamos de desejo sexual hipoativo (por isso o título) e para um profissional é muito claro que CADA CASO É ÚNICO, pois os fatores variam de acordo com a situação, o relacionamento, os parceiros... Portanto, o que foi listado neste post é apenas uma introdução de um assunto muito mais complexo...

Nada melhor do que comemorar os sucessos da vida com o seu parceiro, não é? Porém, muitas mulheres já sentem um mal estar ou um calafrio...

Conheça as principais causas das disfunções sexuais femininas



Nada melhor do que comemorar os sucessos da vida com o seu parceiro, não é? Porém, muitas mulheres já sentem um mal estar ou um calafrio só de pensar em sexo. Esse tipo de sentimento tem nome - disfunção sexual - e é patológico, devendo ser tratado por especialistas. Essas disfunções podem surgir em qualquer momento da vida e por diversos motivos. Alguns exemplos:

- Desejo sexual hipoativo (DSH): total falta de interesse pelo sexo, como se ele não fizesse diferença;
- Transtorno de excitação ou frigidez: incapacidade de manter lubrificação ou a excitação;
- Anorgasmia: inibição do orgasmo, ou seja, mulheres com essa disfunção são incapazes de ter um orgasmo;
- Dispareunia: dor genital durante o ato sexual;
- Vaginismo: contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração do pênis, dedo ou qualquer outro objeto;
- Fobia ou aversão sexual: pânico e sentimento de repulsa diante de relações sexuais ou que levem ao sexo.

Veja os principais motivos de disfunções sexuais e descubra se você faz parte desse grupo:

Fatores orgânicos
Antes de procurar um psicólogo ou terapeuta especializado para tratar qualquer tipo de disfunção sexual, deve-se primeiro verificar as causas orgânicas possíveis.

As doenças e disfunções relacionadas às disfunções sexuais podem ser desequilíbrios hormonais, nódulos dolorosos, infecções nos órgãos genitais ou medicações que tenham como efeito colateral a diminuição do desejo sexual.

Doenças psiquiátricas, como a depressão, também podem contribuir para a diminuição da excitação ou da vontade de fazer sexo.

Por isso, é importante procurar primeiro um médico ginecologista e fazer todos os exames necessários. Caso a disfunção tenha uma causa orgânica, o ideal é que a paciente seja encaminhada para um profissional qualificado. 

insegurança - foto Getty Images

Insegurança
O psicólogo Tiago Lupoli explica que o acesso livre e farto a materiais sexuais - em revistas, vídeos ou internet - pode tanto estimular as fantasias sexuais quanto fazer com que a mulher entre em conflito com seus limites morais e psíquicos, gerando medo de não corresponder às expectativas do parceiro.

Essa insegurança pode gerar uma falta de interesse pelo sexo, podendo causar a inibição do desejo sexual ou DSH (Desejo Sexual Hipoativo). "Essa é umas das disfunções mais frequentes entre as mulheres", conta o especialista.

Outros fatores desencadeadores de segurança podem ser a falta de consideração do parceiro e decepções amorosas anteriores. Para todos os casos, uma psicoterapia ou terapia sexual deve ser feita. 

casal - foto Getty Images

Parceiros "apressadinhos"
O companheiro que não respeita o tempo da mulher para alcançar a excitação sexual ou mesmo o orgasmo, que geralmente é maior, pode gerar disfunções como DSH, dispareunia (dor durante o ato sexual sem motivo aparente) e vaginismo.

"Isso inclui aqueles parceiros que abrem mão das preliminares ou gostam apenas de recebê-la, mas não de fazê-la, e partem para a penetração logo de cara", conta o psicólogo Tiago Lupoli. 

casal - foto Getty Images

Ser tratada como um "objeto de desejo"
Parceiro que colocam as suas mulheres em uma posição servente, na qual ela deve apenas gerar o orgasmo no homem, sem precisar ter o seu próprio, podem causar uma disfunção em sua parceira. "Alguns homens fazem isso e depois ainda reclamam ou não entendem a ocorrência da disfunção, gerando mais insegurança na mulher", conta o psicólogo Tiago Lupoli.

O medo pela falta de compreensão do parceiro e a falta de diálogo sobre o assunto provoca angústia na mulher e faz com que, gradativamente, o desejo vá diminuindo, podendo provocar o vaginismo e o DSH. 

casal discutindo - foto Getty Images

Problemas no relacionamento
Brigas entre o casal, rotina sexual afetada e falta de discutir o relacionamento são fatores que podem levar ao DSH e ao vaginismo. Nesse caso, a melhor solução é sentar e conversar com o seu parceiro a fim de descobrir a verdade raiz das disfunções. 

mulher trabalhando - foto Getty Images

Falta de tempo
Mulheres que ingressam no mercado de trabalho e sentem a correria das grandes cidades, a irregularidade na divisão de tarefas com o parceiro e aumento das responsabilidades, acabam sentindo-se excessivamente cansadas, gerando estresse.

"É normal que o cansaço iniba o desejo sexual uma vez ou outra, mas preocupa quando vira rotina", diz o psicólogo Tiago Lupoli. As disfunções sexuais causadas pela falta de tempo podem ser DSH, vaginismo ou dispareunia.

Essa situação é facilmente solucionada com uma baixa do estresse e do excesso de atividades. Tirar férias e viajar durante um fim de semana são medidas simples que, muitas vezes, funcionam. No dia a dia, é importante saber separar os horários de trabalho dos de lazer.  

trauma - foto Getty Images

Traumas
Medos e tabus inconscientes, traumas em relações sexuais anteriores, abuso ou violência podem provocar um transtorno de excitação (frigidez), DSH ou dispareunia. "O momento do ato sexual revive o trauma, não sendo prazeroso para a mulher e podendo causar o efeito contrário, como dores ou sentimento de repulsa", explica o psicólogo Tiago Lupoli.

A portadora desse problema deve procurar um profissional especializado a fim de que ele a ajude a superar o trauma, eliminando junto com ele as disfunções sexuais. 

educação - foto Getty Images

Falta de orientação sexual ou educação inadequada
Famílias com educação repressora, que ensinam que o sexo tem como única finalidade a reprodução, ou que se posicionam extremamente rígidos na preservação da virgindade da filha são, muitas das vezes, a causa principal do transtorno de excitação (frigidez).

"A mulher cuja família ou escola ensinou que o sexo serve para procriar, e não como uma necessidade física e psicológica, não sente prazer frente aos estímulos sexuais", afirma o psicólogo Tiago Lupoli.

O vaginismo também pode aparecer a partir desse problema, já que a vagina é a porta de entrada para o sêmen. "A resposta psicossomática do organismo para uma relação que não tenha como objetivo a reprodução pode ser a contração muscular imediata da região", esclarece Tiago. 

cultural - foto Getty Images

Questões socioculturais
A anorgasmia, ou ausência do orgasmo feminino, tem como principal causa a interpretação sociocultural sobre a posição submissa da mulher no sexo, que foi transmitida de geração por geração, além das proibições religiosas. Até hoje, algumas culturas e religiões veem as carícias, o sexo anal e o sexo oral como aberrações.

"Isso deixou marcas profundas na estrutura psíquica das mulheres, que sentem que não podem curtir a sensação que o sexo proporciona e deixam o prazer reprimido durante a relação sexual", explica o psicólogo Tiago Lupoli.

Nessa situação, o ideal é dar total poder à mulher durante a relação. "Se prestarmos atenção no discurso feminino, o orgasmo é alcançado na maioria das vezes com o sexo oral ou quando elas determinam a intensidade e posição dos movimentos", conta Tiago. "Além de dar poder à mulher, isto permite que ela descubra as melhores formas de alcançar o prazer máximo", completa. 

fobia - foto Getty Images

Fobias e traumas mais profundos
A fobia sexual - que são sentimentos de repulsa, ansiedade e medo do ato sexual - é a mais limitante das disfunções sexuais femininas, pois a portadora da fobia evita tanto as situações que favorecem o ato sexual - como sair à noite com um parceiro - quanto situações que trazem o assunto à tona - como conversas com amigos e até a ajuda profissional especializada.

A causa dessa disfunção não é orgânica e está intimamente ligada a traumas ou situações que revivem experiências guardadas na estrutura psíquica da paciente, o que gera extrema ansiedade frente a situações relacionadas com sexo.


Existem testes, alguns mencionados abaixo, que podem ser feitos para avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário. Pielograma I...

Como avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário



Existem testes, alguns mencionados abaixo, que podem ser feitos para avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário.

Pielograma Intravenoso (PIV)

Um PIV é realizado pela injeção de iodo na veia que é excretado pelos rins e aparece no Raio-X. Este Raio-X mostrará o tamanho, forma e o trabalho dos rins, ureteres e a bexiga.

PRESTE ATENÇÃO: se você tem alergia ao iodo, tenha a certeza de avisar ao seu médico sobre a sua alergia antes do teste.
Seu intestino precisa ser bem esvaziado pela manhã, antes de fazer o teste. É também necessário refrear sua alimentação e ingestão de líquidos na noite anterior ao teste. Os técnicos lhe avisarão da preparação necessária.

Tomografia Renal

O propósito de uma tomografia renal é avaliar a função e o suprimento sanguíneo dos rins. Isto é obtido injetando uma quantidade bem baixa de uma substância radioativa dentro da veia e então radiografar os rins.
Ultrassonografia Renal
Este teste é muito útil para identificar tumores, cistos e pedras no trato urinário. Na ultrassonografia, ondas sonoras (como um sonar) vai de encontro a superfície dos tecidos e uma figura eletrônica é produzida numa tela. Variações na cor da imagem podem mostra detalhes anatômicos ou estruturas definindo então os problemas existentes.

Uretrocistograma

Também chamado de Cistograma é um outro tipo de estudo radiológico que mostra o tamanho e a forma da bexiga. Contraste é injetado através de um catéter que é colocado dentro da bexiga e mostrado no Raio-X. Entre outras coisas, este teste mostra se a urina esta se movendo em sentido contrário no sistema urinário, isto é, da bexiga para os rins. Esta condição é chamada de Refluxo Urinário e acontece devido ao excesso de pressão dentro da bexiga. Esta é uma causa de lesão renal e precisa ser detectada precocemente.

Cistometrograma (CMG)

Um CMG mostra a reação da sua bexiga quando ela está cheia. O teste é realizado inserindo-se um catéter dentro da bexiga e injetando-se volumes conhecidos de gás carbônico (CO2) ou água para dentro dela. Este teste imita a reação da bexiga quando ela está cheia de urina e ajuda a determinar se a sua bexiga tem uma lesão tipo Neurônio Motor Superior ou Neurônio Motor Inferior. A quantidade de pressão que a sua bexiga suporta é também medida neste teste.

Urodinâmica

A avaliação urodinâmica consiste em uma série de estudos que informam sobre o mecanismo de esvaziamento. Testes que tomam parte de um estudo Urodinâmico incluem o Citometrograma, o estudo do fluxo urinário, o estudo das pressões uretrais e a sua resposta a medicações que afetam o esvaziamento. Estes testes também dão informação sobre a atividade do esfincter e pressões uretrais quando a bexiga está cheia e vazia . Auxilia no planejamento do programa para a sua bexiga.

Cistoscopia

A Cistoscopia é um exame onde o urologista vai examinar a sua uretra e bexiga utilizando um catéter com uma luz halogênica introduzido através da uretra. É utilizado para diagnosticar problemas que ocorrem dentro da bexiga e na parede da uretra.

Que outros exames de laboratórios são feitos?

Avaliação de exames de urina e de sangue:

Clearance da Creatinina: Este teste envolve a colheita de toda a urina num período de 24 horas. É um importante indicador da função renal.

Culturas de Urina: Neste teste uma amostra de urina estéril é enviada ao laboratório para ver a presença de bactérias nocivas no trato urinário. Quando a sensibilidade é detectada, antibióticos específicos são determinados para matar a bactéria.

Análise de Urina: A urina é analisada por um número diferente de químicos e produtos celulares para determinar a presença e a quantidade de produtos que aparecem na urina.

fisioterapia para gestantes tem como objetivo proporcionar para as mães e seus bebês uma gestação mais saudável, buscando esclarecer dúvid...

Os benefícios da fisioterapia na gestação



fisioterapia para gestantes tem como objetivo proporcionar para as mães e seus bebês uma gestação mais saudável, buscando esclarecer dúvidas que ocorrem neste período tão “mágico”.

Sabe-se que antigamente as gestantes eram aconselhadas a não fazer atividade física e a repousar o máximo possível, ao contrário de hoje, quando já são cientificamente comprovados os benefícios da atividade física. Elas são aconselhadas e incentivadas por seus obstetras a praticar a atividade que melhor se adapte, podendo ter benefícios com uma caminhada orientada, hidroginástica, hidroterapia, ginástica no solo, Pilates, Reeducação Postural (RPG), yoga para gestantes, dentre outros. É importante a liberação do médico que acompanha o pré-natal, pois encontramos algumas contraindicações absolutas e contraindicações relativas para a prática dessas atividades em relação à saúde de algumas gestantes. Também é importante a escolha de um profissional competente para lhe orientar nesta fase da vida, pois os exercícios deverão ser específicos com intensidade e freqüência adequadas para cada gestante, respeitando o seu desempenho físico e o tempo de gestação; sempre com verificação dos sinais vitais (pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória). Para isso, as gestantes deverão passar inicialmente por uma avaliação composta por anamnese (perguntas específicas) e exame físico. Normalmente o início dessas atividades se dá a partir do terceiro mês, sendo possível iniciar antes se a gestante já fazia algum tipo de atividade física antes de engravidar; A realização da atividade física dependerá da avaliação e consentimento de seu médico.

São muitas as mudanças físicas, hormonais e emocionais que ocorrem durante a gestação. As adaptações fisiológicas e anatômicas que acontecem durante os nove meses de gestação modificam o corpo da gestante. Em relação à postura da mulher grávida se observa um mecanismo compensatório com aumento da curvatura normal da coluna (lordose lombar) conforme o desenvolvimento do bebê no útero materno, o que pode causar dor lombar, queixa de muitas mulheres. Além de mudanças posturais, a gestante sofrerá mudanças cardiovasculares que poderão levá-la, geralmente no final da gestação, a ter inchaços (edemas) principalmente nas extremidades de membros inferiores (pés e tornozelos), assim como a respiração fica um pouco mais “ofegante” devido à mudança de postura em relação ao diafragma (músculo respiratório) que pode ficar com difícil movimentação por causa do crescimento da barriga. Algumas mulheres também encontram dificuldade de evacuar e sentem vontade de urinar com frequência, devido à compressão da bexiga pelo abdômen no final da gestação. Essas são algumas conseqüências da adaptação do corpo de uma gestante.

Os exercícios específicos elaborados pelo fisioterapeuta têm o objetivo de proporcionar uma gestação saudável promovendo a prevenção de doenças, a diminuição de dores nas costas (como a lombalgia), a melhora da aptidão física (com influência no controle de peso) proporcionando mais resistência, força, relaxamento, alongamento e boa postura; além de aumentar a capacidade respiratória (fisioterapia respiratória), e fortalecer o assoalho pélvico, contribuindo assim para o trabalho de parto. A gestante poderá se beneficiar também com drenagem linfática (massagem) com o objetivo de diminuição do inchaço e relaxamento.

Portanto, a fisioterapia pode ajudar para que a mamãe tenha uma gestação saudável, influenciando positivamente na autoestima, consciência corporal, estética, condicionamento físico e maior segurança na hora do parto; além de contribuir também após o nascimento do bebê, com atividades direcionadas para a saúde e qualidade de vida da gestante e de seu bebê.

O reflexo da micção é um reflexo espinhal totalmente autônomo, mas pode ser inibido ou facilitado por centros cerebrais. Conforme a bexiga ...

Neurofisiologia da micção



O reflexo da micção é um reflexo espinhal totalmente autônomo, mas pode ser inibido ou facilitado por centros cerebrais. Conforme a bexiga se enche, muitas contrações de micção que se sobrepõem ao tônus basal são responsáveis por ativar o estímulo mictório nos centros cerebrais. Essas contrações são o resultado de um reflexo de estiramento iniciado pelos receptores sensoriais de estiramento na parede vesical. Estes receptores estão presentes principalmente na uretra posterior, quando esta área começa a ser preenchida com urina nas pressões vesicais mais altas, os sinais sensoriais dos receptores de estiramento da bexiga são conduzidos aos segmentos sacrais da medula através dos nervos pélvicos. Em um ato reflexo, o sinal volta à bexiga através das fibras nervosas parassimpáticas pelos mesmos nervos pélvicos. Quando a bexiga está apenas parcialmente cheia, essas contrações de micção geralmente desaparecem espontaneamente após uma fração de minuto. Isso ocorre pelo relaxamento do músculo detrusor, que leva também a uma diminuição da pressão para a linha de base. Conforme a bexiga se enche, os reflexos da micção tornam-se mais frequentes e causam contrações maiores no músculo detrusor.

Uma vez iniciado o reflexo da micção, pode-se considerá-lo “auto-regenerativo”. Isto é, a contração inicial da bexiga ativa a geração de mais estímulos sensoriais pelos receptores de estiramento da parede da bexiga e da uretra posterior. Isto leva a um aumento do reflexo na contração da bexiga; assim, o ciclo se repete continuamente até que a bexiga tenha alcançado um alto grau de contração. Após um período variável de alguns segundos a mais de um minuto, o reflexo auto-regenerativo começa a fatigar e o ciclo se interrompe, permitindo que a bexiga relaxe.

No entanto, esse reflexo mictório pode ser facilitado ou inibido pelo cérebro, especificamente nos centros cerebrais que incluem potentes centros facilitadores e inibitórios no tronco cerebral, localizados principalmente na ponte, denominado centro pontino da micção (CPM), que é a via final comum para os motoneurônios da bexiga, e vários centros localizados no córtex cerebral.Em circunstâncias normais, a micção depende de um reflexo espino-bulbo-espinal liberado pelo CPM. Este recebe influências do córtex cerebral, cerebelo, gânglios da base, tálamo e hipotálamo (influências suprapontinas), em sua maior parte inibitórios.

O reflexo da micção é a causa básica da micção, mas os centros superiores normalmente exercem o controle final da micção da seguinte maneira: (a) os centros superiores mantêm o reflexo da micção parcialmente inibido, exceto quando se tem a vontade de urinar; (b) os centros superiores podem evitar a micção, até mesmo quando o reflexo da micção está presente, pela contração tônica do esfíncter vesical externo até o momento conveniente para o esvaziamento; e (c) no momento da micção, os centros corticais podem auxiliar os centros sacrais a iniciar um reflexo de micção e ao mesmo tempo inibir o esfíncter urinário externo, de forma que a micção ocorra.

Resumidamente, pode-se descrever o ciclo miccional normal da seguinte forma:

1. Enchimento: a distensão da bexiga leva à ativação progressiva dos nervos aferentes vesicais. Esta ativação é acompanhada pela inibição reflexa da bexiga, via nervo hipogástrico, e estimulação simultânea do esfíncter externo via nervo pudendo. O CPM é continuamente monitorado sobre as condições de enchimento vesical, mantendo sua influência inibitória sobre o centro medular sacral, que inerva a bexiga, liberando progressivamente a ativação do esfíncter externo.

2. Esvaziamento: após alcançar um nível crítico de enchimento vesical e sendo a micção desejada naquele momento, o CPM interrompe a inibição sobre o centro sacral da micção (parassimpático), que ativa a contração vesical através do nervo pélvico. Ao mesmo tempo, a influência inibitória sobre a bexiga, feita pelo sistema simpático através do nervo hipogástrico, é interrompida e ocorre simultânea inibição da ativação somática do esfíncter, relaxando o aparelho esfinctérico e garantindo a coordenação da micção.

Pode-se descrever o ciclo miccional normal como um simples processo de “liga-desliga”, em que, em um primeiro momento, ocorre inibição dos reflexos da micção (inibição vesical por meio da estimulação simpática e inibição da estimulação parassimpática) e ativação dos reflexos de enchimento vesical (estimulação esfinctérica pudenda). Este mecanismo é alternado para ativação dos reflexos da micção (estimulação vesical parassimpática) e inibição dos reflexos de enchimento (inibição da ativação esfinctérica) e as duas fases vão se alternando seguidamente.

A micção voluntária é geralmente iniciada da seguinte maneira: primeiro, o indivíduo voluntariamente contrai a musculatura abdominal, o que aumenta a pressão na bexiga e permite que uma quantidade extra de urina, pelo aumento de pressão, entre no colo vesical e na uretra posterior, distendendo suas paredes. Isso estimula os receptores de estiramento e dispara o reflexo da micção, inibindo, simultaneamente, o esfíncter externo uretral.

A laqueadura é a cirurgia de infertilização feminina, que impede o encontro do óvulo com os espermatozoides ao bloquear as duas trompas, usa...

Reversão de Laqueadura: recuperação da fertilidade na mulher




A laqueadura é a cirurgia de infertilização feminina, que impede o encontro do óvulo com os espermatozoides ao bloquear as duas trompas, usando métodos como pontos cirúrgicos, clipes ou eletrocoagulação. Ela muitas vezes é feita após o parto cesariana ou normal, ou através de laparoscopia ou por via vaginal. Dependendo da forma como ela é feita e que regiões da trompa pode ter danificado, é possível reverter o processo cirurgicamente.

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Outros nomes

Reanastomose tubária, recanalização das trompas                                                                                  

Como e quando é feita a Reversão de Laqueadura

A principal condição para que a reversão seja feita é que o final das trompas tenha sido preservado quando foi feita a laqueadura. Também é preciso que a tuba uterina não esteja doente ou dilatada. Fora esses casos, é possível religar as trompas.

A cirurgia de reversão em si é feita por laparoscopia, ou seja, com pequenos cortes para a inserção dos instrumentos e da micro câmera. O método é muito semelhante à reversão de vasectomia, os canais são religados através de um microsutura, já que a tuba uterina tem entre 3 e 5 milímetros de diâmetro. Também é retirada a região em que ficou a cicatriz da laqueadura, para facilitar a irrigação sanguínea dos tecidos. Antes de dar os pontos unindo os dois lados, é injetada uma solução de soro com um corante azul através do útero, para testar ser a tuba uterina está aberta. Pode ser usada a anestesia geral ou os tipos raquidiana e peridural.

Para quem é indicada

O ideal é que a mulher que se submeta a cirurgia para voltar a engravidar verifique primeiro se ela tem boas condições para isso. Após os 35 anos da idade fica mais difícil engravidar. A idade da mulher na época da reversão é importante e influencia nas taxas de sucesso dessa técnica. Além disso, mulheres que estão na menopausa não liberam mais óvulos, e por isso não há sentido em fazer a reversão depois desse período.

Duração da operação

Apesar de ser uma cirurgia pouco invasiva, a reversão é considerada de alta complexidade, pois é preciso dar micro pontos em ambos os canais. Por isso, ela pode durar de duas a quatro horas.

O que esperar da Reversão de Laqueadura

A fertilidade só será considerada recuperada após 30 dias da operação. Normalmente as pacientes conseguem gerar um bebê depois de 6 a 12 meses. Não espere voltar a ter as mesmas chances de engravidar após o procedimento, normalmente elas caem em 15 a 20%. Ainda assim, mulheres com menos de 35 anos costumam ter 80% de chances de sucesso após a cirurgia.

Os resultados dependem também do estado das tubas, quando elas estão doentes, dilatadas ou com aderências (cicatrizes), fica mais difícil conseguir sucesso. Muitas vezes isso acaba sendo avaliado apenas na cirurgia.

Contraindicações da Reversão de Laqueadura

 Mulheres que tenham feito muitos partos cesarianos têm risco de rotura uterina, o que faz com que a contraindicação seja relativa. É preciso avaliar também se o casal não tem outros problemas de fertilidade, como uma baixa contagem de espermatozoides do marido. Nesses casos, uma fertilização in vitro pode ser mais indicada. Mulheres com contraindicação para gravidez também são desencorajadas a fazer o procedimento.

Pré-operatório

Antes de a operação ser indicada, é feito uma pesquisa para ver se não há causa de infertilidade no marido também. Depois são pedidos exames pré-operatórios de rotina, como hemograma completo.

Pós-operatório

O período de internação costuma ser de 24 horas, mas pode avançar até três dias, dependendo da recuperação da paciente. É indicada a abstinência sexual por 30 dias ou até o término da próxima menstruação, para evitar infecções na região da vagina. É preciso ter cuidados também com a atividade física, como musculação. Remédios analgésicos normalmente são indicados para as dores da recuperação.

Riscos da Reversão de Laquadura

A gravidez ectópica, ou seja, fora do útero, é muito mais comum em mulheres que se submeteram a reversão de laqueadura. As chances são de 8 a 20% aproximadamente, de acordo com comprimento final da tuba uterina ou a porção da trompa onde foi realizada a reversão.

Onde encontrar a Reversão de Laqueadura

O procedimento não é oferecido pelo Sistema único de Saúde (SUS) e também alguns detalhes da operação, como as habilidades microcirurgiacas, não são cobertos pelo plano de saúde, mas pode ser feito em clínicas particulares de urologia ou em hospitais particulares e universitários

Todas as pessoas com lesão no sistema nervoso central ou periférico, estão sujeitas a apresentar algum comprometimento do trato urinário i...

Lesões neurológicas na Urologia




Todas as pessoas com lesão no sistema nervoso central ou periférico, estão sujeitas a apresentar algum comprometimento do trato urinário inferior e consequentemente, problemas miccionais. A incontinência urinária é uma manifestação freqüente, porém outras formas de apresentação como retenção urinária pode ocorrer.

Causas: As causas de lesão neurológica podem ser variadas, desde uma anomalia congênita até um trauma de coluna com lesão de medula espinhal, passando por doenças que afetam o sistema nervoso central.

Como funciona: Para melhor entender os distúrbios miccionais encontrados quando existe uma lesão neurológica é importante saber como funciona o trato urinário e como nós controlamos a armazenamos e eliminamos a urina.

A urina é formada por água e resíduos removidos do nosso corpo pelos rins. A urina excretada pelos rins desce por um par de tubos, chamados de ureteres, até chegar na bexiga. A bexiga é um reservatório similar a um balão que armazena urina. Assim como um balão, a bexiga é elástica, podendo ser enchida e esvaziada. Na maioria das pessoas, existe completo controle sobre esse armazenamento e esvaziamento. Ou seja, a pessoa permite um enchimento de aproximadamente 400 ml e depois esvazia a bexiga em um local adequado, sem que ocorram perdas. A urina deixa a bexiga por um outro canal chamado de uretra.

Para esvaziar a bexiga é necessário uma coordenação (sinergismo) entre o músculo da bexiga e os músculos que fecham a uretra (como se fossem um torneira). Esses músculos são chamados de esfíncteres e estão localizados na base da bexiga e na parede da uretra. O sinergismo entre a bexiga e os esfíncteres funciona da seguinte forma: Quando seu esfíncter relaxa, ele libera a passagem de urina. No mesmo momento o músculo da bexiga contrai, expulsando a urina para fora da bexiga. Quando você termina de urinar, os esfíncteres se fecham e a bexiga para de contrair.

O mecanismo parece simples, mas para que ele funcione adequadamente, é necessário que uma complexa rede de neurônios e músculos trabalhem em total sintonia, caso contrário, a micção ou o armazenamento de urina se tornam comprometidos. Um exemplo chamado de dissinergia vesico-esfincteriana ocorre quando a bexiga contrai e os esfíncteres contraem ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, a bexiga não pode ser esvaziada adequadamente.

Principais problemas:

Pessoas com lesão neurológica com repercussão para o trato urinário inferior (bexiga e esfíncteres), necessitam de tratamento e acompanhamento urológico constante, devido ao risco de deterioração do trato urinário e problemas miccionais.

Abaixo estão listadas alguns dos problemas mais comuns que levam a disfunções miccionais.

Acidente vascular cerebral (derrame);

Demência;

Alzheimer;

Tumores cerebrais;

Trauma craniano;

Doença de Parkinson;

Esclerose múltipla;

Lesões traumáticas da coluna vertebral e medula;

Mielite transversa;

Poliomielite;

Mielomeningocele;

Hérnia de disco;

Cirurgias pélvicas;

Herpes vírus;

Diabetes;

Em muitos casos, principalmente lesões traumáticas do sistema nervoso, é possível prever o tipo de disfunção miccional com base na lesão neurológica encontrada.

Desta forma, pacientes com Lesões neurológicas acima do tronco cerebral, geralmente apresentam contração involuntária da bexiga com sinergismo esfincteriano. A sensação e a contração esfincteriana voluntária geralmetne estão preservadas. Pode ocorrer arreflexia tanto inicialmente como tardiamente.

Após o choque medular (o choque medular faz com que a bexiga fique paralizada e geralmente regride em até 6 meses após o trauma), pacientes com secção completa da medula espinhal entre T6 E S2 geralmente apresentam contração detrusora involuntária sem sensação com dissinergia esfincteriana. Lesões acima de T6 podem apresentar disreflexia autonômica.

Lesões da coluna espinhal abaixo de S2 geralmente não manifestam contração detrusora involuntária. A paralisia da bexiga é geralmente a regra após o choque medular. O esfíncter mantém algum tônus, mas não apresenta controle voluntário.

Tratamento:


O tratamento deve ser individualizado e em muitos casos é necessário uma combinação de várias modalidades terapêuticas. Um especialista deverá ser capaz de determinar a melhor opção terapêutica para cada paciente.

As modalidades de tratamento podem ser divididas em terapia comportamental, medicamentosa e cirúrgica.

Terapia comportamental


1 - Educação do paciente sobre o funcionamento dos rins bexiga e esfincteres função do trato urinário inferior;


2 - Informações sobre mudanças no estilo de vida e na dieta;


3 - Treinamento vesical;


4 - Fisioterapia do assoalho pélvico com ou sem "biofeedback";

5 - Micção programada, urinar em horários programados;


6 - Estimulação elétrica externa;


7 - Cateterismo intermitente;


8 - Uso de absorventes;


9 - Sondagem vesical permanente;


Terapia Medicamentosa


A terapia medicamentosa consiste na administração de medicamentos, adequando a dose e a combinação de drogas. Dentre as drogas disponíveis temos: Oxibutinina, Tolterodina, Cloreto de Trospium, Darifenacin, Cloridrato de Imipramina, Duloxetina, Resineferatonina e Toxina Botulínica tipo A.

Terapia Cirúrgica

Existem vários tratamentos cirúrgicos que devem ser individualizados e realizados apenas por médicos especialistas no tratamento de bexiga neurogênica. Os tratamentos cirúrgicos incluem:

1 - Hiperdistensão vesical;

2 - Neuromodulação sacral (marca passo para a bexiga);

3 - Acupuntura do nervo tibial;

4 - Ampliação vesical;

5 - Injeção peri-uretral;

6 - Esfíncter artificial;

7 - Cistostomia e vesicostomia;

8 - Esfincterotomia;

9 - Injeção de Botox na bexiga;

A incontinência urinária de esforço (IUE) é denida pela International Continence Society (ICS) como a queixa de perda involuntária de urina...

Impacto do treinamento dos músculos do assoalho pélvico na qualidde de vida em mulheres com incontinência urinária



A incontinência urinária de esforço (IUE) é denida pela International Continence Society (ICS) como a queixa de perda involuntária de urina no esforço, no exercício, no espirro ou na tosse1. Como fatores de risco, relacionamse o número de gestações, a paridade, o elevado índice de massa corporal (IMC), a constipação crônica, a condição posmenopausal e a tosse crônica2-7. A prevalência dos sintomas é de 80% em mulheres entre 25 e 60 anos de idade8. Embora a incontinência urinária (IU) não coloque diretamente a vida das pessoas acometidas em risco, existe um consenso quanto ao fato de que ela pode afetar negativamente a qualidade de vida (QV) em muitos aspectos, tanto psicológica e social, quanto física, pessoal e sexualmente9.

Em aspecto geral, as mulheres com IU referem-se a limitações em níveis físicos (praticar esporte, carregar objetos), alterações nas atividades sociais, ocupacionais e domésticas, influenciando de forma negativa o estado emocional e a vida sexual. Além disso, pode provocar desconforto social e higiênico, pelo medo da perda urinária, pelo cheiro de urina, pela necessidade de utilizar protetores (absorventes) e de trocas mais frequentes de roupas10,11. Familiares e cuidadores também apresentam impacto negativo sobre sua própria QV, principalmente nos aspectos psicológicos12.

A avaliação da QV tem sido demonstrada como preditor para a busca de tratamentos da IU13. Dentre eles, o mais conservador objetiva aumentar o suporte do trato urinário inferior, devido ao aumento da força dos músculos do assoalho pélvico, bem como promover o fechamento uretral por contração involuntária dos músculos periuretrais. A ICS considera os exercícios perineais como padrão-ouro na IUE, e sua ecácia tem sido demonstrada por estudos randomizados e controlados1,14-17.

Inúmeros questionários têm sido desenvolvidos e testados para mensurar o impacto da IU na QV de vida. Dentre as dimensões avaliadas, podemos destacar o impacto na vida diária, as relações pessoais, os aspectos psicológicos e emocionais e as limitações sociais e físicas18.

Recentes publicações têm demonstrado melhora da QV de mulheres submetidas ao tratamento mais conservador, o que foi avaliado utilizando o King's Health Questionnaire (KHQ)19,20. Essa avaliação se torna primordial quando o impacto da IU na QV das pacientes, dos familiares e dos cuidadores é considerado.

Um dos objetivos da sioterapia é investigar e intervir nesse impacto. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito do treinamento dos músculos do assoalho pélvico (TMAP) na QV de mulheres com IUE.



MÉTODOS

Trata-se de um ensaio clínico prospectivo, tipo antes e depois, realizado no período de abril/2009 a maio/2010. Foi desenvolvido no Ambulatório de Uroginecologia e Cirurgia Vaginal da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM). Obteve-se aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UNIFESP - CEP nº 1966/09. Todas as participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, redigido conforme a Resolução nº 196/96 do Conselho Nacional de Saúde.

O critério de inclusão foi a história clínica de IUE sem deciência esncteriana durante o estudo urodinâmico. Os de exclusão foram doenças neuromusculares, prolapso grau III e IV de acordo com a classicação da ICS1 e uso de terapia hormonal. Na abordagem inicial, foram coletadas informações sociodemográcas (idade) e clínicas (índice de massa corpórea e tempo de perda urinária), além de antecedentes obstétricos (paridade, parto vaginal).

Prévia e posteriormente ao término do tratamento, aplicou-se o questionário de qualidade de vida KHQ, validado no Brasil21. Trata-se de um questionário composto por 30 perguntas que são arranjadas em nove domínios. Relatam, respectivamente: a percepção da saúde, o impacto da incontinência, as limitações nos desempenhos das tarefas, a limitação física, a limitação social, o relacionamento pessoal, as emoções, o sono/energia e as medidas de gravidade. Para todas as respostas são atribuídos valores numéricos, somados e avaliados por domínios. O KHQ é pontuado em cada um de seus domínios, não havendo, portanto, escore geral. Os escores variam de zero a 100, e quanto maior a pontuação obtida, pior é a qualidade de vida relacionada àquele domínio. O questionário foi originalmente padronizado para ser autoadministrado, porém a aplicação foi feita em forma de entrevista e as perguntas, verbalizadas ipsis litteris pelo avaliador.

Mensurou-se a função dos músculos do assoalho pélvico por meio de palpação bidigital. Considerou-se na avaliação da função muscular o registro das seguintes variáveis: potência (P), graduada pela escala de Oxford; e endurance muscular (E), dado pela manutenção da contração muscular em segundos. Essa avaliação foi adaptada do método PERFECT, descrito por Laycock et al.22, amplamente utilizado na literatura.

Previamente à avaliação, as pacientes receberam orientações a respeito da localização e função dos MAP e sobre como contraí-los adequadamente: o mais forte possível e eliminando ao máximo a contração dos glúteos, abdominais e adutores. Os procedimentos de avaliação foram detalhadamente explicados.

Para a avaliação sioterapêutica, as pacientes foram orientadas a esvaziar a bexiga e em seguida colocadas em posição de litotomia. Foi respeitado um tempo de repouso três vezes maior que o tempo de contração e em seguida foi solicitada a contração mantida pelo máximo de tempo que a paciente conseguisse.

A perda urinária foi mensurada por diário miccional simplicado em que a paciente anotou, pelo período de sete dias, a frequência urinária diurna e noturna e o número de perdas urinárias.

O protocolo de treinamento dos músculos do assoalho pélvico utilizado foi descrito por Bo et al.23. Entretanto, neste estudo, as pacientes realizaram os exercícios individualmente. Todas elas realizaram sessões de treinamento com um sioterapeuta especialista em uroginecologia. O protocolo consistiu em exercícios para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, e as mulheres foram encorajadas a realizar três séries de dez contrações lentas (bras tônicas) com manutenção de seis a oito segundos de cada contração, seguidos de um período de repouso igual ao de manutenção da contração. Após essa série, realizavam três ou quatro contrações rápidas (bras fásicas), nas posições de decúbito dorsal, sentada e ortostática, por no mínimo três vezes na semana. O tratamento foi realizado por um período de três meses.

Os dados foram descritos em médias e desvios-padrões. Os escores dos domínios da avaliação da QV foram comparados pelo teste de Wilcoxon para amostras pareadas, com nível de significância de 0,05.



RESULTADOS

Inicialmente, 40 mulheres foram incluídas no estudo. Dessas, duas pacientes não tinham disponibilidade de ir ao ambulatório por motivos de trabalho e duas precisavam cuidar de familiares enfermos. Um total de 36 mulheres concluiu o treinamento dos músculos do assoalho pélvico no período de abril de 2009 a maio de 2010. A idade média das pacientes foi de 55,2 (± 9,1) anos, a duração dos sintomas foi de 7,0 (± 6,6) anos e o índice de massa corporal foi de 28,9 (± 5,2) (kg/m2).

Em relação aos antecedentes obstétricos, três mulheres eram nulíparas, 24 tiveram entre uma e três gestações e nove apresentaram quatro ou mais gestações, com média de 3,1 (± 2,1) gestações. Quanto à via de parto, 22 mulheres tiveram de um a três partos vaginais e sete mulheres tiveram quatro ou mais partos vaginais, com média de 2,5 (± 2,2) partos.

Observou-se diminuição signicativa das médias dos escores em todos os domínios avaliados pelos KHQ (Tabela 1). Em concordância com os resultados da avaliação da qualidade de vida, houve diminuição da perda urinária e frequência urinária noturna das pacientes, ambos sintomas avaliados pelo diário miccional (Tabela 2). Também observou-se signicativo aumento da força e endurance muscular (Tabela 3).



DISCUSSÃO

Por meio de mais de 50 ensaios clínicos randomizados, estão amplamente descritos na literatura os efeitos provenientes do TMAP, considerado padrão-ouro para o tratamento da incontinência urinária de esforço, com nível A de evidência24. Adicionalmente, como consequência desse tratamento, encontram-se a melhora da percepção da paciente quanto à doença e a diminuição do impacto em sua qualidade de vida.

Quando mensuradas com precisão e conabilidade, a gravidade e a repercussão da doença são importantes parâmetros de avaliação para o tratamento das mulheres acometidas. Embora subjetivos, esses dados são consideravelmente relevantes, pois refletem indiretamente a qualidade do tratamento oferecido.

Neste estudo, realizou-se a mensuração da função muscular do assoalho pélvico por meio da palpação bidigital, técnica validada e amplamente utilizada na literatura22,25,26. Previamente ao tratamento, foi observada a média de graduação da escala de Oxford de 2,0 (± 0,9), considerada função muscular débil.

Moen et al.27 sugerem que para que a função muscular do assoalho pélvico seja adequada, o valor avaliado pela escala de Oxford deve ser maior ou igual a três. Neste estudo, após os três meses de tratamento encontrou-se a média de 3,5 (± 1,0), considerada eciente. O endurance muscular progrediu positivamente de 3,0 (± 1,7) segundos para 6,6 (± 2,4) segundos. A melhora pode ser atribuída à qualidade do protocolo instituído, cuja orientação do tempo de manutenção foi de seis a oito segundos27.

A melhora da função dos músculos do assoalho pélvico e da qualidade de vida somou-se à melhora da incontinência urinária. Neste estudo, foi observada uma diminuição do número de perdas urinárias de 1,3 (± 1,3) para 0,5 (± 0,7). Em recente publicação, o diário miccional foi considerado uma ferramenta importante na mensuração objetiva da perda urinária, com boa correlação com o relato da paciente a respeito de seus sintomas28.

Similarmente a este estudo, Rett et al.29 recrutaram 26 mulheres com IUE, com idade média de 42 anos (± 5,5), e utilizaram o TMAP associado ao biofeedback. Após o tratamento, observou-se melhora em oito dos nove domínios avaliados por meio do KHQ. Apenas o domínio referente ao relacionamento pessoal não apresentou diferença após o tratamento. Entretanto, os autores sugerem que esse domínio pode estar relacionado aos aspectos de vida familiar e sexual, e dentre as mulheres estudadas, muitas delas podem não ter relatado à família a respeito do problema da perda urinária ou não apresentavam vida sexual ativa29.

Em outro recente estudo, realizado por Fozzatti et al.25, 26 mulheres com idade média de 50 anos foram selecionadas e tratadas com a técnica de reeducação postural global (RPG). Após o tratamento, os autores observaram melhora nos domínios de percepção geral da saúde, impacto da incontinência e no sintoma de perda urinária aos esforços (p < 0,05). Após três e seis meses do término do tratamento, estes resultados se mantiveram. Para os autores, os benefícios da melhora da qualidade de vida em curto e médio prazo podem estar relacionados às modicações do esquema corporal e à melhora do autoconhecimento corporal, o que diminui a sobrecarga de estruturas, podendo proteger o assoalho pélvico25.

Com base na literatura, sabe-se que o TMAP, quando executado regularmente, pode proporcionar melhora da função muscular do assoalho pélvico24. Devido a esse fato, acredita-se que a melhora da funcionalidade possa estar diretamente associada à diminuição do número de perdas urinárias e, consequentemente, com a melhora da QV dessas mulheres.

Vale ressaltar a importância da utilização de um questionário adequadamente traduzido e adaptado para a língua portuguesa do Brasil, com alta conabilidade e validade, o qual pode ser incluído em qualquer estudo brasileiro de incontinência urinária e na prática clínica21.

Uma das limitações deste estudo foi a ausência do detalhamento da frequência dos exercícios por meio da utilização de um diário de registro. Adicionalmente, faltou uma comparação entre os dados do presente estudo a um grupo controle. Por m, sugestões para novos estudos, incluindo a reavaliação das pacientes após um período a m de vericar a manutenção dos resultados obtidos, devem ser consideradas para os pesquisadores dessa área.



CONCLUSÃO

Baseado nos resultados obtidos no presente estudo, o treinamento muscular do assoalho pélvico proporcionou impacto positivo na QV de mulheres com IUE.



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Existem técnicas Fisioterapêuticas que podem ser utilizadas de forma preventiva, para que haja reeducação pélvica perineal, são elas: contr...

Tratamento de fisioterapia para incontinência urinária



Existem técnicas Fisioterapêuticas que podem ser utilizadas de forma preventiva, para que haja reeducação pélvica perineal, são elas: contração do intróito vaginal contra a resistência, exercícios descontraturantes; exercícios de Kegel, entre outros. O fortalecimento desses músculos é de extrema importância não só na gestão da incontinência urinária, mas sim durante toda a vida; pois os mesmos agem como uma rede para apoiar o útero, a bexiga, intestinos e outros órgãos do arcabouço pélvico (VIANA, 2001).

O Tratamento fisioterapêutico, na maioria das vezes, concentra-se na IU mista, por transbordamento e IU de esforço, sendo as demais tratadas com uso de fármacos e cirurgias, dependendo da situação. Os exercícios perineais ou a eletroestimulação devem ser indicados antes do tratamento farmacológico (ARRUDA et al., 2007).

As condutas mais utilizadas pela Fisioterapia são: cinesioterapia, através de exercícios de propriocepção e perineais; eletroestimulação, envolvida no relaxamento e na contração uretral e da musculatura indiretamente envolvida no ato da micção (abdome, nádegas e coxas) onde se observa que impulsos eferentes dos nervos pudendos promovem contração reflexa da musculatura estriada que envolve a uretra e, concomitantemente, acompanha-se de reflexo inibitório da contração do músculo detrusor; tem-se ainda o uso do Biofeedback, no qual é um método empregado para o reconhecimento da musculatura esquelética.

Independente do tipo de terapêutica, sendo ela fisioterapêutica, farmacológica, ou cirúrgica, o tratamento deve ser realizado pela equipe de saúde, com a participação do paciente e das pessoas que lhe prestam cuidados, além de que a fisioterapia pode atuar tanto no pré como no pós-operatório, contribuindo para os resultados cirúrgicos obtidos e, assim, mantendo o paciente continente e melhorando a sua qualidade de vida. (GROSSE e SENGLER, 2002; GUEDES & SEBBEN, 2006).

Incontinência de esforço - é a perda involuntária da urina quando a pressão intravesical excede a pressão uretral máxima, devido a elevação...

Classificação da incontinência urinária



Incontinência de esforço - é a perda involuntária da urina quando a pressão intravesical excede a pressão uretral máxima, devido a elevação da pressão intrabdominal e ausência da contração do detrusor. Este tipo descreve a perda da urina durante exercícios, ou em situações de espirro ou riso. É mais freqüente em mulheres, mas pode ocorrer em homens após cirurgia de próstata; A causa mais freqüente de incontinência urinária de esforço é a hipermotilidade uretral decorrente da fraqueza do assoalho pélvico ou conseqüente a procedimentos cirúrgicos. A deficiência esfincteriana intrínseca também é freqüentemente observada e está geralmente associada à desnervação do assoalho pélvico, à radioterapia prévia, à diminuição dos níveis estrogênicos. (RODRIGUES & RINO, 1994).

Incontinência de urgência - é a perda involuntária da urina associada ao forte desejo de urinar, freqüentemente associada com a condição da pessoa, como no caso de Acidente Vascular Cerebral, Demência Senil, Doença de Parkinson, Escleroses Cerebrais Múltiplas, podendo ocorrer também em pessoas idosas saudáveis. Está associada com a instabilidade do músculo detrusor, onde há um aumento das contrações da musculatura detrusora, que contrai precipitadamente, inibição e hiperreflexia da bexiga; (RODRIGUES & RINO, 1994).

Incontinência por transbordamento - é a perda involuntária da urina quando a pressão intravesical excede a pressão máxima da uretra devido a elevação da primeira associada a distensão da bexiga na ausência de atividade de detrusor, há uma hipoatividade do detrusor, onde o detrusor se contrairá quando o paciente tenta urinar, sendo raro entre idosos. As possíveis causas incluem: obstrução anatômica devido ao aumento da próstata; bexiga neurogênica não inibida, resultante da perda da função iniciadora sobre a micção, quando o idoso percebe que a bexiga está distendida, mas não consegue inibir o reflexo miccional, apresentando perdas freqüentes de pequeno volume de urina; bexiga neurogênica atônica em que o indivíduo não percebe a distensão vesical com o acúmulo de urina e portanto, o reflexo miccional não chega a ser desencadeado, como ocorre nos pacientes diabéticos; (RODRIGUES & RINO, 1994).

Incontinência funcional - é diagnosticada quando há perda involuntária da urina associada a incapacidade ou falta de vontade de usar o toalete apropriadamente. Está associada as perdas cognitivas e físicas dos idosos e a fatores psicológicos e ambientais que influenciam o uso da toilete. A causa básica pode ser neurogênica ou não. (RODRIGUES & RINO, 1994).

Incontinência urinária mista - definida como a combinação da incontinência urinária de esforço e de urgência. A hiperpressão abdominal e a contração não inibida do detrusor, que são as duas forças de expulsão podem superar as forças de retenção. A elevada freqüência da incontinência urinária mista é decorrente da fraqueza esfincteriana. A urgência miccional é clinicamente predominante, sendo a mais desconfortável socialmente (VIANA, 2001).

A prevenção da IU visa à realização de exercícios que aumentam a força do esfíncter externo da bexiga, fortalecer a musculatura pélvica, principalmente o músculo elevador do ânus; evitar contraturas; manter a tonicidade muscular; melhorar a capacidade de recrutamento da musculatura, melhorar a transmissão de pressões na uretra e a coordenação reflexa durante o esforço. (XHARDEZ, 2001).

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