O câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres em todo o mundo. Na maioria dos países em desenvolvimento, ocor...

O câncer no colo uterino em idosos



O câncer do colo do útero é o segundo tipo de câncer mais comum em mulheres em todo o mundo. Na maioria dos países em desenvolvimento, ocorrem 80% de todos os casos de câncer do colo do útero, este é o tipo mais comum de câncer, mesmo quando ambos os sexos são analisados conjuntamente Ele é decorrente de alterações celulares que tem uma progressão gradativa e é por isto que esta é uma doença curável quando descoberta no início. (ARMSTRONG, MUÑOZ & BOSH, 1992).

O câncer de colo uterino, considerando sua condição anatômica, diferentemente da maior parte dos tumores malignos do ser humano, apresenta aspectos epidemiológicos, etiológicos e evolutivos bem definidos para sua detecção em estágios pré-malignos ou iniciais. Porém, apesar da metodologia para o seu rastreamento ser de fácil acesso, baixo custo e fácil execução, ainda representa a segunda maior estimativa de incidência de neoplasia maligna na população feminina brasileira, com mais de 20 mil casos novos em 1996. (DA MOTTA et al., 2001). O grupo de risco clássico são mulheres obesas, hipertensas, diabéticas com baixa paridade, na pós-menopausa e da raça branca. O pico de incidência é na sexta década, mas pode ocorrer cerca de 2-5% dos casos antes dos 40 anos. Atualmente considera que a principal causa seja a ação de estrogênio não antagonizada por progestágeno, como observado nos casos de obesidade, ciclos anovulatórios, TRH sem progestágeno, baixa paridade e uso de Tamoxifen.(FREITAS et al., 2002). As mulheres são usuárias mais freqüentes do sistema de saúde do que seus companheiros. Entre as mulheres com idade acima de 65 anos, 88% compareceram a uma consulta médica durante os últimos 12 meses; 75% das mulheres desse grupo etário procuram o médico em média cinco vezes no ano; e 85% consultam-se com clínicos gerais e médicos de família em vez de ginecologistas para os cuidados ginecológicos rotineiros (MOSSEY & SHAPIRO, 1985). A maioria das mulheres reconhecem tanto a necessidade da colpocitologia como sua periodicidade, principalmente entre as mais jovens. As mulheres acima de 60 anos eram as que mais referiam (54,1%) não conhecer a necessidade da colpocitologia oncótica, nem sua periodicidade (58,8%); o grupo que melhor referia conhecimento da necessidade e periodicidade da colpocitologia oncótica foi o de mulheres entre 40 e 60 anos. O achado microbiológico mais freqüente foi Gardnerella sp. (8,6%). Presença de papilomavírus humano (HPV) foi significativamente menor nas mulheres acima de 60 anos (DA MOTTA et al., 2001). O surgimento da colpocitologia oncótica vem reduzindo a incidência e a mortalidade do câncer de colo uterino, sendo um instrumento fácil e barato de rastreamento (DA MOTTA et al, 2001; FRANCOUS et al., 2001). O exame ginecológico e os esfregaços para Pap são as principais razões para a diminuição do número de consultas ao médico na idade avançada, embora morbidade e mortalidade significativas continuem sendo devidas à doença ginecológica. O diagnóstico do câncer ginecológico nas idosas ocorre em um estágio mais avançado (DUTHIE & KATZ, 2002). As doenças malignas ginecológicas mais comuns nas mulheres idosas são similares àquelas na população em geral. O câncer do corpo uterino é o mais comum, (BORING, SQUIRES & TONG, 1992) seguido em segundo e terceiro lugares respectivamente pelo câncer de ovário e de colo uterino. Os dados de Investigação, Epidemiologia e Resultados Finais mostram que 81% dos cânceres ginecológicos em mulheres mais idosas originam-se no corpo uterino ou no ovário, fazendo dessas duas malignidades, sem dúvida, as malignidades ginecológicas mais comuns nesse grupo etário (KENNEDY, FLAGG & WEBSTER, 1989; BARANOVSKY & MYERS, 1986). O diagnóstico é confirmado através de biópsia, que deve ser realizada através de histerectomia ou curetagem fracionada. .(FREITAS et al., 2002). O tratamento oncológico deve ser instituído o mais precocemente possível e deve também ser definido de acordo com as situações clínicas apresentadas durante a evolução da doença, visando, assim, a uma melhor qualidade de vida do paciente. Nesse contexto, a atuação multidisciplinar contribui de maneira bastante efetiva para o sucesso do tratamento do câncer, já que consegue abordar as necessidades do indivíduo de forma específica e, ao mesmo tempo, global. (http://www.inca.gov.br/rbc/n_54/v04/pdf/333_344_Analise_dos_Metodos_de_Avaliacao.pdf,2008)

A cirurgia é a modalidade principal de tratamento, sendo procedimento curativo ou redutor de tamanho diante de quimioterapia sistêmica. A droga cisplatina tem sido a base do tratamento, mas, infelizmente, esta droga possui toxicidade renal. O tratamento da moléstia em estágio avançado raramente é curativo. Uma vez que a doença tenha sido detectada, é improvável que o tratamento destes pacientes seja diferente daquele utilizado para mulheres mais jovens. Entretanto, em função do estágio avançado da doença por ocasião de sua manifestação, o uso de quimioterapia e radioterapia poderá ficar limitado em virtude da idade do paciente. (DUTHIE & KATZ, 2002). A fisioterapia oncológica é uma especialidade que traz benefícios para o tratamento de pacientes internados e especialmente para aqueles que fazem tratamento em domicílio. Seus recursos contribuem para complementar o alívio da dor, diminuir a tensão muscular, melhorar a circulação tecidual, prevenir ou reduzir linfedemas e minimizar a ansiedade do paciente, já que o estresse e a depressão podem ser agentes agravantes do câncer. (http://www.inca.gov.br/rbc/n_54/v04/pdf/333_344_Analise_dos_Metodos_de_Avaliacao.pdf, 2008).

O prognóstico depende do estádio clinico-cirurgico, em que se consideram o grau e o tipo histológico, a profundidade de invasão miometrial, a presença de invasão vascular, ganglionar e metástase a distância. .(FREITAS, et al., 2002). O risco de uma mulher com idade acima de 65 anos de desenvolver câncer ovariano, endometrial ou cervical, comparado com mulheres de 40 a 65 anos, é aproximadamente três vezes maior para o câncer de ovário, duas vezes maior para o câncer uterino e 10% maior para o câncer cervical. (DUTHIE, 2002). As pacientes mais idosas apresentam problemas de saúde que resultam em morbidade e inabilidades que causam inpacto negativo na qualidade de vida. Muitos desses problemas têm uma etiologia basicamente ginecológica e, com a atenção ao exame ginecológico adequado, podem ser prevenidos ou diagnosticados e tratados. Cerca de 30% das mulheres pós-menopausa têm problemas ginecológicos não diagnosticados.(DENNY, KOREN & WISBY, 1989). A queda da mortalidade por câncer do útero não especificado sinaliza uma melhora na precisão do diagnóstico clínico e na qualidade do preenchimento do atestado de óbito, e indica aumento de cobertura do teste de Papanicolaou (FONSECA, et al., 2004).

Você sabia que os pequenos lábios da vagina contêm tecido erétil como o pênis? E que o lubrificante vaginal tem composto igual ao do óle...

10 curiosidades sobre a vagina



Você sabia que os pequenos lábios da vagina contêm tecido erétil como o pênis? E que o lubrificante vaginal tem composto igual ao do óleo de fígado de tubarão, usado em cremes para a pele? Confira essas e outras curiosidades sobre a região íntima feminina, listadas pelo jornal Huffington Post.

Durante a excitação, os pequenos lábios, que contêm tecido erétil, ficam um pouco mais duros. As razões para isso remetem a quando a mulher era apenas um feto com partes andróginas. "Nós todos começamos com os mesmos tecidos nessa área", disse a professora de obstetrícia e ginecologia Shelly Holmstrom, da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos
Foto: Getty Images

1 - Durante a excitação, os pequenos lábios, que contêm tecido erétil, ficam um pouco mais duros. As razões para isso voltam a quando era um feto com partes andróginas. "Nós todos começamos com os mesmos tecidos nessa área", disse a professora de obstetrícia e ginecologia Shelly Holmstrom, da Universidade do Sul da Flórida, nos Estados Unidos. 

2 - Lubrificante vaginal e óleo de fígado de tubarão contêm um composto orgânico chamado esqualeno. O derivado de tubarões costuma ser adicionado aos hidratantes e cremes para a pele, nos quais atua como um emoliente.

3 - A ginecologista Lauren Streicher recomenda lubrificantes à base de silicone em vez dos à base de água, porque duram muito mais tempo e geralmente não contêm propilenoglicol, que é um potencial irritante. No entanto, lubrificante de silicone pode comprometer a integridade de vibradores e outros brinquedos sexuais que também contêm silicone, e pode levá-los a mudar de forma ou quebrar.

4 - Durante anos os cientistas têm tentado encontrar um uso clinicamente útil para o sangue menstrual, que contém células-tronco com a capacidade de se regenerar. Atualmente, essas células estão sendo testadas para a possibilidade de ajudar os pacientes com insuficiência cardíaca.

5 - Depilar a virilha pode causar microtrauma, mesmo quando não dói. O processo de remoção de pelos leva a pequenos cortes e abrasões, que abrem espaço para infecções, explicou a dermatologista Susan Taylor. 

6 - Sexo também pode causar microtrauma no tecido interno, afirmou a professora de obstetrícia e ginecologia Shelly Holmstrom. "Infelizmente para nós, é por isso que as mulheres são muito mais prováveis do que homens a pegarem doenças sexualmente transmissíveis." 

7 - Suor vaginal é normal e uma função necessária. Logo abaixo da pele dos lábios e do clitóris, há centenas de pequenas glândulas que secretam óleo e suor, informou a professora de obstetrícia e ginecologia Shelly Holmstrom. Isso pode proteger a área íntima de atrito e superaquecimento.

8 - É normal que as mulheres (antes da menopausa) tenham corrimento diário. A vagina pode produzir uma média de uma colher de chá de corrimento por dia, que muitas vezes é branco ou transparente e inodoro. Pouco antes da fase de ovulação do ciclo menstrual, o corrimento é mais aguado e elástico. 

9 - Se não aparar os pelos pubianos, não chegam a ficar compridos como os cabelos. É que a fase de crescimento dos pelos pubianos é muito menor que a do cabelo em sua cabeça, contou a dermatologista Susan Taylor. Fora isso, o atrito com a roupa e o movimento normal causam quebras frequentes. 

10 - O tamanho dos pequenos lábios varia em cada mulher.

Os rins podem ser afetados por diversas doenças progressivas que destroem néfrons em número suficientes para conduzir à IRC. Algumas dessa...

Conheça mais a Insuficiência Renal Crônica




Os rins podem ser afetados por diversas doenças progressivas que destroem néfrons em número suficientes para conduzir à IRC. Algumas dessas doenças são: glomerulopatia primária, pielonefrites, doenças vasculares, diabetes mellitus, entre outras (JÙNIOR, 1988).

Na maioria das vezes a IRC é diagnostica quando o paciente já alcançou estado avançado da doença. Os primeiros sintomas são geralmente tardios, inespecíficos, inconstantes e despercebidos pelo paciente, instalando-se lentamente e tomando assento aos poucos (JÙNIOR, 1988).
Características da IRC, segundo MANDAL (1993) são:
-Doença renal associada à insuficiência renal;
-Deterioração comprovada progressiva e crônica das provas de função renal;
-Tolerância a azotemia avançada, neuropatia, oligúria apenas nos estágios terminais;
-Anemia normocítica e normocrômica;
-Presença de osteodistrofia renal, rins pequenos em radiografia.

Quando é confirmado o diagnóstico de IRC é primordial uma pesquisa diligente dos fatores agravantes desta e potencialmente reversíveis. Os seguintes fatores podem atuar de forma aguda ou insidiosa:
-Circulatórios: insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão e depleção do volume extracelular;
-Obstrução do trato urinário;
-Infecção do trato urinário;
-Distúrbios eletrolíticos: hipercalcemia, hipopotassemia;
-Nefrotoxinas.

De uma forma geral, a evolução da IRC pode ser dividida em quatro partes (JÙNIOR, 1988):

1) Latente: paciente conserva até 40% da taxa de filtração glomerular, sendo as capacidades excretória e endócrina renais suficientes para mantê-lo livre de sintomas;

2) A filtração glomerular está entre 40-25% do normal, com comprometimento renal e hipertensão arterial e anemia;

3) Descompensação: a filtração glomerular se reduz a menos de 25% com agravamento da hipertensão e da anemia, acidose metabólica, hiperfosfatemia e hipocalcemia, e

4) A filtração glomerular é menos de 5-10% do normal. Caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas que constituem a síndrome urêmica.

Três características da fisiopatologia renal são importantes para o tratamento da IRC (MANDAL,1993) :

1) Função Renal na IRC: pacientes com IRC atingem uma homeostase por não conseguirem reduzir a carga de cada soluto individual excretado pelos rins. Esta é a hipótese do distúrbio primário na IRC. Com a redução do número de néfrons funcionantes a carga excretora não diminui, cada néfron funcionante lida com uma carga excretora maior que o normal, alterando a função tubular.

2)Mecanismo de deterioração da função renal: relação entre a ingesta protéica (incluindo também o fósforo e os lipídeos) e o maior fluxo sanguíneo ou velocidade de filtração glomerular.

3) Patogênese das manifestações da IRC: os sinais e sintomas que caracterizam a IRC são atribuídos a:

-distúrbios quantitativos do equilíbrio de soluto e de água que provocarão edema, hipertensão e sobrecarga ventricular esquerda, hiponatremia, hiperpotassemia, acidose metabólica crônica, osteordistrofia renal.
-retenção de produtos nitrogenados que causam a síndrome urêmica.
-Anormalidades hormonais.
-Deficiência de nutrientes específicos como por exemplo, o zinco.

As manifestações clínicas da IRC mantém uma correlação grosseira com o grau de comprometimento funcional. Algumas são:

-Distúrbios hidroeletrolíticos: edema, hipertensão, ICC, hipotensão ortostática.
-Distúrbios de cálcio-fósforo: necrose tecidual, miopatia urêmica, calcificação de tecidos moles, osteodistrofia renal.
-Anormalidades metabólicas: resistência a insulina, hiperlipidemia, disfunção sexual.
-Anormalidades orgânicas: pele (prurido, uremia), gastrintestinal (náuseas, vômitos, gastrite, colite), cardiovascular (pericardite, hipertensão), pulmonar (calcificação pulmonar) e neurológico (neuropatia central e periférica) .

 Bebês muito prematuros nascidos através de parto normal apresentam menos complicações respiratórias em comparação com os nascidos atrav...

Parto normal é mais seguro para bebês prematuros, diz estudo



 Bebês muito prematuros nascidos através de parto normal apresentam menos complicações respiratórias em comparação com os nascidos através de cesariana. Isso é o que diz um estudo realizado pela Johns Hopkins School of Medicine, nos Estados Unidos, e publicado dia 9 de abril no periódico note-americano Obstetrics & Gynecology.

Os pesquisadores detectaram que, independente do motivo pelo qual foi optado pelo parto cesariana, o parto normal mostrou-se mais seguro. A suspeita é de que o trabalho de parto, as contrações e o esmagamento natural ajudem a limpar os pulmões dos bebês, permitindo-lhes um melhor status respiratório ao nascimento.

Nesta pesquisa, foram analisados prontuários médicos de 20.231 bebês nascidos em Nova Iorque entre 1995 e 2003. Todos eles tinham entre 24 e 34 semanas de gestação no momento do nascimento (a gestação normal dura entre 37 e 42 semanas). Dois terços (13.487) dos bebês haviam nascido por parto normal.

Depois de analisar dados como idade materna, raça e outras condições de saúde, os pesquisadores encontraram que 39% os bebês nascidos através de cesariana apresentaram problemas respiratórios, enquanto 26% dos bebês nascidos através de parto natural tiveram os mesmos problemas.

A incidência de cesarianas está em ascendência. Dados do U.S. Centers for Disease Control and Prevention, mostram que o número de cesáreas saltou de um em cada cinco, em 1996, para ume em cada três, em 2010, nos Estados Unidos. No Brasil, A taxa nacional de cesarianas é de 39% e em todos os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste esse índice é superior a 40%, segundo dados de 2002 do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (Sinasc). Há circunstâncias, como sangramento materno, em que o parto cesárea está indicado. No entanto, de acordo com os pesquisadores, não há muita informação quanto à indicação de tipo de parto para bebês prematuros, geralmente mais frágeis que bebês nascidos no tempo certo.

Hábitos que favorecem o parto prematuro

Ter um bebê antes do tempo não envolve apenas os transtornos de correr para a maternidade quando menos se espera. Um parto prematuro envolve uma série de riscos para a saúde da criança. Em geral os partos prematuros estão relacionados a diversos fatores de risco, principalmente relacionados a hábitos de vida. Conheça os principais, para evitar que esse problema ocorra na sua gravidez.

Tabagismo

Este é um dos hábitos mais criticados em mulheres grávidas. "O fumo prejudica a circulação uteroplacentária que causa uma menor oxigenação fetal", relata Roberto Eduardo Bittar. A diminuição do oxigênio que chega ao bebê faz com seu crescimento se torne mais restrito, o que gera uma interrupção prematura da gestação, ou seja, a mulher entra em trabalho de parto antes da hora. Além disso, o tabaco reduz a inativação de um fator que está envolvido no início e na manutenção do trabalho de parto, adiantando todo o processo. De acordo com especialista em medicina fetal Silvia Herrera, o fumo que é fator de risco para o parto prematuro quando continuado ao longo dos nove meses. "As mulheres que fumam e descobrem que estão grávidas, mas abandonam o vício imediatamente no início da gravidez não correm os mesmos riscos", explica a médica.

Grávida se alimentando bem - Foto: Getty Images

Desnutrição

Futuras mães que não se alimentam de forma adequada durante a gravidez também colocam seus bebês em risco. Principalmente se surgirem casos de anemia durante este período. Ao consumir poucos dos nutrientes essenciais, não só a mulher se prejudica, como a criança: pode haver uma restrição do crescimento do feto também. "Isso aumenta risco de sofrimento fetal e morte, o que leva a interrupção da gestação antes do tempo", ensina a especialista em medicina fetal Silvia Herrera. Os nutrientes como ácido fólico, vitamina C, cálcio, magnésio, potássio, ferro, entre outros, são considerados essenciais para a saúde da gestante e do feto. Veja aqui quais são as fontes e as doses recomendadas destes nutrientes. 

Mulehr e peso - Foto: Getty Images

Obesidade

Por outro lado, mulheres obesas também trazem riscos à duração da gestação. No caso, o dano é maior quando elas já apresentam o índice de massa corporal (IMC) muito acima do aconselhado antes da gravidez. "Há maior risco de existirem quadros como diabetes e hipertensão arterial, que contribuem para a prematuridade", salienta o obstetra Roberto Eduardo Bittar. A alta da pressão arterial, por exemplo, causa um envelhecimento precoce da placenta, impedindo a chegada dos nutrientes para o bebê. 

Gravidez e álcool - Foto: Getty Images

Álcool

A bebida alcoólica também não tem uma boa relação com a gravidez. "O mecanismo específico de como o álcool causa trabalho de parto prematuro é desconhecido, mas além de aumentar risco de infecções, ele causa o descolamento prematuro de placenta", comenta a obstetra Silvia Herrera. Como se isso não bastasse, esse macronutriente é passado diretamente para o feto na placenta, fazendo com que ele tenha todos os efeitos no sistema circulatório do bebê também. E muitas vezes o hábito de beber também está relacionado à má alimentação. 

Estresse na gravidez - Foto: Getty Images

Estresse

Hábitos que cultivam o estresse só pioram o risco do trabalho de parto se iniciar antes da hora. E a culpa disso tudo é dos hormônios ativados por esse quadro emocional. "A elevação da noradrenalina e do cortisol, que está presente nesses casos, desencadeia contrações uterinas", ressalta o obstetra Roberto Bittar. Isso porque essas substâncias estão ligadas ao processo hormonal do parto. Por isso mesmo, vale a pena combater esse mal, encontrando pausas de descanso, praticando atividade física e cuidando de si.

Grávida bebendo água - Foto: Getty Images

Desidratação

A redução de líquido amniótico também pode causar um parto prematuro, até porque é uma condição que prejudica questões o crescimento do feto, como o desenvolvimento de seus pulmões, por exemplo. Muitas vezes essa redução ocorre por algum problema na troca entre a mãe e o bebê, aí não há o que se possa fazer. Mas consumir pouca água também pode ajudar a deixar esse líquido menor. "A ingestão de 2 a 3 litros de água por dia poderia evitar essa redução", ensina a obstetra Silvia Herrera.

Grávida comendo açúcar - Foto: Getty Images

Abuso de açúcar

Durante a gestação, a placenta produz hormônios que bloqueiam em parte a ação da insulina no corpo, hormônio que atua na retirada da glicose do sangue. Isso pode gerar um quadro chamado de diabetes gestacional, e consumir grandes quantidades de açúcar, principalmente o de adição, não ajuda em nada na prevenção do problema, que está ligado também a partos prematuros. "Acredita-se que esse excesso de glicose gera um aumento do feto e do líquido amniótico, causando uma extensão do útero. Quando esses músculos se expandem muito, o trabalho de parto pode se desencadear mais cedo, mas isso é apenas uma teoria", ressalta a obstetra Silvia Herrera. 


A função víscero-sensitiva é essencial, ela é responsável pela percepção da necessidade de urinar, e está é uma condição necessária a cont...

Fisiologia da continência e da micção




A função víscero-sensitiva é essencial, ela é responsável pela percepção da necessidade de urinar, e está é uma condição necessária a continência. A coordenação das funções vesicoesfincterianas recebe dupla inervação: vegetativa (simpática e parassimpática) e somática. A via parassimpática assegura a evacuação vesical, enquanto a simpática é responsável pelo sistema de enchimento vesical. O sistema somático é expresso através do nervo pudendo interno, que inerva toda a musculatura estriada do assoalho pélvico.

Na fase de enchimento vesical, mecanismos ativos e passivos atuam, proporcionando uma drenagem uretral e continência urinária. A bexiga sofre um aumento de volume, sem aumento de pressão intravesical, graças à complacência vesical. Durante esta fase a uretra permanece fechada, sendo a pressão intra-uretral maior que a intravesical. Conforme a bexiga vai enchendo, a sensação de plenitude torna-se consciente, e neste momento a micção pode ser adiada voluntariamente. Segue-se então a descida da base vesical e a redução intra-uretral, que ocorre através do relaxamento da musculatura estriada uretral e do assoalho pélvico, concomitantemente ocorre à contratura do detrusor, que é mantida até que o esvaziamento da bexiga ocorra.

Sendo assim, a continência urinária é mantida pelo funcionamento adequado e coordenado do detrusor e das estruturas uretrais, sendo necessário que a pressão intra-uretral seja superior à pressão intravesical no repouso ou durante a realização de esforços, e para o momento da evacuação da urina, a pressão intravesical necessita-se tornar maior que a intra-uretral.

A próstata, glândula de dimensões diminutas localizada na base da bexiga, pode ser sede de dois processos distintos. O primeiro é o crescim...

O câncer de próstata em idosos



A próstata, glândula de dimensões diminutas localizada na base da bexiga, pode ser sede de dois processos distintos. O primeiro é o crescimento benigno, chamado de hiperplasia, que acomete quase 90% dos homens após os 40 anos e que produz dificuldade para a eliminação da urina. O segundo é o câncer da próstata, que surge associado ou não ao crescimento benigno e que se manifesta quase sempre depois que os homens completam 50 anos. (http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1098/caprostata.htm)

O parênquima prostático é composto de tecido glandular dentro de um estroma fibromuscular. As glândulas e o estroma fibromuscular da zona de transição sofrem mudanças marcantes com o envelhecimento. Ocorre uma verdadeira hiperplasia desses elementos a qual parece ser hormônio-sensível. Além da sensibilidade hormonal, o componente muscular liso da próstata é responsivo à estimulação nervosa. (DUTHIE e KATZ, 2002)

A evidência de hiperplasia benigna prostática é de mais 50% dos homens com idade acima de 70 anos. A probabilidade de achados de câncer prostático é diretamente proporcional à idade, e quanto mais idoso um homem fica, mais provável é que o câncer esteja oculto em alguma região da próstata. Ao menos 80% dos homens de 90 anos de idade abriga um adrenocarcinoma em algum ponto da próstata. (DUTHIE e KATZ, 2002)

Todo homem nasce programado para ter câncer da próstata, pois todos carregam em seu código genético os chamados "proto-oncogens", que dão a ordem para uma célula normal se transformar em outra maligna. Isto só não ocorre indiscriminadamente porque a função dos proto-oncogens é antagonizada por outro grupo de gens protetores, chamados de "supressores", dos quais os mais conhecidos são o p53 e o p21. Estes gens promovem o suicídio das células toda vez que elas sofrem um processo de degeneração maligna, num fenômeno conhecido como apoptose. O câncer da próstata surge porque as múltiplas divisões celulares, que ocorrem em todos os seres vivos, acompanham-se de discreta fragmentação dos cromossomos, que vão se privando de parte do seu material genético. Com o decorrer dos anos acumulam-se perdas dos gens supressores, que libera a atividade dos proto-oncogens e permite a degeneração das células prostáticas. (http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1098/caprostata.htm).

A grande maioria dos casos ocorre em homens com idade superior a 50 anos e naqueles com história de pai ou irmão com câncer de próstata. Os riscos aumentam de 2,2 vezes quando um parente de 1º grau (pai ou irmão) é acometido pelo problema, de 4,9 vezes quando dois parentes de 1º grau são portadores do tumor e de 10,9 vezes quando três parentes de 1º grau têm a doença. Nos casos hereditários, o câncer se manifesta mais precocemente, muitas vezes antes dos 50 anos. Por isto, os homens com história familiar devem realizar exames preventivos a partir dos 40 anos e não dos 50 anos, como se recomenda habitualmente. (GOMES, et al., 2008).

O câncer de próstata causa poucos sintomas nos seus estágios iniciais e, infelizmente, é apenas nos estágios iniciais que pode ser tratado com sucesso. A maioria dos homens apresentando sintomas relativos ao esvaziamento vesical tem algum outro problema que não o câncer de próstata, como a HPB ou infecção do trato urinário como fonte do problema. (DUTHIE e KATZ, 2002) A avaliação inicial da glândula prostática, deve ser suficiente para rastrear a presença de câncer prostático. Quando a avaliação inicial sugere que o paciente pode encontrar-se em risco elevado de apresentar câncer de próstata, devem ser indicados testes adicionais. (DUTHIE e KATZ, 2002)

Testes diagnósticos:

Antígeno Prostático-Especifico é uma glicoproteina especificamente fabricada na próstata e encontrada na circulação dos homens com tecido prostático. O PSA pode estar elevado em pacientes em condições prostáticas anormais como o câncer de próstata, a HPB ou condições inflamatórias da próstata. Níveis elevados inexplicados devem alertar para a possibilidade de presença do câncer prostático e deve ser feito encaminhamento imediato para a realização de ultra-sonografia prostática e biopsia. (DUTHIE e KATZ, 2002)


O exame de ultrassom feito através do ânus permite visualizar as chamadas áreas hipoecóicas dentro da próstata, típicas das lesões cancerosas. Este exame, falha em 60% a 70% dos pacientes, deixando de evidenciar tumores que estão presentes ou demonstrando áreas hipoecóicas que não são malignas. Por isto, o ultrassom é utilizado pelos urologistas em alguns casos de dúvida clínica e, principalmente, para orientar a realização de biópsias da próstata. (http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1098/caprostata.htm). Portanto, a ultra-sonografia da próstata é usada como ferramenta de diagnóstico para orientar as biópsias quando há suspeita de câncer prostático, seja pelo toque retal, pelo nível anormal do PSA ou por uma história que seja sugestiva de câncer de próstata, como a presença de metástases ósseas recentes sem causa aparente em um homem idoso. (DUTHIE e KATZ, 2002)

O encaminhamento para biopsia de próstata está indicado quando a próstata for anormal e levante suspeita de câncer prostático ao toque retal, quando o nível anormal do PSA não estiver relacionado com a inflamação ou aumento inexplicável da próstata, quando a ultra-sonografia prostática for anormal, levantando suspeita de câncer ou quando houver suspeita de câncer de próstata metastático em um paciente sem história anterior de câncer. (DUTHIE e KATZ, 2002)

Ao planejar o tratamento do câncer da próstata, os médicos levam principalmente em consideração a extensão da doença. Os tumores localizados inteiramente dentro da glândula, denominados estágio A ou B, às vezes não precisam ser tratados, mas quando isto for necessário, pode-se recorrer à cirurgia, tecnicamente denominada prostatectomia radical, ou à radioterapia. Quando o câncer atinge os envoltórios da próstata, o chamado estágio C, costuma-se indicar tratamento radioterápico. Finalmente, quando o tumor se estende para outros órgãos, instalando outros focos de câncer denominados metástases, a doença é classificada como estágio D e é tratada com castração ou hormônios.(http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1098/caprostata.htm). Uma grande controvérsia médica envolve o tratamento dos pacientes com câncer localizado da próstata. Observou-se que 89% e 93% dos pacientes submetidos à prostatectomia radical e entre 66% e 86% dos casos tratados com radioterapia externa estavam curados após 10 anos de acompanhamento. O painel deu importância à avaliação feita após 10 anos, porque com cinco anos quase 100% dos pacientes com câncer localizado da próstata estão vivos, qualquer que seja o tratamento aplicado. Embora o prognóstico dos casos de tumor disseminado pelo organismo seja mais reservado, cerca de 35% destes pacientes permanecem vivos e bem após cinco anos, muitos sobrevivendo mais de 10 anos.A existência de focos de tumor ou metástases em outros órgãos torna inútil a tentativa de se erradicar o tumor prostático inicial através de cirurgia ou de radioterapia.
(http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1098/caprostata.htm)

A prevenção do câncer da próstata não pode ser feita de forma eficiente, no momento, porque ainda não são conhecidos os fatores que modificam a maquinaria celular, tornando-a maligna. (http://www.uronline.unifesp.br/uronline/ed1098/caprostata.htm).

Fonte

Nas pessoas em diálise, a tolerância aos exercícios (determinada pela bicicleta ergométrica) é de apenas 50% da população geral. Nos pacien...

Reabilitação na Insuficiência Renal Crônica



Nas pessoas em diálise, a tolerância aos exercícios (determinada pela bicicleta ergométrica) é de apenas 50% da população geral. Nos pacientes em diálise com mais de 60 anos, o motivo mais freqüentemente apresentado para as limitações das atividades foi a fadiga, tendo os pacientes em diálise menor capacidade para subir escadas, caminhar e realizar trabalhos pesados ao redor da casa, do que um grupo-controle distribuído por idade, raça, sexo e problemas cardíacos. A redução da massa muscular, da densidade capilar dos músculos e a menor proporção de fibras musculares tipo 2, nos pacientes em diálise, são semelhantes ás alterações da morfologia muscular que ocorrem na inatividade física (desuso), na ausência da nefropatia em estágio terminal (NET) (O’YOUNG, 2000).

A intervenção precoce, para evitar a incapacitação, antes do início da diálise, é ótima para manter o emprego, as relações e a atividade física, mas a maioria dos pacientes pode ser beneficiada, em qualquer momento, por um programa de exercícios. A avaliação e tratamento fisioterapêutico podem facilitar a recuperação após transplante ou hospitalização por qualquer outro motivo (O’YOUNG, 2000).

A maioria das orientações de exercícios aeróbicos recomenda controlar o treinamento pela freqüência cardíaca, mas isso não tem utilidade em pessoas que estão tomando bloqueadores beta-adrenérgicos, para controlar a hipertensão, pois esses medicamentos impedem o aumento normal da freqüência cardíaca, induzida pelo exercício. Eliminados os riscos específicos, os riscos da falta de exercício são maiores do que os de realizá-los, também para o idoso(O’YOUNG, 2000) .
Quase todos os pacientes em NET podem engajar-se em exercícios de estiramento e de fortalecimento leves, pois muitos deles são capazes de realizar, diariamente, 30 minutos de atividades físicas (O’YOUNG, 2000).

O momento mais seguro para os pacientes diabéticos fazer exercícios é durante a diálise, quando a glicose sanguínea está “pinçada” pelo dialisado. É, importante, em todos os pacientes, a proteção da diálise durante o exercício. Os pacientes em diálise peritoneal devem evitar a pressão abdominal, quando cheios de dialisado, mas devem fazer exercícios de fortalecimento abdominal e de alongamento das costas, durante uma troca, quando estiverem apenas meio cheios.

É importante o monitoramento freqüente, para a identificação precoce de alterações clínicas significativas, da tolerância ao exercício, pequenas lesões que possam desestimular hábito de exercícios regulares ou necessidade de terminar objetivos individuais. Os pacientes devem manter um registro de atividades diárias de exercício, sua intensidade e duração.

Os benefícios do exercício em pacientes com insuficiência renal crônica são os mesmos observados na população geral, mais os relacionados com os desafios especiais da insuficiência renal. Os exercícios regulares aumentam a força, a flexibilidade, a resistência muscular, aumentam a integridade óssea e dos ligamentos, o volume sistólico cardíaco, diminuem a freqüência cardíaca em repouso, aumentam a ventilação pulmonar, as lipoproteínas de lata densidade, reduzem os triglicerídeos, aumentam a massa muscular e reduzem a porcentagem de gordura corporal (O’YOUNG, 2000).

O exercício físico pode reduzir, interromper ou reverter o descondicionamento progressivo que caracteriza, muitas vezes, a evolução do IRC, melhorando assim, a qualidade de vida, evitando fragilidade progressiva, mantendo a independência, contornando o internamento em asilo e acelerando a recuperação do paciente da doença, da cirurgia e da fadiga pós-diálise. Os exercícios aeróbicos regulares facilitam o controle da pressão sanguínea, freqüentemente reduzindo as necessidades de medicamentos, e os riscos cardíacos, ambos graves problemas pra muitos pacientes com IRC. Os exercícios de treinamento aumentam a tolerância à glicose e a sensibilidade à insulina. Os exercícios regulares reduzem a depressão, a hostilidade e a ansiedade, melhorando o sono, humor, vivacidade mental, controle de peso, auto-imagem e o senso de responsabilidade com a própria saúde. O exercício durante a diálise reduz a freqüência de episódios hipotensivos sintomáticos, calafrios e cãibras musculares, facilitando a remoção dos fluidos (O’YOUNG, 2000).

Quando o paciente irá fazer um transplante renal, o fisioterapeuta deve fazer uma avaliação pré-operatória, e orientar e tratar este paciente. O fisioterapeuta deve preparar este paciente fisicamente e ajudar psicologicamente também. Atividades respiratórias como enfatizar a respiração diafragmática, remoção de secreções , e exercícios de membros inferiores pra manter a circulação são alguns pontos do tratamento pré-operatório. É necessário também alinhar este paciente corretamente no leito. Após o transplante, o fisioterapeuta deve certificar-se do estado do paciente antes de começar o tratamento. Algumas metas neste estágio são promover o relaxamento e aliviar a dor pós-operatória, manter a ventilação adequada e reexpandir o tecido pulmonar para prevenir atelectasia e pneumonia, remover secreções, manter a circulação dos membros inferiores, manter a amplitude de movimento, prevenir defeitos posturais, restaurar a tolerância aos exercícios. O fisioterapeuta deve tirar o paciente do leito o quanto antes para auxiliar no funcionamento do intestino (KISNER, 1998).


Bibliografia:

O’YOUNG, Bryan et al. Segredos em medicina física e de reabilitação: respostas necessárias ao dia-a-dia em rounds, na clínica, em exames orais e escritos. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

KISNER, Carolyn e Colby, Lynn Allen. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 3ºed. São Paulo: Manole, 1998.

MANDAL, Anil K. e Jennette, J. C. Doença renal e hipertensão: Diagnóstico e Tratamento. Rio de Janeiro: Revinter, 1993.

JÚNIOR, Annibal Nogueira e Sanitos, Osmar da Rosa. Doença dos Rins. São Paulo: BYK, 1988.

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