Incontinência Urinária de Esforço e a importância do Biofeedback







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A Incontinência Urinária de Esforço (IUE) é definida como uma queixa de perda urinária involuntária durante o esforço, espirro ou tosse. Trata-se de uma condição médica preocupante, já que nas mulheres acometidas há um aumento do risco de infecções do trato urinário e quedas, fatores que estão relacionados ao aumento da mortalidade. Além disso, ela promove um impacto emocional, psicológico e social, reduzindo assim a qualidade de vida dessa população.

É importante a gente saber que a musculatura estriada do assoalho pélvico, juntamente com a fáscia endopélvica, exerce papel fundamental no suporte dos órgãos pélvicos e na manutenção da continência urinária. Os músculos do assoalho pélvico são constituídos de 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Assim as fibras do tipo I são responsáveis pela ação antigravitacional dos músculos do assoalho pélvico, mantendo o tônus constante e também na manutenção da continência no repouso. E as do tipo II são recrutadas durante aumento súbito da pressão abdominal contribuindo assim para o aumento da pressão de fechamento uretral.

Segundo a teoria Integral da Continência, a função normal do assoalho pélvico, que proporciona a continência adequada, é conseguida por um sistema inter-relacionado composto por músculos, tecido conjuntivo e componentes neurais, sendo o tecido conjuntivo o mais vulnerável à lesão. Quando aplicada à reabilitação do assoalho pélvico, foca o fortalecimento das estruturas componentes (músculos, nervos e tecido conjuntivo) para que todos trabalhem sinergicamente como um sistema dinâmico. Dessa forma, o treinamento da musculatura do assoalho pélvico é incluído entre as opções iniciais de tratamento para mulheres com IUE.

O fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico tem sido recomendado como tratamento de escolha da IUE.Isso porque essa musculatura apresenta
duas funções principais: suportar os órgãos pélvicos e contribuir para a função esficteriana da uretra. Diante disso, o objetivo do tratamento é promover uma pré-
contração da musculatura do assoalho pélvico com a elevação da pressão intra-abdominal e aumentar o suporte pélvico por meio do aumento do tônus e da
hipertrofia da musculatura. Para alcançar tais objetivos, o tratamento com
biofeedback permite que o paciente manipule as respostas eletro-fisiológicas da musculatura do assoalho pélvico de acordo com sinais visuais e auditivos.

Os dispositivos biofeedback oferecem à paciente a chance de manipular as respostas musculares do assoalho pélvico de acordo com sinais visuais ou auditivos, realizando um treinamento mais efetivo.

Ele é essencialmente toda e qualquer abordagem que o fisioterapeuta utiliza para conscientizar um paciente de seu corpo e suas funções, sejam estímulos táteis, visuais, auditivos ou elétricos (perineômetro, toque digital ou cones vaginais). Então é um aparelho que mensura, avalia e trata as disfunções neuromusculares, sendo eficiente na avaliação dos músculos do assoalho pélvico por monitorar o tônus em repouso, a força, a sustentação e outros padrões de atividade, mostrando-se efetivo na orientação da paciente a melhorar as contrações voluntárias dessa musculatura, favorecendo também o treino do relaxamento



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