Cones Vaginais no fortalecimento do Assoalho Pélvico


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O assoalho pélvico é formado pelos tecidos que preenchem o espaço entre o púbis e o cóccix, assim como os outros músculos esqueléticos, caracterizam-se por serem controlados voluntariamente. Os músculos do assoalho pélvico (AP) têm a função de conter e manter os órgãos abdominais e pélvicos em seu lugar, exercer o controle sobre a continência urinária, fecal e a atividade sexual e equilibrar os efeitos da pressão intra-abdominal e vaginal. É composto das seguintes estruturas tubulares: uretra e vagina (na parte anterior) e o ânus (na parte posterior); e dos principais músculos: bulbo esponjoso, ísquio cavernoso, transversos perineais, esfíncter uretral, pubo coccígeo, coccígeo e levantador do ânus

Para manter a saúde desta região, é importante trabalhar a força e potência muscular. Os treinamentos destas variáveis têm-se demonstrado efetivos na melhoria de várias capacidades físicas, bem como o aumento da massa muscular.

A força muscular é adquirida pelos exercícios realizados para a região muscular pélvica, baseados no preceito de que os movimentos voluntários repetidos proporcionam aumento da força muscular e os benefícios incluem desenvolvimento, melhora restauração ou manutenção da força, de resistência, da mobilidade, da flexibilidade, do relaxamento, da coordenação e também da habilidade através dos movimentos. Devido ao escasso conhecimento dos profissionais da saúde a respeito do assoalho pélvico associado ao desconhecimento das próprias mulheres dos seus próprios corpos, causa a estas mesmas mulheres a falta de exercícios para esta região durante as atividades. O que deve ser feito é uma conscientização de que esta musculatura pode e deve ser estimulada como qualquer outra musculatura do corpo, sobretudo para a melhoria da sua qualidade de vida. Uma dessas alternativas é o cone vaginal.

Os cones vaginais representam uma forma simples e prática de identificar e fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, usando os princípios do biofeedback. Foram propostos por Plevnik, em 1985, que demonstrou às pacientes ser possível aprenderem a contrair a musculatura do assoalho pélvico por meio da retenção de cones vaginais com pesos crescentes.

Os cones são dispositivos de mesma forma e volume, com peso variando de 20 a 100 g. o que determina para o cone um número variável de um a nove. A avaliação consiste em identificar qual cone a paciente consegue reter na vagina durante um minuto, com ou sem contração voluntária dos músculos do assoalho pélvico (cone ativo ou cone passivo).

 Os cones vaginais são particularmente indicados nos casos leves e moderados de incontinência urinária, com índices de sucesso que variam de 14 a 78% (Kondo et al., 1995; Hahn et al., 1996; Haslam, 2008).

Referência Bibliográfica:

Kondo, A. Yamada, Y. Niijima, R. Treatment of stress incontinence by vaginal cones: short- and long-term results and predictive parameters. Br J Urol. 1995;76(4):464-6.

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