Continência Fecal é a capacidade de protelar o desejo de defecar até estar em local adequado Continência Fecal requer: Anatomia e ...

Saiba mais sobre a incontinência fecal



Continência Fecal é a capacidade de protelar o desejo de defecar até estar em local adequado

Continência Fecal requer:
  • Anatomia e função normal dos esfíncteres anais e dos MAPs
  • Sensação ano-retal normal
  • Papel do reto e cólon sigmóide como reservatório fecal, com capacidade, complacência e atividade motora intrínseca
  • Tempo de trânsito intestinal
  • Volume e consistência fecal
  • Ângulo ano-retal
INCONTINÊNCIA FECAL
É caracterizada pela passagem incontrolável e recorrente de material fecal (Sociedade Internacional de Continência- ICS)

INCONTINÊNCIA ANAL

É a perda involuntária, tanto de material fecal, quanto de gazes, com incapacidade de manter o controle fisiológico do conteúdo intestinal, em local e tempo socialmente adequados.


CAUSAS DE INCONTINÊNCIA FECAL

MULTIFATORIAL:
  • Lesões diretas nas estruturas musculares (EAI e EAE)
  • Problemas congênitos (ex:Ânus imperfurado)
  • Doenças Sistêmicas e Metabólicas (ex: Diabetes)
  • Doenças Neurológicas (ex: Esclerose Múltipla, Parkinson, AVC)

INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA

  • 15% em mulheres com mais de 50 anos
  • Mais de 3% mulheres  que tiveram partos "vaginais" (IF temporária ou permanente)
  • 5% da população geral apresenta soiling
  • Acima de 65 anos   ID 12 vezes mais prevalente
  • 51% dos pacientes com diarréia crônica tem IF; apenas a ½ inclui como queixa

Déficit neurológico pode envolver fibras nervosas aferentes, fibras eferentes ou ambas
•     Lesão nas fibras nervosas aferentes:
  • sensação ano-retal ausente ou diminuída
  • capacidade prejudicada para detectar o enchimento retal
  • evacuação tardia
  • ausência de urgência para defecar
•    Lesão nas fibras eferentes:
  • função deficiente dos mAPs ou EAE
  • capacidade retal e complacência afetada 
CONDIÇÕES QUE PODEM CAUSAR INCONTINÊNCIA ANAL:
  • Diarréia
  • Defeitos anatômicos
  • Comprometimentos neurológicos
  • Transbordamento
  • Complacência retal
  • Denervação do assoalho pélvico

Constipação

Caracterizada pela presença de fezes muito duras, pequenas, infreqüentes, difícil de serem expelidas, ou sensação de esvaziamento incompleto.

Causas:
  • Distúrbios sistêmicos
  • Distúrbios neurológicos
  • Medicamentos
Critérios de Diagnóstico:
  • Esforço
  • Fezes duras ou síbalos
  • Sensação de evacuação incompleta
  • Sensação de obstrução anorretal ou bloqueio
  • Manobras manuais para facilitar (digitação ou suporte do AP)
    
Prevalência da Constipação

  • 2 %  a  4 % da população geral (NHIS)
  • 2,5 milhões de visitas médicas por ano
  • US$ 370 milhões anualmente gastos com laxativos

Classificação dos pacientes com constipação

  • Distúrbios da motilidade colônica
  • Sintomas de obstrução de saída
  • Combinação dos dois tipos
  • Crianças - fatores fisiológicos e fatores psicológicos
Foi publicado em 16/07/12 e revisado em 26/03/17

  A endometriose acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero, ...

Saiba mais sobre a Endometriose


 

A endometriose acontece quando o endométrio, tecido que reveste o útero, cresce para fora do órgão. Os fragmentos vão parar no ovário, nas trompas e até em regiões vizinhas. Mesmo deslocado, o tecido excedente é estimulado a crescer e, na hora da menstruação, descama junto com o endométrio original.

A partir daí, surgem as cólicas intensas, o desconforto e, com o tempo, dificuldades para engravidar. Além disso, o risco de câncer de ovário é mais alto em mulheres com o problema.

É difícil estabelecer as causas da endometriose, mas, em parte, o distúrbio é provocado pela menstruação retrógrada, quadro em que pequenas porções de sangue voltam pelo canal vaginal e se alojam aonde não deveriam. Isso ocorre pelo estímulo constante do estrogênio, hormônio que faz o endométrio aumentar de tamanho e sangrar todos os meses.

Sinais e sintomas

– Cólica intensa mesmo fora do período menstrual
– Inchaço abdominal
– Dor durante e após o sexo
– Dor para urinar e evacuar
– Intestino preso ou solto demais
– Menstruação irregular
– Dificuldade para engravidar

Fatores de risco

– Ter filhos depois dos 30 anos
– Alterações no útero
– Estresse
– Má alimentação

A prevenção

Embora em muitos casos não dê para prevenir o aparecimento da endometriose, alguns hábitos diminuem o risco de ela dar as caras, como diminuir o estresse e aumentar o consumo de alimentos ricos em ômega-3, como o salmão e o óleo de linhaça.

O diagnóstico

A partir da primeira menstruação, o médico precisa ficar atento às cólicas — quanto mais rápido o diagnóstico, menor o risco de a doença progredir. Uma batelada de exames de imagem e sangue dá início ao tratamento, mas a certeza do diagnóstico só vem mesmo com a videolaparoscopia, uma cirurgia que permite observar os focos da endometriose. A doença é classificada em leve, moderada ou grave.

O tratamento

Não há cura para a endometriose, mas dá para combater os focos dela e praticamente anular os sintomas. Anticoncepcionais que barram a ação do estrogênio são frequentemente prescritos, apesar de não serem criados originalmente para esse fim. Há também remédios mais específicos, que simulam a ação da progesterona no controle do endométrio.

Quando a doença avança, os médicos podem optar pela cirurgia. Por meio de uma pequena incisão no umbigo, a videolaparascopia identifica e cauteriza os locais afetados. Outra opção é apenas extrair as células que estão fora do lugar. A atividade física também pode ser benéfica porque libera substâncias que aliviam a dor.

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