Músculos do assoalho pélvico fortes dão melhor apoio ao peso extra da gravidez, ajudam no segundo estágio do trabalho de parto e, ao aumen...

7 coisas para você saber sobre os exercícios de Kegel


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Músculos do assoalho pélvico fortes dão melhor apoio ao peso extra da gravidez, ajudam no segundo estágio do trabalho de parto e, ao aumentar a circulação, auxiliam na recuperação do períneo (área entre a vagina e o ânus) após o nascimento do bebê por parto normal. Quando feitos regularmente, esses exercícios ajudam a prevenir a manifestação da incontinência urinária e do prolapso.

É possível ter esses objetivos com os exercícios kegel. Saiba 7 coisas sobre eles:
 
  1. Os músculos do nosso pavimento pélvico, localizados na parte interna da vagina, com o passar do tempo, e tal como acontece com o resto dos músculos do nosso corpo, vão perdendo a tonificação. A gravidez e o parto natural também pode conduzir a esta situação, o que faz com que a fricção gerada pela penetração não seja tão intensa como costumava ser, afetando o nosso prazer sexual.

    Os exercícios Kegel ajudam a prevenir e melhorar esta situação, tonificando os músculos da nossa vagina e melhorando o prazer sexual.

  2. Um dos exercícios do método Kegel mais conhecido e popular é o que podemos realizar cada vez que vamos no banheiro para urinar. Siga estas instruções para o conseguir:

    • Lembre-se que o objetivo é tonificar os músculos da sua vagina, por isso convém localizá-los primeiro. Contraia toda a região vaginal e anal para dentro, imagine que quer que a mesma seja absorvida para dentro do seu corpo, sentirá também como o ânus se contrai. Esse é o movimento que deve fazer.
    • Depois disso, cada vez que for ao banheiro tome um tempinho para exercitar a sua vagina. Aguente durante 3 segundos a urina e depois solte um pouco, repita o processo até ter esvaziado completamente a bexiga. Cada vez que for no banheiro pode levar a cabo esta rotina.
  3. O fantástico dos exercícios Kegel é que os pode fazer em qualquer momento. Enquanto etá no escritório, em casa ou sentado tomando um café pode por em prática este exercício:

    • Sente-se direita com os braços ao lado do corpo
    • Contraia a sua vagina durante 3 segundos, depois relaxe mais 3 segundos. Retome o exercício até fazer 10 repetições.
    • Depois de controlar na perfeição o ritmo com 3 segundos, aumente até 5 e vá subindo pouco a pouco até chegar a 10 segundos.
    • Faça-o com calam, é um processo evolutivo, assim como qualquer outro exercício de tonificaç4ao muscular, deve ir com calma.
  4. Outro exercício que pode fazer para fortalecer a sua vagina, é realizar movimentos rápidos soltando e contraindo os músculos do seu pavimento pélvico. Para não perder o ritmo pode acompanhar os exercícios com a sua respiração, inspirando e expirando de forma rápida com cada movimento. Repita 20 vezes.

  5. Um exercício que ajudará a tonificar a sua vagina, e que se faz muito nas aulas de aeróbica, é o seguinte:

    • Deite-se sobre uma colchonete com os braços de lado e as pernas fletidas, os seus ombros e as solas dos pés devem estar completamente apoiadas no solo e de forma firme.
    • Contraia os músculos e levante lentamente o quadril, o seu corpo ficará apoiado no solo apenas na parte superior das suas costas e na sola dos pés.
    • Baixe até à posição inicial. Repita 20 vezes.
  6. Uma excelente alternativa é a utilização de bolas chinesas, estas ajudam a exercitar de forma eficaz o pavimento pélvico melhorando a tonificação dos músculos da sua vagina.

  7. Tenha em conta que os exercícios do método Kegel que se fazem em casa são progressivos, por volta do terceiro mês de prática começa a notar os resultados. Também existe a possibilidade de fazer estes exercícios com máquinas especiais, disponíveis nos consultórios de ginecologia, que oferecem resultados em menos tempo. Consulte o seu médico sobre esta opção.

Para identificar esses músculos, há três métodos. Tente interromper o fluxo de urina quando estiver sentada no vaso sanitário. Se o conseguir fazer, significa que está utilizando os músculos corretos. Outra opção é imaginar que você está tentando impedir a saída de gases. Contraia os músculos que utilizaria nessa situação. Se você sentir uma sensação de "puxar", significa que esses são os músculos corretos para os exercícios de Kegel. O terceiro método é, deitada, colocar o dedo dentro da vagina. Contraia-se como se estivesse tentando interromper a saída de urina. Se sentir o seu dedo apertado, significa que está contraindo o músculo pélvico correto.

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O que é a Síndrome do Choque Tóxico?



Síndrome do Choque Tóxico: o que o absorvente interno tem a ver com isso


A Síndrome do Choque Tóxico é uma grave infecção bacteriana que evolui rapidamente e pode levar à morte.

A SCT é uma doença decorrente de uma infecção bacteriana estafilocócica. Essa bactéria é normalmente encontrada na pele, mas só se torna um problema quando ocorre uma proliferação intensa, gerando a toxina TSST-1 (toxyc shock syndrome toxine-1). Essas toxinas causam a doença porque são superantígenas, ou seja, são capazes de ativar um número grande de células T (as responsáveis pela defesa do organismo) de uma só vez, resultando em uma produção massiva de citocina - a substância produzida pelas células para comunicarem-se - para combatê-las.

Além do choque tóxico, a bactéria também é responsável por outras enfermidades, como a síndrome da pele escaldada e intoxicações alimentares.

Os primeiros casos de Síndrome do Choque Tóxico apareceram em 1978, nos Estados Unidos, mas eram notificados como pediátricos (ou não relacionados a menstruação). Somente nos anos 1980 é que se percebeu a ligação entre a SCT e mulheres em período menstrual, principalmente com o uso de absorventes internos de alta absorção, as novidades da época.

Quem pode ter?

A síndrome não está ligada, necessariamente, apenas à menstruação. 50% dos casos relatados são entre crianças e adultos (homens e mulheres) que não estão em fase menstrual. Nesses indivíduos a doença pode ter diferentes origens: infecções de cicatrizes cirúrgicas ou de pós-parto, sinusite, osteomielite (infecção óssea), artrite bacteriana, queimaduras, lesões na pele (principalmente nas extremidades, região perianal e nas axilas), infecções respiratórias seguidas de gripe e enterocolite (infecção intestinal). Isso acontece quando a bactéria que está na pele (ou é decorrente de infecções hospitalares) cai na corrente sanguínea e gera a reação intensa do corpo contra a toxina, o chamado choque tóxico.

Quando está relacionada ao ciclo, não se sabe exatamente o motivo da proliferação estafilocócica em algumas mulheres e em outras não. De acordo com um estudo da Universidade de Illinois, nos EUA, publicado no Yale Journal of Biology and Medicine, aproximadamente 20% da população geral carrega a bactéria na pele e muitos mais carregam no nariz. O que se sabe é que o absorvente interno tem uma participação, atuando como o meio ideal para a rápida reprodução da bactéria. "24 horas de uso inadequado do absorvente pode levar à síndrome, com aparecimento dos sintomas. O quadro é muito grave e a piora é progressiva", alerta a ginecologista Erica Mantelli. Ainda assim, desde 1986 o número de casos diminuiu de 9 em 100 mil mulheres para 1 em 100 mil, como aparece documentado no artigo da Universidade de Duke (EUA).

Quais são os sintomas?

Quando as toxinas caem na corrente sanguínea todos os sistemas do corpo sofrem. Isso significa que múltiplos órgãos se manifestam ao mesmo tempo. Fique atenta aos sinais:

  • febre acima de 38.9 °C;
  • hipotensão arterial (pressão baixa)
  • reações na pele (vermelhidão no corpo todo que lembra queimadura de sol)
  • calafrios;
  • mal-estar;
  • dor de cabeça;
  • dor de garganta;
  • dor muscular (mialgias);
  • fadiga;
  • vômitos/diarreia;
  • dor abdominal;
  • tontura e desmaios;

Tem tratamento?

A síndrome é uma doença grave que evolui rapidamente, com risco de levar à morte. Ao perceber alguns sintomas indicados, mesmo que se pareçam com gripe ou outras enfermidades, corra para um hospital. A ginecologista enfatiza: "Internação imediata. O médico deve avaliar o caso e o paciente receberá cuidados intensivos no hospital".

Como afeta vários sistemas, a medicamentação conta com antibióticos e reposição de fluidos para fazer o sangue chegar aos órgãos e vice-versa, já que a hipotensão dificulta a circulação. Intervenções cirúrgicas podem ser necessárias para drenar o foco infeccioso, retirando o pus do local para a penetração da medicação. Normalmente o tratamento dura de 10 a 14 dias.

Algumas pessoas têm uma grande produção de citocina durante a infecção e por isso não conseguem produzir anticorpos suficientes para criar uma "memória" contra a toxina.

Dá para evitar?

Como a relação da presença de estafilococos no corpo e a subsequente proliferação e produção de exotoxinas não é clara, difícil prever uma maneira de evitar a doença. Cuidados básicos com a higiene (inclusive a íntima) e não usar absorventes internos durante muitas horas ajudam a reduzir os riscos. Outras opções, como o coletor menstrual e o absorvente biodegradável, também apresentam chances menores de infecção.

O que o absorvente tem a ver com essa história?

Após a epidemia nos Estados Unidos nos anos 1980, o absorvente interno se tornou o "vilão" da SCT. Na época os novos produtos disponíveis no mercado contavam com uma tecnologia de alta absorção e substituíram o algodão por materiais sintéticos, como o poliacrilato-rayon, um derivado da polpa da madeira.

A grande questão desse tipo de substância é que ela cria um ambiente propício para a proliferação dos estafilococos quando o absorvente é utilizado por períodos prolongados, pois imita o ágar-ágar utilizado nas placas de Petri para fazer as bactérias se repoduzirem mais rapidamente. "O material utilizado no absorvente pode reagir com bactérias locais e produzir toxinas, que caem na corrente sanguínea e atingem o organismo todo", explica a ginecologista e obstetra Erica Mantelli. A recomendação é trocar a cada 4 ou 6 horas no máximo.

O pH vaginal também influencia a criação do meio, como apontado no estudo do Dr. Sharra L. Vostral, da Universidade de Illinois: o pH durante a menstruação passa de 4,2 para 7,4, ou seja, de ácido para básico – e tudo o que a bactéria precisa é de um meio neutro (pH 7).

Existe alguma regulamentação sobre absorventes no Brasil?

Os absorventes descartáveis não precisam de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), mas são submetidos a testes que comprovem que não existem substância tóxicas no sentido de gerar irritação na pele ou alergia, além de checar se o produto está livre de germes, como o estafilococo. No entanto, não há nenhuma obrigação de informar a possibilidade de Síndrome do Choque Tóxico, ainda que algumas marcas tenham um panfleto com a nota.

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