Fisioterapeuta que escolhe a Uroginecologia lida (e muito) com a disfunção do assoalho pélvico . Essa disfunção consiste em uma ampla g...

Disfunção do assoalho pélvico



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Fisioterapeuta que escolhe a Uroginecologia lida (e muito) com a disfunção do assoalho pélvico. Essa disfunção consiste em uma ampla gama de problemas que surgem quando a musculatura do assoalho pélvico não funciona adequadamente.

Os músculos desta região devem apoiar os vários órgãos localizados na cavidade pélvica, como bexiga, próstata, reto e órgãos reprodutivos femininos. Além disso, também estão relacionados com o funcionamento dos esfíncteres urinários e anal. Deste modo, alterações na musculatura pélvica podem resultar em disfunções urinária e intestinal.

A disfunção do assoalho pélvico tem origem em uma lesão dos nervos dos músculos da pélvis, sendo que a mesma pode ser causada por certos fatores como: obesidade, cirurgia, gestação, parto e menopausa. Alguns indivíduos aparentemente são mais propensos a desenvolver esta disfunção em decorrência de fatores hereditários ou do seu tipo de colágeno.

As manifestações clínicas que podem aparecer quando há disfunção do assoalho pélvico envolvem:

  • Constipação;
  • Sensação de esvaziamento incompleto do reto, o que pode ocasionar uma incontinência fecal, em decorrência do esforço repetitivo para eliminação das fezes ainda presentes no reto;
  • Prolapso dos órgãos pélvicos;
  • Incontinência urinária;
  • Disfunção sexual;
  • Dores crônicas (como a vulvodínia).

O diagnóstico desta condição é complicado, uma vez que não existe um exame específico para diagnosticar tal condição. Contudo, este deve ser feito com base em uma análise minuciosa do histórico e quadro clínico apresentado pelo paciente, juntamente com um exame físico.

O tratamento pode ser feito de diferentes formas:

  • Biofeedback: é a terapia mais comum no tratamento da disfunção do assoalho pélvico. Este é realizado com o auxílio de um fisioterapeuta, não é doloroso, e é eficaz em aproximadamente 75% dos casos.
  • Medicação: podem ser prescritos relaxantes musculares.
  • Técnicas de relaxamento: envolve banhos quentes, ioga e exercícios.
  • Cirurgia: quando o médico determina que a disfunção do assoalho pélvico resulta de uma retocele ou prolapso retal, a cirurgia pode ser necessária.
Por Débora Carvalho Meldau

As fraturas por stress, ou fraturas de fadiga/insuficiência ocorrem quando o osso normal é colocado sob níveis de stress invulgarmente e...

Caso clínico: Dor lombar no pós parto





As fraturas por stress, ou fraturas de fadiga/insuficiência ocorrem quando o osso normal é colocado sob níveis de stress invulgarmente elevados.

As fraturas de stress do sacro são uma fonte muito pouco comum para a dor lombar e podem ser facilmente confundidas com várias outras condições clínicas observadas por um fisioterapeuta.

Durante a gravidez, a mãe tem de se adaptar não só às crescentes exigências metabólicas associadas ao feto, mas também ao aumento da tensão mecânica sobre as suas articulações. A verdadeira incidência das fraturas de stresse do sacro pos-parto não é conhecida, mas existem vários casos clínicos relatados na literatura.

O objetivo deste estudo é descrever o caso clínico de uma paciente com dor lombar pós-parto, ilustrando aspectos pertinentes do diagnóstico diferencial e problemas da gestão terapêutica.

Apresentação clínica

Mulher de 31 anos (160 cm de altura e 75 kg) foi encaminhada para fisioterapia pelo Médico de família
Queixa de dor do lado direito da lombar, há já 14 meses.
Nega parestesia ou anestesia.
Sintomas agravam se ficar de pé por 2h ou mais e se andar mais de 30 min.
Sintomas aliviam quando está sentada, deitada e quando puxa os joelhos ao peito.
Sem rigidez matinal, dor noturna, alterações de peso ou sintomas constitucionais.
Este episódio de dor lombar teve início durante o terceiro trimestre da gravidez da sua segunda filha, que tinha sido há 11 meses, um parto vaginal normal.
A dor persistiu após o nascimento e aumentou gradualmente em intensidade durante os últimos 6 meses.
A paciente associa os seus sintomas aos 20 kgs de peso ganho durante a gravidez e com a sua dificuldade em retornar ao seu peso pré-gravidez de 55 kgs.
A paciente apresentou-se ao médico de família quando a dor piorou, 6 meses após o nascimento. Este solicitou raios-X à coluna lombar e encaminhou para fisioterapia.
Da história clínica da paciente apenas consta um episódio de dor lombar semelhante durante a gravidez da sua primeira filha, 11 anos antes, que havia sido resolvida nos 4 meses após o parto.
A paciente fez uma Ressonância Magnética durante umas férias na Polónia, antes de iniciar o tratamento
Havia retornado ao trabalho a tempo parcial num bar, quatro semanas antes de iniciar fisioterapia.



Exame objectivo

Índice de massa corporal de 29,3 kg/m2 (índice de massa corporal normal entre 18.5 e 24.9 kg/m2)
Lordose lombar acentuada.
Teste single leg standing normal no lado esquerdo, mas no lado direito, embora livre de dor, foi associado a significativa flexão do tronco para o lado direito. A correção desse padrão reproduziu a sua dor lombar.
Amplitude de movimento ativa da coluna lombar ligeiramente reduzida em flexão e flexão lateral esquerda, reproduzindo a dor da paciente no final da amplitude.
Dor central no final de amplitude de extensão lombar.
Flexão lateral direita e rotação preservadas e sem dor.
Flexão lateral esquerda repetida melhorou a amplitude de movimento e os sintomas.
A avaliação da anca não provocou qualquer sintoma
Na mobilização acessória da coluna lombar os níveis L4/5 e L5/S1 apresentaram restrições de movimento.
Retração muscular do quadrado lombar direito e tensor da fáscia lata, bem como dos flexores da anca bilateralmente.
Nos testes de força muscular, de acordo com a escala de Oxford, a abdução da anca direita e extensão foram 3/5 e reproduziram a dor da paciente. A extensão e abdução da anca esquerda foram 4/5 e também reproduziram a dor da paciente.
Todos os outros testes de força muscular foram classificados como 5/5.
À palpação a paciente apresentava sensibilidade e dor sobre o lado direito do seu sacro, sobre o ligamento do grande dorsal direito, piriforme e quadrado lombar direito.
Dor nos testes de provocação para a articulação sacro-ilíaca.
Straight leg raise também foi positivo no lado direito.



Meios complementares de dignóstico
Radiografias e ressonância magnética à coluna lombar realizadas na altura foram descritas como normais. Na sua segunda visita, a paciente trouxe a ressonância magnética que havia feito quando em férias e foi revista pelo técnico radiologista.
Essa RM da coluna lombar mostrou significativo edema ósseo na face superior do sulco direito do sacro.

Encaminhamento
A paciente foi encaminhada para ortopedia para um novo parecer. Nova ressonância magnética pélvica foi realizada e confirmou a fratura de stress do sulco direito do sacro.

Tratamento

A paciente recebeu canadianas para reduzir a carga suportada e foi encaminhada para a equipa de Ortopedia.
Foi orientada pela ortopedia para descansar de todas as atividades agravantes dos sintomas por 2 semanas, particularmente estar em pé e caminhar durante longos períodos e, em seguida, gradualmente reintroduzir a marcha sem canadianas em distâncias que não provocassem desconforto.
A paciente foi atendida pelo fisioterapeuta após as primeiras 2 semanas de repouso e recebeu sete tratamentos ao longo dos 3 meses seguintes. O tratamento começou com aconselhamento e educação sobre a patologia e os prazos esperados para a recuperação. Técnicas de mobilização dos tecidos moles e alongamento foram usadas para tratar a retração muscular do quadrado lombar direito, tensor da fáscia lata e flexores da anca. Técnicas de terapia manual foram utilizadas para abordar restrição da amplitude de flexão, rotação e flexão lateral direita nos níveis L4/5 e L5/S1 encontrados no exame objetivo.
Quando a correção de postura observada no teste single leg standing deixou de provocar sintomas, iniciou-se treino de força para os músculos da anca e os padrões de movimento com défice foram reeducados. A paciente também iniciou um programa de ciclismo para ajudar na capacidade cardiovascular e perda de peso.


Resultados
Três meses depois de iniciar a fisioterapia foi dada alta à paciente, que se apresentava sem dor e havia voltado a todas as anteriores atividades da sua vida diária, sem quaisquer dificuldades.

Conclusão
A dor lombar é comum durante e após a gravidez. Atendendo os longos tempos de espera e restrições económicas, em adição ao facto de a dor frequentemente desaparecer no período pós-parto, estudos de imagem não são regularmente realizados nesta população, o que significa que alguns pacientes que apresentam estas fraturas não são diagnosticados. É importante considerar fraturas de stress da pélvis nos diagnósticos diferenciais quando se avalia pacientes com dor lombar pós-parto para garantir uma melhor gestão do processo de reabilitação e retorno completo à vida ativa.


De Búrca N. Low back pain post partum - a case report. Man Ther. 2012 Dec;17(6):597-600.

"A fisioterapia uroginecológica e coloproctológica tem como objetivo o reequilíbrio pélvico de forma a manter as pressões na região...

Entrevista com fisioterapeuta que trabalha com Fisioterapia Urológica


"A fisioterapia uroginecológica e coloproctológica tem como objetivo o reequilíbrio pélvico de forma a manter as pressões na região da bexiga, uretra e ânus dentro do padrão de normalidade..."

Em resposta aos pedidos do fale conosco, o iSaúde Bahia conversou com a fisioterapeuta Paula Milena sobre os benefícios da fisioterapia uroginecológica. Para aqueles que nunca ouviram falar, essa é a área da fisioterapia responsável por tratar distúrbios na região pélvica o que provoca as famosas infecções urinárias de repetição, perda de urina, entre outros probleminhas inconvenientes. Confira a entrevista.

iSaúde Bahia - Quais problemas esse tipo de fisioterapia pode auxiliar no tratamento? Para quem é indicada?

Paula Milena - A fisioterapia uroginecológica e coloproctológica tem como objetivo o reequilíbrio pélvico de forma a manter as pressões na região da bexiga, uretra e ânus dentro do padrão de normalidade e, com isso, minimizar, ou mesmo excluir, sintomas como: perda de urina aos esforços, flacidez vaginal, infecção urinária de repetição e incontinência fecal. É indicada para homens e mulheres.

iSB - Como são as sessões?

Paula Milena - A palavra chave é FORTALECIMENTO.
Exercícios perineais (vaginal para as mulheres e anal para os homens). Quanto mais fortes estão essas estruturas, mais equilibradas estarão às pressões dentro da uretra, que irá atuar diretamente no controle miccional.

Porém, trabalhar com essa região oferece a possibilidade de reabilitar outros sintomas além da urina. Por isso, a forma de abordagem dos sintomas é diferenciada de acordo com o paciente. Então, oferecemos cinco formas de abordagem.

Fisioterapia urológica feminina: mulheres que apresentam perda urinária aos esforços, mulheres com dificuldade em atingir o orgasmo pela flacidez vaginal ou com presença de queda de órgãos prolapsos.

Fisioterapia urológica masculina: homens que retiraram a próstata  e, como sequela, apresentam incontinência urinária (Prostatectomia).

Fisioterapia uropediátrica: crianças de três a nove anos que apresentam qualquer alteração urinária desde xixi na cama a episódios de infecção urinária recorrente.

Fisioterapia em disfunção sexual: pacientes que apresentam dificuldade em manter a ereção, pacientes com ejaculação acelerada ou demorada, pacientes com dificuldade em atingir o orgasmo ou com flacidez vaginal.
    
Fisioterapia coloproctológica: pacientes que apresentam incontinência anal, constipação, distúrbios da defecação em crianças e adolescentes, úlceras solitárias e retoceles, prolapsosretais, síndromes dolorosas pireneais e neuropatia pudenda.

Usamos tbm, um aparelho de eletroestimulação e biofeedback que ajudará nesse processo de fortalecimento muscular. Esse aparelho vai mensurar o grau de força que a paciente tem e nas próximas sessões irá ajudá-la a aumentar essa força. Além do aparelho, usamos cones de pesos que variam de 20 a 70 gramas. Esses pesos são utilizados somente nas mulheres, onde cada uma tem seu kit para colocar no canal vaginal, e também utilizamos exercícios que vão ajudar com esse aumento da força.   
 
iSB - Pode ser usada de forma preventiva?

Paula Milena - Deve ser usada, sim, como preventiva. Mulheres e homens devem procurar um fisioterapeuta uroginecológico para ensinar os exercícios e, com isso, aprender a fortalecer o períneo prevenindo doenças futuras, assim como melhorar sua vida sexual.

 
iSB - Como a Fisioterapia Uroginecológica pode ajudar na melhora da performance sexual do homem e da mulher?

Paula Milena - O fortalecimento do períneo faz com que o músculo,  no caso dos homens, melhore a força erétil e a ejaculação. No caso das mulheres, esse fortalecimento deixa a musculatura mais sensível, melhorando o orgasmo.Tanto para os homens quanto para as mulheres esses exercícios ajudam a se conhecer melhor e mudar a forma de dar e de sentir prazer.

iSB - No caso de incontinência urinária, a terapia pode ser realizada de forma a substituir o uso de medicamentos?

Paula Milena - Depende do grau da incontinência. Se o paciente sofre desse mal há pouco tempo, a fisioterapia resolve, sim, mas, nos casos mais graves, a fisioterapia ajuda a não ficar dependente do remédio para a vida toda. Esse tratamento é concretizado sempre com a autorização do urologista associado ao fisioterapeuta.  

"Toda mulher pode sim fazer o pompoarismo, porém, mulheres que sofrem de algumas alterações no assoalho pélvico devem primeiramente tratar essa disfunção para depois realizá-lo".

 

iSB - É verdade que nem todas as mulheres podem fazer aula de pompoarismo, porque pode acarretar disfunções no aparelho uroginecológico?

Paula Milena - Toda mulher pode sim fazer o pompoarismo, porém, mulheres que sofrem de algumas alterações no assoalho pélvico devem primeiramente tratar essa disfunção para depois realizá-lo. O pompoarismo é um fortalecimento do assoalho pélvico que consta só de exercícios  (cinesioterapia). Em alguns casos de disfunções, o pompoarismo até ajuda a tratar. 
 
iSB - O público desse tipo de fisioterapia é, em sua maioria, de idosos. A FU pode ajudar os jovens também? Como?

Paula Milena - Pode sim. Cada vez mais tem aparecido no consultório mulheres novas com incontinência urinária e homens jovens com ejaculação precoce. Em todos esses casos, a fisioterapia uroginecológica trata, ajudando-os a voltar às suas atividades com melhor qualidade de vida. Hoje também é bastante comum mulheres grávidas procurarem a fisioterapia uroginecológica para ajudar no parto e diminuir  suas sequelas, principalmente para quem quer ter parto vaginal ou humanizado. 
 
iSB - O que é o assoalho pélvico? Qual a importância desse "conjunto de músculos" para a saúde uroginecológica?

Paula Milena - O fundo da pelve óssea (bacia) termina numa cavidade em forma de funil chamada cavidade pélvica, que contém os órgãos pélvicos  (útero, ovários e bexiga). O fundo deste funil (que na mulher adulta tem cerca de 10 cm de diâmetro) é fechado por uma espécie de "cama elástica" chamada assoalho pélvico.

O assoalho pélvico é formado por 13 músculos, conhecidos em conjunto como musculatura do assoalho pélvico MAP, auxiliados por fáscia e ligamentos que funcionam como elásticos biológicos.

A função de todo esse conjunto é sustentar os órgãos pélvicos, como uma cama elástica sustenta o peso de alguém que pula sobre ela. Os elementos mais fortes e decisivos para este fim são os músculos.

A contração da MAP pode ser facilmente percebida internamente na vagina, logo na entrada e a alguns centímetros de profundidade. É ela a responsável pela sensação de pressão percebida durante a penetração e todo o ato sexual. Nos homens essa contração pode ser percebida com a movimentação dos sacos escrotais e tem a mesma função.

iSB - De que forma a FU cuida dessa região do corpo? 

Paula Milena - Aumentando sua força, melhorando a sensibilidade desse conjunto de músculos, curando doenças e prevenindo-as. 

Para entender o assolho pélvico: A pelve é uma estrutura óssea formada pelos ossos do quadril ( ísquios,púbis e ílios ), sacro e cóccix ...

Saiba os benefícios do Pilates no assoalho pélvico




Para entender o assolho pélvico:

A pelve é uma estrutura óssea formada pelos ossos do quadril ( ísquios,púbis e ílios ), sacro e cóccix .

O assolho pélvico é formado por músculos fáscias e ligamentos e funciona como uma cama elástica.

Músculos que compõem o assoalho pélvico: levantador do anus, isquiococcígeo , esfíncter externo do ânus , esfíncter externo da uretra, isquicavernoso e bulboesponjoso.


O assoalho pélvico está como um dos músculos mais importantes na estabilização do tronco e a fim de minimizar os riscos de danos à coluna e ao seu próprio assoalho pélvico.

As principais funções do assoalho pélvico são:

- continência urinária e fecal;

- estabilização do tronco;

- suporte para os órgãos internos como intestino, bexiga e útero;

- equilíbrio da pressão intra abdominal;

- preservação da saúde sexual, da gestação e do parto.

Hoje em dia os exercícios mais utilizados para ativar o assoalho pélvico, treinar e condicionar são realizados no pilates.

O princípio da respiração utilizado no pilates principalmente na expiração forçada associada à contração da musculatura abdominal (transverso do abdomen) auxiliam na estabilização do tronco e previne diversos danos à coluna.

São diversas as causas que podem contribuir para o mau funcionamento dos músculos do assoalho pélvico e que poderão comprometer a saúde em relação a continência fecal e urinária, atividade sexual e as mais comuns são:

- Prática de exercícios de alto impacto ( realizadas em cama elástica e com o objetivo de pular durante todo a sua duração).

- Sobrepeso.

- Multipariedade

- Tabagismo.

- Atividade de impacto e com carga exagerada.

O impacto transmitido para a pelve como na corrida, vôlei e basquete podem comprometer o assoalho pélvico e para praticar com segurança é importante saber contrair corretamente a musculatura do assoalho pélvico e colocá-la em prática para prevenir futuros danos,a disfunção do assoalho pélvico é prevalente em mulheres devido as suas características anatômicas e o útero sendo um órgão a mais dentro do abdome em relação ao homem.

Estudos diversos mostraram que de 30% a 50% das mulheres são incapazes de acionar corretamente estes músculos mesmo após ter tidos suas instruções, estas mulheres estudadas não realizaram a contração devida e realizaram uma contração confundida com outros músculos como glúteos, adutores e abdominais.

Indivíduos que necessitam de um programa de reabilitação devem procurar um fisioterapeuta especializado em Saúde da Mulher e Uroginecologia e que indicará o melhor tratamento fisioterapêutico. Nas aulas de pilates, o aluno/paciente deverá contrair e perceber esta contração para que com a prática, isso se torne uma ação natural.

O pilates mesmo sendo uma atividade de baixo impacto também pode comprometer esta musculatura se for praticado de forma errada e a correta execução desta contração é de extrema importância do seu instrutor. O aluno/paciente executando de forma correta esta contração dos exercícios , ele beneficiará tanto do equilíbrio do seu tronco, prevenção de danos a sua coluna e na sua saúde sexual, saúde urinária e trabalho de parto.

Por Ronaldo Ferreira

Ao descobrir uma gravidez, muitas mulheres decidem parar de praticar exercícios físicos, mas, assim como durante toda a ...

Pilates na gestação garante mais saúde para a mãe e seu bebê



Pilates na gestação garante mais saúde para a mãe e seu bebê nao se aplica/oaclubs,reproducao

Ao descobrir uma gravidez, muitas mulheres decidem parar de praticar exercícios físicos, mas, assim como durante toda a vida, a prática esportiva é muito importante neste período, para a mãe e para o bebê. Porém, a modalidade deve ser escolhida com cuidado, evitando grandes impactos, por isso uma escolha saudável é o pilates.

Sempre com autorização e acompanhamento médico, a prática do pilates ajuda a fortalecer a musculatura, abertura do eixo do quadril e fortalecimento da região pélvica, essenciais para a hora do parto. A prática também trabalha as pernas, evitando o inchaço, além de aumentar o metabolismo da mãe, gerando mais nutrientes para o bebê.

A aula de pilates para grávidas é feita de uma maneira totalmente diferente dos demais alunos.

O objetivo é trabalhar a postura para fortalecer a coluna e assim minimizar as dores lombares. Ensinamos a grávida a descarregar o peso extra nas pernas e não na coluna. Outro ponto relevante é a respiração, as aulas mostram como é importante respirar de modo correto, quanto melhor e mais correta for a respiração maior será a oxigenação para o bebê.

O pilates também pode ser praticado no pós-parto, já que os exercícios serão elaborados para preparar a nova mamãe para o dia a dia, como poder suportar o peso do bebê no colo sem sofrer com dores na coluna.

A celulite é uma das maiores inimigas das mulheres na hora de vestir o biquíni. A fisioterapeuta com pós-graduação em Fisioterap...

Veja tratamentos mais adequados para eliminar celulite


A celulite é uma das maiores inimigas das mulheres na hora de vestir o biquíni.

A fisioterapeuta com pós-graduação em Fisioterapia Dermato Funcional Vanessa Tellitu Grendene destaca que existe uma infinidade de tratamentos estéticos contra a celulite, dos mais simples aos mais tecnológicos. "A indicação adequada depende de uma avaliação detalhada de casa caso, já que se trata de uma patologia multifatorial e pode ter uma combinação de alterações de pele, músculo e gordura em maior ou menor grau de gravidade", informa.

Os tratamentos mais comuns, de acordo com Vanessa, são a massagem modeladora, a drenagem, a endermologia (massagens com auxílio de aparelho a vácuo), o manthus, a corrente russa e a carboxiterapia (por meio de tratamento médico). "Existem também aqueles que associam várias tecnologias, potencializando ainda mais os resultados quando se faz necessário", completa. O tempo de duração do procedimento varia conforme a indicação, levando, geralmente, de um a dois meses e meio.

O melhor, contudo, é que os tratamentos intensivos tenham início por volta do mês de setembro, a fim de obter resultados para o verão. "O ideal é manter a continuidade durante todo o ano, uma manutenção que não necessite uma frequência tão grande." Os resultados dependem de fatores como a técnica realizada e da gravidade do caso, mas normalmente começam a aparecer de duas a três semanas, podendo levar mais tempo em casos de radiofrequência. "Sempre é necessário realizar uma manutenção e um acompanhamento conforme as necessidades de cada um", destaca.

Para não agravar a celulite, a profissional indica uma combinação do estilo de vida com cuidados com a saúde. Atividades físicas regulares, principalmente de exercícios aeróbicos, uma alimentação balanceada e uso de cremes para gordura localizada associado à massagem para melhor absorção são algumas das sugestões. Além dos tratamentos estéticos, cápsulas para redução de retenção hídrica e um consumo diário de líquidos como água, chás e sucos. O fumo, que aumenta a propensão a problemas circulatórios e consequentemente a celulite, também deve ser evitado.

liege muller (Foto: Arquivo pessoal/Divulgação)

Garota Verão 2002 apostou nas drenagem e massagens para o concurso
A Garota Verão 2002 Liége Müller, 28 anos, conta que tem um cuidado especial com alimentação com muita água e frutas, evitando o refrigerante para combater a celilute. A jovem, que é natural do município de Agudo e hoje mora no Rio de Janeiro trabalhando como atriz, lembra que na época em que venceu o concurso fez bastante seções de drenagem linfática e massagens para reduzir e prevenir o problema. "Notei muita diferença na época. Me ajudou bastante e continuei fazendo após o Garota Verão", diz, comemorando que nunca teve grandes problemas com a celulite.

Atualmente, além da alimentação saudável, Liége faz caminhadas e também mantém as massagens, que a ajudam a não reter líquidos e prevenir o problema. "Tudo o que fazemos na verdade contribui para os resultados, a alimentação, os exercícios físicos", opina.

Alimentação saudável ajuda no combate à celulite
De acordo com a nutricionista Raquel Amaral Marques, algumas mudanças de hábito na alimentação são fundamentais para quem quer diminuir a celulite. A profissional indica reduzir o consumo de carboidratos refinados, como açúcar e pão branco, e também de alimentos com aditivos e corantes. "É importante sempre verificar os rótulos", orienta. Raquel destaca que o melhor é acrescentar à dieta uma boa quantidade de fibras por dia, a exemplo de grãos integrais, frutas e verduras em geral.

A dica é incluir na rotina alimentos antioxidantes e anti-inflamatórios, como açaí, mirtilo, cereja, uva, romã, brócolis, couve-flor e berinjela. "É importante tomar muita água, caprichar na salada com vegetais folhosos escuros, como couve, agrião e rúcula e sempre que possível preferir os alimentos orgânicos", ressalta.

Para completar a dieta, o melhor é evitar o excesso de sal, como salgadinhos e enlatados, e diminuir o consumo de café e álcool. "É fundamental que esses pequenos hábitos sejam incorporados no dia a dia. Fazer mudanças alimentares por uma semana, por exemplo, não vai trazer os resultados desejados. Não custa lembrar que milagres não existem", ressalta a nutricionista.

Estrias devem tratadas fora dos meses quentes
Já o tratamento destinado às estrias, segundo a fisioterapeuta Vanessa, é indicado para ser realizado dos meses de março a agosto, por conta da menor exposição solar. "As estrias são processos cicatriciais, ou seja, uma ruptura tecidual acompanhada de morte celular, e para tratar desta patologia se faz necessário gerar agressões no tecido", informa a profissional. Os tratamentos são indicados conforme a gravidade da estria, como galvanopuntura, peeling de diamante, microagulhamento, além de carboxiterapia, laser fracionado, ácidos e intradermoterapia, estes últimos feitos por um médico da clínica.

Os tratamentos de estrias demoram alguns meses, já que as sessões não podem ser realizadas seguidamente. Para prevenir o problema, o melhor é manter a pele bem hidratada por meio de cremes à base de ureia, óleo de amêndoas puro e ingestão de líquidos.

Dez sinais de doença nos rins e vias urinárias: -Pressão Alta. -Diabetes. -Dificuldade de urinar. -Queimação ou dor quando urina. -Urinar mu...

Conheça dez sinais de doenças que afetam os rins e vias urinárias




Dez sinais de doença nos rins e vias urinárias:

-Pressão Alta.

-Diabetes.

-Dificuldade de urinar.

-Queimação ou dor quando urina.

-Urinar muitas vezes, principalmente à noite.

-Urina com aspecto sanguinolento.

-Urina com muita espuma.

-Inchaço ao redor dos olhos e nas pernas.

-Dor lombar, que não piora com movimentos.

-História de pedras nos rins.

Fonte: Sociedade Brasileira de Nefrologia.

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