Fisioterapia é indicada para incontinência urinária masculina


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A incontinência urinária masculina ainda é um assunto pouco discutido e os homens ainda sentem-se envergonhados ou sozinhos com este problema. Contudo, hoje, a incontinência urinária afeta mais de 10 milhões de pessoas no Brasil, sendo que pelo menos 25% dos casos são de homens. A incontinência urinária em homens pode ocorrer por vários motivos como Acidente Vascular Cerebral (Derrame), Traumatismos medulares, Doença de Parkinson ou cirurgias prostáticas (prostatectomia radical).

De todas as causas, mais de 90% das incontinências são decorrentes de cirurgias da próstata, e por falta de informação, a grande maioria desses pacientes, ficam dependentes de fraldas ou são submetidos a cirurgias para colocação de "esfíncter artificial" para reter a urina, sendo que com a fisioterapia obtêm-se sucesso na grande maioria dos casos. A Dra. Cibele Rocha Maróstica, fisioterapeuta e membro efetivo da SOBRAFAP - Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Assoalho Pélvico - discute a falta de entrosamento entre médicos e fisioterapeutas em prol do melhor resultado no tratamento de pacientes incontinentes. A entidade defende a prática da fisioterapia para o melhor restabelecimento do paciente.

Segundo a fisioterapeuta Cibele Rocha, é possível realizar um trabalho de "fisioterapia preventiva para incontinência" em conjunto com o médico que realizará a cirurgia, no sentido de informar o paciente sobre essa desagradável seqüela que ele poderá apresentar e ensiná-lo a trabalhar a musculatura específica que ele terá que utilizar para não ter perdas urinárias. "No pós-operatório de uma cirurgia da próstata (prostatectomia radical), o paciente precisa utilizar uma sonda por pelo menos dez dias. Durante este período, aqueles que foram orientados no pré-operatório, já podem começar a trabalhar a musculatura logo após a cirurgia, para que quando a sonda for retirada, o paciente não se apavore e já saiba como conter a urina", explica. A maioria dos pacientes incontinentes leva muito tempo após a cirurgia para procurar pelo tratamento.

Foi o que aconteceu com Oslim Buzzi que recorreu a fisioterapia somente um ano depois que sofreu a cirurgia da próstata. "A fisioterapia contribuiu 100%, foi o que solucionou o meu problema. É uma pena eu não ter iniciado antes este tratamento", relata. Durante um ano após a cirurgia, Oslim manteve consultas mensais no urologista, até ser encaminhado, finalmente, para a fisioterapia. No início, confessa que se sentiu meio apreensivo com o método porque nunca tinha ouvido falar. "Fiquei apreensivo quanto ao resultado quando vi o tipo dos exercícios, mas, depois de 10 sessões eu tinha resolvido o meu problema completamente", desabafa. Hoje, Oslim recomenda a fisioterapia para os amigos que sofrem de incontinência há anos e não procuraram este tipo de ajuda por falta de informação ou vergonha. "A força de vontade deve vencer a vergonha. Não adianta ficar esperando que a natureza resolva ou que os remédios resolvam, não adianta, o tratamento é muito longo", aconselha. "Hoje me sinto seguro, antes tinha receio de sair de casa", diz.

A incontinência que ocorre após uma cirurgia prostática pode ser temporária ou persistente, esta última necessita de tratamento. "Quanto mais precocemente for iniciada a fisioterapia, melhor será o resultado, independente se a incontinência for leve, moderada ou severa", afirma Cibele. É o caso de outro paciente, o Sr. D., que a pedido será preservada sua identidade. Ele foi encaminhado para a fisioterapia quinze dias após a cirurgia da próstata e realizou apenas quatro sessões para resolver seu problema. "Foi excelente!", conta. No princípio confessa também que se sentiu constrangido, principalmente, por ser tratar de uma doutora. "Mas se você tiver vergonha vai continuar com o seu problema. Eu recomendo a fisioterapia", diz.

Muitos pacientes se vêm na condição de usar fraldas por falta de informação e orientação adequada. Hoje em dia, existem novidades no mercado, pouco divulgadas para os pacientes, como por exemplo, os absorventes masculinos, muito mais confortáveis e práticos do que as fraldas. "Hoje, a incontinência urinária ainda afeta de forma dramática a qualidade de vida dos pacientes, limitando suas atividades sociais, a prática de atividade física entre outros", alerta. É aí que entra a fisioterapia, com o intuito de melhorar a qualidade de vida desses pacientes.

Fisioterapia

Os recursos utilizados na fisioterapia para o tratamento da incontinência urinária são a eletroterapia, o biofeedback e os exercícios para o assoalho pélvico. Esses recursos têm o intuito de melhorar a força e resistência dos músculos responsáveis por conter a urina.


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