Nada melhor do que comemorar os sucessos da vida com o seu parceiro, não é? Porém, muitas mulheres já sentem um mal estar ou um calafrio...

Conheça as principais causas das disfunções sexuais femininas



Nada melhor do que comemorar os sucessos da vida com o seu parceiro, não é? Porém, muitas mulheres já sentem um mal estar ou um calafrio só de pensar em sexo. Esse tipo de sentimento tem nome - disfunção sexual - e é patológico, devendo ser tratado por especialistas. Essas disfunções podem surgir em qualquer momento da vida e por diversos motivos. Alguns exemplos:

- Desejo sexual hipoativo (DSH): total falta de interesse pelo sexo, como se ele não fizesse diferença;
- Transtorno de excitação ou frigidez: incapacidade de manter lubrificação ou a excitação;
- Anorgasmia: inibição do orgasmo, ou seja, mulheres com essa disfunção são incapazes de ter um orgasmo;
- Dispareunia: dor genital durante o ato sexual;
- Vaginismo: contração involuntária dos músculos próximos à vagina que impedem a penetração do pênis, dedo ou qualquer outro objeto;
- Fobia ou aversão sexual: pânico e sentimento de repulsa diante de relações sexuais ou que levem ao sexo.

Veja os principais motivos de disfunções sexuais e descubra se você faz parte desse grupo:

Fatores orgânicos
Antes de procurar um psicólogo ou terapeuta especializado para tratar qualquer tipo de disfunção sexual, deve-se primeiro verificar as causas orgânicas possíveis.

As doenças e disfunções relacionadas às disfunções sexuais podem ser desequilíbrios hormonais, nódulos dolorosos, infecções nos órgãos genitais ou medicações que tenham como efeito colateral a diminuição do desejo sexual.

Doenças psiquiátricas, como a depressão, também podem contribuir para a diminuição da excitação ou da vontade de fazer sexo.

Por isso, é importante procurar primeiro um médico ginecologista e fazer todos os exames necessários. Caso a disfunção tenha uma causa orgânica, o ideal é que a paciente seja encaminhada para um profissional qualificado. 

insegurança - foto Getty Images

Insegurança
O psicólogo Tiago Lupoli explica que o acesso livre e farto a materiais sexuais - em revistas, vídeos ou internet - pode tanto estimular as fantasias sexuais quanto fazer com que a mulher entre em conflito com seus limites morais e psíquicos, gerando medo de não corresponder às expectativas do parceiro.

Essa insegurança pode gerar uma falta de interesse pelo sexo, podendo causar a inibição do desejo sexual ou DSH (Desejo Sexual Hipoativo). "Essa é umas das disfunções mais frequentes entre as mulheres", conta o especialista.

Outros fatores desencadeadores de segurança podem ser a falta de consideração do parceiro e decepções amorosas anteriores. Para todos os casos, uma psicoterapia ou terapia sexual deve ser feita. 

casal - foto Getty Images

Parceiros "apressadinhos"
O companheiro que não respeita o tempo da mulher para alcançar a excitação sexual ou mesmo o orgasmo, que geralmente é maior, pode gerar disfunções como DSH, dispareunia (dor durante o ato sexual sem motivo aparente) e vaginismo.

"Isso inclui aqueles parceiros que abrem mão das preliminares ou gostam apenas de recebê-la, mas não de fazê-la, e partem para a penetração logo de cara", conta o psicólogo Tiago Lupoli. 

casal - foto Getty Images

Ser tratada como um "objeto de desejo"
Parceiro que colocam as suas mulheres em uma posição servente, na qual ela deve apenas gerar o orgasmo no homem, sem precisar ter o seu próprio, podem causar uma disfunção em sua parceira. "Alguns homens fazem isso e depois ainda reclamam ou não entendem a ocorrência da disfunção, gerando mais insegurança na mulher", conta o psicólogo Tiago Lupoli.

O medo pela falta de compreensão do parceiro e a falta de diálogo sobre o assunto provoca angústia na mulher e faz com que, gradativamente, o desejo vá diminuindo, podendo provocar o vaginismo e o DSH. 

casal discutindo - foto Getty Images

Problemas no relacionamento
Brigas entre o casal, rotina sexual afetada e falta de discutir o relacionamento são fatores que podem levar ao DSH e ao vaginismo. Nesse caso, a melhor solução é sentar e conversar com o seu parceiro a fim de descobrir a verdade raiz das disfunções. 

mulher trabalhando - foto Getty Images

Falta de tempo
Mulheres que ingressam no mercado de trabalho e sentem a correria das grandes cidades, a irregularidade na divisão de tarefas com o parceiro e aumento das responsabilidades, acabam sentindo-se excessivamente cansadas, gerando estresse.

"É normal que o cansaço iniba o desejo sexual uma vez ou outra, mas preocupa quando vira rotina", diz o psicólogo Tiago Lupoli. As disfunções sexuais causadas pela falta de tempo podem ser DSH, vaginismo ou dispareunia.

Essa situação é facilmente solucionada com uma baixa do estresse e do excesso de atividades. Tirar férias e viajar durante um fim de semana são medidas simples que, muitas vezes, funcionam. No dia a dia, é importante saber separar os horários de trabalho dos de lazer.  

trauma - foto Getty Images

Traumas
Medos e tabus inconscientes, traumas em relações sexuais anteriores, abuso ou violência podem provocar um transtorno de excitação (frigidez), DSH ou dispareunia. "O momento do ato sexual revive o trauma, não sendo prazeroso para a mulher e podendo causar o efeito contrário, como dores ou sentimento de repulsa", explica o psicólogo Tiago Lupoli.

A portadora desse problema deve procurar um profissional especializado a fim de que ele a ajude a superar o trauma, eliminando junto com ele as disfunções sexuais. 

educação - foto Getty Images

Falta de orientação sexual ou educação inadequada
Famílias com educação repressora, que ensinam que o sexo tem como única finalidade a reprodução, ou que se posicionam extremamente rígidos na preservação da virgindade da filha são, muitas das vezes, a causa principal do transtorno de excitação (frigidez).

"A mulher cuja família ou escola ensinou que o sexo serve para procriar, e não como uma necessidade física e psicológica, não sente prazer frente aos estímulos sexuais", afirma o psicólogo Tiago Lupoli.

O vaginismo também pode aparecer a partir desse problema, já que a vagina é a porta de entrada para o sêmen. "A resposta psicossomática do organismo para uma relação que não tenha como objetivo a reprodução pode ser a contração muscular imediata da região", esclarece Tiago. 

cultural - foto Getty Images

Questões socioculturais
A anorgasmia, ou ausência do orgasmo feminino, tem como principal causa a interpretação sociocultural sobre a posição submissa da mulher no sexo, que foi transmitida de geração por geração, além das proibições religiosas. Até hoje, algumas culturas e religiões veem as carícias, o sexo anal e o sexo oral como aberrações.

"Isso deixou marcas profundas na estrutura psíquica das mulheres, que sentem que não podem curtir a sensação que o sexo proporciona e deixam o prazer reprimido durante a relação sexual", explica o psicólogo Tiago Lupoli.

Nessa situação, o ideal é dar total poder à mulher durante a relação. "Se prestarmos atenção no discurso feminino, o orgasmo é alcançado na maioria das vezes com o sexo oral ou quando elas determinam a intensidade e posição dos movimentos", conta Tiago. "Além de dar poder à mulher, isto permite que ela descubra as melhores formas de alcançar o prazer máximo", completa. 

fobia - foto Getty Images

Fobias e traumas mais profundos
A fobia sexual - que são sentimentos de repulsa, ansiedade e medo do ato sexual - é a mais limitante das disfunções sexuais femininas, pois a portadora da fobia evita tanto as situações que favorecem o ato sexual - como sair à noite com um parceiro - quanto situações que trazem o assunto à tona - como conversas com amigos e até a ajuda profissional especializada.

A causa dessa disfunção não é orgânica e está intimamente ligada a traumas ou situações que revivem experiências guardadas na estrutura psíquica da paciente, o que gera extrema ansiedade frente a situações relacionadas com sexo.


Existem testes, alguns mencionados abaixo, que podem ser feitos para avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário. Pielograma I...

Como avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário



Existem testes, alguns mencionados abaixo, que podem ser feitos para avaliar a estrutura e a função do seu sistema urinário.

Pielograma Intravenoso (PIV)

Um PIV é realizado pela injeção de iodo na veia que é excretado pelos rins e aparece no Raio-X. Este Raio-X mostrará o tamanho, forma e o trabalho dos rins, ureteres e a bexiga.

PRESTE ATENÇÃO: se você tem alergia ao iodo, tenha a certeza de avisar ao seu médico sobre a sua alergia antes do teste.
Seu intestino precisa ser bem esvaziado pela manhã, antes de fazer o teste. É também necessário refrear sua alimentação e ingestão de líquidos na noite anterior ao teste. Os técnicos lhe avisarão da preparação necessária.

Tomografia Renal

O propósito de uma tomografia renal é avaliar a função e o suprimento sanguíneo dos rins. Isto é obtido injetando uma quantidade bem baixa de uma substância radioativa dentro da veia e então radiografar os rins.
Ultrassonografia Renal
Este teste é muito útil para identificar tumores, cistos e pedras no trato urinário. Na ultrassonografia, ondas sonoras (como um sonar) vai de encontro a superfície dos tecidos e uma figura eletrônica é produzida numa tela. Variações na cor da imagem podem mostra detalhes anatômicos ou estruturas definindo então os problemas existentes.

Uretrocistograma

Também chamado de Cistograma é um outro tipo de estudo radiológico que mostra o tamanho e a forma da bexiga. Contraste é injetado através de um catéter que é colocado dentro da bexiga e mostrado no Raio-X. Entre outras coisas, este teste mostra se a urina esta se movendo em sentido contrário no sistema urinário, isto é, da bexiga para os rins. Esta condição é chamada de Refluxo Urinário e acontece devido ao excesso de pressão dentro da bexiga. Esta é uma causa de lesão renal e precisa ser detectada precocemente.

Cistometrograma (CMG)

Um CMG mostra a reação da sua bexiga quando ela está cheia. O teste é realizado inserindo-se um catéter dentro da bexiga e injetando-se volumes conhecidos de gás carbônico (CO2) ou água para dentro dela. Este teste imita a reação da bexiga quando ela está cheia de urina e ajuda a determinar se a sua bexiga tem uma lesão tipo Neurônio Motor Superior ou Neurônio Motor Inferior. A quantidade de pressão que a sua bexiga suporta é também medida neste teste.

Urodinâmica

A avaliação urodinâmica consiste em uma série de estudos que informam sobre o mecanismo de esvaziamento. Testes que tomam parte de um estudo Urodinâmico incluem o Citometrograma, o estudo do fluxo urinário, o estudo das pressões uretrais e a sua resposta a medicações que afetam o esvaziamento. Estes testes também dão informação sobre a atividade do esfincter e pressões uretrais quando a bexiga está cheia e vazia . Auxilia no planejamento do programa para a sua bexiga.

Cistoscopia

A Cistoscopia é um exame onde o urologista vai examinar a sua uretra e bexiga utilizando um catéter com uma luz halogênica introduzido através da uretra. É utilizado para diagnosticar problemas que ocorrem dentro da bexiga e na parede da uretra.

Que outros exames de laboratórios são feitos?

Avaliação de exames de urina e de sangue:

Clearance da Creatinina: Este teste envolve a colheita de toda a urina num período de 24 horas. É um importante indicador da função renal.

Culturas de Urina: Neste teste uma amostra de urina estéril é enviada ao laboratório para ver a presença de bactérias nocivas no trato urinário. Quando a sensibilidade é detectada, antibióticos específicos são determinados para matar a bactéria.

Análise de Urina: A urina é analisada por um número diferente de químicos e produtos celulares para determinar a presença e a quantidade de produtos que aparecem na urina.

fisioterapia para gestantes tem como objetivo proporcionar para as mães e seus bebês uma gestação mais saudável, buscando esclarecer dúvid...

Os benefícios da fisioterapia na gestação



fisioterapia para gestantes tem como objetivo proporcionar para as mães e seus bebês uma gestação mais saudável, buscando esclarecer dúvidas que ocorrem neste período tão “mágico”.

Sabe-se que antigamente as gestantes eram aconselhadas a não fazer atividade física e a repousar o máximo possível, ao contrário de hoje, quando já são cientificamente comprovados os benefícios da atividade física. Elas são aconselhadas e incentivadas por seus obstetras a praticar a atividade que melhor se adapte, podendo ter benefícios com uma caminhada orientada, hidroginástica, hidroterapia, ginástica no solo, Pilates, Reeducação Postural (RPG), yoga para gestantes, dentre outros. É importante a liberação do médico que acompanha o pré-natal, pois encontramos algumas contraindicações absolutas e contraindicações relativas para a prática dessas atividades em relação à saúde de algumas gestantes. Também é importante a escolha de um profissional competente para lhe orientar nesta fase da vida, pois os exercícios deverão ser específicos com intensidade e freqüência adequadas para cada gestante, respeitando o seu desempenho físico e o tempo de gestação; sempre com verificação dos sinais vitais (pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória). Para isso, as gestantes deverão passar inicialmente por uma avaliação composta por anamnese (perguntas específicas) e exame físico. Normalmente o início dessas atividades se dá a partir do terceiro mês, sendo possível iniciar antes se a gestante já fazia algum tipo de atividade física antes de engravidar; A realização da atividade física dependerá da avaliação e consentimento de seu médico.

São muitas as mudanças físicas, hormonais e emocionais que ocorrem durante a gestação. As adaptações fisiológicas e anatômicas que acontecem durante os nove meses de gestação modificam o corpo da gestante. Em relação à postura da mulher grávida se observa um mecanismo compensatório com aumento da curvatura normal da coluna (lordose lombar) conforme o desenvolvimento do bebê no útero materno, o que pode causar dor lombar, queixa de muitas mulheres. Além de mudanças posturais, a gestante sofrerá mudanças cardiovasculares que poderão levá-la, geralmente no final da gestação, a ter inchaços (edemas) principalmente nas extremidades de membros inferiores (pés e tornozelos), assim como a respiração fica um pouco mais “ofegante” devido à mudança de postura em relação ao diafragma (músculo respiratório) que pode ficar com difícil movimentação por causa do crescimento da barriga. Algumas mulheres também encontram dificuldade de evacuar e sentem vontade de urinar com frequência, devido à compressão da bexiga pelo abdômen no final da gestação. Essas são algumas conseqüências da adaptação do corpo de uma gestante.

Os exercícios específicos elaborados pelo fisioterapeuta têm o objetivo de proporcionar uma gestação saudável promovendo a prevenção de doenças, a diminuição de dores nas costas (como a lombalgia), a melhora da aptidão física (com influência no controle de peso) proporcionando mais resistência, força, relaxamento, alongamento e boa postura; além de aumentar a capacidade respiratória (fisioterapia respiratória), e fortalecer o assoalho pélvico, contribuindo assim para o trabalho de parto. A gestante poderá se beneficiar também com drenagem linfática (massagem) com o objetivo de diminuição do inchaço e relaxamento.

Portanto, a fisioterapia pode ajudar para que a mamãe tenha uma gestação saudável, influenciando positivamente na autoestima, consciência corporal, estética, condicionamento físico e maior segurança na hora do parto; além de contribuir também após o nascimento do bebê, com atividades direcionadas para a saúde e qualidade de vida da gestante e de seu bebê.

O reflexo da micção é um reflexo espinhal totalmente autônomo, mas pode ser inibido ou facilitado por centros cerebrais. Conforme a bexiga ...

Neurofisiologia da micção



O reflexo da micção é um reflexo espinhal totalmente autônomo, mas pode ser inibido ou facilitado por centros cerebrais. Conforme a bexiga se enche, muitas contrações de micção que se sobrepõem ao tônus basal são responsáveis por ativar o estímulo mictório nos centros cerebrais. Essas contrações são o resultado de um reflexo de estiramento iniciado pelos receptores sensoriais de estiramento na parede vesical. Estes receptores estão presentes principalmente na uretra posterior, quando esta área começa a ser preenchida com urina nas pressões vesicais mais altas, os sinais sensoriais dos receptores de estiramento da bexiga são conduzidos aos segmentos sacrais da medula através dos nervos pélvicos. Em um ato reflexo, o sinal volta à bexiga através das fibras nervosas parassimpáticas pelos mesmos nervos pélvicos. Quando a bexiga está apenas parcialmente cheia, essas contrações de micção geralmente desaparecem espontaneamente após uma fração de minuto. Isso ocorre pelo relaxamento do músculo detrusor, que leva também a uma diminuição da pressão para a linha de base. Conforme a bexiga se enche, os reflexos da micção tornam-se mais frequentes e causam contrações maiores no músculo detrusor.

Uma vez iniciado o reflexo da micção, pode-se considerá-lo “auto-regenerativo”. Isto é, a contração inicial da bexiga ativa a geração de mais estímulos sensoriais pelos receptores de estiramento da parede da bexiga e da uretra posterior. Isto leva a um aumento do reflexo na contração da bexiga; assim, o ciclo se repete continuamente até que a bexiga tenha alcançado um alto grau de contração. Após um período variável de alguns segundos a mais de um minuto, o reflexo auto-regenerativo começa a fatigar e o ciclo se interrompe, permitindo que a bexiga relaxe.

No entanto, esse reflexo mictório pode ser facilitado ou inibido pelo cérebro, especificamente nos centros cerebrais que incluem potentes centros facilitadores e inibitórios no tronco cerebral, localizados principalmente na ponte, denominado centro pontino da micção (CPM), que é a via final comum para os motoneurônios da bexiga, e vários centros localizados no córtex cerebral.Em circunstâncias normais, a micção depende de um reflexo espino-bulbo-espinal liberado pelo CPM. Este recebe influências do córtex cerebral, cerebelo, gânglios da base, tálamo e hipotálamo (influências suprapontinas), em sua maior parte inibitórios.

O reflexo da micção é a causa básica da micção, mas os centros superiores normalmente exercem o controle final da micção da seguinte maneira: (a) os centros superiores mantêm o reflexo da micção parcialmente inibido, exceto quando se tem a vontade de urinar; (b) os centros superiores podem evitar a micção, até mesmo quando o reflexo da micção está presente, pela contração tônica do esfíncter vesical externo até o momento conveniente para o esvaziamento; e (c) no momento da micção, os centros corticais podem auxiliar os centros sacrais a iniciar um reflexo de micção e ao mesmo tempo inibir o esfíncter urinário externo, de forma que a micção ocorra.

Resumidamente, pode-se descrever o ciclo miccional normal da seguinte forma:

1. Enchimento: a distensão da bexiga leva à ativação progressiva dos nervos aferentes vesicais. Esta ativação é acompanhada pela inibição reflexa da bexiga, via nervo hipogástrico, e estimulação simultânea do esfíncter externo via nervo pudendo. O CPM é continuamente monitorado sobre as condições de enchimento vesical, mantendo sua influência inibitória sobre o centro medular sacral, que inerva a bexiga, liberando progressivamente a ativação do esfíncter externo.

2. Esvaziamento: após alcançar um nível crítico de enchimento vesical e sendo a micção desejada naquele momento, o CPM interrompe a inibição sobre o centro sacral da micção (parassimpático), que ativa a contração vesical através do nervo pélvico. Ao mesmo tempo, a influência inibitória sobre a bexiga, feita pelo sistema simpático através do nervo hipogástrico, é interrompida e ocorre simultânea inibição da ativação somática do esfíncter, relaxando o aparelho esfinctérico e garantindo a coordenação da micção.

Pode-se descrever o ciclo miccional normal como um simples processo de “liga-desliga”, em que, em um primeiro momento, ocorre inibição dos reflexos da micção (inibição vesical por meio da estimulação simpática e inibição da estimulação parassimpática) e ativação dos reflexos de enchimento vesical (estimulação esfinctérica pudenda). Este mecanismo é alternado para ativação dos reflexos da micção (estimulação vesical parassimpática) e inibição dos reflexos de enchimento (inibição da ativação esfinctérica) e as duas fases vão se alternando seguidamente.

A micção voluntária é geralmente iniciada da seguinte maneira: primeiro, o indivíduo voluntariamente contrai a musculatura abdominal, o que aumenta a pressão na bexiga e permite que uma quantidade extra de urina, pelo aumento de pressão, entre no colo vesical e na uretra posterior, distendendo suas paredes. Isso estimula os receptores de estiramento e dispara o reflexo da micção, inibindo, simultaneamente, o esfíncter externo uretral.

A laqueadura é a cirurgia de infertilização feminina, que impede o encontro do óvulo com os espermatozoides ao bloquear as duas trompas, usa...

Reversão de Laqueadura: recuperação da fertilidade na mulher




A laqueadura é a cirurgia de infertilização feminina, que impede o encontro do óvulo com os espermatozoides ao bloquear as duas trompas, usando métodos como pontos cirúrgicos, clipes ou eletrocoagulação. Ela muitas vezes é feita após o parto cesariana ou normal, ou através de laparoscopia ou por via vaginal. Dependendo da forma como ela é feita e que regiões da trompa pode ter danificado, é possível reverter o processo cirurgicamente.

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Outros nomes

Reanastomose tubária, recanalização das trompas                                                                                  

Como e quando é feita a Reversão de Laqueadura

A principal condição para que a reversão seja feita é que o final das trompas tenha sido preservado quando foi feita a laqueadura. Também é preciso que a tuba uterina não esteja doente ou dilatada. Fora esses casos, é possível religar as trompas.

A cirurgia de reversão em si é feita por laparoscopia, ou seja, com pequenos cortes para a inserção dos instrumentos e da micro câmera. O método é muito semelhante à reversão de vasectomia, os canais são religados através de um microsutura, já que a tuba uterina tem entre 3 e 5 milímetros de diâmetro. Também é retirada a região em que ficou a cicatriz da laqueadura, para facilitar a irrigação sanguínea dos tecidos. Antes de dar os pontos unindo os dois lados, é injetada uma solução de soro com um corante azul através do útero, para testar ser a tuba uterina está aberta. Pode ser usada a anestesia geral ou os tipos raquidiana e peridural.

Para quem é indicada

O ideal é que a mulher que se submeta a cirurgia para voltar a engravidar verifique primeiro se ela tem boas condições para isso. Após os 35 anos da idade fica mais difícil engravidar. A idade da mulher na época da reversão é importante e influencia nas taxas de sucesso dessa técnica. Além disso, mulheres que estão na menopausa não liberam mais óvulos, e por isso não há sentido em fazer a reversão depois desse período.

Duração da operação

Apesar de ser uma cirurgia pouco invasiva, a reversão é considerada de alta complexidade, pois é preciso dar micro pontos em ambos os canais. Por isso, ela pode durar de duas a quatro horas.

O que esperar da Reversão de Laqueadura

A fertilidade só será considerada recuperada após 30 dias da operação. Normalmente as pacientes conseguem gerar um bebê depois de 6 a 12 meses. Não espere voltar a ter as mesmas chances de engravidar após o procedimento, normalmente elas caem em 15 a 20%. Ainda assim, mulheres com menos de 35 anos costumam ter 80% de chances de sucesso após a cirurgia.

Os resultados dependem também do estado das tubas, quando elas estão doentes, dilatadas ou com aderências (cicatrizes), fica mais difícil conseguir sucesso. Muitas vezes isso acaba sendo avaliado apenas na cirurgia.

Contraindicações da Reversão de Laqueadura

 Mulheres que tenham feito muitos partos cesarianos têm risco de rotura uterina, o que faz com que a contraindicação seja relativa. É preciso avaliar também se o casal não tem outros problemas de fertilidade, como uma baixa contagem de espermatozoides do marido. Nesses casos, uma fertilização in vitro pode ser mais indicada. Mulheres com contraindicação para gravidez também são desencorajadas a fazer o procedimento.

Pré-operatório

Antes de a operação ser indicada, é feito uma pesquisa para ver se não há causa de infertilidade no marido também. Depois são pedidos exames pré-operatórios de rotina, como hemograma completo.

Pós-operatório

O período de internação costuma ser de 24 horas, mas pode avançar até três dias, dependendo da recuperação da paciente. É indicada a abstinência sexual por 30 dias ou até o término da próxima menstruação, para evitar infecções na região da vagina. É preciso ter cuidados também com a atividade física, como musculação. Remédios analgésicos normalmente são indicados para as dores da recuperação.

Riscos da Reversão de Laquadura

A gravidez ectópica, ou seja, fora do útero, é muito mais comum em mulheres que se submeteram a reversão de laqueadura. As chances são de 8 a 20% aproximadamente, de acordo com comprimento final da tuba uterina ou a porção da trompa onde foi realizada a reversão.

Onde encontrar a Reversão de Laqueadura

O procedimento não é oferecido pelo Sistema único de Saúde (SUS) e também alguns detalhes da operação, como as habilidades microcirurgiacas, não são cobertos pelo plano de saúde, mas pode ser feito em clínicas particulares de urologia ou em hospitais particulares e universitários

Todas as pessoas com lesão no sistema nervoso central ou periférico, estão sujeitas a apresentar algum comprometimento do trato urinário i...

Lesões neurológicas na Urologia




Todas as pessoas com lesão no sistema nervoso central ou periférico, estão sujeitas a apresentar algum comprometimento do trato urinário inferior e consequentemente, problemas miccionais. A incontinência urinária é uma manifestação freqüente, porém outras formas de apresentação como retenção urinária pode ocorrer.

Causas: As causas de lesão neurológica podem ser variadas, desde uma anomalia congênita até um trauma de coluna com lesão de medula espinhal, passando por doenças que afetam o sistema nervoso central.

Como funciona: Para melhor entender os distúrbios miccionais encontrados quando existe uma lesão neurológica é importante saber como funciona o trato urinário e como nós controlamos a armazenamos e eliminamos a urina.

A urina é formada por água e resíduos removidos do nosso corpo pelos rins. A urina excretada pelos rins desce por um par de tubos, chamados de ureteres, até chegar na bexiga. A bexiga é um reservatório similar a um balão que armazena urina. Assim como um balão, a bexiga é elástica, podendo ser enchida e esvaziada. Na maioria das pessoas, existe completo controle sobre esse armazenamento e esvaziamento. Ou seja, a pessoa permite um enchimento de aproximadamente 400 ml e depois esvazia a bexiga em um local adequado, sem que ocorram perdas. A urina deixa a bexiga por um outro canal chamado de uretra.

Para esvaziar a bexiga é necessário uma coordenação (sinergismo) entre o músculo da bexiga e os músculos que fecham a uretra (como se fossem um torneira). Esses músculos são chamados de esfíncteres e estão localizados na base da bexiga e na parede da uretra. O sinergismo entre a bexiga e os esfíncteres funciona da seguinte forma: Quando seu esfíncter relaxa, ele libera a passagem de urina. No mesmo momento o músculo da bexiga contrai, expulsando a urina para fora da bexiga. Quando você termina de urinar, os esfíncteres se fecham e a bexiga para de contrair.

O mecanismo parece simples, mas para que ele funcione adequadamente, é necessário que uma complexa rede de neurônios e músculos trabalhem em total sintonia, caso contrário, a micção ou o armazenamento de urina se tornam comprometidos. Um exemplo chamado de dissinergia vesico-esfincteriana ocorre quando a bexiga contrai e os esfíncteres contraem ao mesmo tempo. Quando isso ocorre, a bexiga não pode ser esvaziada adequadamente.

Principais problemas:

Pessoas com lesão neurológica com repercussão para o trato urinário inferior (bexiga e esfíncteres), necessitam de tratamento e acompanhamento urológico constante, devido ao risco de deterioração do trato urinário e problemas miccionais.

Abaixo estão listadas alguns dos problemas mais comuns que levam a disfunções miccionais.

Acidente vascular cerebral (derrame);

Demência;

Alzheimer;

Tumores cerebrais;

Trauma craniano;

Doença de Parkinson;

Esclerose múltipla;

Lesões traumáticas da coluna vertebral e medula;

Mielite transversa;

Poliomielite;

Mielomeningocele;

Hérnia de disco;

Cirurgias pélvicas;

Herpes vírus;

Diabetes;

Em muitos casos, principalmente lesões traumáticas do sistema nervoso, é possível prever o tipo de disfunção miccional com base na lesão neurológica encontrada.

Desta forma, pacientes com Lesões neurológicas acima do tronco cerebral, geralmente apresentam contração involuntária da bexiga com sinergismo esfincteriano. A sensação e a contração esfincteriana voluntária geralmetne estão preservadas. Pode ocorrer arreflexia tanto inicialmente como tardiamente.

Após o choque medular (o choque medular faz com que a bexiga fique paralizada e geralmente regride em até 6 meses após o trauma), pacientes com secção completa da medula espinhal entre T6 E S2 geralmente apresentam contração detrusora involuntária sem sensação com dissinergia esfincteriana. Lesões acima de T6 podem apresentar disreflexia autonômica.

Lesões da coluna espinhal abaixo de S2 geralmente não manifestam contração detrusora involuntária. A paralisia da bexiga é geralmente a regra após o choque medular. O esfíncter mantém algum tônus, mas não apresenta controle voluntário.

Tratamento:


O tratamento deve ser individualizado e em muitos casos é necessário uma combinação de várias modalidades terapêuticas. Um especialista deverá ser capaz de determinar a melhor opção terapêutica para cada paciente.

As modalidades de tratamento podem ser divididas em terapia comportamental, medicamentosa e cirúrgica.

Terapia comportamental


1 - Educação do paciente sobre o funcionamento dos rins bexiga e esfincteres função do trato urinário inferior;


2 - Informações sobre mudanças no estilo de vida e na dieta;


3 - Treinamento vesical;


4 - Fisioterapia do assoalho pélvico com ou sem "biofeedback";

5 - Micção programada, urinar em horários programados;


6 - Estimulação elétrica externa;


7 - Cateterismo intermitente;


8 - Uso de absorventes;


9 - Sondagem vesical permanente;


Terapia Medicamentosa


A terapia medicamentosa consiste na administração de medicamentos, adequando a dose e a combinação de drogas. Dentre as drogas disponíveis temos: Oxibutinina, Tolterodina, Cloreto de Trospium, Darifenacin, Cloridrato de Imipramina, Duloxetina, Resineferatonina e Toxina Botulínica tipo A.

Terapia Cirúrgica

Existem vários tratamentos cirúrgicos que devem ser individualizados e realizados apenas por médicos especialistas no tratamento de bexiga neurogênica. Os tratamentos cirúrgicos incluem:

1 - Hiperdistensão vesical;

2 - Neuromodulação sacral (marca passo para a bexiga);

3 - Acupuntura do nervo tibial;

4 - Ampliação vesical;

5 - Injeção peri-uretral;

6 - Esfíncter artificial;

7 - Cistostomia e vesicostomia;

8 - Esfincterotomia;

9 - Injeção de Botox na bexiga;

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