A continência urinária é mantida quando existe uma boa sustentação anatômica do trato urinário, função esfincteriana normal, continuidade ...

Artigo: Incontinência Urinária no Climatério: proposta de tratamento fisioterapêutico.



A continência urinária é mantida quando existe uma boa sustentação anatômica do trato urinário, função esfincteriana normal, continuidade de superfície entre a bexiga e a uretra, pressão intra-uretral maior que a intravesical, integridade do músculo detrusor e inervação preservada da musculatura lisa da uretra e do músculo esquelético do esfíncter externo.

No entanto, no climatério, devido as alterações hormonais, ocorre uma diminuição das fibras de colágenos e musculares, além da instabilidade emocional. Predispondo assim, o surgimento da incontinência urinária, que além da desagradável perda involuntária de urina, muitas vezes acarreta diversos problemas psicossociais e de higiene, principalmente nos casos mais graves. Isto porque, as estruturas do assoalho pélvico e trato urinário inferior são hormônio-dependentes (FREITAS et al., 1997; BASTOS, 1998).

2. Incontinência Urinária

2.1 Conceito

A incontinência urinária, na mulher é definida, segundo a Sociedade Internacional de Continência ("International Continence Society"), como a perda involuntária de urina pela uretra, secundária ao aumento da pressão abdominal na ausência de contração do detrusor, e que acarreta problemas sociais à paciente. Segundo o ABC da Saúde (2003, p. 01), a incontinência urinária "é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias, devendo ser objetivamente demonstrável. "

2.2 Classificação

Existem diversos tipos de incontinência urinária, sendo estas as mais freqüentes:

a) Incontinência urinária de esforço: compreende a perda de urina após a realização de um esforço, tal como tossir, espirrar, rir, subir escada, correr, entre outros. Sendo, em geral, de causa anatômica.

b) Incontinência por urgência: este tipo compreende os casos em que quando se sente a vontade de urinar, não há tempo de chegar ao banheiro, ou ainda, quando ouvem barulho de água. Pode ser causada por corpo estranho, carcinoma de bexiga, infecção urinária e muitas vezes a causa é desconhecida.

c) Incontinência urinária por bexiga hiperreflexa: o quadro é semelhante ao da urgência, no entanto tem como característica a presença de doenças neurológicas (avc, parkinson).

d) incontinência paradoxal: é a perda de urina que ocorre em pessoas com retenção urinária (obstrução uretral, hipocontratilidade da bexiga). Esta patologia pode, ainda, ser classificada como temporária, quando decorrente de infecções urinárias e/ou ginecológicas, obstipação intestinal, medicamentos, mobilização, diabetes mal controladas, entre outras, ou como permanente, quando decorrente de avc (derrame), doença de parkinson, hipermobilidade e/ou incompetência uretral, retenção urinária (incontinência paradoxal), diminuição do tamanho da bexiga, entre outras (INCONTINÊNCIA URINÁRIA, 2003).

2.3 Incidência

É importante salientar que 45% da população feminina apresentam algum tipo de incontinência urinária, sendo destas 50% de esforço e 20% de urgência.

2.4 Fisiopatologia

Existem situações transitórias e definitivas que podem levar à incontinência urinária. Dentre as transitórias, responsáveis por cerca de 50% dos casos de incontinência urinária nas mulheres idosas, podemos citar:

Drogas - Existem vários medicamentos que interferem tanto na função vesical como na uretral. Algumas drogas contra hipertensão arterial, por exemplo, podem levar à incontinência.

Problemas mentais - Alterações mentais graves que acarretam perda do sentido de orientação podem levar à perda da consciência da plenitude vesical.

Infecção urinária - As cistites agudas são muito comuns em pacientes idosas e podem levar à urge-incontinência.

Deficiência hormonal - A função uretral relacionada à contenção urinária está intimamente relacionada à produção hormonal ovariana (estrógeno), que é também fundamental para a menstruação. Após a menopausa, a produção de estrógeno diminui, e em algumas mulheres o tecido uretral torna-se mais frágil e sujeito a lesões e infecções.

Dentre as situações definitivas que levam à incontinência, podemos citar:

Cirurgias abdominais ou pélvicas - Destacam-se a histerectomia, as falhas das cirurgias para incontinência e as cirurgias para tratamento de tumores do cólon ou do reto, dentre outras.

Acidente vascular cerebral, traumas e tumores medulares - São situações nas quais pode haver comprometimento do controle do sistema nervoso sobre a micção (CLÍNICA DE UROLOGIA, 2003).

2.5 Quadro Clínico

De maneira geral, os principais sinais e sintomas são: perda urinária aos menores ou maiores esforços; incapacidade de interromper o fluxo; incapacidade de controlar a micção; não apresentar dor; perda de urina mesmo com a bexiga praticamente vazia; gotejamento constante de urina; desejo freqüente, quase compulsório de esvaziar a bexiga em curtos intervalos; entre outros (BASTOS, 1998).

2.6 Diagnóstico

O diagnóstico deve basear-se a partir de três pontos, são estes:

a) História Clínica: deve pesquisar-se sobre a duração da patologia; a idade de inicio dos sintomas; a freqüência e o volume de urina; enurese noturna na infância; cirurgia pélvica previa; passado obstétrico; história de infecções genitais; menopausa; estrogenioterapia; prolapso genital; uso de medicamentos; história pregressa de patologias como Parkinson, Diabetes, Demência.

b) Exame Físico: avaliação especifica do aparelho geniturinário, com o objetivo de avaliar a deprivação estrogênaca, prolapso genital, cistocele, retocele, presença de urina na vagina, seqüelas cirúrgicas, rigidez, fixação, edema de uretra, refluxo bulbocavernoso do tônus do esfíncter uretral e da suscetibilidade perineal

c) Exames Complementares: sumário de urina, urocultura, uretrocistoscopia, testes urodinâmicos, urofluxometria, perfil pressórico uretral, cistometria, ultra-sonografia.

d) Testes Complementares: prova do absorvente, teste do cotonete (Q-tip), teste de Bonney, uretrocistografia em corrente (FREITAS, 1997).

2.7 Tratamento

A grande maioria das pessoas com incontinência podem ser tratadas, ter seu quadro clínico melhorado ou, ao menos, manter-se em boas condições higiênicas, confortáveis e livres de odores desagradáveis pôr uma combinação de tratamento médico, fisioterapêutico, encorajamento psicológico e dispositivos de apoio escolhidos e usados corretamente. O tratamento dependerá do tipo, da causa, do grau de incontinência e de particularidades de cada caso. Em geral, é necessária uma associação de alguns dos vários componentes descritos abaixo. É importante ter em mente que, enquanto algumas medidas são adequadas para alguns casos, são totalmente contra-indicadas em outros. Portanto é fundamental que profissionais de saúde, paciente e familiares estejam envolvidos nos cuidados e sejam totalmente esclarecidos sobre o mecanismo que está atuando naquele caso e sobre todos os recursos disponíveis.

Técnicas comportamentais: essas técnicas mostram maneiras de controlar o funcionamento da bexiga e músculos envolvidos no controle da micção.

Medicamentos: existem vários medicamentos que visam aumentar a residência da uretra, relaxar a bexiga e a uretra ou contrair a bexiga. Cada medicamento é específico para cada caso.

Cirurgia: existem mais de cem técnicas descritas de cirurgia para tratar a incontinência urinária. Hoje em dia, procura-se a técnica mais adequada para cada caso sendo fundamental o diagnóstico correto do que causa a incontinência. Na sua maioria, elas reposicionam a bexiga e a uretra corrigindo defeitos anatômicos. Outras vezes, fecham-se as fístulas existentes. A remoção de fezes impactadas se faz necessária em casos de constipação intestinal severa.

Fisioterapia: é de grande valor para o tratamento desta patologia, uma vez que melhora o estado de alerta físico e mental, a locomoção e a qualidade de vida do paciente, além de melhor, também o condicionamento dos músculos que suportam a bexiga e que impedem a perda urinária (PARAGUASSU HOME PAGE, 2003).

2.8 Proposta de Tratamento Fisioterapêutico

a) Objetivos Gerais do Tratamento:

- Aumentar a auto-estima e a qualidade de vida da paciente;

- Prevenir, reabilitar ou minimizar as disfunções do assoalho pélvico;

- Promover relaxamento da musculatura sob tensão;

- Fortalecer a musculatura enfraquecida;

- Aliviar ou eliminar a dor, se presente;

- Reeducar a musculatura do assoalho pélvico;

- Orientar a paciente para que esta possa compreender a patologia e o tratamento.

b) Conduta Fisioterapêutica:

® Exercícios de Kegel: deve-se realizar a ponte, o relógio pélvico, elevador e exercício isométrico para interrupção e controle urinário. Estes exercícios visam desenvolver a percepção proprioceptiva, além do controle e fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico (KISNER, 199-).

® Cateter de Foley: este equipamento apresenta-se em diâmetros variados e após ser inserido na vagina, orienta-se para que a paciente resista à retirada do mesmo.

® Cones Vaginais: utiliza-se gradativamente cinco cones de forma e volumes iguais, mas com pesos variando entre 20 e 70 gramas, contendo um fio de nylon em seu ápice para a sua remoção; o cone é inserido na vagina com a extremidade de menor diâmetro voltada para o vestíbulo, sendo retido através da contração reflexa (cone passivo) ou voluntária (cone ativo) da musculatura do assoalho pélvico; o tratamento pode ser na fase passiva ou ativa.

® Estimulação Elétrica: estimula-se as estruturas neuromusculares do assoalho pélvico; esta estimulação do nervo pudendo tem por objetivo fortalecer as fibras musculares do elevador do ânus e da musculatura estriada peri-uretral.

® Biofeedback: utiliza-se estímulos audiovisuais, possibilitando, assim, que a paciente identifique a contração da musculatura do assoalho pélvico, sem a utilização dos músculos acessórios.

® Fortalecimento da musculatura abdominal, através de exercícios que realizem movimentos do tronco e da pelve, tais como rotação do tronco, flexão do tronco e retroversão pélvica.

® Hidroterapia: este recurso pode ser utilizado com objetivo promover um bom relaxamento, bem como favorecer a realização dos exercícios com uma postura mais adequada, equilíbrio e coordenação, melhorando, então, a ADM e a força muscular (ANAIS - GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA, 2001).

3. CONCLUSÃO

A Incontinência urinária, perda de urina incontrolável, é mais do que apenas um problema físico para a mulher! Este pode apresentar, também, conseqüências emocionais, devido a situação desagradável causada pela perda de urina involuntária.

A perda do controle urinário é uma condição comum, experimentada por milhões de pessoas. Podendo roubar-lhes o sono, levando-as a exaustão; pode prejudicar-lhes o dia-a-dia normal, as atividades físicas e até mesmo o ato sexual. No entanto, quando tratada adequadamente, obtem-se excelentes resultados. O sucesso em seu tratamento começa com um diagnóstico preciso, seguido por um tratamento clinico ou cirúrgico adequados, acompanhamento psicológico e tratamento fisioterapêutico. Existe uma crença de que a incontinência urinária é um processo que faz parte do envelhecimento, o que dificulta, muitas vezes, o relato espontâneo por parte dos pacientes. A perda de urina não é normal em nenhuma idade, devendo sempre ser investigada e tratada corretamente.

4. REFERÊNCIAS

ABC da Saúde. Disponível em: . Acesso em: 17 set. 2003.

Anais - Ginecologia e Obstetrícia. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2001.

BASTOS, A.C. Patologia Mamária. In: ___. Ginecologia. 10.ed. São Paulo: Atheneu, 1998. p. 314-332.

Clínica de Urologia. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2003.

FREITAS, F. et al. Rotinas em Ginecologia. 3.ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997. 358 p.

KISNER, C.; COLBY, L.A. Fisioterapia Respiratória. In: ___. Exercícios Terapêuticos: Fundamentos e Técnicas. 3.ed. São Paulo: Manole, 199-. p. 634-671.

Incontinência Urinária. Disponível em: . Acesso em: 07 out. 2003.

Clínica de Urologia. Disponível em: . Acesso em: 05 out. 2003.

Paraguassu Home Page. Disponível em: . Acesso em: 11 out. 2003.


Autor(es): Marília Carmem de Araújo C. Sampaio Acioly

O que é infecção urinária? Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos...

Infecção urinária: perguntas e respostas


O que é infecção urinária?
Ela é caracterizada pela a presença de micro-organismos na urina. O líquido que enche a bexiga é estéril - ou seja, livre de bactérias. Mas, quando esses bichinhos se multiplicam ao redor da uretra e conseguem se infiltrar no canal da urina até chegar à bexiga, desencadeiam uma infecção. Em 85 % dos casos, o problema é provocado pela bactéria Escherichia coli, que integra a flora intestinal.

Existem tipos diferentes?
Sim. O mais comum é a infecção na bexiga, a famosa cistite. Mas os micro-organismos também podem atacar os rins, o que é chamado de pielonefrite.

Quais são os sintomas?
Os clássicos são dor e ardor na hora de urinar. Pode haver também um aumento da frequência de idas ao banheiro, sensação de bexiga cheia, sangramento ou um simples mal-estar acompanhado de febre.

A doença é transmissível?
"Definitivamente, não", assegura Fernando Almeida. Mas é mais comum que ela dê as caras depois de relações sexuais, porque o pH da região fica alterado. Entre mulheres que variam muito de parceiro, a incidência é comprovadamente maior.

Por que esse tipo de infecção é mais frequente em mulheres?
Elas têm o canal da uretra mais curto e, por isso, é mais fácil as bactérias chegarem aonde não devem. Além disso, elas costumam ter o péssimo hábito de segurar a urina por mais tempo que os homens - um prato cheio para as bactérias se proliferarem.

Por que algumas pessoas têm o problema com mais frequência?
Isso envolve fatores hereditários e imunológicos. A atenção com a higiene é essencial, mas a infecção pode aparecer mesmo em quem toma todo o cuidado do mundo.

Por que as grávidas ficam mais sujeitas a esse tipo de infecção?
Estima-se que de 15% a 20% das gestantes terão ao menos uma vez esse tipo de infecção. Isso acontece porque, durante esse período, o aumento da circulação sanguínea na região pélvica faz a umidade vaginal aumentar, facilitando a passagem das bactérias do ânus para a uretra.

Os homens estão livres da doença?
Não é bem assim. É verdade que esse é um problema tipicamente feminino, mas a infecção também acomete a ala masculina.

Ela é mais frequente em pessoas idosas?
Sim. "A resistência diminui com a idade e, no caso das mulheres, há uma queda de hormônios que deixam a região pélvica mais sensível", diz Eduardo Zlotnik.

Existe alguma forma de prevenir?
Segundo Zlotnik, a recomendação é beber muita água para que as idas ao banheiro não fiquem muito espaçadas. "Assim você vai limpando o trato urinário", explica. Urinar depois das relações sexuais e evitar banhos de imersão também ajudam.

Por Paula Desgualdo

Uma das maiores queixas das mulheres durante a gestação é a dor na coluna. Algo  perfeitamente compreensível, já que a mulher grávid...

Como driblar as dores na coluna na gravidez


Uma das maiores queixas das mulheres durante a gestação é a dor na coluna. Algo  perfeitamente compreensível, já que a mulher grávida enfrenta uma série de transformações no corpo, principalmente grandes alterações hormonais. 

As mudanças dos níveis de hormônios deixam os ligamentos do corpo da gestante mais elásticos e com maior mobilidade, tornando as articulações mais frouxas. Por isso, as articulações frouxas e em conjunto com aumento de peso podem ocasionar dores em quadris, joelhos, tornozelos e especialmente na coluna.

Estudos indicam que quase 80% das mulheres grávidas sentem dores na coluna, sobretudo na região lombar. Para piorar, ao sentir que a barriga e as mamas crescem, a mulher grávida adota uma postura errada.

Na tentativa de amenizar o peso, muitas mães colocam a barriga para frente e o quadril para trás, acentuando a lordose normal do corpo e piorando as dores nas costas.

As futuras mamães sedentárias são as mais propensas a terem dor nas costas devido ao não fortalecimento dos músculos, flácidos e sem força para suportar peso extra.

Atividades físicas nelas!- Como já não é novidade, a melhor solução para não sofrer tanto na coluna é a mulher começar a prática de exercícios físicos antes mesmo de engravidar, embora isso nem sempre seja possível, pois muitos bebês "aparecem" sem planejamento.

A realização de exercícios durante a gravidez, não exagerando no excesso de peso, e a adoção de postura correta durante o sentar, carregar peso e dormir, previnem as dores na coluna.

Ao sentar, a mulher deve manter a coluna ereta em uma cadeira confortável, não carregar objetos pesados e dividir nas duas mãos, dobrar o joelho e, não a coluna, ao pegar algo no chão e dormir de lado com um travesseiro entre as pernas são medidas importantes na prevenção de dores na coluna.

Lembre-se: faça exercícios recomendados por um profissional qualificado e especialista em gestantes. Atividades programadas por profissionais  não capacitados podem ter efeito contrário. A hidroginástica e a caminhada são atividades recomendadas para as futuras mamães.

  Quiropraxia - Existe ainda um tratamento alternativo chamado Quiropraxia, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde. Ainda pouco conhecido no Brasil, a técnica pode evitar e tratar as dores na coluna da gestante.

"As técnicas de Quiropraxia visam ajustar corretamente o posicionamento ósseo para não haver dores nem lesões e ainda proporcionar o funcionamento correto do corpo e dos órgãos ao longo das mudanças durante a gravidez", diz Luis Maestro, diretor de clinica de Quiropraxia e criador de um programa específico para gestantes – "Programa Mamãe sem Dores".

O ideal é a prevenção das dores de coluna, mas ao aparecimento de qualquer dor durante a gestação, procure seu médico e peça orientações de como proceder sem causar mais danos à sua saúde e a do bebê.

Dicas

Evite ficar em pé durante muito tempo e saltos altos. Já não basta o peso extra agora com o bebê, é inadmissível que a mamãe se equilibre em salto alto.

Se trabalhar sentada, levante a cada meia hora e faça uma caminhada. Atividade física é fundamental para deixar os músculos preparados para enfrentar a gravidez. Mas não precisa virar atleta.

Eleve as pernas sempre que se sentir muito cansada. Facilita na circulação sanguínea.

Injeção única de botox na bexiga ...

Botox é tão eficaz quanto remédio para tratar incontinência urinária em mulheres



Injeção única de botox na bexiga elimina sintomas da incontinência urinária em mulheres
Injeção única de botox na bexiga elimina sintomas da incontinência urinária em mulheres

Injeção única de botox na bexiga é tão eficaz quanto o uso de medicamentos diários no combate à incontinência urinária em mulheres. É o que sugere estudo de pesquisadores da Duke University, nos EUA.

A pesquisa revela que o tratamento alternativo foi mais eficaz em eliminar completamente os sintomas, em especial do tipo mais severo, a chamada incontinência de urgência.

A incontinência de urgência caracteriza-se pela vontade súbita e incontrolável de urinar em meio a atividades do dia a dia, afirmam os cientistas. É mais grave do que a incontinência de esforço, distúrbio em que a pessoa urina ao fazer exercício, tossir ou espirrar, por exemplo.

"A incontinência urinária é uma condição muito comum que pode reduzir seriamente a qualidade de vida de uma pessoa. A primeira linha de tratamento é muitas vezes medicamentos orais, mas estes podem ter efeitos colaterais incômodos que levam as pessoas a interromper o tratamento", afirma o autor do estudo Anthony G. Visco.

Os cientistas avaliaram cerca de 250 mulheres com incontinência urinária. Um grupo de voluntárias recebeu medicamentos anticolinérgicos por via oral e uma injeção de solução salina diariamente, por seis meses. O outro grupo recebeu, pelo mesmo período, injeções de botox na bexiga e um remédio placebo por via oral.

Os resultados mostraram que 27% das voluntárias tratadas com a injeção de botox ficaram totalmente curadas, em comparação com 13% das que receberam remédios.

Nos dois grupos, entre as pacientes que não se curaram totalmente, houve redução similar nos episódios de incontinência. Em média no início do estudo, elas urinavam involuntariamente cinco vezes ao dia, e no final, isso foi reduzido para de uma a duas vezes ao dia.

Ambos os tratamentos tiveram efeitos colaterais. As pílulas, que atuam sobre os músculos lisos que incluem as glândulas salivares, causaram secura na boca com mais frequência, e as injeções de Botox resultaram em mais infecções urinárias.

"Este estudo tem o potencial de mudar a forma como pacientes com incontinência urinária são tratados. Os pacientes precisam mais opções do que tiveram até agora. Ambos têm suas vantagens e seus efeitos colaterais, mas ter mais opções para as mulheres seria um grande avanço", conclui Visco.


Injeções de botox na bexiga são eficazes para combater a incontinência urinária em mulheres, principalmente do tipo mais severo, a cham...

Botox ajuda a tratar incontinência urinária em mulheres, diz estudo



Injeções de botox na bexiga são eficazes para combater a incontinência urinária em mulheres, principalmente do tipo mais severo, a chamada incontinência de urgência, segundo uma pesquisa da Universidade Loyola, em Chicago, nos Estados Unidos, em conjunto com o National Institutes of Health (NIH), uma rede médica do Departamento de Saúde dos EUA que inclui 27 centros e instituições clínicas.

O estudo foi publicado nesta quinta-feira (4) no periódico "New England Journal of Medicine". A incontinência de urgência caracteriza-se pela vontade súbita e incontrolável de urinar em meio a atividades do dia a dia, afirmam os cientistas. É mais grave do que a incontinência de esforço, distúrbio em que a pessoa urina ao fazer exercício, tossir ou espirrar, por exemplo.

O problema em geral é tratado com remédios à base de substâncias anticolinérgicas, que reduzem as contrações da bexiga através do controle do sistema nervoso. O tratamento com medicamentos e com botox possuem eficácia similar, mas as drogas causam mais efeitos colaterais, como prisão de ventre, boca e olhos secos, segundo a pesquisa.

Os cientistas avaliaram 241 mulheres com o problema de incontinência urinária. Um grupo de voluntárias recebeu anticolinérgicos por via oral uma injeção inócua diariamente, por seis meses. Já o outro grupo recebeu, pelo mesmo período, injeções de botox e um remédio placebo pela via oral.

O resultado foi que 27% das voluntárias tratadas com injeções de botox ficaram totalmente curadas, contra 13% das que receberam remédios. Nos dois grupos, entre as pacientes que não se curaram totalmente,  houve redução similar nos episódios de incontinência. Em média, elas urinavam involuntariamente cinco vezes ao dia, quadro que foi reduzido para de uma a duas vezes ao dia, em média.

As mulheres que receberam injeções de botox, no entanto, apresentaram 28% mais casos de infecção urinária do que as que usaram apenas o medicamento (15%).

"O resultado vai ajudar médicos a ponderar as opções de tratamento para mulheres, além de dar mais opções para recomendações baseadas nas necessidades dos pacientes", afirmou no estudo a médica Linda Brubaker, uma das autoras da pesquisa.

iNCONTINENCIA URINARIA (Foto: Arte/G1)

A pelve tem fundamental importância na proteção dos órgãos localizados na cavidade pélvica, também atua como ponto de fixação para os mú...

Anatomia da Pelve Humana


A pelve tem fundamental importância na proteção dos órgãos localizados na cavidade pélvica, também atua como ponto de fixação para os músculos do períneo e dos membros inferiores. Servindo para sustentar o tronco e promover uma área para inserção das extremidades inferiores, atuando na transferência de peso para os membros inferiores. É limitada anteriormente pela sínfise púbica ou púbis, lateralmente pelos ossos do quadril (íleo, ísquio e púbis), posteriormente pelo sacro e cóccix e inferiormente pelo diafragma da pelve, este último separando a pelve do períneo.

A pelve da mulher serve ainda para outra função vital: proteger os órgãos reprodutores e o feto em desenvolvimento!


DIFERENÇAS ESTRUTURAIS DAS PELVES FEMININA E MASCULINA

Estruturas

Masculina

Feminina

Inserções musculares

Pelve maior

Pelve menor

Abertura superior

Ângulo do arco púbico

Ângulo isquiopúbico

Ângulo subpélvico

Forame obturado

Acetábulos

Promontório sacral

Osso sacro

Curvaturas do sacro

Fossas ilíacas

Espessas e pesadas

Bem marcada

Profunda

Estreita e profunda

Forma de "coração"

Agudo (aprox. 70º)

Oval (aprox. 110º)

Estreito

Ovais

Mais lateral e próximo

Mais saliente

Mais longo e estreito

Mais acentuadas e mais estreitas e verticais

Finas e leves

Pouco marcada

Rasa

Ampla e rasa

Oval ou arredondado

Obtuso (aprox. 110º)

Triangular (aprox. 70º)

Largo

Triangulares

Mais anterior e distante

Menos saliente

Mais curto e largo

Menos acentuadas e mais largas e inclinadas

 

FORMATOS DA PELVE

1. ANDRÓIDE (pequena estreita em formato de coração + comum nos homens);
2. GINECÓIDE (arredonda + favorável ao parto, + comum nas mulheres);
3. ANTROPÓIDE (oval, estreita, profunda, forma + alongada);
4. PLATIPELÓIDE (rasa, ampla, forma + achatada).
     

VASCULARIZAÇÃO DA PELVE

A irrigação sanguínea é feita pelos ramos colaterais perineais da artéria pudenda interna. Os vasos pudendos passam imediatamente inferior e medial à espinha isquiática e posterior ao ligamento sacroespinhal
Os vasos principais são as veias ilíacas internas que drenam as veias pudendas internas, retais e ováricas superiores.


INERVAÇÃO DA PELVE

Os nervos que realizam a inervação do períneo são ramos do 2º, 3º e 4º nervos sacrais. O nervo pudendo é o principal responsável pela inervação dessa região, suprindo o músculo esfíncter externo do ânus e os músculos e pele do períneo.


LIGAMENTOS PÉLVICOS


As paredes da pelve são unidas por ligamentos densos, que conferem estabilidade funcional suficiente para que a região suporte as constantes alterações de forças as quais estão sujeitas, principalmente durante a marcha.
Os ligamentos promovem sustentação para a pelve, e podem ser divididos em cinco grupos: Ligamentos Abdominopélvicos, Sacroilíaco, Sacroisquiais, Sacrococcígeos e Púbicos. Existem também os ligamentos vertebropélvicos que limitam os movimentos exagerados da pelve. Os ligamentos sacroilíacos e vertebropélvicos afrouxam progressimente durante a gravidez e adquirem uma consistência flexível ao final da mesma, tornando os movimentos entre a pelve e a coluna lombar e das articulações sacro ilíacas mais livres. Além disso, a sínfise púbica relaxa aumentando a distância entre os ossos púbicos e facilitando a passagem do bebê pelo canal do parto. Isso se deve a influência do hormônio relaxina.

 

ANATOMIA DO ASSOALHO PÉLVICO

FÁSCIA ENDOPÉLVICA:
responsável por fixar os órgãos pélvicos às paredes da pelve, tendo também o papel de suporte das vísceras.
DIAFRAGMA PÉLVICO: consiste no músculo elevador do ânus.
DIAFRAGMA UROGENITAL: localiza-se no nível do anel himenal e fixa a uretra, vagina e corpo perineal nos ramos isquiopúbicos.
 

MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO

 

ESFÍNCTER EXTERNO DO ÂNUS

Fecha o canal anal, suporta e fixa o corpo perineal

 BULBOESPONJOSO

Suporta e fixa o corpo perineal, esfíncter da vagina ereção do clitóris

 ISQUIO CAVERNOSO

Mantém ereção do clitóris

TRANSVERSO SUPERFICIAL E PROFUNDO DO PERÍNEO

Suporta e fixa o corpo do períneo, peso das vísceras abdominais e ­ pressão intra-abdomina

ESFÍNCTER EXTERNO DA URETRA

Comprime a uretra na continência urinária e na porção uretrovaginal.

   

LEVANTADOR DO ÂNUS

PUBOCOCCÍGEO

PUBORRETAL

ÍLIOCOCCÍGEO

Ajuda a suportar as vísceras pélvicas

Resiste ao ­ pressão intra-abdominal

COCCÍGEO

ÍSQUICOCCÍGEO

Forma o diafragma pélvico (suporta as vísceras pélvicas).

 

 FUNÇÃO DOS MÚSCULOS DO ASSOALHO PÉLVICO

Essa musculatura apresenta as seguintes funções:

  • suporte dos órgãos pélvicos
  • ação esfincteriana na região vaginal e anal.
  • resistem ao aumento da pressão intra-abdominal
  • elevam o assoalho da pelve
  • atuam na defecação (auxiliando ou impedindo)
  • atuam na continência urinária
  • fixa os ramos do clitóris aos ramos inferiores do ísquio e púbis ao diafragma urogenital
  • no parto sustentam a cabeça do feto durante dilatação do colo do útero

 

Predomínio de fibras de contração lenta (Tônicas) mantém o estado de contração prolongado - Antigravitacionais

Tipo I

Fibras de contração rápida, respondem às mudanças súbitas de pressão

Tipo IIa e IIb

 

MÚSCULOS ABDOMINAIS

A Parede Abdominal é formada pelos músculos:

  • Transverso do abdômen (mais profundo);
  • Oblíquo interno e externo;
  • Reto abdominal.

 

GENITÁLIA FEMININA EXTERNA

É constituída pelas seguintes estruturas:
 

  • Monte púbico: é uma elevação gordurosa que recobre a sínfise púbica, coberta por pêlos na fase adulta.
  • Grandes lábios: são pregas proeminentes de pele, contendo um coxim adiposo bem desenvolvido, além de glândulas sebáceas. Essas pregas são homólogas ao escroto masculino e circundam a fenda pudenda na linha média, que contém os pequenos lábios e o vestíbulo. São irrigados pela artéria labial anterior e inervados pelos nervos labiais posteriores, que são ramos do nervo pudendo.
  • Pequenos lábios: são duas pregas pequenas e finas de tecido, situadas dentro da fenda pudenda, internamente aos grandes lábios e unidas ao clitóris.
  • Vestíbulo: no seu interior se encontram o hímen, o orifício vaginal, o meato uretral e as aberturas dos canais das glândulas de Skene e de Bartholin.
  • Clitóris: estrutura homóloga ao pênis, situadas imediatamente posterior à sínfise púbica. É uma estrutura extremamente sensível e ligada à excitabilidade sexual feminina. Mede cerca de 2 a 3 cm de comprimento. 


ANATOMIA FEMININA

Vagina:

  • Órgão de cópula feminina que possui musculatura elástica permitindo a passagem do feto no parto.
  • canal fibromuscular que se estende do vestíbulo perineal até o colo do útero
  • mede de 8 a 10 cm de comprimento e tem em torno de 4 cm de diâmetro
  • situa-se entre a bexiga e o reto
  • sustentada , principalmente, pelos ligamentos cervicais transversos (ligamentos cardinais ou de Mackenrodt) e pelos músculos levantadores do ânus
  • a parede vaginal anterior está em contato com a superfície posterior da bexiga
  • a parede vaginal posterior continua com a parede anterior do reto e do fundo-de-saco retouterino

Uretra:

  • Mede de 3 a 5 cm de comprimento
  • Uretra Proximal - grupos de musculatura lisa
  • Uretra 1/3 médio -músculo esquelético em forma de C (Rabdoesfíncter)
  • Uretra Distal  -musculatura periuretral
  •  

Bexiga:

  • Víscera ôca
  • Capacidade - 300 a 600 ml
  • É esvaziada de 4 a 8 vezes/dia
  • Variação: no tamanho, na forma e na espessura das paredes

Útero:

  • Tem forma de pêra invertida, de paredes espessas, formadas por fibras musculares lisas
  • Situado entre a bexiga e o reto
  • Fixado às paredes pélvicas laterais pelos ligamentos largos
  • Delimita-se inferiormente pela vagina e superiormente pelas tubas uterinas
  • Divide-se em: fundo uterino, corpo e istmo
  • Apresenta três camadas: interna ou endométrio; média ou miométrio e externa ou perimétrio
  • Sustentação feita pelos Ligamentos Redondos, Uterossacros, Largos e Cardinais ou Cervicais Transversos (Mackenrodt).

Ovários:

  • Órgão par, situado um de cada lado do útero
  • São responsáveis pela produção dos gametas femininos (óvulos)
  • Secretam estrogênio e progesterona sob a influência da hipófise anterior
  • Armazenam no seu córtex os folículos primários, sendo que a cada mês apenas um deles amadurece.

Trompas uterinas:
 

  • Fazem a comunicação da cavidade uterina com a cavidade peritoneal
  • Tem de 10 a 12 cm de comprimento, e diâmetro que varia de 2 a 4 mm na região ampular
  • Transportam os óvulos que romperem a superfície do ovário para a cavidade do útero
  • Apresentam os seguintes segmentos: infundíbulo ou extremidade fimbriada; ampola; istmo e segmento intersticial ou intramural

Reto:

  •  É o segmento inferior do intestino grosso e tem cerca de 12 cm de comprimento.
  •  A parede muscular do reto é formada por camadas de fibras longitudinais e uma camada de músculos lisos e circulantes.


 ANATOMIA MASCULINA

O sistema reprodutor masculino é formado por:

  • Testículos ou gônadas
  •  Vias espermáticas: epidídimo, canal deferente, uretra.
  •  Pênis
  •  Escroto
  •  Glândulas anexas: próstata, vesículas seminais, glândulas bulbouretrais.

 

• Testículos: são as gônadas masculinas.

- formação dos espermatozóides
- produção dos hormônios sexuais masculinos, sobretudo a testosterona, responsáveis pelo desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos e dos caracteres sexuais secundários

• Vesículas seminais:  responsáveis pela produção de um líquido, que será liberado no ducto ejaculatório que, juntamente com o líquido prostático e espermatozóides, entrarão na composição do sêmen.

• Próstata:  glândula localizada abaixo da bexiga urinária. Secreta substâncias alcalinas que neutralizam a acidez da urina e  ativa os espermatozóides. É uma glândula que faz parte do sistema reprodutor do homem, secretando um líquido que se junta à secreção da vesícula seminal para formar o sêmem e auxiliar no transporte dos espermatozóides produzidos nos testículos até a sua ejaculação.
 

• Pênis: é considerado o principal órgão do aparelho sexual masculino, sendo formado por dois tipos de tecidos cilíndricos: dois corpos cavernosos e um corpo esponjoso (envolve e protege a uretra).

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