Antigamente o período de recuperação da mulher após o parto era cercado de uma série de rituais e crenças. No tempo de nossas avós, durante ...

Recuperação da gestante após o nascimento do bebê


Antigamente o período de recuperação da mulher após o parto era cercado de uma série de rituais e crenças. No tempo de nossas avós, durante o chamado resguardo, a mãe era aconselhada a não lavar a cabeça, tinha que fazer uma dieta à base de carne de frango, não podia nem olhar para outro tipo de carne e era poupada de boa parte de seus afazeres na rotina da casa. Com o tempo, as coisas mudaram um pouco. De acordo com os médicos, esse período requer alguns cuidados, mas sem exageros. Em primeiro lugar, no período de resguardo a mãe deve manter os seus hábitos de higiene normais. Tomar banho regularmente e lavar a cabeça estão entre eles. "Não há qualquer contra indicação com relação a isso", observa o ginecologista e obstetra Abner Lobão Neto, coordenador do Serviço de Pré-natal Personalizado da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A alimentação também está liberada. O recomendável é que, por estar amamentando, a mãe tenha uma alimentação balanceada - o que inclui vários tipos de carne - e especialmente capriche no consumo de líquidos. Assim produzirá bastante leite. Restrições sexuais A principal restrição do período de resguardo é com relação à prática do sexo, que normalmente os médicos só liberam 30 dias após o parto. Existe uma razão médica para essa precaução. É que quando a placenta se descola do útero, deixa uma área exposta mais ou menos do tamanho da palma de uma mão, como se fosse uma ferida que precisa de um tempo para cicatrizar. "Durante esse processo de cicatrização é importante que essa área fique protegida de agentes agressores externos para evitar contaminação", observa Abner. Por isso os médicos desaconselham as relações sexuais com penetração nessa fase. Com a recuperação adequada da mulher, e sob orientação médica, essa restrição pode ir sendo aos poucos retirada antes mesmo dos trinta dias, desde que o casal tome precauções como o uso de camisinha. Amamentar ajuda a cicatrizar Além de ser um ato de amor e importantíssima do ponto de vista da nutrição da criança, a amamentação também ajuda a mãe a se recuperar. Quando o bebê suga o peito, estimula o organismo materno a liberar uma substância chamada ocitocina. A ocitocina ajuda no processo de contração do útero, que durante o resguardo vai encolhendo até voltar ao tamanho que tinha antes da gestação. Por causa dessa ação da ocitocina é que muitas mães sentem um pouco de cólica quando amamentam nas primeiras semanas. Atividades físicas Caminhar, lavar louça, colocar roupa na máquina de lavar, dar banho no bebê, se a mulher se sente bem e disposta todas essas atividades cotidianas mais leves estão liberadas já nas primeiras semanas após o parto - desde que o médico não veja qualquer motivo para restringi-las. Já a realização de atividades de maior impacto, como dirigir ou praticar exercícios físicos, só costuma ser liberada pelos médicos após os 30 dias. Observando as recomendações de seu ginecologista, logo você estará plenamente reincorporada a seus afazeres normais - com a diferença de que agora terá a nova responsabilidade de cuidar de um bebezinho. Mais um motivo, portanto, para se cuidar direitinho. (Fonte: Site da Johnson & Johnson)

No que consiste o Método Pilates? É um método que visa melhorar a consciência corporal, equilíbrio, flexibilidade, força e condicionamento f...

Conheça alguns benefícios do Método Pilates para a saúde da mulher




No que consiste o Método Pilates?

É um método que visa melhorar a consciência corporal, equilíbrio, flexibilidade, força e condicionamento físico, realizando os exercícios  com concentração, controle e precisão. Os movimentos, durante os exercícios, devem ser realizados de forma lenta e harmônica e sempre associados aos movimentos respiratórios.


Quais são os benefícios que a prática dessa técnica pode trazer à saúde da mulher na sua fase adulta?

Os benefícios para a mulher na fase adulta são diversos, entre eles: fortalecimento muscular e articular, melhora da flexibilidade corporal, bem como da postura, do equilíbrio, da coordenação, consequentemente trazendo uma melhor qualidade de vida. 


E após a menopausa? Quais podem ser as vantagens?


Além dos benefícios citados anteriormente, o Método Pilates pode ajudar também na concentração, trazendo a melhora da atenção, já que um dos princípios do método é a concentração, ou seja, os exercícios devem ser realizados com total concentração, atenção, para perceber o movimento, sentir o que está alongando e o que está sendo fortalecido. Na menopausa, uma das queixas é o déficit de atenção e com o Método Pilates é possível obter melhoras.


Existe alguma contraindicação do Pilates para mulheres?

A contraindicação é se houver dor. Nesse caso é importante que investigue o que está causando a dor e a trate. Cessando os sintomas da dor, pode praticar o Método Pilates.

 
É normal sentir dores após a prática do Pilates? Existe alguma forma de amenizá-las?

O Pilates trabalha o alongamento e a força muscular, mas em diferentes níveis. Nível básico, intermediário e avançado. Para quem está começando e não está acostumado com atividade física, iniciará no nível básico, no qual os exercícios são mais fáceis. Além disso, em qualquer nível, os exercícios são feitos de acordo com a capacidade de cada praticante. Portanto, a prática do Pilates normalmente não gera a dor.

O Pilates pode auxiliar na prevenção de quais sintomas e doenças?

Por melhorar a qualidade de vida, consequentemente melhora também o sistema imunológico e com isso pode evitar diversas doenças. Portanto, são muitas as prevenções que o método pode propiciar. Exemplos: como o Pilates trabalha o corpo  de uma forma global, alongando e fortalecendo os músculos, ele beneficia a postura, através de um equilíbrio muscular, prevenindo, por exemplo, as dores na coluna lombar, que geralmente ocorrem por um desequilíbrio muscular, ou seja, há uma fraqueza da musculatura abdominal e uma sobrecarga da musculatura da coluna lombar desencadeando as dores; pode evitar também a hipercifose torácica (conhecida como corcunda), comum com o envelhecimento nas pessoas que não praticam atividade física; por ser um método que trabalha o condicionamento físico, pode prevenir doenças cardiovasculares.


Existem exercícios específicos para cada tipo de praticante? Quais são os mais comuns?

No Pilates, há níveis específicos: básico, intermediário e avançado. Dependendo de qual nível o praticante iniciar, vai ter os exercícios adequados para o determinado nível. Neste método, existem mais de 500 exercícios. Cada exercício tem um nome em inglês. Um exercício que é bem comum é o The Hundred (em português "O Cem"), que pode ser feito no solo ou com uso de aparelho. No solo, consiste em ficar deitado com os braços e as pernas estendidos, e o aluno fará uma leve flexão do tronco, flexão do quadril entre 45-60°, mantendo os joelhos estendidos. Com os braços estendidos sem encostar no solo, fará o movimento respiratório de inspiração e expiração junto com a flexão e extensão dos braços, que deve ser feito 100 vezes, por isso o nome The Hundred. É claro que quem está iniciando pode fazer menos e gradualmente chegar aos 100.


O pompoarismo é um tipo de exercício que visa ao fortalecimento dos músculos da vagina para aumentar o prazer durante a relação sexual...

Saiba mais sobre o Pompoarismo



Resultado de imagem para sorrindo

O pompoarismo é um tipo de exercício que visa ao fortalecimento dos músculos da vagina para aumentar o prazer durante a relação sexual. É uma prática milenar. Juntamente com outras técnicas fisioterápicas de reabilitação perineal, o pompoarismo é utilizado para prevenção e tratamento das incontinências urinárias e algumas disfunções sexuais mas não resolve problemas emocionais.

Quem pode fazer

O pompoarismo é direcionado a mulheres com vida sexual ativa. A idade não pode ser um critério, pois hoje em dia as jovens iniciam a vida sexual precocemente. Quanto a pacientes da terceira idade, se não causar desconforto a elas não há problema em fazerem os exercícios. Fortalecer essa musculatura serve como prevenção para o desenvolvimento de incontinência urinária, uma vez que a região pélvia perde a tonicidade com o passar dos anos e com partos sucessivos.

Contra-indicações

Mulheres virgens e pacientes que apresentem dor ou desconforto para introduzir as ben-wa serão excluídas do uso da técnica e farão os exercícios de ginástica abdominal hipopressiva, que são alternativa também para os homens, com ótimos resultados no tratamento de incontinência urinária. Os exercícios de pompoarismo são contra-indicados durante o período menstrual ou se a paciente estiver com infecção urinária, mas os hipopressivos podem ser feitos normalmente.

Ben-wa: as "bolinhas" usadas nos exercícios

"Pompoar" significa "sugar o pênis". No início do século XX, gueixas japonesas e prostitutas tailandesas se utilizaram do conhecimento dos exercícios praticados na Índia para massagear o pênis de amantes e clientes com a parte interna da vulva. Treinavam com as contas de seus colares, a primeira versão das atuais ben-wa, que são duas bolinhas parecidas com bolas de pingue-pongue, só que menores, um pouco mais pesadas e unidas por um cordão bem fino. Ben-wa, em japonês, quer dizer "que se acomodam".

O que atrapalha no aprendizado

A ginástica sexual é, antes de tudo, um exercício de paciência. Nem todo mundo consegue aprender os movimentos logo de cara. Pacientes que são muito tensas têm um pouco mais de dificuldade. Mas ela garante que, com a continuidade, todos os movimentos são de fácil realização. Quem tem interesse em aprender, deve procurar um profissional de Fisioterapia que tenha formação em reabilitação perineal e ginástica abdominal hipopressiva.

Exercícios hipopressivos

Quando não há possibilidade de se aplicar o pompoarismo, Magida adota a ginástica abdominal hipopressiva. Os exercícios trabalham basicamente a respiração e a postura. A ginástica hipopressiva protege, reforça e estimula os músculos do assoalho pélvico, controlando o fluxo de urina e a contração da vagina. O principal objetivo é restabelecer a anatomia pélvica, melhorando o posicionamento dos órgãos internos. Efeitos estéticos na definição do abdômen também são observados, além da melhora na função intestinal. Sem contar que a ginástica hipopressiva proporciona maior consciência para essa região do corpo, que concentra muita tensão. Ao liberar essa tensão, a pessoa passa a ter mais prazer, trabalhando também a energia sexual.

Introdução O câncer de mama feminino é uma patologia que, para a mulher, além do estigma, se traduz em muito sofrimento psicofísico...

Recursos fisioterapêuticos em linfedema pós-mastectomia: uma revisão de literatura


Introdução

O câncer de mama feminino é uma patologia que, para a mulher, além do estigma, se traduz em muito sofrimento psicofísico e em uma cirurgia mutiladora de um órgão que simboliza feminilidade, sexualidade e maternidade. Com a evolução dos métodos de detecção precoce, os tumores passaram a ser descobertos em estadiamentos menores, favorecendo o tratamento e aumentando a sobrevida da paciente, tornando-se necessária a busca de abordagens cirúrgicas menos extensas e a oferta de reabilitação estética, física e psicológica (1).

O linfedema é um quadro patológico crônico e progressivo, resultante de uma anomalia ou dano para o sistema linfático, gerando déficit no equilíbrio das trocas de líquidos no interstício, desconfortos, dores, aumento do risco de infecções, diminuição da amplitude de movimento, alterações sensitivas e problemas com a imagem corporal, podendo levar a complicações como a celulite e, muito raramente, o linfangiossarcoma (2-6). Existem três fases do linfedema: fase I: apresenta-se com sulcos e é considerada reversível. À medida que o edema progride, torna-se forte, fibrótico, sem sulcos e irreversível (fase II). Na fase III, o que raramente ocorre após tratamentos contra o câncer de mama, o endurecimento cartilaginoso ocorre, com consequências papilomatosas e com a hiperqueratose da pele (7).

A incidência do linfedema nas pacientes pós-mastectomizadas ocorre em 20% a 30% (2) com uma taxa de prevalência de 15% a 30% (3). Os fatores de risco relacionados à sua instalação são: extensão da dissecção axilar do nódulo; radioterapia na axila e na fossa supraclavicular; quimioterapia; estadiamento avançado no momento do diagnóstico; diminuição da amplitude de movimento doombro; obesidade; idade avançada; atraso no fechamento da ferida; infecções pós-operatórias; e recorrência de câncer nos gânglios linfáticos axilares (2, 3, 6, 8-10). O linfedema pode aparecer em qualquer época após a cirurgia, desde o pós-operatório imediato até alguns anos depois (1, 2, 6).

Atualmente, as mulheres com câncer de mama têm probabilidade de 77% de sobrevivência de pelo menos 10 anos (11). Consequentemente, a prevenção e a gestão eficaz das complicações que podem comprometer a função e afetar a qualidade de vida após o tratamento são importantes.

A fisioterapia atua sobre os trajetos dos vasos linfáticos, promovendo a reabsorção e a condução do acúmulo de líquido da área edemaciada, para as áreas normais, e incentivando o desenvolvimento das vias colaterais de drenagem, a fim de controlar a expansão a longo prazo (4, 5). As opções de tratamento são controversas e várias têm sido propostas. As mais citadas são: fisioterapia complexa descongestiva (FCD); compressão pneumática intermitente (CPI); drenagem linfática manual (DLM); vestuário de compressão (VC); bandagens; uso de drogas; exercícios prescritos; cirurgias; e tratamento a laser (1-3, 6, 10, 12-17). As terapias menos citadas foram: cuidados gerais; drenagem linfática mecânica (DLMec); TENS; automassagem; hidroterapia; micro-ondas; ultrassom; termoterapia; balneoterapia; imersão vertical no mercúrio (IVM); injeções intraarteriais de linfócitos autólogos (IIALA); diuréticos; método Casley-Smith; e Estimulação Elétrica de Alta Voltagem (EEAV) (3, 6, 16, 18-26).

O objetivo deste trabalho foi revisar os estudos da literatura, a fim de verificar e avaliar os benefícios dos recursos fisioterapêuticos no tratamento e na prevenção do linfedema pós-mastectomia.

 

Metodologia

Este trabalho foi elaborado a partir de uma revisão da literatura, do período de 1980 a 2010, realizada pelas bases de dados LILACS, IBECS, MEDLINE, Biblioteca Cochrane e SciELO.

As palavras-chave utilizadas na pesquisa foram: fisioterapia, linfedema e pós-mastectomia. Foramselecionados os artigos de interesse para o estudo, ou seja, aqueles que faziam referência, em seus dados, a aspectos relacionados aos recursos e aos métodos fisioterapêuticos relevantes no tratamento do linfedema pós-mastectomia.

 

Resultados e discussão

Foram encontrados 258 artigos, dos quais foram utilizados 71 para esta pesquisa, em virtude do caráter específico. A data da última pesquisa foi 16/07/2010. Foram analisadas as terapêuticas utilizadas, além de verificada a descrição da técnica, o tempo de duração desta, a combinação com outras terapias, a porcentagem de redução do volume do linfedema e os tipos decirurgia, conforme descrito na Tabela 1.

A fisioterapia complexa descongestiva (FCD) abrange uma série de medidas, incluindo drenagem linfática manual, vestuário de compressão, bandagens, meticulosa higiene da pele e exercícios terapêuticos. Ela é dividida em duas fases: uma fase intensiva de tratamento diário, durante a qual éaplicada em um período de duas a quatro semanas, somente sendo finalizada quando atingir o máximo de redução do linfedema; e uma fase de manutenção, em que especialmente a terapia de compressão é mantida, a fim de garantir os efeitos positivos alcançados durante a primeira fase. Nessa fase, a paciente deve ser conscientizada da cronicidade da patologia, da obrigatoriedade de controles periódicos e da necessidade constante da contenção elástica. Houve redução média de 47,42% do edema e de 388,67 mL do seu volume. Nos três restantes (10%) não houve eficácia dessa técnica (10, 16, 32, 34, 42).

A compressão pneumática intermitente (CPI) utiliza ar comprimido e tem como objetivo pressionar o membro edemaciado. Há dois tipos de bombas decompressão: a segmentar, sequencial ou multicâmara, em que vários compartimentos bombeiam emsequência e as pressões podem ser graduadas; e a não segmentar (câmara única), em que o membro é envolvido por uma luva contínua, comprimido todo de uma vez e depois descomprimido (1). A pressão usada nesse procedimento está em torno de 30 mm/ Hg (4). Tal procedimento é contraindicado na presença de infecção ativa ou de trombose venosa profunda no membro (14, 50, 56-58).

A drenagem linfática manual (DLM) é uma técnica de massagem com manobras lentas, rítmicas e suaves que envolvem a superfície da pele e seguem os caminhos anatômicos linfático do corpo, visando a drenar o excesso de líquido no interstício, no tecido e dentro dos vasos, por meio das anastomoses superficiais áxilo-axilar e áxilo-inguinal; a estimular pequenos capilares inativos; e a aumentar a motricidade da unidade linfática (linfangion), além de dissolver fibroses linfostáticas que se apresentam em linfedemas mais exuberantes. O sentido do fluxo linfático superficial depende das diferenças de pressões e de forças externas como a contração muscular e a DLM, pois os capilares linfáticos não são valvulados. O primeiro processo é a evacuação que começa centralmente no pescoço e no tronco, para limpar as principais vias linfáticas, seguida da captação, que transporta a linfa dos pré-coletoresaos coletores linfáticos. É importante ressaltar que a captação só é realizada quando por meio da palpação for observado um amolecimento da região afetada e uma diminuição nas regiões mais proximais, significando que parte do líquido já foi evacuado. O tempo ideal é em torno de 30 a 45 minutos (11, 18, 37, 60, 66).

A bandagem, ou enfaixamento compressivo, é utilizada para manter e incrementar os efeitos da DLM, aumentando o fluxo linfático e prevenindo umnovo acúmulo de fluido após a drenagem. Deve ser funcional com pressão maior em nível distal. É realizada na primeira fase da fisioterapia complexa descongestiva, sempre após a DLM, e é mantida até a segunda fase, em que é refeita. As ataduras podem ser de vários tipos, como: de algodão, viscose, poliamida, elastano ou uma combinação destes. O primeiro material é o mais indicado por absorver melhor o suor e a umidade da pele, além de diminuir a ocorrência de alergias. A colocação das ataduras ocorre em múltiplas camadas, de forma circular ou em escama de peixe, devendo a pele ser protegida por hidratação e por malha tubular de algodão, principalmente em protuberâncias ósseas e nervos periféricos. Dos onze artigos (15,2%) encontrados, em apenas um (9%) ela falhou, em razão da insuficiência venosa (26, 37, 55, 62, 63).

Vestuário de compressão (VC), também chamado de contenção elástica ou braçadeira elástica, é graduado entre as pressões de 20 a 60 mm/Hg. Alguns médicos recomendam o uso de uma cinta compressiva por até 24 horas por dia, devendo ser retirada apenas para os cuidados da higiene, enquanto outros recomendam a sua utilização apenas durante as horas de vigília ou exercício (1). O VC pode também proteger a extremidade de lesões, como queimaduras,lacerações e picadas de insetos. Esse procedimento só pode ser prescrito após a 1ª fase da linfoterapia etem como objetivos: manter as pressões intersticiais equilibradas, manter e otimizar os resultados da primeira fase e evitar recidivas do linfedema. Há quatrotipos de braçadeiras: braçadeira com luva e dedos, braçadeira até a região metacarpofalangeana com polegar, braçadeira até a região metacarpofalangeana sem polegar e braçadeira até o punho. São classificadas quanto ao tipo de compressão em: classe I - de18 a 24 mm/Hg; classe II - 25 a 35 mm/Hg; e classeIII - 36 a 46 mm/Hg. Em geral, elas têm uma duração média de quatro meses. O vestuário de compressão deve ser substituído a cada 4 a 6 meses, ou quando ele começar a perder a sua elasticidade. Foram encontrados 10 artigos (14%) sobre VC (20,33,58,68).

As drogas mais utilizadas são: benzopironas, selenito de sódio, flavona, Daflon (1.000 mg) e Ciclo-Fort (três cápsulas três vezes ao dia). Podem ser extratosde plantas, preparações semissintéticas ou totalmente sintéticas (16). Desenvolvidas inicialmente para uso em medicina vascular, as benzopironas agem pela redução da permeabilidade vascular, reduzindoa quantidade de líquido formado no tecido subcutâneo; aumentam a atividade dos macrófagos, favorecendo a lise de proteína extracelular, que, por suavez, reduz a formação de tecido fibrótico no membro linfedematoso; removem o estímulo fornecido paraa inflamação crônica e a fibrose; melhoram consideravelmente o conforto dos pacientes e a mobilidade. Elas podem ser tomadas por via oral, ou aplicadas topicamente, com toxicidade muito baixa e apenas alguns efeitos colaterais, como problemas hepáticos e gastrintestinais. O selênio é um componente funcional de enzimas antioxidantes com propriedades antiinflamatórias que reduzem a expressão de moléculas de adesão da célula endotelial. Sua dosagem é: 1.000µg/dia por via oral durante a primeira semana; 300µg/dia durante a segunda e a terceira semana; e uma dose de manutenção de 100 µg/dia durante os 3 meses subsequentes (35, 43, 47, 70, 71).

Os exercícios linfocinéticos devem abranger as articulações do ombro, do cotovelo, do punho, dos dedos e da cintura escapular e ser de grande amplitude e de fácil memorização, para que o paciente participe ativamente dessa atividade. As pressões das contrações musculares, juntamente com as do enfaixamento, estimulam o funcionamento linfático, aumentando a absorção, a atividade motora dos linfangions e o peristaltismo dos vasos linfáticos, potencializando o retorno venoso. A prono-supinação é o movimento mais importante, pois os músculos que a realizam estão situados longitudinalmente e sua contração promove uma massagem contra as ataduras. O alongamento dos músculos do ombro, os exercícios ativo-assistidos desses músculos, iniciados em conjunto com as atividades funcionais e de facilitação neuromuscular proprioceptiva também são indicados (1, 2, 11). A amplitude de movimento (ADM) varia indo desde movimentação limitada a 90º, nos primeiros 15 dias após a cirurgia, (17) à movimentação livre até o limite possível da mulher, desde o primeiro dia pós-cirúrgico (5, 16, 17, 25, 69).

As cirurgias citadas foram: anastomose venosalinfática; lipoaspiração; microcirurgias linfáticas (derivadas ou reconstrutivas); ressecção; retalho miocutâneo de músculo grande dorsal; transposição omental; enxertos de vasos linfáticos com tubos ou fios; técnica excisional e ponte de drenagem (3, 13, 17, 18, 26). A ressecção consiste na remoção de excesso de pele e tecidos subcutâneos do membro linfedematoso. A microcirurgia linfática pode ser dividida em métodos reconstrutores (interposição de um segmento venoso para restaurar a continuidade linfática) e métodos derivativos (derivações linfovenosas, ou gangliovenosas, que desviam a linfa para as veias) (1).

A laserterapia refere-se à produção de um raio de radiação luminosa, caracterizado por monocromaticidade, coerência e colimação. É utilizada na fisioterapia, baseando-se em seu efeito anti-inflamatório, analgésico e regenerativo, pois pode inibira prostaglandina, promover a formação de novos vasos sanguíneos, normalizar a atividade da membrana celular, regenerar fibras nervosas e vasos linfáticos e acelerar o processo de cicatrização. Acredita-se que, para o tratamento do linfedema, o laser pode estimular a linfangiogênese, a atividade delinfa, a circulação linfática, os macrófagos e também reduzir a fibrose. O tratamento a laser é feito em baixos níveis por cerca de 20 minutos (6, 14, 16).

Os cuidados gerais envolvem: medidas de higienização adequadas para a prevenção de infecções bacterianas e micóticas; evitar depilação, cortes, alfinetadas, picadas de insetos, contato com alérgenos ou irritantes, arranhões, queimaduras, vacinação, tirar sangue, acesso venoso, monitorização da pressão arterial, acupuntura e linfangiografia na extremidade afetada; evitar praticar remo, tênis, golfe, esqui, squash ou qualquer exercício vigoroso ou movimentos repetitivos contra a resistência; e evitar locais quentes, como saunas, banhos de vapor ou banhos quentes. A manutenção do peso ideal deve ser incentivada, pois a obesidade é um fator que contribui para o desenvolvimento de linfedema e pode limitar a eficácia das bombas de compressão. Deve-se ainda usar creme com pH neutro e, se houver alguma infecção, é necessário o tratamento médico antes da linfoterapia. Deve haver ainda instrução sobre o sistema linfático, a fonte de linfedema secundário e a identificação de possíveis fatores precipitantes (1, 2, 11, 13, 22).

O FlexitouchTM (aparelho de drenagem linfática mecânica) é um aparelho leve e portátil, para uso doméstico, que simula os efeitos realizados pela drenagem linfática manual. O dispositivo prevê 1-3 segundos de leve pressão, que se move continuamente por meio do dispositivo, durante um tratamento individual. É composto de uma unidade de controlador eletrônico, utilizado em conjunto com roupas especializadas usadas no tronco e na extremidade superior afetada. Visa a minimizar o efeito da técnica incorreta ou inadequada sobre o resultado do tratamento (4, 19, 26).

A estimulação nervosa transcutânea (TENS) foi citada por três artigos (4%). No primeiro (33%),concluiu-se que ela precisava de mais avaliações para ser recomendada; no segundo (33%), foi usada em combinação com outras modalidades (massagem e DLM), que foram eficazes na redução dolinfedema; já no último (33%), a adição da TENS ao VC não melhorou os resultados (7, 21, 25).

A automassagem é um processo de evacuação da linfodrenagem manual, realizado pela paciente de forma simples, para que seja de fácil memorização e repetição. Deve ser feita de duas a três vezes ao dia (1, 19, 22), sendo realizada suave e lentamente em quatro etapas:

a) vinte movimentos circulares com a face palmar dos quatro dedos na axila oposta;

b) repetição dos mesmos movimentos na região inguinal ipsolateral;

c) divisão da linha interaxilar em três ou quatro partes, realizando movimentos semicirculares (10) em cada segmento, iniciando no mais próximo à cirurgia e direcionando a pressão para a axila não operada, repetindo três vezes o caminho interaxilar;

d) o mesmo do item c, mas direcionando o fluxo para a região inguinal.

A hidroterapia fundamenta-se nos conceitos e efeitos causados pela pressão hidrostática que aágua exerce sobre os tecidos e corpos imersos, o que é diretamente proporcional à profundidade e à densidade do fluido e opõe-se à tendência dos líquidos em acumular-se nas extremidades, promovendo a redução de edemas (16, 72).

O uso de micro-ondas como terapêutica para o linfedema foi encontrado em dois artigos (2,7%).Em um (50%) deles houve redução em combinação com o VC, no outro (50%) relatou-se a necessidade de mais avaliações para ser recomendado (7, 24). O ultrassom foi contraindicado em áreas ativas ou de potencial de metástase de câncer de mama, tais como os quadris, a região lombar, as costelas, a parede torácica ou as axilas (7). Já as compressas frias e úmidas podem ser indicadas para diminuir a temperatura local e promover o alívio da dor e o relaxamento muscular (1); e a balneoterapia precisa de mais avaliações para ser recomendada (7).

A imersão vertical no mercúrio é uma técnica nova, menos dolorosa e ambulatorial, que é realizada em quatro sessões de 30 minutos em média. A altíssima densidade do mercúrio produz imediatamente um gradiente de alta pressão entre a extremidade e a raiz do membro e as forças compressivas produzidas ficam perpendiculares à superfície da pele (73).

As injeções de linfócitos intra-arteriais autólogos reduzem o linfedema porque promovem a circulação linfática e aumentam a proteólise normal pelos macrófagos, a fim de eliminar as proteínas presas no líquido intersticial (18).

Os quatro princípios do método Casley-Smith são: cuidados da pele, DLM, compressão na forma de bandagens e/ou vestuário de compressão, e exercício físico. Nesse procedimento também é feito o uso de benzopironas (24).

Os diuréticos atualmente são contraindicados por não apresentarem efeitos nem na prevenção nemna diminuição do linfedema e por causarem efeitos secundários adversos, como hipotensão, desidratação e desequilíbrio eletrolítico (1).

A estimulação elétrica de alta voltagem (EEAV) é clinicamente indicada para dor aguda e crônica, por aumentar a velocidade de regeneração dos tecidos e o fluxo de sangue venoso, pela reeducação neuromuscular e por absorver o edema (6).

 

Conclusão

As terapias que sozinhas conseguiram melhores resultados para o tratamento do linfedema foram: fisioterapia complexa descongestiva; drenagem linfática manual; exercícios; drogas; cuidados gerais; e hidroterapia. No entanto, a redução de edema conseguida somente com as drogas foi mais lenta do que quando estas foram associadas com a FCD. O mesmo aconteceu com os exercícios, que obtiveram maiores reduções quando combinados com outras terapias. Compressão pneumática intermitente, vestuários de compressão, bandagens, laser e drenagem linfática mecânica conseguiram melhores resultados quando associados com outras terapias. Os seguintes recursos ainda precisam de mais estudos para ser validados: cirurgias; estimulação elétrica de alta voltagem; método Casley-Smith; injeções de linfócitos intra-arteriais autólogos; imersão vertical no mercúrio; micro-ondas; automassagem; TENS; e balneoterapia. Diuréticos e ultrassom são contraindicados por apresentar efeitos contralaterais e pelo risco de metástase, respectivamente.

Conclui-se que o linfedema é uma consequência importante do tratamento do câncer de mama, que deve ser diagnosticado e tratado o mais precocemente possível. A fisioterapia, com seus amplos recursos, ainda é a escolha mais eficiente no tratamento do linfedema pós-mastectomia, pois consegue não só melhorar como manter a funcionalidade da circulação linfática, além de prevenir recidivas de infecções.

 

Referências

1. Camargo MC, Marx AG. Reabilitação física no câncer de mama. São Paulo: Roca; 2000.         [ Links ]

2. Baracho E. Fisioterapia aplicada à obstetrícia, uroginecologia e aspectos de mastologia. 4a ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007.         [ Links ]

3. MacLean RT, Tatemichi SR. Breast cancer-related lymphedema: women's experiences with an underestimated condition. Can Fam Physician. 2005;51:246-7.         [ Links ]

4. Oliveira MA, Belczak CEQ, Bertolini SMMG. Intervenção da fisioterapia no tratamento de linfedema: relato de caso. Arq. Ciências Saúde UNIPAR. 2001. [acesso em 10 jan. 2010];5(2). Disponível em: http://pesquisa. bvsalud.org/regional/resources/lil-350977        [ Links ]

5. Badger CMA, Preston NJ, Kate S, Mortimer PS. Benzo-pyrones for reducing and controlling lymphoedema of the limbs. 2009. [acesso em 13 jan. 2010]. Disponível em: http://cochrane.bvsalud.org/doc.php?db=reviews&id=CD003140&lib=COC        [ Links ]

6. Leal NFB, Carrara SHHA, Vieira KF, Ferreira CHJ. Physiotherapy treatments for breast cancer-related lymphedema: a literature review. Rev. Latino-Am. Enfer magem. 2009 [acesso em 7 jan. 2010];17(5). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-11692009000500021&lng=en&nrm=iso        [ Links ]

7. Harris SR, Hugi MR, Olivotto IA, Levine M. Clinical practice guidelines for the care and treatment of breast cancer: 11. Lymphedema. CMAJ. 2001;164(2):191-9.         [ Links ]

8. Lacomba MT, Sanchez MJY, Goñi AZ, Merino DP, Del Moral OM, Tellez E C, et al. Effectiveness of early physiotherapy to prevent lymphoedema after surgery for breast cancer: randomised, single blinded, clinical trial. BMJ. 2010;340:b5396.         [ Links ]

9. Rett MT, Lopes MCA. Fatores de risco relecionados ao linfedema. Rev Bras Mastologia. 2002. [acesso em 10 jan. 2010];12(1). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/lil-502962        [ Links ]

10. Lee YM, Mak SS, Tse SM, Chan SJ. Lymphoedema care of breast cancer patients in a breast care clinic: a survey of knowledge and health practice. Support Care Cancer. 2001;9(8):634-41.         [ Links ]

11. Damstra RJ, Voesten HG, Van SWD, van der Lei B. Lymphatic venous anastomosis (LVA) for treatment of secondary arm lymphedema. A prospective study of 11 LVA procedures in 10 patients with breast cancer related lymphedema and a critical review of the literature. Breast Cancer Res Treat. 2009;113(2):199-206.         [ Links ]

12. Campisi C, Boccardo F, Casaccia M. Post-mastectomy lymphedema: surgical therapy. Ann Ital Chir. 2002; 73(5):473-8.         [ Links ]

13. Kozanoglu E, Basaran S, Paydas S, Sarpel T. Efficacy of pneumatic compression and low-level laser therapy in the treatment of postmastectomy lymphoedema: a randomized controlled trial. Clin Rehabil. 2009;23(2):117-24.         [ Links ]

14. Barrellier MT. Lymphedema: is there a treatment? Rev Med Interne. 1992 [acesso em 10 jan. 2010]; 13(1). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/mdl-1410875        [ Links ]

15. Lerner R, Requena R. Upper extremity lymphedema secondary to mammary cancer treatment. Am J Clin Oncol. 1986;9(6):481-7.         [ Links ]

16. Moseley AL, Carati CJ, Piller NB. A systematic review of common conservative therapies for arm lymphoedema secondary to breast cancer treatment (structured abstract). Annals of Oncology. 2007 [acesso em 13 jan. 2010];18(4). Disponível em: http://cochrane.bvsalud.org/doc.php?db=dare_abstracts&id=DARE12007001277&lib=COC        [ Links ]

17. Wilburn O, Wilburn P, Rockson SG. A pilot, prospective evaluation of a novel alternative for maintenance therapy of breast cancer-associated lymphedema [ISRCTN76522412]. BMC Cancer. 2006;6:84.         [ Links ]

18. Preston NJ, Seers K, Mortimer PS. Physical therapies for reducing and controlling lymphoedema of the limbs. 2009 [acesso em 7 jan. 2010]. Disponível em: http://cochrane.bvsalud.org/doc.php?db=reviews&id=CD003141        [ Links ]

19. Petruseviciene D, Krisciunas A, Sameniene J. Efficiency of rehabilitation methods in the treatment of arm lymphedema after breast cancer surgery. Medicina (Kaunas). 2002;38(10):1003-8.         [ Links ]

20. Box RC, Reul-Hirche HM, Bullock-Saxton JE, Furnival CM. Physiotherapy after breast cancer surgery: results of a randomised controlled study to minimise lymphoedema. Breast Cancer Res Treat. 2002;75(1):51-64.         [ Links ]

21. Cartier CJ. Treatment of vascular edemas of the extremities using mercury pressure. J Mal Vasc. 1986; 11(Suppl A):37-43.         [ Links ]

22. Bunce IH, Mirolo BR, Hennessy JM, Ward LC, Jones LC. Post-mastectomy lymphoedema treatment and measurement. Med J Aust. 1994;161(2):125-8.         [ Links ]

23. Casley-Smith JR, Boris M, Weindorf S, Lasinski B. Treatment for lymphedema of the arm--the Casley-Smith method: a noninvasive method produces continued reduction. Cancer. 1998;83(12 Suppl American):2843-60.         [ Links ]

24. Megens A, Harris SR. Physical therapist management of lymphedema following treatment for breast cancer: a critical review of its effectiveness. Phys Ther. 1998;78(12):1302-11.         [ Links ]

25. Yamamoto T, Todo Y, Kaneuchi M, Handa Y, Watanabe K, Yamamoto R. Study of edema reduction patterns during the treatment phase of complex decongestive physiotherapy for extremity lymphedema. Lymphology. 2008;41(2):80-6.         [ Links ]

26. Kim SJ, Yi CH, Kwon OY. Effect of complex decongestive therapy on edema and the quality of life in breast cancer patients with unilateral leymphedema. Lymphology. 2007;40(3):143-51.         [ Links ]

27. Sato K. Complex decongestive physiotherapy. Nippon Rinsho. 2005 [acesso em 7 jan. 2010];63(1). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/mdl-15675334        [ Links ]

28. Liao SF, Huang MS, Li SH, Chen IR, Wei TS, Kuo SJ, et al. Complex decongestive physiotherapy for patients with chronic cancer-associated lymphedema. J Formos Med Assoc. 2004;103(5):344-8.         [ Links ]

29. Strossenreuther RH, Dax I, Emde C. Lymphedema-treatment. MMW Fortschr Med. 2004;146(3-4):28-30, 32-3.         [ Links ]

30. Evrard-Bras M, Coupe M, Quere I, Janbon C. Physical therapy of lymphedema: Montpellier's experience. Rev Med Interne. 2002;23(Suppl 3):408s-413s.         [ Links ]

31. Vignes S, Champagne A, Poisson O. Management of lymphedema: experience of the Cognacq-Jay Hospital. Rev Med Interne. 2002;23(Suppl 3):414s-420s.         [ Links ]

32. Szuba A, Cooke JP, Yousuf S, Rockson SG. Decongestive lymphatic therapy for patients with cancer-related or primary lymphedema. Am J Med. 2000 [acesso em 8 jan. 2010];109(4). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/mdl-10996580        [ Links ]

33. Hwang JH, Kwon JY, Lee KW, Choi JY, Kim BT, Lee BB, et al. Changes in lymphatic function after complex physical therapy for lymphedema. Lymphology. 1999;32(1):15-21.         [ Links ]

34. Karadibak D, Yavuzsen T, Saydam S. Prospective trial of intensive decongestive physiotherapy for upper extremity lymphedema. J Surg Oncol. 2008;97(7):572-7.         [ Links ]

35. Kasseroller R. Administration of selenium in lymphedema. Med Klin (Munich). 1997;92(Suppl 3):50-1.         [ Links ]

36. Yamamoto R, Yamamoto T. Effectiveness of the treatment-phase of two-phase complex decongestive physiotherapy for the treatment of extremity lymphedema. Int J Clin Oncol. 2007;12(6):463-8.         [ Links ]

37. Vignes S, Porcher R, Arrault M, Dupuy A. Long-term management of breast cancer-related lymphedema after intensive decongestive physiotherapy. Breast Cancer Res Treat. 2007;101(3):285-90.         [ Links ]

38. Vignes S, Porcher R, Champagne A, Dupuy A. Pre dictive factors of response to intensive decongestive physiotherapy in upper limb lymphedema after breast cancer treatment: a cohort study. Breast Cancer Res Treat. 2006;98(1):1-6.         [ Links ]

39. Didem K, Ufuk YS, Serdar S, Zumre A. The comparison of two different physiotherapy methods in treatment of lymphedema after breast surgery. Breast Cancer Res Treat. 2005;93(1):49-54.         [ Links ]

40. Mondry TE, Riffenburgh RH, Johnstone PA. Prospective trial of complete decongestive therapy for upper extremity lymphedema after breast cancer therapy. Cancer J. 2004;10(1):42-8.         [ Links ]

41. Morgan RG, Casley-Smith JR, Mason MR, Casley-Smith JR. Complex physical therapy for the lymphoedematous arm. J Hand Surg Br. 1992;17(4):437-41.         [ Links ]

42. Szuba A, Achalu R, Rockson SG. Decongestive lymphatic therapy for patients with breast carcinomaassociated lymphedema. A randomized, prospective study of a role for adjunctive intermittent pneumatic compression. Cancer. 2002;95(11):2260-7.         [ Links ]

43. Kasseroller RG, Schrauzer GN. Treatment of secondary lymphedema of the arm with physical decongestive therapy and sodium selenite: a review. Am J Ther. 2000;7(4):273-9.         [ Links ]

44. Foldi E, Foldi M, Weissleder H. Conservative treatment of lymphoedema of the limbs. Angiology. 1985; 36(3):171-80.         [ Links ]

45. Foldi E. Revolving door patient in lymphology--possibilities and limits of therapy and patient motivation during inpatient and ambulatory conditions. Wien Med Wochenschr. 1999;149(2-4):99-100.         [ Links ]

46. Kasseroller RG. The Vodder School: the Vodder method. Cancer. 1998;83(12 Suppl American):2840-2.         [ Links ]

47. Brenke R, Siems W. Adjuvant therapy in lymphedema. Z Lymphol. 1996;20(1):31-5.         [ Links ]

48. Casley-Smith JR, Casley-Smith JR. Modern treatment of lymphoedema. I. Complex physical therapy: the first 200 Australian limbs. Australas J Dermatol. 1992; 33(2):61-8.         [ Links ]

49. Cluzan R, Miserey G, Barrey P, Alliot F. Principles and results of physiotherapeutic therapy in mechanical lymphatic insufficiency of secondary or primary nature. Phlebologie. 1988 [acesso em 12 jan. 2010];41(2). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/mdl-3406099        [ Links ]

50. Karki A, Anttila H, Tasmuth T, Rautakorpi UM. Lymphoedema therapy in breast cancer patients: a systematic review on effectiveness and a survey of current practices and costs in Finland. Acta Oncol. 2009;48(6):850-9.         [ Links ]

51. Devoogdt N, van Kampen M, Geraerts I, Coremans T, Christiaens MR. Different physical treatment modalities for lymphoedema developing after axillary lymph node dissection for breast cancer: a review. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2010;149(1):3-9.         [ Links ]

52. Avrahami R, Gabbay E, Bsharah B, Haddad M, Koren A, Dahn J, et al. Severe lymphedema of the arm as a potential cause of shoulder trauma. Lymphology. 2004;37(4):202-5.         [ Links ]

53. Ferrandez JC, Theys S, Bouchet JY. Actuación fisioterapéutica en patología linfática./ Lymphoedema physical treatment. Fisioterapia (Madr.). 2005 [acesso em 9 jan. 2010];27(4). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/ibc-40175        [ Links ]

54. Ruiz AMA. Evaluación del tratamiento fisioterápico del linfedema secundario a cáncer de mama. Fisioterapia (Madr.). 2001 [acesso em 10 jan. 2010]; 23(1). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/ibc-26683        [ Links ]

55. Leduc O, Leduc A, Bourgeois P, Belgrado JP. The physical treatment of upper limb edema. Cancer. 1998; 83(12 Suppl American):2835-9.         [ Links ]

56. Dini D, Del Mastro L, Gozza A, Lionetto R, Garrone O, Forno G, et al. The role of pneumatic compression in the treatment of postmastectomy lymphedema. A randomized phase III study. Ann Oncol. 1998;9(2):187-90.         [ Links ]

57. Dittmar A, Krause D. A comparison of intermittent compression with single and multi-chamber systems in treatment of secondary arm lymphedema following mastectomy. Z Lymphol. 1990;14(1):27-31.         [ Links ]

Autor:

Naiane Durvalina da Luz

Andréa Conceição Gomes Lima


58. Swedborg I. Effects of treatment with an elastic sleeve and intermittent pneumatic compression in postmastectomy patients with lymphoedema of the arm. Scand J Rehabil Med. 1984;16(1):35-41.         [ Links ]

59. Bollinger A. New aspects of lymphedema. Schweiz Med Wochenschr. 1985;115(24):836-43.         [ Links ]

60. Moretti B, Lanzisera R, Moretti L, Patella S, Patella V, Simone C. Manual lymph drainage of post-mastectomy. G Ital Med Lav Ergon. 2005;27(2):160-4.         [ Links ]

61. Gironet N, Baulieu F, Giraudeau B, Machet L, Toledano C, Tiguemounine J, et al. Lymphedema of the limb: predictors of efficacy of combined physical therapy. Ann Dermatol Venereol. 2004;131(8-9):775-9.         [ Links ]

62. Campisi C, Boccardo F, Zilli A, Maccio A, Napoli F, Ferreira AW, et al. Lymphedema secondary to breast cancer treatment: possibility of diagnostic and therapeutic prevention. Ann Ital Chir. 2002;73(5):493-8.         [ Links ]

63. Johansson K, Albertsson M, Ingvar C, Ekdahl C. Effects of compression bandaging with or without manual lymph drainage treatment in patients with postoperative arm lymphedema. Lymphology. 1999; 32(3):103-10.         [ Links ]

64. Stahel HU. Ambulatory drainage of lymphedema-possibilities and limits of ambulatory management of patients with lymphedema. Wien Med Wochenschr. 1999;149(2-4):98.         [ Links ]

65. Ruger K. Diagnosis and therapy of malignant lymphedema. Fortschr Med. 1998;116(12):28-30, 32, 34.         [ Links ]

66. Herpertz U. Outcome of various inpatient lymph drainage procedures. Z Lymphol. 1996;20(1):27-30.         [ Links ]

67. Herpertz U. Quality assurance in lymphology. Z Lymphol. 1995;19(2):58-63.         [ Links ]

68. Haslett ML, Aitken MJ. Evaluating the effectiveness of a compression sleeve in managing secondary lymphoedema. J Wound Care. 2002;11(10):401-4.         [ Links ]

69. Swedborg I. Effectiveness of combined methods of physiotherapy for post-mastectomy lymphoedema. Scand J Rehabil Med. 1980;12(2):77-85.         [ Links ]

70. Casley-Smith JR, Casley-Smith JR. Treatment of lymphedema by complex physical therapy, with and without oral and topical benzopyrones: what should therapists and patients expect. Lymphology. 1996;29(2):76-82.         [ Links ]

71. Casley-Smith JR, Casley-Smith JR. Modern treatment of lymphoedema. II. The benzopyrones. Australas J Dermatol. 1992;33(2):69-74.         [ Links ]

72. Jungi WF. The prevention and management of lymphoedema after treatment for breast cancer. Int Rehabil Med. 1981;3(3):129-34.         [ Links ]

73. Silva MAPP, Derchain SFM, Rezende L, Cabello C, Martinez EZ. Movimento do ombro após cirurgia por carcinoma invasor da mama: estudo randomizado prospectivo controlado de exercícios livres versus limitados a 90º no pós-operatório. Rev Bras Ginecol Obstet. 2004 [acesso em 7 jan. 2009];26(2). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S01002032004000200007&lng=en&nrm=iso        [ Links ]

74. Carvalho APF, Azevedo EMM. A fisioterapia aquática no tratamento do linfedema pós-mastectomia. Femina. 2007 [acesso em 9 jan. 2010];35(7). Disponível em: http://pesquisa.bvsalud.org/regional/resources/lil-481968        [ Links ]

 

Uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Fisioterapia e publicada na revista Physical Therapy , exe...

Fisioterapia pode reduzir risco de depressão pós-parto



Uma pesquisa realizada pela Associação Americana de Fisioterapia e publicada na revista Physical Therapy, exercícios de fisioterapia podem reduzir as chances de depressão pós-parto. Para chegar a essa conclusão, a universidade recrutou 161 mulheres que tinham dado à luz recentemente. As participantes foram divididas aleatoriamente em três grupos.

O primeiro era composto por 62 delas, que se comprometeram a fazer com seus bebês, uma vez por semana durante dois meses, exercícios físicos orientados por um fisioterapeuta, além de cumprir 30 minutos de aula de educação parental com profissionais da saúde.

O segundo, com 73 voluntárias, recebeu apenas o material escrito de educação. O último, com 26, não teve qualquer intervenção. Todas as mulheres foram avaliadas no início do projeto, após oito semanas e, então, quatro meses mais tarde, tiveram que responder questionários sobre bem-estar, depressão e quantidade de exercícios físicos. 

Curta nossa página no Facebook

Dica de Livro: Drenagem linfática

Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que houve melhoras significativas no bem-estar e de sintomas depressivos até o fim das análises no primeiro grupo em comparação com os outros.

O número de pacientes identificadas com chance de ter depressão pós-parto foi reduzido em 50%. Já nas que não receberam o acompanhamento fisioterapêutico, os índices não se alteraram.

Nas mães que receberam só as aulas de educação parental, houve pequena redução dos casos, apenas 5%, mas nada muito significativo. 

Para os pesquisadores, isso acontece porque quando mãe e bebê praticam atividades físicas juntos compartilham sentimentos e ativam a área do cérebro responsável pelo afeto e produzem mais serotonina, causando mais prazer na convivência entre eles.

Porém, os médicos alertam para a importância da escolha certa de exercícios para não causar efeitos distintos.

No antigo testamento da bíblia a mulher menstruada era isolada por sete dias e qualquer um que a tocasse seria considerado imundo. Com a inf...

Controle do mecanismo álgico da dismenorréia através da fisioterapia


No antigo testamento da bíblia a mulher menstruada era isolada por sete dias e qualquer um que a tocasse seria considerado imundo. Com a influência da crença e tradições sócio- econômicas levou a menstruação a ser um quadro negativo (CARDOSO e LEME,2003).

A palavra dismenorréia é derivada do grego e significa menstruação difícil ou desconfortável ; a dor uterina é o centro de vários sintomas como palidez, sudorese, cefaléia, náuseas , vômitos, aumento do número de evacuações, dor lombar e nos membros inferiores (BARACAT e cols, 1995).

De acordo com o Instituto Paulista de Pesquisa de Mercado,1981, 65% das brasileiras entre 18 a 40 anos sofrem de cólicas menstruais. Cerca de 600 milhões de horas/ano de trabalho serão perdidas no Estados Unidos se não for realizado um tratamento eficaz pois as mulheres constituem pelo menos 42% da força de trabalho. Com o cálculo de horas perdidas somam , alguns bilhões de dólares (CARDOSO e LEME,2003).

Apesar de ter sido estudada à mais de 100 anos , somente nos últimos 25 anos que aumentaram as pesquisas e estudos a respeito da cólica menstrual e de sua etiofisiopatologia (CARDOSO e LEME,2003).

Segundo Baracat e cols (1995), o controle da dismenorréia primária é muitas vezes difícil , e pode ser constituído como uma síndrome.

Fica difícil de se estabelecer a incidência desta síndrome pois os sintomas são muitas vezes confundidos pelas pacientes (BARACAT e cols, 1995). As formas fisioterapêuticas que amenizem a dor da mulher dismenorréica é escassa. Portanto o objetivo deste trabalho é averiguar se a cinesioterapia pode ser uma alternativa terapêutica para a dismenorréia (CARDOSO e LEME,2003).

Etiopatogênia e Quadro Clínico

O crescimento da produção de prostaglandinas (principalmente a PGF2 alfa) , esta relacionada a causa da dismenorréia primária, que atinge um pico nos primeiros dois dias da menstruação. As mulheres com dismenorréia primária têm concentrações significativamente maiores destes ácidos graxos insaturados no endométrio , em lavagens endometriais e no fluido menstrual em relação às normais. O endométrio , sob ação da progesterona na segundo metade do ciclo , torna-se secretor e produz prostaglandinas que são liberadas das células endometriais degeneradas quando os níveis de progesterona caem ( início do sangramento menstrual). Está substância , que estimula a contracão dos músculos lisos, atua no miométrio ao promover a passagem de cálcio da membrana celular endomentrial para os elementos de contração da fibra muscular , provocando aumento da contratilidade uterina e da vascularização , isquemia e subsequente dor. No útero , a síntese de prostaglandina ocorre no endométrio ,mas seus receptores localizam-se predominantemente no miométrio ( CARDOSO e LEME,2003).

O aumento da amplitude e freqüência das contrações uterinas e estimulada tanto pela PGE1 quanto a PGF2. Além disso , elas agem como potencializadoras das sensação dolorosa através da sensibilização das terminações nervosas, intensificando a sintomatologia (CARDOSO e LEME,2003).

A dismenorréia primária quase sempre acontece nos primeiros dias e algumas vezes acompanha a menstruação , e quase nunca acontece no final da menstruação . A maioria das pacientes se queixam algumas horas antes da instalação do fluxo , aumentando de intensidade quando se aproxima e desaparecendo no seu transcurso ( BARACAT e cols,1995).

A dor apresentada pelas pacientes poderá ser tão intensa que são obrigadas a se afastarem de suas atividades físicas e intelectual, isto chamamos de dismenorréia incapacitante (BARACAT e cols,1995). A dor acompanha o trajetodo nervo hipogástrico que nasce na região lombossacra e se irradia na fase interna das coxas. Sintomas extragenitais ou sistêmicos podem surgir em associação com a dor ou isoladamente (BARACAT e cols ,1995).  Para o diagnóstico da dismenorréia é necessária uma cuidadosa anamnese e um exame pélvico minuncioso. Quando os exames não forem satisfatório coloca-se em dúvida o caráter não orgânico da dor, por não melhora com a terapêutica específico é necessário exames subsidiários, e é o caso da ultra-sonografia pélvica (BARACAT e cols,1995).


Tratamento

Recomenda-se para alívio da dor , hidratação, calor no baixo ventre, analgésicos , antiespasmódicos até entorpecentes e medicamentos , para alivio dos sintomas extragenitais .O tratamento profilático é importante para evitar novas crises , que inclui medidas de ordem geral( BARACAT e cols, 1995).

A hormonioterapia (estrogênios, progestagênios, androgênios e gonadotrofina coriônica) , sào utilizados caso esses métodos sejam ineficazes. É raro, porém existem pacientes cuja a dismenorréia se exarceba pelos anteconceptivos hormonais. Em pacientes jovens que não necessitam de anticoncepção ou ainda essa última e contra –indicada é recomendado o uso de drogas inibidoras da síntese ou da ação da prostaglandina representados pelos antiinflamatórios não hormonais. A dismenorréia primária apresenta um bom prognóstico , por ela ser bem controlável pelos procedimentos terapêuticos (BARACAT e cols, 1995).


Fisioterapia

Os exercícios utilizados para o tratamento da dismenorréia na fisioterapia são todos aqueles que podem envolver a região pélvica , utilizando os movimentos de inclinação pélvica anterior e posterior , as rotações para frente e para trás e as inclinações laterais ( pelve elevada e deprimida). Podendo ser realizados de inúmeras formas, tais como : decúbito, agachada ,em ortostase; utilizando materiais de auxílio , como as bolas suíças . Há também uma atenção aos alongamentos e a respiração (CARDOSO e LEME,2003).

Alguns profissionais defendem a massoterapia ( em membros inferiores para melhorar o retorno venoso e lombar para aliviar a lombalgia) associado a cinesioterapia ativa para fortalecimento da musculatura abdominal e lombar . Um outro recurso para alívio da dor é a eletroterapia , os mais indicados são o TENS e a corrente interferencial(BASS, 2001).


Discussão

Conforme revisado na literatura , verifica-se que a cólica não interferirá somente no desempenho pessoal de cada mulher , mas também na sociedade como um todo , a respeito da influência sócio- econômica desta questão (CARDOSO e LEME,2003).

A maioria das mulheres fazem uso de medicação para melhorar o desconforto sentido . Talvez , este fato, possa mascarar os dados quanto à intensidade da cólica , sua provável diminuição e seu tempo de permanência. O fator emocional pode estar relacionado a resposta a menstruação , fazendo com que um processo normal possa assumir características patológicas ; já que é possível que fatores psicogênicos possam modular os sinais noreceptivos periféricos dolorosos, influenciando na resposta à dor (CARDOSO e Leme ,2003).

Muitas mulheres relataram uma redução na intensidade da cólica ,após a realização de atividades físicas que fortalecem a musculatura abdominal e pélvica ( exemplo a dança do ventre), mas há a necessidade de mais estudos sobre o assunto (CARDOSE e LEME,2003).



Conclusão

Na população estudada menos da metade procura o médico para tratar da dismenorréia ou faz uso de técnicas alternativas para trazer alívio para a cólica menstrual . A busca pela fisioterapia não é diferente , por ser recente na área ginecológica . O caminho mais procurado para o desconforto ainda é o uso de medicações . A fisioterapia é uma alternativa de tratamento em que não se utiliza substâncias químicas ,e sim técnicas manuais , eletro e cinesioterapia .

O estudo considerou o valor real do movimento , sendo um fator importante na diminuição dos sintomas da dismenorréia. Os resultado verificados não se correlacionam à cinesioterapia .São necessários disposicão e tempo para alcançar este objetivo , os resultados tentem a demonstrar ganhos que não limitam a momentâneos efeitos .

REFERÊNCIAS:

1- CARDOSO, T.M.S ; LEME , A. N. – A equivalência da dança do ventre à cinesioterapia na terapêutica da dismenorréia primária. 2003

2- BASS, B.L. – Fisioterapia na dismenorréia primária – site www interfisio.com br. 2001.

3- BARACAT, E.C; LIMA , G.R. – Ginecologia Endócrina , Atheneu , 1995.

     O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos...

Fisioterapeuta conhecendo o câncer de mama


     O câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres. A cada ano, cerca de 22% dos casos novos de câncer em mulheres, são de mama.

    Os sintomas podem ser: nódulo palpável no seio, raramente acompanhados de dor mamária; podem também surgir nódulos palpáveis na axila; em casos avançados podem ter alterações na pele que recobre a mama, como um aspecto semelhante à casca de laranja.

    Nem sempre a mulher consegue detectar esse nódulo e por isso a consulta ao médico pelo menos uma vez ao ano é necessária, assim como a realização da mamografia a partir de 40 anos.

   Quando um nódulo é detectado, a paciente é submetida ao tratamento do câncer de mama, que, nos dias atuais, tem obtido muito êxito. Este tratamento é sempre individualizado, de acordo com as necessidades de cada paciente e levando em consideração idade, tamanho e tipo do tumor, tipo da cirurgia e o avanço para a região da axila. A abordagem terapêutica pode incluir o procedimento cirúrgico, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia.

   O controle da axila é importante pois são os linfonodos desta região que são responsáveis por receber a drenagem da mama, e portanto, correm mais risco de receptar células tumorais vindas da mama. A investigação do comprometimento axilar se faz no ato cirúrgico, pela busca do linfonodo sentinela (1) ou efetivamente pela retirada destes linfonodos acometidos. Em ambos os casos, a paciente deve seguir alguns cuidados , já que seu sistema linfático torna-se comprometido, o que pode predispor ao aparecimento do linfedema (2).

   As informações dos cuidados no pós-operatório devem ser dados pelo médico e/ou pelo fisioterapeuta e devem ser seguidos pelo paciente para evitar o aparecimento do edema ou outras complicações. Há cuidados gerais para evitar ferimentos ou atividades em excesso no braço do mesmo lado da cirurgia, porém, as orientações devem ser dadas individualmente pois levam em consideração as atividades de cada pessoa. Além disso, a realização da auto drenagem, orientada pelo fisioterapeuta, proporciona um conforto e é um metodo preventivo, de fácil aplicação para as pacientes. Um melhor conhecimento do que se deve ou não fazer com o braço após a cirurgia, pode ajudar a evitar o aparecimento do linfedema.

   Após a cirurgia, a paciente pode ficar com o movimento do ombro comprometido, devido à restrição pelo dreno, cicatriz cirúrgica, por dor ou medo. Há necessidade, portanto, de um acompanhamento fisioterapêutico para reabilitação destes movimentos e também para orientar o correto modo de realizar atividades diárias, evitar deformidades e compensações dos movimentos do corpo, verificar se há complicações como aparecimento de edemas, retrações da cicatriz cirúrgica, falta de sensibilidade, síndrome do cordão axilar (3), entre outros.

   No caso de reconstrução da mama (cirurgias plásticas), as orientações também devem ser dadas e os movimentos devem ser acompanhados para não haver complicações no pós-operatório.

      Um acompanhamento fisioterapêutico especializado ajuda numa melhor e mais rápida recuperação e evita inúmeras complicações no pós-operatório do câncer de mama.

      O tratamento multiprofissional (4) visa uma restauração global da paciente, em âmbitos nutricionais, físicos, emocionais, psicológicos e de auto-estima.

 

(1) Biópsia do linfonodo sentinela: o linfonodo sentinela, na axila, é o primeiro linfonodo que recebe a drenagem linfática da mama e, portanto, sua biópsia permite avaliar se há presença de tumor na região axilar, o que define a retirada ou não dos demais linfonodos. A técnica utiliza-se de corantes ou biomarcadores, que apontam este linfonodo sentinela, dando a possibilidade da sua retirada.

(2) Linfedema: doença crônica, caracterizada pela deficiência do sistema linfático, o que propicia o acúmulo de proteínas e moléculas de alto peso molecular no instestício, resultando num edema do membro afetado. Pode acarretar em sintomas como sensação de peso, restrição de movimentos, alterações posturais, dor e exclusão social. O edema do membro superior após o tratamento do câncer de mama tem como fatores predisponentes o esvaziamento axilar e/ou a radioterapia.

O diagnóstico do linfedema se faz pela história e exame físico do paciente, embora às vezes seja necessário a realização de um exame (linfocintilografia) para confirmação do mesmo.

(3) Sindrome do cordão axilar (Axillary Web Syndrome) é caracterizada pelo aparecimento de um cordão fibroso ao longo dos espaços dos vasos linfáticos retirados na cirurgia da mama. De causa ainda não muito bem conhecida, esse cordão pode ir desde a axila passando pela região medial do braço e antebraço, e chegar até a base do polegar. Pode ser palpável e visível através da pele, provocando dor e restrições na amplitude de movimento.

(4) Equipe multiprofissional: formada por inúmeros profissionais com um único objetivo de dar apoio completo para o paciente. Pode ser formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas, entre outros.

Fonte

Você já ouviu falar em climatério? Talvez sim, mas sabe o que é? E já ouviu dizer que a atividade física auxilia na manutenção da qualidade ...

O exercício pode ajudar no climatério!



Você já ouviu falar em climatério? Talvez sim, mas sabe o que é? E já ouviu dizer que a atividade física auxilia na manutenção da qualidade de vida no climatério?

A menopausa é a última menstruação que a mulher apresenta havendo passado 1 ano. Climatério é a fase de transição entre as menstruações e o término das mesmas. A idade em que ocorre a menopausa varia de mulher para mulher, em torno de 48 a 52 anos. É o período em que ocorre uma série de transformações fisiológicas, orgânicas e anatômicas.

Primordialmente é a cessação do funcionamento do ovário. É o término da capacidade procriativa da mulher. Nos animais e nos primórdios da espécie humana correspondia igualmente ao final da idade biológica e coincide com a morte. Nos humanos - graças à inteligência da nossa espécie e à evolução - consegue-se viver de 1/3 a 1/2 da vida após esse período.

Uma série de ocorrências acontecem devido à ausência dos hormônios produzidos pelo ovário. De fato, além de perder a capacidade de reproduzir-se a mulher defronta-se com sintomas e consequências decorrentes da ausência de produção de hormônios pelos ovários. Um dos primeiros desconfortos que decorrem da falência ovariana são as famigeradas ondas de calor, ou fogachos, acompanhados de suores profusos. Ë uma sensação anômala e desagradável de calor súbito e violento atingindo o segmento craneal-facial de duração rápida, mais frequente à noite e de frequência e intensidade variáveis. O suor é eventualmente catastrófico, a desmanchar penteados e molhar vestimentas.

Além dos fogachos, há nesta fase, outros dissabores. Há maior tendência a distúrbios emocionais, por exemplo, irritabilidade exagerada, depressão, melancolia e tristeza. Frequentemente, sensação de inutilidade, com maridos e parceiros dispersos e desinteressados atingidos que estão pela rotina de anos de convivência. Filhos distantes, ausência de expectativas.

A falta dos hormônios femininos e masculinos que os ovários produzem acarreta desinteresse na sexualidade e com o passar do tempo secura vaginal tornando o ato sexual desagradável. Muitas vezes, a carência de hormônios favorece perda involuntária de urina.

A par desses sintomas subjetivos, acontecem alguns malefícios orgânicos importantes. Dos mais importantes é a perda de estrutura óssea, o que acarreta no futuro as temíveis e decorrentes fraturas ósseas, sobretudo, do fêmur e da coluna.

Ao que parece, também a falta dos hormônios femininos após a menopausa facilita a ocorrência de enfartes do miocárdio e de derrames cerebrais.

Os fatos mencionados animam os médicos a fazer, em algumas circunstâncias, reposição hormonal com medicamentos que, ao menos parcialmente, imitam a ação dos hormônios naturais metabolizados pelos ovários. É evidente que nunca conseguir-se-á uma imitação perfeita da natureza, então, esses hormônios medicamentosos tem algumas desvantagens. Podem, por exemplo, afetar o estômago, o fígado e o sistema nervoso. Igualmente, podem favorecer tromboses, aumentar a pressão arterial, inchar e ocasionar dor nos seios. O maior temor imediato das mulheres, no entanto, é a expectativa de engordar com o tratamento hormonal. Este fato pode ocorrer, porém, é muito individual. Devemos esclarecer que a própria fase do climatério condiciona ganho de peso. A par disso outro fantasma a acompanhar a terapêutica de reposição hormonal é a expectativa de favorecimento de câncer. De fato existem, sobretudo, 2 tipos de câncer que são favorecidos pelo estrogênio, um dos hormônios femininos e que compõe com frequência os medicamentos de terapêutica na menopausa. Um desses cânceres é o de endométrio, que é um dos tecidos que pertence ao útero. Neste caso, a adequada associação de estrogênio com a progesterona, outro dos hormônios femininos, permite diminuir de maneira importante essa eventualidade. Outro câncer favorecido pelo estrogênio é o da mama. Neste caso, parece que a reposição começa a aumentar um pouco a chance de câncer de mama após 10 anos de uso. Convém ressaltar, no entanto, que mulheres que fazem uso de hormônio por mais de 10 anos, apesar de terem mais câncer de mama, vivem por mais tempo. Pois, não são vítimas de enfarte e derrame cerebral. Difícil escolha...

Há inúmeras formas de reposição hormonal, assim como, inúmeros tipos de hormônios. Há formas, naturais e semissintéticas, assim como orais, adesivos transcutâneos (na pele), pomadas e implantes subcutâneos. A forma ideal varia de acordo com características sintomatológicas, orgânicas e funcionais de cada mulher e deve ser avaliada pelo especialista. Evidentemente, que há casos em que a mulher não se adapta à terapêutica de reposição hormonal. Em tais casos, para quase todos os problemas que acompanham a mulher nessa fase há outras opções não hormonais, as quais o ginecologista tem pleno conhecimento.

Além da terapêutica medicamentais no climatério, algumas importantes recomendações devem ser obedecidas. Por exemplo, uma atividade física de qualquer espécie de maneira rotineira ajuda a manter o peso, a estética e exacerba o ânimo e a disposição. Atividades intelectuais melhoram a performance racional, cognitiva e impedem os desagradáveis esquecimentos. A permanência em atividades profissionais ou a iniciação de novos ramos de atividade ou de conhecimento estimulam o prazer de viver e massageia o ego, aumentando a autoestima.

Concluindo, a terapêutica de reposição hormonal na mulher climatérica é útil, porém, não obrigatória; não é isenta de percalços. Há opções substitutivas e, mais que isso, atividades não medicamentosas são, as vezes tão, importantes quanto qualquer remédio.

É preciso incentivar a atividade física no climatério, pois exercícios regulares reduzem os riscos de doenças cardiovasculares e osteoporose, além de causarem mudanças benéficas tanto do ponto de vista estético, quanto no humor.

A International Continence Society (ICS) define incontinência urinária (IU) como queixa de qualquer perda involuntária de urina.1...

Cinesioterapia no tratamento da Incontinência Urinária em mulheres idosas



A International Continence Society (ICS) define incontinência urinária (IU) como queixa de qualquer perda involuntária de urina.1 A IU entre idosos é um achado comum e é muitas vezes erroneamente interpretada como parte natural do envelhecimento. Alterações que comprometem o convívio social como constrangimentos, perda da autoestima, depressão e isolamento, frequentemente fazem parte do quadro clínico, implicando problemas psicológicos e sociais para os pacientes e familiares.2-4

Embora possa ocorrer em todas as faixas etárias, a incidência da incontinência urinária aumenta com o decorrer da idade. Calcula-se que oito a 34% das pessoas acima de 65 anos possuam algum grau de incontinência urinária, sendo mais prevalente em mulheres. Aproximadamente 10,7% das mulheres brasileiras procuram atendimento ginecológico queixando-se de perda urinária.5,6

Uma estimativa recente sobre custos diretos anuais relacionados à incontinência urinária em todas as idades apresenta valores que giram em torno de 16 bilhões de dólares nos Estados Unidos, sendo maior do que os custos diretos anuais para o câncer de mama, ovário, útero e colo de útero combinados.7

De acordo com Subak et al.,8 além dos custos econômicos, a IU afeta substancialmente a qualidade de vida. É necessário que o tratamento seja efetivo, a fim de gerar diminuição dos gastos e melhora da qualidade de vida da paciente.

A IU determina repercussões importantes nos aspectos físicos, mentais e sociais das mulheres incontinentes. Quanto às repercussões sociais, a IU impede a mulher de sair de casa, ir a festas e ao clube, fazer viagens longas, frequentar a igreja e participar de atividades físicas, como caminhar, correr, jogar e dançar. Pode ter como consequência o afastamento social do indivíduo pelo constrangimento causado por esta doença.9,10

Entre as principais consequências relacionadas à saúde física, destacam-se: a insuficiência renal, infecção do trato urinário, sepsemia, aumento do risco de quedas e fraturas, maceração da pele e formação de feridas, fator higiênico além da interferência na vida sexual, nas tarefas domésticas e no trabalho.6 A IU também pode estar relacionada a alterações no âmbito da saúde mental, através da depressão e perda da autoestima. Além disso, interfere negativamente, na qualidade de vida de muitas delas.9,10

Para que não ocorra incontinência urinária, é necessário que haja um funcionamento adequado do aparelho urinário inferior, que implica integridade anatômica e dos centros e vias nervosas, que coordenam a ação da musculatura lisa e estriada do aparelho urinário e do pavimento pélvico.11

Dentre os vários tipos de IU, destacam-se: a incontinência urinária de esforço (IUE), a urge-incontinência ou bexiga hiperativa (BH) e a incontinência urinária mista (IUM), caracterizada pela incontinência urinária de esforço associada à bexiga hiperativa.12

Segundo a ICS, a IUE é caracterizada pela perda involuntária de urina durante o esforço, por meio de exercícios físicos, espirro ou tosse, ou seja, ocorre quando está associada a qualquer atividade que aumente a pressão intra-abdominal. Ocorre devido a uma deficiência no suporte vesical e uretral que é feito pelos músculos do assoalho pélvico e/ou por uma fraqueza ou lesão do esfíncter uretral.1

Em 2002, a ICS redefiniu a bexiga hiperativa (BH) como uma síndrome de urgência, com ou sem urge-incontinência (perda urinária involuntária acompanhada ou imediatamente precedida de urgência), frequentemente associada com o aumento da frequência urinária e, não de forma obrigatória, à presença de noctúria. Esta definição pode ser utilizada caso não haja quadro de infecção ou outras patologias associadas. A ICS ainda caracteriza a BH pela presença de contrações involuntárias do músculo detrusor, espontâneas ou provocadas, durante o período de enchimento vesical.1

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO DA IU

A fisioterapia, como forma abrangente de tratamento, visa a prevenção e tratamento curativo da IU por meio da educação da função miccional, informação a respeito do uso adequado da musculatura do assoalho pélvico, bem como o aprendizado de técnicas e exercícios para aquisição do fortalecimento muscular.13 São objetivos principais da fisioterapia a reeducação da musculatura do assoalho pélvico e seu fortalecimento, visto que, na maioria dos tipos de incontinência urinária, está presente uma redução da força desta musculatura.14

A reabilitação do trato urinário inferior (TUI) é definida como terapêutica não cirúrgica e não-farmacológica para restabelecimento da função adequada do TUI.1 Entre as principais modalidades de tratamento fisioterapêutico da incontinência urinária, encontram-se: o biofeedback, mudanças comportamentais, a eletroestimulação neuromuscular, os cones vaginais e a cinesioterapia.15

O biofeedback é um aparelho cuja técnica possibilita que a informação sobre o processo normal, fisiológico e inconsciente da contração muscular do assoalho pélvico, seja introduzida ao paciente e/ou ao terapeuta como sinal visual, auditivo ou tátil.1

A modificação comportamental é definida como a análise e alteração do relacionamento entre os sintomas da paciente e o seu ambiente, com o objetivo de tratar os modelos de micção inadequados ou mal adaptados. Estas modificações podem ser obtidas por modificação comportamental da paciente ou do ambiente em que ela vive.1

A eletroestimulação neuromuscular (EENM) é a aplicação de corrente elétrica que estimula a inervação da víscera pélvica ou o suprimento de sua inervação. O objetivo da EENM é induzir diretamente uma resposta terapêutica ou passar a modular as disfunções do TUI, intestinais e sexuais.1

Os cones vaginais foram desenvolvidos por Plevnik em 1985. Ele demonstrou que a mulher pode melhorar o tônus da musculatura pélvica introduzindo na cavidade vaginal cones de material sintético, exercitando a musculatura do períneo na tentativa de reter os cones e aumentando progressivamente o peso dos mesmos.16

A cinesioterapia do assoalho pélvico compreende basicamente na realização dos exercícios de Kegel, que objetiva trabalhar a musculatura perineal para o tratamento da hipotonia do assoalho pélvico. Kegel17 e Kegel & Powel18 foram os primeiros pesquisadores nos Estados Unidos a prescrever exercícios específicos para o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico. O objetivo básico dos exercícios para fortalecimento da musculatura pélvica é o reforço da resistência uretral e a melhora dos elementos de sustentação dos órgãos pélvicos.19

O fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico através da reeducação perineal tem-se revelado apropriada numa série de mulheres com incontinência urinária, constituindo a base da terapêutica conservadora.11

Visto que a população idosa vem aumentando significativamente ao longo do tempo e isto predispõe a um aumento da prevalência da IU, percebe-se a importância do tratamento conservador. Assim, emergiram os objetivos norteadores desta pesquisa, que são verificar o efeito da cinesioterapia sobre a perda de urina diária e o alívio dos sinais e sintomas referidos, bem como avaliar o impacto da cinesioterapia na qualidade de vida das idosas portadoras de IU.

METODOLOGIA

Trata-se de estudo de intervenção, prospectivo, realizado no Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia "José Ermírio de Moraes", no período de maio a dezembro de 2009.

A população de estudo foi constituída por idosas (60 anos ou mais de idade) com queixa de IU que consigam locomover-se ao serviço para participar do programa, triadas da lista de espera do Setor de Fisioterapia do referido instituto, que concordaram em participar do estudo e assinaram espontaneamente o termo de consentimento livre e esclarecido. Foram excluídas idosas portadoras de tumores pélvicos, com cirurgia pélvica ou abdominal há seis meses, em vigência de infecção urinária, que fazem uso de medicação anticolinérgica, que já realizaram qualquer tipo de tratamento para IU, incapacidade de locomoção ao serviço e de compreensão ou déficit cognitivo, idosas com bexiga neurogênica e idosas que abandonaram o tratamento.

A coleta de dados foi realizada mediante avaliação fisioterapêutica e da qualidade de vida pré e pós-tratamento, de forma individual. A avaliação fisioterapêutica foi realizada através da história clínica realizada de forma detalhada, objetivando a coleta de dados relevantes que caracterizam a IU. Também foram consideradas informações referentes a antecedentes cirúrgicos, obstétricos e uso de drogas que pudessem comprometer a função do trato urinário inferior.

A avaliação da qualidade de vida foi realizada através do questionário King's Health Questionnaire (KHQ). Esse questionário avalia a qualidade de vida de pacientes com incontinência urinária. É constituído de 21 questões, divididas em oito domínios: percepção geral de saúde, impacto da IU, limitações da atividade diária, limitações físicas, limitações sociais, relações pessoais, emoções, sono/disposição.

Além desses parâmetros, existem duas escalas independentes. A primeira avalia a gravidade da IU, denominada medida de gravidade. A segunda considera a presença e a intensidade dos sintomas urinários. A pontuação é dada em cada um dos seus domínios, não havendo, portanto, pontuação geral. Os valores variam de 0 a 100 e, quanto maior a pontuação, pior é a qualidade de vida referente àquele critério.

A versão para o idioma português do questionário para avaliação da qualidade de vida, o KHQ, em pacientes portadoras de IU já validada por Tamanini et al.,20 em 2003, mostrou-se confiável e válida.

As pacientes foram atendidas em grupo, com sessões uma vez por semana, compostas de exercícios específicos para a musculatura do assoalho pélvico, realizados nas posições sentada, deitada, de pé e andando, com duração de 30 minutos cada sessão. Inicialmente solicitou-se que sustentassem a contração do assoalho pélvico por cinco segundos, com um tempo de relaxamento de cinco segundos, de acordo com a tolerância da paciente. Foram formados dois grupos: Grupo GI, composto inicialmente por 13 pacientes atendidas no período de maio a julho de 2009. E Grupo GII, composto inicialmente por 12 pacientes atendidas no período de agosto a outubro de 2009. A média de sessões para os dois grupos foi de dez. As pacientes eram orientadas a realizarem os exercícios em casa.

Destes grupos, 14 idosas foram excluídas, sendo sete do grupo GI e sete do grupo GII, após avaliação completa e início do tratamento, por abandonarem o mesmo.

No primeiro encontro, foi realizada uma aula em PowerPoint sobre a definição da IU, seus sintomas, anatomia básica do assoalho pélvico, para esclarecimentos às pacientes a respeito da patologia e com o objetivo de promover a conscientização da contração da musculatura do assoalho pélvico.

Para a análise dos resultados, foi realizada uma comparação dos dados obtidos a partir da ficha de avaliação aplicados antes e no final do período de tratamento com a cinesioterapia e aplicado o teste de Wilcoxon,21 para comparar os escores do KHQ nos períodos antes e após tratamento. Fixou-se em 0,05 ou 5% o nível de rejeição da hipótese de nulidade.

O presente estudo obteve a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto de Saúde, sob o parecer de número 006/2009.

RESULTADOS

O grupo estudado foi composto por 11 idosas, com idades de 65 a 83 anos, com média etária de 74,2 anos e IMC entre 22,3 e 49,3 com média de 29,69 Kg/m2. O tempo médio da queixa de IU variou de seis meses a mais de dez anos, com média de seis anos. Em relação aos antecedentes obstétricos, oito pacientes tiveram entre um e cinco partos e três tiveram nove ou mais partos. Quanto à via de parto, todas as pacientes tiveram no mínimo um parto vaginal e apenas duas tiveram também parto cesárea. A média do número de partos normais foi de 5,09.

Considerando o diagnóstico referente aos tipos de IU, a partir dos sintomas referidos observou-se que três pacientes obtiveram o diagnóstico de BH, duas IUE e seis IUM antes do tratamento. Após o tratamento, três pacientes não referiam sintomas da IU.

Ao analisar a frequência de micções noturnas na presença de noctúria antes e após o tratamento, pelo teste de Wilcoxon, observou-se redução na média de 3 para 1,5 (p=0,02), evidenciando uma redução significativa na frequência de micções noturnas.

Foram analisadas, antes e após o tratamento, as seguintes situações de perdas urinárias aos esforços relatadas na avaliação fisioterapêutica: espirrar, tossir, saltar, correr, rir, levantar peso, mudar de posição, levantar-se pela manhã e subir escadas. Antes do tratamento, a média do número de situações de perda urinária aos esforços foi igual a 3,72. Após o tratamento, a média foi de 1,45, como descrito na tabela 1.

Ao analisar os dados referentes à retenção diante do primeiro desejo forte de urinar, antes do tratamento, dez pacientes referiam retenção com dificuldade e com perda involuntária de urina e uma não referiu dificuldade e conseguiu chegar seca ao banheiro. Após o tratamento, oito pacientes referiram retenção com dificuldade, sendo que quatro relataram perda involuntária de urina e quatro não perderam urina; e três pacientes não referiram dificuldade de retenção.

Com relação ao número de absorventes diários utilizados, antes do tratamento, cinco pacientes referiam utilizar de 1 a 3 absorventes diários e uma paciente, de 4 a 6 absorventes. Após o tratamento, as seis pacientes que utilizavam proteção, referiram a troca de 1 a 3 absorventes diários. As demais pacientes referiam não utilizar proteção alguma.

Como descrito na tabela 2, analisando-se os dados do questionário de qualidade de vida Kings Health Questionnaire (KHQ) antes e após o tratamento, pelo teste de Wilcoxon observou-se diminuição significativa nas médias e medianas dos escores nos domínios percepção geral da saúde, impacto da IU, limitação nas atividades de vida diária, limitações físicas, limitações sociais, emoções, sono e disposição, medidas de gravidade e escala de sintomas. O único escore que não apresentou diferença foi o relacionado a relações pessoais, pois nove pacientes referiram ausência de relação sexual e duas referiram não interferir.

DISCUSSÃO

A incontinência urinária determina problemas econômicos, físicos, sociais e psicológicos, alterando de forma importante a saúde da mulher. A terapêutica conservadora para a IU, utilizando recursos fisioterapêuticos, pode reforçar o controle esfincteriano através do fortalecimento da musculatura do assoalho pélvico, reduzindo assim os sintomas da perda urinária e consequentemente a melhora da qualidade de vida.

Ao avaliar os fatores de risco para a IU, um estudo constatou que o parto vaginal está associado com o aumento de casos de IU quando comparado com o parto cesáreo; no entanto, o parto vaginal isoladamente não é o causador da IU e sim, quando associado às lesões, traumas do assoalho pélvico e a outros fatores de risco. Tais achados coincidem com nossa amostra, onde foi observada uma média de 5,09 no número de partos normais.22

No presente estudo, a maioria das pacientes (6) foi acometida por IUM, baseado nas queixas clínicas, assim como no estudo que, ao correlacionar a queixa clínica com os achados urodinâmicos de 114 mulheres portadoras de IU, constataram que 52,6%, de acordo com a queixa clínica, eram portadoras de IUM.23 Observa-se como uma das limitações deste estudo a falta de dados de exame urodinâmico para uma avaliação mais precisa, visto que as pacientes eram portadoras de diferentes tipos de IU.

Como já descrito em pesquisas, o desconhecimento sobre como funciona a musculatura do assoalho pélvico pode ser um fator precipitante para IU, pois o desconhecimento da função muscular pode levar a uma hipotrofia e fraqueza. Esse dado foi encontrado em 100% das participantes do nosso estudo.24

No presente estudo, observou-se melhora acentuada das pacientes, na perda de urina diária e no alívio dos sinais e sintomas referidos, onde a média da frequência de micções noturnas na presença de noctúria e do número de situações de perda urinária aos esforços foi menor que a anterior ao tratamento com a cinesioterapia. Houve ainda redução no número de pacientes com dificuldade de retenção e perda involuntária de urina ao primeiro desejo forte de urinar e no número de absorventes diários utilizados.

Os resultados obtidos neste estudo estão concordes com outros estudos que demonstram melhora significativa dos sinais e sintomas da IU em mulheres incontinentes quando submetidas a tratamento conservador através da cinesioterapia do assoalho pélvico.25-27

Segundo Mouritsen, estudos mostraram conclusivamente que os exercícios do assoalho pélvico têm melhor prognóstico em casos de incontinência moderada e de curta duração. Pacientes mais jovens, que são pré-menopáusicas ou recebendo estrógenos, com peso normal e sem cirurgias prévias para incontinência, e que tenham demonstrado alguma conscientização e função de sua musculatura do assoalho pélvico, têm o melhor prognóstico.28 Contudo, nesta pesquisa observou-se boa resposta ao tratamento, tanto nas pacientes que desenvolveram os sintomas entre um a três anos quanto nas pacientes que notaram os primeiros sintomas há mais de dez anos.

O impacto que a incontinência causa na vida social provoca restrições quanto a frequentar lugares públicos, viajar, dormir fora de casa e até fazer visitas aos amigos. Isto está relacionado ao fato de as mulheres evitarem sair de casa, pois além de ficarem envergonhadas e com medo de cheirarem a urina, não sabem se encontrarão um local adequado para realizar suas micções e sua higiene pessoa.10

A partir da análise do questionário de qualidade de vida Kings Health Questionnaire (KHQ) nas pacientes estudadas, foi possível observar uma melhora aparentemente significativa da qualidade de vida no pós tratamento com a cinesioterapia do assoalho pélvico. Corroborando nosso estudo, o autor, ao avaliar qualidade de vida de mulheres após tratamento da IUE com fisioterapia, observou melhora significativa da qualidade de vida dessas mulheres.29

Outra pesquisa enfatiza a importância do impacto prejudicial da IU na qualidade de vida e afirma ainda que apenas a depressão tem impacto maior quando comparada a pacientes portadores de diabetes, hipertensão ou IU.30

Assim, este estudo vem confirmar que a cinesioterapia do assoalho pélvico, como tratamento conservador para incontinência urinária em mulheres idosas, é um método efetivo, seguro e de baixo custo, que contribui para ampliar as possibilidades terapêuticas desta enfermidade.

CONCLUSÃO

Com os resultados obtidos, pode-se concluir que a cinesioterapia do assoalho pélvico foi positiva para obter melhoras reais e significativas sobre a perda de urina diária e o alívio dos sinais e sintomas referidos, bem como na qualidade de vida das idosas portadoras de IU.

Apesar das dificuldades presentes neste estudo, como o baixo número de mulheres estudadas, a dificuldade de aderência ao tratamento até o término do estudo, visto o número alto de exclusões por abandono ao tratamento, falta de equipamentos para uma avaliação mais fidedigna e resultados mais precisos para os diferentes tipos de IU encontradas, constatou-se melhora aparentemente significante do quadro de perda urinária diária e alívio dos sinais e sintomas, usando como protocolo de tratamento a cinesioterapia do assoalho pélvico.

Assim, programas com essas características têm possibilidade de serem difundidos e podem ser facilmente implementados em locais menos convencionais, como possibilidades terapêuticas menos onerosas de atenção à saúde da mulher, garantindo-lhes melhor qualidade de vida.

REFERÊNCIAS

1. Abrams P, Cardoso Fall M, Griffiths D, Rosier P, Ulmsten U, Van Kerrebroeck P, Victor A, Wein A. The standartization of terminology of lower urinary tract: report from the standartization subcommitee of the International continence Society. Neurourol Urodyn 2002; 21(2 ):167-178.

2. Barracho ELLS, Dias RC, Saleme CS, Laranjeira CLS, Lima RSBC. Impacto sobre a quantidade de urina perdida de uma intervenção fisioterapêutica em idosas com incontinência urinária. Fisioterapia e Pesquisa 2006;13(1): 23-29.

3. Reis RB, Cologna AJ, Martins ACP, Paschoalin EL, Tucci E, Suaid HJ. Incontinência urinária no idoso. Acta Cirúrg Bras 2003;18(5): 47-51.

4. Honório MO, Santos SMA. Incontinência urinária e envelhecimento: impacto no cotidiano e na qualidade de vida. Rev Bras Enferm 2009; 62(1): 51-56.

5. Hermann V, Potrick BA, Palma PCR , et al. Eletroestimulação transvaginal do assoalho pélvico no tratamento da incontinência urinária de esforço: avaliações clínica e ultra sonográfica. Rev Assoc Méd Brás 2003;49 (4): 401-5.

6. Bandeira EMFS, Pimenta FAP, Souza MC. Atenção à saúde do idoso. .Belo Horizonet :Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais; 2006.

7. Varmus H. Disease-specific estimates of direct and indirect costs of illness and NIH support. Washington :Bethesda ;1997.

8. Subak LS, Brown JS, Kraus SR, Brubaker L, Lin F, Richter HE, Bradley CS, Grady . Diagnostic aspects of incontinence study (DAISy) Group : The "Costs" of urinary incontinence for women. Obstet Gynecol 2006 april ; 107(4): 908-916.

9. Moreira ECH ,et al. Tratamento cirúrgico e conservador da incontinência urinária de esforço. Fisioterapia em Movimento 2001;13(2):9-13.

10. Lopes MHBM, Higa R. Restrições causadas pela incontinência urinária à vida da mulher. Rev. Esc Enferm 2006; 40( 1): 34-41.

11. Belo J, Francisco E, Leite H, Catarino A. Reeducação do pavimento pélvico com cones de plevnik em mulheres com incontinência urinária. Acta Méd Port 2005;18: 117-122.

12. Grosse D, Sengler J. Reeducação Perineal. São Paulo: Manole; 2002.

13. Seleme RS. Incontinência urinária: um problema social de saúde pública. . Rio de Janeiro. Tese (Tese em Serviço Social) -Universidade Federal do Rio de Janeiro; 2006.

14. Borges FD, Frare JC, Moreira ECH. Fisioterapia na Incontinência Urinária. Fisioterapia em Movimento 1998 mar; 10(2): 103-111.

15. Palma PCR, Ricceto CLZ. Incontinência urinária na mulher In: Brata HS, Carvalhal GF. Urologia : princípios e prática. Porto Alegre: Artmed; 1999. p. 209 - 216.

16. Freitas F, Menke CH, Rrivoire W. Rotinas em ginecologia. 4. ed. Porto Alegre: Artmed; 2002.

17. Kegel AH. Physiologic therapy for urinary stress incontinence. Jama 1951; 163(10): 915-17.

18. Kegel A, Powell TO. The physiological treatment of urinary stress incontinence. J Urolog 1950; 63(5): 808-13.

19. Wroclawski ER, Borrelli JRM, Borrelli M. Tratamento não-Cirúrgico da incontinência urinária de esforço. In: Rubinstein I. Urologia feminina. São Paulo: BYK; 1999. p. 189 - 198.

20. Tamanini JTN, D´ancona CAL, Botega NJ, Rodrigues NNJ. Validação do "King´s Health Questionnaire" para o português em mulheres com incontinência urinária. Rev Saúde Pública 2003; 37( 2) : 203-11.

21. Siegel S, Castellan Jr NJ. Estatística não paramétrica para ciências do comportamento. 2 ed. Porto Alegre 2006: Artmed. p.448.

22. Higa R, Lopes MHBM, Reis MJ. Fatores de risco para a incontinência urinária na mulher. Rev. Esc. Enferm. 2008; 42(1): 187-92.

23. Feldner Jr PC, Bezerra LRPS, Girão MJBC, Castro RA, Sartori MGF, Baracat EC, Lima GR. Valor da queixa clínica e exame físico no diagnóstico da incontinência urinária. Rev. Bras Ginecol Obstetr 2002; 24( 2): 87-9.

24. Leon MIWH. A eficácia de um programa cinesioterapêutico para mulheres idosas com incontinência urinária. Fisioterapia Brasil 2001; 2(2): 107-15.

25. Marques SMF , Freitas PAC. A cinesioterapia como tratamento da incontinência urinária na unidade básica de saúde. Fisioterapia em Movimento 2005; 18( 4). p. 63-67.

26. Bernardes N, Péres F, Souza E, et al. Métodos de tratamento utilizados na incontinência urinária de esforço genuína: um estudo comparativo entre Cinesioterapia e Eletroestimulação Endovaginal. Rev Bras Ginecol Obstetr 2000; 22(1): 281-90.

27. Zacchi AS, Bruse CF, Souza RMN. Utilização da cinesioterapia na incontinência urinária de esforço. Fisio Terapia 2008 set/out; 5(28) : 10-11.

28. Mouritsen L. Pelvic Floor: exercises for female stress urinary incontinence. The International Urogynecology Journal 1994; 34( 5) : 44 - 51.

29. Rett MT, Simões JA, Herrmann V, Gurgel MSC, Morais SS. Qualidade de vida em mulheres após tratamento da incontinência urinária de esforço com fisioterapia. Rev Bras Ginecol Obstetr 2007; 29(3):134-40.

30. Chen GD, Lin TL, Hu SW ,et al.. Prevalence and correlation of urinary incontinence and overactive bladder in taiwanese women. Neurourol Urodyn 2003; 22(2): 109-17.


Autoras:

Jaqueline Ramos de Oliveira;
Rosamaria Rodrigues Garcia

Faça Fisioterapia