INTRODUÇÃO Este artigo pretende abordar o papel da fisioterapia no processo de educação e atenção a gestantes e familiares partindo de uma e...

A fisioterapia na atenção a gestantes e familiares



INTRODUÇÃO

Este artigo pretende abordar o papel da fisioterapia no processo de educação e atenção a gestantes e familiares partindo de uma experiência  junto ao Grupo de Gestantes e Familiares da Universidade Regional do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ, sendo esta uma atividade de extensão universitária.

A importância de se relatar este tipo de experiência justifica-se pelo fato de esta ser uma área de atuação da fisioterapia ainda pouco explorada pelos seus profissionais, visto que a maioria dos fisioterapeutas atua na abordagem terapêutica e individual, pouco utilizando de recursos que promovam ações de maneira interdisciplinar, aqui entendida como:

"(...) uma relação de reciprocidade, de mutualidade, em regime de co-propriedade que possibilita um diálogo mais fecundo entre os vários campos do saber, que leva a uma modificação e enriquecimento das disciplinas envolvidas, na medida em que cada uma se conscientiza dos seus limites e acolhe as contribuições de outras disciplinas"(1).

Nas últimas décadas, o enfoque da assistência ao pré-natal, ao parto e à maternidade em si tem sido bem diferenciado. Os programas inter e multidisciplinares de  reparação para o parto, caracterizados pelo desenvolvimento de métodos educativos, atenção psicológica e preparo físico específico, estão se tornando comuns e cada vez mais procurados pela maioria das gestantes(2).

O Grupo de Gestantes e Familiares da Universidade  Regional do Noroeste do Estado – UNIJUÍ, surgiu em 1993, quando o Departamento de Ciências da Saúde propôs, como atividade curricular do Curso de Enfermagem, um trabalho com gestantes e seus familiares, no ano seguinte passou a contar com o Curso de Nutrição.

Mais tarde com a implantação do Curso de Fisioterapia, o Departamento de Ciências da Saúde, os coordenadores da atividade perceberam a possibilidade concreta da contribuição de mais uma profissão. Levando em consideração que a gravidez e o parto demandam eventos socioculturais e que tem relação direta com aspectos
psicológicos, em 2001, o Curso de Psicologia passa a fazer parte do grupo de profissionais que integram o Grupo de Gestantes e de Familiares, constituindo a partir daí, um trabalho de âmbito interdisciplinar(3).

Como a gestação é uma fase de transformações, tanto para a mulher quanto para o homem, essas modificações do corpo, acarretam mobilizações emocionais em suas vida, obrigando ao casal grávido a adaptar-se ao seu novo papel, de papai e de mamãe. Quanto mais oportunidades de falar sobre a percepção destas modificações, mais aumentam as chances de adaptação a essa nova realidade(4,15).

Nesse processo a fisioterapia desempenha um importante papel, proporcionando num contexto interdisciplinar, experiências que auxiliam as gestantes e seus familiares na prevenção e orientação quanto às diversas modificações gravídicas, dentro de seu núcleo de conhecimento, havendo a possibilidade de um mesmo tema ser discutido sob diferentes aspectos.

O GRUPO DE GESTANTES E FAMILIARES

A base teórica do grupo de gestantes e familiares é fundamentada na atividade de grupo operativo, que segundo Pichon-Rivière(5) se caracteriza por ser um espaço onde se desenvolvem atitudes e comunicam-se conhecimentos, é interdisciplinar, cumulativa, interdepartamental e de ensino orientado, baseia-se na pré-experiência de cada indivíduo do grupo, constituindo- se numa estratégia para "assistir" as pessoas. A dinâmica deste grupo contempla duas atividades distintas, a primeira que se conforma no
grupo de coordenação, que é formado por quatro professores e em torno de cinco acadêmicos dos cursos de Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição e Psicologia, sendo que desta forma é realizado um encontro semanal com o objetivo de planejamento do encontro seguinte e avaliação do anterior.

Ao iniciar o semestre o grupo da coordenação, mantém reuniões que são anteriores e posteriores ao início da atividade de extensão em si, planejando os encontros do semestre e realizando sessões de estudos dirigidos, sendo que a cada semana um núcleo de conhecimento propõe a leitura de um artigo ou capítulo de livro para a
discussão.

Quando a atividade de extensão encerra, são realizados os planejamentos necessários para a edição do próximo semestre, isto inclui divulgação através de cartazes e meios de comunicação, como rádio e televisão. Em um segundo momento o grupo se conforma através da coordenação e das gestantes e seus familiares, com um encontro semanal. Como a atividade se caracteriza por proporcionar um espaço de troca de experiências, onde as pessoas envolvidas estão passando pelo mesmo processo, o da "maternagem", se faz necessário que o número de indivíduos permita que todos consigam expor os seus questionamentos, para que isto seja possível, limitou-se o número de participantes da comunidade em aproximadamente dezesseis pessoas.

Salienta-se que a coordenação e as gestantes e seus familiares se reúnem numa freqüência de oito a nove encontros, uma vez na semana. Os temas a serem abordados são pré-definidos, mas servem apenas como pretexto, pois se trabalha com a demanda do grupo de modo a suprir com  necessidade que este apresenta em um determinado
momento.

O processo educacional deste grupo se dá tanto no espaço acadêmico quanto na comunidade.

Aos acadêmicos se oportuniza a vivência profissional através da responsabilidade de coordenar as atividades grupais, participar dos processos de seleção de novos membros da equipe e organizar as atividades referentes à sua área de conhecimento. Aos professores, é possível colocar em prática o trabalho de cunho interdisciplinar, demonstrando
os vários fazeres e saberes junto aos colegas, construindo assim um conhecimento mais rico que vem a acrescentar o ensino até mesmo em sala de aula.

Já para as gestantes e seus familiares, se oportuniza um espaço onde as dúvidas, angústias e alegrias, podem ser expostas, de forma que há uma troca de experiências que proporcionam um amadurecimento e conseqüente aprendizado. Viçosa(4) contribui referindo que "nos grupos de gestantes se cria um espaço onde os participantes
podem dizer seus problemas e refletir sobre eles".

ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NO GRUPO DE GESTANTES

A atuação da fisioterapia na saúde da mulher permite intervir sobre vários aspectos da função e do movimento humano, que sofrem mudanças e alterações durante as fases de vida da mulher, desde a adolescência até a fase adulta, passando inclusive sobre o período gestacional(6). O período gestacional gera muitas alterações no organismo
materno, sendo necessária uma adaptação da mulher às novas condições físicas.

À medida que o bebê se desenvolve, ele cresce e aumenta de peso, além disso, há uma alteração hormonal importante, que em associaçãocom o crescimento das mamas é capaz de causar uma  série de modificações posturais, dentre elas: hiperextensão de joelhos aumento das curvaturas da coluna lombar, dorsal e cervical, acompanhada
de uma projeção dos ombros(7). Todas essas alterações posturais ocorrem na tentativa de compensar o novo centro de gravidade assumido pelo corpo.

Ao caminhar, pode-se perceber que a gestante sente falta de equilíbrio, por este motivo, busca aumentar sua base de sustentação, apresentando assim, uma marcha diferenciada, que por muitos é chamada de "marcha anserina"(8).

Todos os outros sistemas corporais da mulher também sofrem modificações e estas podem ser notadas facilmente, como por exemplo, a falta de ar, cansaço, sono, aumento de freqüência urinária, edemas e alterações emocionais.

Nesse sentido, o fisioterapeuta se apresenta como um profissional da área da saúde capaz de contribuir com a melhora da qualidade de vida da gestante, amenizando suas queixas, através de um programa educativo e terapêutico. Em todos os encontros do Grupo, as gestantes com idade gestacional superior a três meses são convidadas a realizar alguns exercícios terapêuticos como forma de demonstrar quais as atividades importantes nesta fase da vida.

Como os encontros são semanais, as mulheres são orientadas e estimuladas a realizar os exercícios pelo menos três vezes por semana para que os benefícios desejados sejam obtidos, em função disto são fornecidas diretrizes adequadas, relacionadas à preparação para o parto, amamentação e cuidados com o recém-nascido.

Todas as orientações estão baseadas de acordo com o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia que apostando nos benefícios maternos e fetais, definiu recomendações de interesse na prescrição de programas de exercícios na gravidez. Independentemente do tipo, as intensidades leve ou moderada são as mais adequadas, com freqüência mínima de três vezes por semana, mantida regularmente. Devem ser evitadas as atividades intensas; é importante respeitar o limite de 140 bpm para a freqüência cardíaca materna e de 38ºC para a temperatura ambiente. Os exercícios de solo devem ser realizados em superfícies firmes e regulares(11,12) e de maneira
geral, assegurar melhor controle da percepção corporal, da auto-estima, do humor e da ansiedade, proporcionando sensação de bem-estar físico e psicológico(11,13).

É importante salientar que a gestante deve ser liberada pelo seu obstetra para a prática de exercícios, e que estes visam o bem estar físico e mental
da mulher tanto no pré quanto no pós-parto.

A fisioterapia no pré-parto tem como objetivo a orientação quanto a posturas adotadas nas atividades de vida diária evitando desta forma processos álgicos, e também direciona a adoção de uma postura adequada durante o processo da amamentação e cuidados com o bebê, que deverá ser aprendido neste período(9).

Desta forma, os maiores benefícios da fisioterapia para a gestante são: manter a força muscular, melhorar ou manter a capacidade cardiovascular, a flexibilidade e a postura(10).

No período pós-parto, a fisioterapia atua proporcionando o bem-estar da puérpera, amenizando suas queixas e melhorando a sua qualidade de vida, garantindo assim um retorno rápido e máximo da função muscular comprometida(14).

Nesse grupo, a fisioterapia possui um papel de promoção em saúde, atuando de forma educacional facilitando o entendimento de todas as alterações que a mulher sofre nesse período, isso faz com que haja uma diminuição das preocupações e dúvidas em relação a seu próprio corpo e nos cuidados com o recém-nascido, parte-se do
pressuposto que o conhecimento de todos os fenômenos da gestação é uma maneira de participação ativa, que promove alívio das ansiedades conforme a grávida vai se tornando emocionalmente envolvida(4,15).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Atividades de extensão universitária são oportunidades para acadêmicos, professores e comunidade fazerem um espaço comum para troca de informações, beneficiando-se mutuamente quanto aos aspectos relevantes do processo de ensino-aprendizagem.

O Grupo de Gestantes e Familiares da UNIJUÍ realiza as suas atividades de maneira interdisciplinar, promovendo a educação em saúde de uma forma ampla, possibilitando para a Fisioterapia, enquanto núcleo de conhecimento, uma oportunidade de atuação diferenciada daquela a que habitualmente está direcionada.
A fisioterapia nesse contexto utiliza-se de ferramentas educacionais e terapêuticas para auxiliar as gestantes e seus familiares a atravessar essa fase da vida tão especial, de forma a trabalhar com aspectos relacionados com o seu fazer através da demanda do grupo.

REFERÊNCIAS
1. Silva ML. Da disciplina a transdisciplinaridade. Rev Eletrônica Ressignificando a Educação. [periódico online]. 2003 fev [capturado 2005 jun]; (2): [8 telas]. Disponível
em: http://www.divinopolis.uemg.br/revista/revista-eletronica2/artigo7-7.htm

2. Standing TS, el-Sabagh N, Brooten D. Maternal education during the perinatal period. Clin Perinatol. 1998;25:389-402.

3. Van Der Sand ICP, Campos IF, Sartori GS. Grupo de gestantes e familiares como alternativa de atenção interdisciplinar: relato de uma experiência de extensão
universitária. Sci Med. 2004;14:52-8.

4. Viçosa RM. Grupos de gestantes. In: Zimerman DE, Osório LC. Como trabalhamos em grupos. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997. p.305-9.

5. Pichon-Rivière E. O processo grupal. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes; 2000.

6. Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional 5ª Região-RS (CREFITO 5 RS). Fisioterapeuta e terapeuta ocupacional: o que estes profissionais podem
fazer por você! In: Cartilha de apresentação da atuação do fisioterapeuta e terapeuta ocupacional no Sistema Único de Saúde. Porto Alegre; 2005. p.17-20.

7. O'Connor LJ, Stephenson RG. Fisioterapia aplicada à ginecologia e obstetrícia. 2ª ed. São Paulo: Manole; 2004.

8. Carrara HHA, Duarte G. Semiologia obstétrica. Medicina (Ribeirão Preto). 1996;29:88-103.

9. Difiore J. O guia completo para uma boa forma física pós–natal. São Paulo: Manole; 2000.

10. YMCA dos EUA, Hanlon TW. Ginástica para gestantes: o guia oficial da YMCA para exercícios pré-natais. São Paulo: Manole; 1999.

11. Artal R, Wiswell RA, Drinkawater BL. O exercício na gravidez. 2a ed. São Paulo: Manole; 1999.

12. Polden M, Mantle J. Fisioterapia em ginecologia e obstetrícia. 2a ed. São Paulo: Santos; 2000.

13. Mauad Filho F, Araújo ACPF, Maranhão TMO, et al. Exercício físico na gravidez. Ginecol Obstet Atual. 1999;8:54-8.

14. Kisner C, Colby LA. Exercícios terapêuticos: fundamentos teóricos e práticos. São Paulo: Manole; 1998.

15. Zimermann DE. Fundamentos básicos das grupoterapias. Porto Alegre: Artes Médicas; 2000.

Endereço para correspondência:
SIMONE ZENI STRASSBURGER
Rua do Comércio, 2323 ap. 404 – Bairro Pindorama
CEP 90000-000, Ijuí, RS, Brasil
E-mail: simone.s@unijui.tche.br

Na hora da dor, os sintomas são iguais. Cistite e infecção urinária, porém, não são sinônimos. Comuns entre as mulheres, as duas doenças pro...

Cistite ou infecção urinária?



Na hora da dor, os sintomas são iguais. Cistite e infecção urinária, porém, não são sinônimos. Comuns entre as mulheres, as duas doenças provocam dor, desconforto e ardência ao urinar.

Alex Meller, urologista do Hospital Santa Paula, em São Paulo, pontua a diferença entre as duas: a cistite, segundo o especialista, é uma inflamação da bexiga. Ela provoca dores, vontade de urinar, mas os sintomas são menos severos. Quando diagnosticada logo no começo, é possível bloquear o problema com a ingestão de bastante água, e o uso de analgésicos para tratar a dor.

"Ao primeiro sintoma de dor, é importante tomar bastante líquido. A cistite alerta que a bexiga está irritada. Analgésicos específicos para aliviar ardência na via urinaria devem resolver o problema em 24 horas."

A lista de causas da cistite é vasta e bem variada. Baixa hidratação ou consumo abusivo de café e refrigerantes, por exemplo, podem desencadear o problema. Meller esclarece que essas bebidas liberam uma substância ácida na urina, que provoca a irritação da bexiga.

"O abuso dessas bebidas eleva a acidez da urina e inflama a bexiga. Essa reação provoca a sensação de incontinência. Urinar mais vezes não é o problema, mas urinar com dor é alarmante."

Respeitar a vontade de urinar, mesmo com os sintomas da cistite, é importante para evitar que o problema evolua, explica o urologista. Ele comenta que é comum as pessoas segurarem a urina para evitar a dor. "Quem tem cistite não urina direito, tem medo de sentir a dor e acaba ficando mais propensa a infecção."

Uma cistite não tratada é uma das portas de entrada de bactérias para o sistema urinário. A anatomia da mulher favorece a contaminação. Rogério de Fraga, chefe do departamento de urologia feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, explica que a uretra da mulher é mais curta e a abertura está localizada em uma região tipicamente colonizada por bactérias.

Xixi a cada três horas

Já a infecção urinária, explica Fraga, é provocada pela chegada dessas bactérias até a bexiga. Em muitos casos, a cistite pode evoluir para uma infecção. "A bexiga já fragilizada fica mais vulnerável ao avanço das bactérias."

O especialista revela que a cada quatro horas a população de bactéria na região genital é duplicada. A evolução é rápida, mas a forma de prevenção é simples. É fundamental urinar a cada três horas. "A urina lava a bexiga, recicla as bactérias e blinda o sistema urinário. Urinar muitas vezes ao longo do dia e beber muita água mantém a doença distante."

Antigamente apelidada como 'doença da Lua de Mel', a cistite também pode aparecer após a relação sexual. Os médicos explicam que o atrito do pênis na vagina irrita a uretra, provocando a sensação de ardência e dor. Uma recomendação dos especialistas para evitar o problema é simples: depois do sexo, dar um pulinho no banheiro e urinar. "O pênis também é um condutor de bactérias para a bexiga. A urina lava o canal, a bexiga e elimina as bactérias que entraram."

Raio-X de bactérias

Para tratar a infecção é preciso realizar exames de urina com cultura de bactérias, esclarece Alex Meller, urologista do Hospital Santa Clara. "A paciente precisa procurar um atendimento e realizar exames de cultura. Não há como indicar um medicamento sem saber que tipo de bactéria está provocando a infecção. Sem esse 'raio-x', o tratamento pode ser inútil."

O uso inadequado de antibióticos além de não tratar o foco da doença, faz com que as bactérias criem resistência à medicação. No Brasil, segundo o médico, um dos remédios mais potentes para tratar esse tipo de doença, por conta do uso incorreto, já enfrenta a resistência de bactérias em 20% dos casos.

"Em muitos hospitais o atendimento é feito sem critérios. Recomendar um remédio mais fraco que a bactéria não elimina os sintomas, e indicar um medicamento muito mais forte que o necessário para o caso faz com que esse medicamento perca potência. A bactéria cria resistência ao longo do tempo e deixa de reagir ao remédio."

Alternativas

A cistite ataca de 15 a 20% da população feminina no mundo. Ao longo dos anos, os números não aumentaram, embora o conhecimento sobre a doença, na avaliação dos médicos, sejam ainda bem confuso.

A mulher moderna tem mais relações sexuais, e, na correria do dia-a-dia, menos tempo para se preocupar com alimentação balanceada e hidratação constante. Rogério de Fraga, especialista em urologia feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, revela que do ponto de vista médico, a incidência das doenças passam a ser preocupantes quando ultrapassam de três episódios ao ano.

A proteção e as causas, para as duas doenças, estão diretamente ligadas. De acordo com os médicos, a prisão de vrente, a baixa imunidade, o pouco consumo de água e a menopausa desencadeiam os dois problemas. O intestino com funcionamento irregular contribui para a proliferação de bactérias e a contaminação do sistema urinário.

Cranberry: o suco da frutinha ajuda a proteger o trato urinário

Frutinha protetora

Nos Estados Unidos, uma medida de prevenção para casos em que a infecção urinária é crônica, é beber suco de cranberry – aqui no Brasil ela se chama oxicoco e é uma parente do mirtilo. Alex Meller revela que a fruta elimina na urina uma substância que paralisa as bactérias, e tem o poder de controlar o desenvolvimento delas na bexiga. Por aqui a bebida pode ser encontrada em lojas de produtos importados ou naturais. Além do suco, há no mercado um imonomodulador para tratar infecções severas. Meller explica que o medicamento é recomendado para a prevenção. Ele aumenta a imunidade do tecido da mucosa, protegendo a bexiga.

O urologista alerta, no entanto, para o cuidado com problemas crônicos. Na visão dele, casos agudos, repetidos em um intervalo curto de tempo, precisam ser acompanhados com atenção. Embora seja mais difícil de acontecer, uma bactéria resistente pode sim, evoluir, alcançar os rins, e contaminar o sangue. "A infecção que começou na urina, quando chega o sangue, torna-se generalizada. As implicações são graves e, muitas vezes, irreversíveis."

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Autoexame é inútil na detecção de câncer testicular, diz médico


Cantor Robbie Williams fez campanha para incentivar os homens a realizar o autoexame. Foto: Getty Images

Os apelos de celebridades pedindo aos homens britânicos que apalpem seus testículos com regularidade para detectar sinais precoces de câncer são uma perda de tempo, denunciou um médico em artigo de opinião publicado nesta quinta-feira na revista British Medical Journal (BMJ).

O cantor Robbie Williams e a equipe de rúgbi dos Leicester Tigers estão entre os que fizeram campanha para incentivar os homens a realizar o autoexame, como foi feito antes com as mulheres para a detecção do câncer de mama. O doutor Keith Hopcroft, médico geral do condado de Essex, criticou o convite "a acariciar as jóias da família", denunciando sua inutilidade e seus potenciais efeitos negativos, como a ansiedade.

A possibilidade de descobrir algo significativo através do autoexame dos testículos é minúscula, argumentou. Seriam necessário que pelo menos 50 mil homens fizessem este autoexame durante dez anos para evitar uma morte. Este tipo de campanha se baseia no mito de que o câncer testicular é um mal silencioso, quando pelo menos a metade dos pacientes com este tipo de câncer, considerado raro, sente dores.

O médico também destacou que a taxa de cura para a doença atualmente é muito elevada. Campanhas do tipo são inspiradas em uma época em que a realidade não era esta, acrescentou.

Fazer exames regulares de Papanicolau pode salvar a vida de milhares de mulheres com câncer de colo do útero ...

Papanicolau aumenta chance de cura de câncer de colo do útero



Fazer exames regulares de Papanicolau pode salvar a vida de milhares de mulheres com câncer de colo do útero ou câncer cervical, aponta um estudo publicado na versão online do periódico British Medical Journal (BMJ). A análise feita por pesquisadores do Centre for Research and Development da Uppsala University, na Suécia, envolveu 1.230 mulheres acompanhadas durante oito anos após o diagnóstico da doença.

Parte delas descobriu o problema por meio de um exame de Papanicolau e parte por meio de sintomas, como sangramento vaginal anormal, dor durante a relação e corrimento anormal. Os resultados mostraram que a taxa de sobrevivência de mulheres com câncer de colo do útero detectado pelo exame era de 92%, enquanto que aquelas que foram diagnosticadas pelo sintoma apresentavam uma taxa de sobrevivência de 66%. Além disso, mulheres curadas apresentavam risco de mortalidade igual ao daquelas de mesma idade que não tiveram câncer.

Segundo os autores do estudo, por meio do Papanicolau é possível detectar cancros em fase precoce, o que torna o tratamento mais simples e com melhor prognóstico. Durante o teste, o médico raspa células do colo do útero e as envia a um laboratório para verificar mudanças potencialmente cancerosas ou pré-cancerosas. Ele deve ser feito a partir dos 21 anos ou após iniciar a vida sexual.

Peixe ajuda a reduzir risco de câncer de colo do útero

O público feminino tem um motivo a mais para incluir peixe no cardápio - um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt (EUA) associou o consumo de ácidos graxos ômega 3, provenientes de peixes, à redução do risco de desenvolver pólipos adenomatosos no cólon, um tipo que pode se tornar canceroso. Pólipos são crescimentos anormais na mucosa do cólon que podem se tornar um tumor.

A pesquisa incluiu 5.307 pacientes de colonoscopia, sendo 60% do sexo masculino, durante um período de sete anos. Desse grupo, 2.141 participantes possuíam pólipos no cólon e 3.166 pessoas ficaram no grupo de controle, sem apresentar qualquer tipo de pólipo ao longo do período.

Todos os pacientes responderam questionários sobre os seus hábitos alimentares e histórico médico. Dados como idade, raça, índice de massa corporal, tabagismo e outros fatores também foram considerados. No final, os estudiosos descobriram que as mulheres que consumiam três ou mais porções de peixe por semana estavam 33% menos propensas a ter pólipos adenomatosos.

O consumo de ômega 3 não teve efeito sobre os homens nem mesmo no aparecimento de pólipos hiperplásicos, tipo que costuma ser benigno. Os pesquisadores afirmam que o poder anti-inflamatório do ômega 3, abundante em peixes, é o responsável por reduzir os riscos de câncer.

O pré-natal é a assistência que se dá à mulher a partir do momento em que ela engravida, no qual o médico procura diagnosticar e tratar doen...

Importância do pré-natal para a saúde


O pré-natal é a assistência que se dá à mulher a partir do momento em que ela engravida, no qual o médico procura diagnosticar e tratar doenças preexistentes, da realização de um diagnóstico precoce de qualquer alteração tanto da mãe quanto do feto para que dentro das possibilidades existentes hoje elas possam ser corrigidas.

O pré-natal é muito importante para que se tenha uma assistência também psicológica e emocional para a mulher, pois este é um período onde a mulher vive uma fase mais sensível, mais emotiva, onde surgem muitas dúvidas e medos. E é fundamental que possamos também orientá-las e ajudá-las a se situar de uma maneira equilibrada e tranqüila, simplesmente voltada às sensações boas e novas que ela começa a apresentar. Através de um acompanhamento é possível assegurar maior equilíbrio à gestante.

Regularidade

No pré-natal tem-se inicialmente consulta mensal e depois que a paciente chega à gravidez a termo, passamos a ter consultas com intervalos menores, dependendo de cada caso. Durante essas consultas mensais é claro que qualquer coisa que aconteça de diferente este intervalo pode mudar, comenta.

No início do pré-natal são feitos alguns exames básicos na tentativa de diagnosticar algumas patologias que possam afetar a mãe e o feto durante a gestação. Os exames de uma maneira geral são: grupo sangüíneo, hemograma, glicemia, pesquisa de toxoplasmose, rubéola, sífilis, fezes, urina justamente visando detectar alguma alteração que possa ser tratada .

Hoje existem recursos em termos de exames mais modernos que podem ser feitos para diagnosticar algumas patologias cromossômicas, como por exemplo, biópsia vilo corial para detecção principalmente da Síndrome de Down. Hoje já existem métodos menos invasivos como a translucência nucal através do ultra-som, se fazendo o rastreamento das mulheres que iriam realizar exames mais invasivos.

Importância

No pré-natal é importante haver uma seleção das chamadas gestações de alto risco, onde estas pacientes teriam que ter uma assistência maior. Dessa forma, a grávida iria se submeter a exames mais específicos e com isso também fazer que as condições de alto risco sejam minimizadas com a intenção de que a mãe e o feto cheguem a um final de gravidez normal e satisfatório.

Os especialistas reforçam a importância do pré-natal lembrando que a mulher de hoje, considerando sua ascensão sócio-político e econômica tornou-se mais exigente em termos de acompanhamento, cobrando um maior suporte e atenção a nível médico.

No antigo testamento da bíblia a mulher menstruada era isolada por sete dias e qualquer um que a tocasse seria considerado imundo. Com a inf...

Controle do mecanismo álgico da dismenorréia através da fisioterapia



No antigo testamento da bíblia a mulher menstruada era isolada por sete dias e qualquer um que a tocasse seria considerado imundo. Com a influência da crença e tradições sócio- econômicas levou a menstruação a ser um quadro negativo (CARDOSO e LEME,2003).

A palavra dismenorréia é derivada do grego e significa menstruação difícil ou desconfortável ; a dor uterina é o centro de vários sintomas como palidez, sudorese, cefaléia, náuseas , vômitos, aumento do número de evacuações, dor lombar e nos membros inferiores (BARACAT e cols, 1995).

De acordo com o Instituto Paulista de Pesquisa de Mercado,1981, 65% das brasileiras entre 18 a 40 anos sofrem de cólicas menstruais. Cerca de 600 milhões de horas/ano de trabalho serão perdidas no Estados Unidos se não for realizado um tratamento eficaz pois as mulheres constituem pelo menos 42% da força de trabalho. Com o cálculo de horas perdidas somam , alguns bilhões de dólares (CARDOSO e LEME,2003).

Apesar de ter sido estudada à mais de 100 anos , somente nos últimos 25 anos que aumentaram as pesquisas e estudos a respeito da cólica menstrual e de sua etiofisiopatologia (CARDOSO e LEME,2003).

Segundo Baracat e cols (1995), o controle da dismenorréia primária é muitas vezes difícil , e pode ser constituído como uma síndrome. Fica difícil de se estabelecer a incidência desta síndrome pois os sintomas são muitas vezes confundidos pelas pacientes (BARACAT e cols, 1995). As formas fisioterapêuticas que amenizem a dor da mulher dismenorréica é escassa. Portanto o objetivo deste trabalho é averiguar se a cinesioterapia pode ser uma alternativa terapêutica para a dismenorréia (CARDOSO e LEME,2003).

Etiopatogênia e Quadro Clínico

O crescimento da produção de prostaglandinas (principalmente a PGF2 alfa) , esta relacionada a causa da dismenorréia primária, que atinge um pico nos primeiros dois dias da menstruação. As mulheres com dismenorréia primária têm concentrações significativamente maiores destes ácidos graxos insaturados no endométrio , em lavagens endometriais e no fluido menstrual em relação às normais. O endométrio , sob ação da progesterona na segundo metade do ciclo , torna-se secretor e produz prostaglandinas que são liberadas das células endometriais degeneradas quando os níveis de progesterona caem ( início do sangramento menstrual). Está substância , que estimula a contracão dos músculos lisos, atua no miométrio ao promover a passagem de cálcio da membrana celular endomentrial para os elementos de contração da fibra muscular , provocando aumento da contratilidade uterina e da vascularização , isquemia e subsequente dor. No útero , a síntese de prostaglandina ocorre no endométrio ,mas seus receptores localizam-se predominantemente no miométrio ( CARDOSO e LEME,2003).

O aumento da amplitude e freqüência das contrações uterinas e estimulada tanto pela PGE1 quanto a PGF2. Além disso , elas agem como potencializadoras das sensação dolorosa através da sensibilização das terminações nervosas, intensificando a sintomatologia (CARDOSO e LEME,2003).
A dismenorréia primária quase sempre acontece nos primeiros dias e algumas vezes acompanha a menstruação , e quase nunca acontece no final da menstruação . A maioria das pacientes se queixam algumas horas antes da instalação do fluxo , aumentando de intensidade quando se aproxima e desaparecendo no seu transcurso ( BARACAT e cols,1995).

A dor apresentada pelas pacientes poderá ser tão intensa que são obrigadas a se afastarem de suas atividades físicas e intelectual, isto chamamos de dismenorréia incapacitante (BARACAT e cols,1995).

A dor acompanha o trajeto do nervo hipogástrico que nasce na região lombossacra e se irradia na fase interna das coxas. Sintomas extragenitais ou sistêmicos podem surgir em associação com a dor ou isoladamente (BARACAT e cols ,1995).

Para o diagnóstico da dismenorréia é necessária uma cuidadosa anamnese e um exame pélvico minuncioso. Quando os exames não forem satisfatório coloca-se em dúvida o caráter não orgânico da dor, por não melhora com a terapêutica específico é necessário exames subsidiários, e é o caso da ultra-sonografia pélvica (BARACAT e cols,1995).


Tratamento

Recomenda-se para alívio da dor , hidratação, calor no baixo ventre, analgésicos , antiespasmódicos até entorpecentes e medicamentos , para alivio dos sintomas extragenitais .O tratamento profilático é importante para evitar novas crises , que inclui medidas de ordem geral( BARACAT e cols, 1995).

A hormonioterapia (estrogênios, progestagênios, androgênios e gonadotrofina coriônica) , sào utilizados caso esses métodos sejam ineficazes. É raro, porém existem pacientes cuja a dismenorréia se exarceba pelos anteconceptivos hormonais. Em pacientes jovens que não necessitam de anticoncepção ou ainda essa última e contra –indicada é recomendado o uso de drogas inibidoras da síntese ou da ação da prostaglandina representados pelos antiinflamatórios não hormonais. A dismenorréia primária apresenta um bom prognóstico , por ela ser bem controlável pelos procedimentos terapêuticos (BARACAT e cols, 1995).


Fisioterapia

Os exercícios utilizados para o tratamento da dismenorréia na fisioterapia são todos aqueles que podem envolver a região pélvica , utilizando os movimentos de inclinação pélvica anterior e posterior , as rotações para frente e para trás e as inclinações laterais ( pelve elevada e deprimida). Podendo ser realizados de inúmeras formas, tais como : decúbito, agachada ,em ortostase; utilizando materiais de auxílio , como as bolas suíças . Há também uma atenção aos alongamentos e a respiração (CARDOSO e LEME,2003).

Alguns profissionais defendem a massoterapia ( em membros inferiores para melhorar o retorno venoso e lombar para aliviar a lombalgia) associado a cinesioterapia ativa para fortalecimento da musculatura abdominal e lombar . Um outro recurso para alívio da dor é a eletroterapia , os mais indicados são o TENS e a corrente interferencial(BASS, 2001).


Discussão

Conforme revisado na literatura , verifica-se que a cólica não interferirá somente no desempenho pessoal de cada mulher , mas também na sociedade como um todo , a respeito da influência sócio- econômica desta questão (CARDOSO e LEME,2003).

A maioria das mulheres fazem uso de medicação para melhorar o desconforto sentido . Talvez , este fato, possa mascarar os dados quanto à intensidade da cólica , sua provável diminuição e seu tempo de permanência. O fator emocional pode estar relacionado a resposta a menstruação , fazendo com que um processo normal possa assumir características patológicas ; já que é possível que fatores psicogênicos possam modular os sinais noreceptivos periféricos dolorosos, influenciando na resposta à dor (CARDOSO e Leme ,2003).

Muitas mulheres relataram uma redução na intensidade da cólica ,após a realização de atividades físicas que fortalecem a musculatura abdominal e pélvica ( exemplo a dança do ventre), mas há a necessidade de mais estudos sobre o assunto (CARDOSE e LEME,2003).


Conclusão

Na população estudada menos da metade procura o médico para tratar da dismenorréia ou faz uso de técnicas alternativas para trazer alívio para a cólica menstrual . A busca pela fisioterapia não é diferente , por ser recente na área ginecológica .
O caminho mais procurado para o desconforto ainda é o uso de medicações . A fisioterapia é uma alternativa de tratamento em que não se utiliza substâncias químicas ,e sim técnicas manuais , eletro e cinesioterapia .
O estudo considerou o valor real do movimento , sendo um fator importante na diminuição dos sintomas da dismenorréia. Os resultado verificados não se correlacionam à cinesioterapia .
São necessários disposicão e tempo para alcançar este objetivo , os resultados tentem a demonstrar ganhos que não limitam a momentâneos efeitos


1- CARDOSO, T.M.S ; LEME , A. N. – A equivalência da dança do ventre à cinesioterapia na terapêutica da dismenorréia primária. 2003

2- BASS, B.L. – Fisioterapia na dismenorréia primária – site www interfisio.com br. 2001.

3- BARACAT, E.C; LIMA , G.R. – Ginecologia Endócrina , Atheneu , 1995.

A incontinência urinária atinge cerca de 13% das mulheres e 5% dos homens no mundo. Um novo estudo indica que é possível minimiz...

Toxina botulínica poderá ser usada para tratar incontinência urinária




A incontinência urinária atinge cerca de 13% das mulheres e 5% dos homens no mundo. Um novo estudo indica que é possível minimizar o incomôdo com aplicações de toxina botulínica. Segundo pesquisadores da University of Leicester, na Inglaterra, quatro em cada dez mulheres tratadas com a substância relataram que o problema praticamente desapareceu.

Incontinência urinária é mais frequente em mulheres
Especialmente após o parto, as mulheres são mais suscetíveis a desenvolver o problema do que os homens. Publicado no journal European Urology, o estudo contou com a participação de 240 voluntárias, divididas em dois grupos: 122 mulheres receberam aplicações de toxina botulínica diretamente no órgão genital, enquanto 118 receberam um tratamento simulado, sem a presença da substância.

Entre as mulheres que receberam aplicações da toxina, o número de vezes que sentiam uma necessidade urgente de ir ao banheiro caiu de oito para três vezes ao dia. Os eventos de incontinência foram reduzidos de seis para uma vez ao dia.

Efeito da aplicação tem duração de seis meses

Seis semanas após a aplicação, quatro em cada dez mulheres relataram que os sintomas da incontiência praticamente desapareceram. Embaraçoso, o problema inclui episódios de vazamento de urina e vontade urgente de ir ao banheiro. De acordo com os cientistas, os efeitos benéficos da substância começam a desaparecer seis meses após a aplicação.

Por outro lado, o tratamento inovador apresenta efeitos colaterais também embaraçosos. Nos seis meses após a aplicação, uma em cada oito voluntárias precisou utilizar um cateter para esvaziar a bexiga, já que a toxina botulínica provoca a paralisia do músculo da bexiga.

O tratamento tradicional para incontinência urinária inclui exercícios para fortalecer o assoalho pélvico, terapia comportamental e medicamentos com efeitos colaterais que incluem boca seca, intestino preso e visão turva.

Fonte: GNT

Um dos maiores medos enfrentados por mulheres em fase de gestação é a possibilidade de ganhar muito peso ao longo da gravidez e não conse...

Gestantes também podem se exercitar


Um dos maiores medos enfrentados por mulheres em fase de gestação é a possibilidade de ganhar muito peso ao longo da gravidez e não conseguir voltar à antiga forma após o nascimento do bebê. Não à toa, muitas futuras mamães iniciam a prática de exercícios físicos para ajudar na manutenção do peso durante e após a gestação. 
 
É importante esclarecer que há diferenças entre o ganho de peso "habitual" e o gestacional. O aumento de peso "habitual" é resultado da alimentação, enquanto o gestacional resulta do crescimento do bebê, do aumento das mamas e fluxo sanguíneo, do desenvolvimento da placenta e da retenção hídrica.
 
Boa parte das gestantes costuma seguir um plano alimentar indicado por um nutricionista, mas quando essa alimentação saudável deixa de ser seguida, ocorre um maior acumulo de gordura – e é neste ponto que o exercício físico pode ajudar!
 
Antes de iniciar qualquer exercício físico, a gestante deve passar por uma avaliação médica e solicitar uma liberação. Apenas assim, o personal trainer ou professor poderá atuar e desenvolver o treino mais adequado. 
 
Quem já se exercitava antes da gestação não vai sentir dificuldades, mas as sedentárias só devem  dar início aos exercícios após a 12ª semana da gestação.
 
Confira os exercícios mais recomendados e seus benefícios:
 
• Yoga e Pilates: à primeira vista parecem leves, mas ambos causam bastante compressão de joelho e extensão de coluna. Procure as modalidades adaptadas para grávidas. 
 
• Alongamento: ajuda a relaxar a musculatura e a controlar a respiração. Evite os movimentos com fortes trancos. 
 
• Hidroginástica: é o exercício mais recomendado para gestantes. Ajuda a reduzir dores nas pernas e inchaços nos pés e mãos. Existem aulas específicas para gestantes.
 
• Natação: trabalha e fortalece a musculatura. Deve-se evitar modalidades como o nado borboleta, pois pode causar tensões na lombar.

Fazer exames regulares de Papanicolau pode salvar a vida de milhares de mulheres com câncer de colo do útero ou câncer cervical, aponta um e...

Papanicolau aumenta chance de cura de câncer de colo do útero



Fazer exames regulares de Papanicolau pode salvar a vida de milhares de mulheres com câncer de colo do útero ou câncer cervical, aponta um estudo publicado na versão online do periódico British Medical Journal (BMJ). A análise feita por pesquisadores do Centre for Research and Development da Uppsala University, na Suécia, envolveu 1.230 mulheres acompanhadas durante oito anos após o diagnóstico da doença.

Parte delas descobriu o problema por meio de um exame de Papanicolau e parte por meio de sintomas, como sangramento vaginal anormal, dor durante a relação e corrimento anormal. Os resultados mostraram que a taxa de sobrevivência de mulheres com câncer de colo do útero detectado pelo exame era de 92%, enquanto que aquelas que foram diagnosticadas pelo sintoma apresentavam uma taxa de sobrevivência de 66%. Além disso, mulheres curadas apresentavam risco de mortalidade igual ao daquelas de mesma idade que não tiveram câncer.

Segundo os autores do estudo, por meio do Papanicolau é possível detectar cancros em fase precoce, o que torna o tratamento mais simples e com melhor prognóstico. Durante o teste, o médico raspa células do colo do útero e as envia a um laboratório para verificar mudanças potencialmente cancerosas ou pré-cancerosas. Ele deve ser feito a partir dos 21 anos ou após iniciar a vida sexual.

Peixe ajuda a reduzir risco de câncer de colo do útero

O público feminino tem um motivo a mais para incluir peixe no cardápio - um estudo da Escola de Medicina da Universidade Vanderbilt (EUA) associou o consumo de ácidos graxos ômega 3, provenientes de peixes, à redução do risco de desenvolver pólipos adenomatosos no cólon, um tipo que pode se tornar canceroso. Pólipos são crescimentos anormais na mucosa do cólon que podem se tornar um tumor.

A pesquisa incluiu 5.307 pacientes de colonoscopia, sendo 60% do sexo masculino, durante um período de sete anos. Desse grupo, 2.141 participantes possuíam pólipos no cólon e 3.166 pessoas ficaram no grupo de controle, sem apresentar qualquer tipo de pólipo ao longo do período.

Todos os pacientes responderam questionários sobre os seus hábitos alimentares e histórico médico. Dados como idade, raça, índice de massa corporal, tabagismo e outros fatores também foram considerados. No final, os estudiosos descobriram que as mulheres que consumiam três ou mais porções de peixe por semana estavam 33% menos propensas a ter pólipos adenomatosos.

O consumo de ômega 3 não teve efeito sobre os homens nem mesmo no aparecimento de pólipos hiperplásicos, tipo que costuma ser benigno. Os pesquisadores afirmam que o poder anti-inflamatório do ômega 3, abundante em peixes, é o responsável por reduzir os riscos de câncer.

Fonte: Minha Vida

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