O vaginismo é um incômodo que cerca de 5% das mulheres já sofreu ou ainda sofrerá, em maior ou menor grau. Os sintomas deste mal são contr...

Vaginismo: sentir dor na hora do sexo é um distúrbio com tratamento


O vaginismo é um incômodo que cerca de 5% das mulheres já sofreu ou ainda sofrerá, em maior ou menor grau. Os sintomas deste mal são contrações involuntárias dos músculos da região pélvica e do canal vaginal. Esse movimento acaba impossibilitando a penetração no ato sexual e desestimula a mulher completamente. Diferente do que o parceiro pode pensar, isso é distúrbio sexual grave e está longe de ser frescura. A notícia boa é que existe tratamento quando a situação é diagnosticada corretamente. A paciente deve passar por uma avaliação psicológica completa.


Tipos de vaginismo

Existem três classificações distintas para o vaginismo. "Quando essa mulher sempre manifestou a dificuldade de ser penetrada, desde a iniciação sexual, chamamos de vaginismo 'primário'. O  'secundário' é caracterizado quando essa mulher já teve momentos de atividade sexual normal com penetração peniana e por algum motivo ou trauma não consegue mais ter a relação com a penetração peniana", explica a coordenadora de fisioterapia do Centro de Atendimento ao Vaginismo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Maria Angélica Alcides, em entrevista ao site "Bolsa de Mulher".

Existe também o terceiro tipo, que pode ser chamado de "situacional", pois a mulher apresenta episódios diferenciados, por fatores também diferentes, que pode variar desde o tipo de objeto a ser penetrado até os locais onde ocorre a prática sexual.


Tratamento

"O tratamento é sempre de caráter multiprofissional, com a presença de ginecologista especialistas em sexualidade, sexólogos, psicólogos especialistas em sexualidade e fisioterapeutas especialistas em saúde da mulher", conta Angélica. Isso porque o distúrbio decorre de fatores psicológicos. "Iniciamos o tratamento com sessões de relaxamento e conscientização corporal, fazendo com que essa mulher passe a se conhecer e a perceber as reações que estão acontecendo em seu corpo, para que essa possa começar a ter domínio sobre ele. É um tratamento que requer paciência de ambas as partes".

Além do tratamento psicológico, é essencial passar pela fisioterapia.

Assim como grande parte dos dirtúrbios sexuais, o vaginismo pode ter suas causas relacionadas a fatores educacionais, culturais, religiosos, traumáticos e com todas as vivências da paciente.

A lesão medular afeta a função sexual? Sim. As alterações podem ser orgânicas (do corpo) e/ou comportamentais (alteração da autoimagem, ta...

Reeducação Sexual do Homem Lesado Medular


A lesão medular afeta a função sexual?
Sim. As alterações podem ser orgânicas (do corpo) e/ou comportamentais (alteração da autoimagem, tabus, preconceitos). Porém, não significa que acabe ou que não tenha solução, como veremos ao longo deste manual.

Como fica a função sexual após a lesão medular?
Continua. O processo mental da função sexual é o mesmo antes e após a lesão. Portanto, o desejo sexual (libido) permanece. O que ocorre é que este desejo é colocado de lado ou em segundo plano. É desestimulado pelo próprio lesado e/ou por seu parceiro por pensarem que estão fazendo algo errado ao valorizarem a função sexual. Muitos acreditam que deveriam estar voltados apenas para os aspectos da reabilitação física, como a fisioterapia, remédios, sondagem e outros. Isto não é verdade.

O desejo sexual acontece no cérebro, portanto, permanece após a lesão medular. O desafio inicial é aceitar o novo corpo e poder "curti-lo" para que outras pessoas também o aceitem.

Medicamentos podem alterar o desempenho sexual?
Sim. O desejo sexual (libido) pode sofrer alterações por ação de alguns medicamentos, tais como, tranquilizantes, antidepressivos, relaxantes musculares. Portanto, devem ser avaliados pelo médico a indicação destes medicamentos e os benefícios frente aos efeitos colaterais. Sempre que ocorrer alguma alteração ao iniciar um novo medicamento, o médico que receitou deverá ser comunicado para avaliar a possibilidade de troca ou algum ajuste que evite esses efeitos.

Existem outros fatores que interferem no desempenho sexual?
Sim. As alterações na movpimentação do corpo, espasticidade, contraturas, não controle do intestino e/ou da bexiga podem afetar a autoimagem e a capacidade de realização do ato sexual.

As alterações do desejo sexual (libido) têm tratamento?
Sim. A fisioterapia, os exercícios, a reeducação da bexiga e do intestino, ou seja, o tratamento físico, e também o acompanhamento psicológico, contribuem para o bem estar do portador de deficiência e, consequentemente, sua autoimagem, autoestima e capacidade de desempenho do ato sexual.

O homem tem ereção após a lesão medular?
Sim. Cerca de 80% dos homens com lesão da medula têm alguma capacidade de ereção. O problema mais comum é o tempo de duração e a qualidade (grau de rigidez) da ereção que, muitas vezes, são insuficientes para manter uma relação sexual satisfatória. Se a relação estiver centrada na ereção, o prazer fica comprometido. Portanto, as carícias nos genitais (mesmo sem sensibilidade) e em áreas com sensibilidade, antes, durante e após a penetração, ou mesmo sem penetração, são muito importantes.

Como acontece a ereção?
A ereção acontece quando os corpos cavernosos ("grandes veias") do pênis se enchem de sangue. Existem três maneiras do homem conseguir uma ereção: psicogênica (ocorre através do pensamento), reflexa (resulta da estimulação do pênis ou regiões próximas) ou espontânea (acontece por algum estímulo interno, como por exemplo, acordar com uma ereção por estar com a bexiga cheia). O nível da lesão na medula (altura em que ocorreu a lesão: cervical, torácica, lombar, cone medular, cauda equina) e o tipo (completa ou incompleta) é que vão determinar o tipo e a qualidade da ereção.

Homens com lesão entre T11 (vértebra torácica) e L2 (vértebra lombar) não conseguem a ereção psicogênica porque a mensagem (pensamento erótico) vinda do cérebro não consegue passar através da lesão, uma vez que esta é a área responsável pela ereção. A ereção reflexa pode ocorrer de várias maneiras: puxando os pelos pubianos, estimulação oral ou manual do pênis, vagina ou ânus, estímulo de qualquer área do corpo onde há sensibilidade (como orelhas, pescoço, costas, tórax).

É possível melhorar a qualidade da ereção?
Sim. Diversos mecanismos podem auxiliar a alcançar e manter uma ereção satisfatória. Vão desde métodos economicamente acessíveis e temporários até métodos mais caros e/ou definitivos. O mais econômico é o anel peniano de borracha encontrado em lojas de produtos eróticos (sexshop). Esse anel poderá ser usado após orientação de um profissional da saúde. Após estimulação do pênis manualmente ou com auxílio de um vibrador, o anel é colocado na base do pênis retendo o sangue nos corpos cavernosos e deve ser retirado em no máximo 20 minutos.

O urologista poderá prescrever e orientar o uso de medicamentos com a finalidade de proporcionar uma ereção.

Pode ser uma injeção (baixo custo) aplicada facilmente no pênis, bem como comprimidos (custo mais elevado).Uma complicação rara do uso dessas injeções é o priapismo (ereção que dura mais de três horas). Nesses casos é necessário ir com urgência a um hospital para retirada do sangue retido.

A prótese peniana é o método definitivo mais eficaz disponível, podendo ser feita através do sistema público de saúde (SUS) ou particular. Um urologista poderá orientá-lo quanto ao método mais adequado.

O posicionamento do corpo também pode auxiliar na ereção: deitado, reclinado ou sentado, com as pernas abertas ou fechadas, esticadas ou flexionadas.

Experimente as várias posições e descubra as que mais se adaptam ao seu caso.

Não tenho mais ejaculação. Por quê?
Ejaculação é a expulsão do sêmen através da uretra. Por ser bastante complexa e estar comprometida pela lesão medular, poucos indivíduos conseguem alcançá-la após a lesão medular. Alguns homens têm a sensação de ejaculação, mas não ocorre a saída do sêmen.

O que acontece com o sêmen?
O sêmen continua existindo, porém, pelas alterações da lesão medular o mecanismo que bloqueia sua entrada na bexiga permanece aberto, fazendo com que o sêmen vá para dentro da bexiga (ejaculação retrógrada). Assim, aparece uma substância esbranquiçada flutuando na urina, o que muitas vezes é confundido com infecção urinária.

O homem lesado medular pode ter filhos?
Sim. Embora na maioria dos homens lesados medulares ocorra a ejaculação retrógrada, existem métodos para realizar a fertilização da mulher com o sêmen. Através da estimulação próxima ao freio da glande (ponta) do pênis com um vibrador, a ereção e ejaculação podem ser alcançadas.

Este sêmen pode ser recolhido em um frasco estéril e colocado com uma seringa na vagina da mulher. Esta seria uma inseminação artificial caseira. Existem vários métodos realizados pelo médico para a inseminação artificial tal como a introdução de um estimulador elétrico no ânus do lesado medular até que chegue próximo à próstata provocando a ejaculação para inseminação artificial.

Outro método é a retirada dos espermatozóides diretamente dos testículos através de uma seringa. O problema maior é quando a qualidade dos espermatozóides não é boa. Isto ocorre pelo aumento da temperatura nos testículos pela posição sentada por muito tempo, infecções urinárias frequentes, entre outras causas.

Fonte: Manual de orientação: Reeducação Sexual do Lesado Medular

Infecção urinária é a infecção bacteriana mais comum no ser humano, principalmente entre as mulheres dos 20 aos 40 anos e as grávidas. Já...

Infecção urinária afeta mais a mulher por causa da anatomia feminina


Infecção urinária é a infecção bacteriana mais comum no ser humano, principalmente entre as mulheres dos 20 aos 40 anos e as grávidas. Já os homens sofrem mais na primeira infância e depois dos 55 anos, sobretudo por distúrbios na próstata.

O problema é tão recorrente que apenas 10% das pessoas que responderam à nossa enquete no site disseram desconhecer a dor e a ardência típicas da infecção.

Dependendo do local em que os agentes invasores se instalam, a doença é chamada de vulvovaginite (abertura da vagina), cistite (uretra e bexiga) ou pielonefrite (rins). E, na hora do aperto, muita gente ignora o sinal do cérebro de que a bexiga está cheia e deixa para fazer xixi depois. O problema é que, ao não urinar, a uretra pode ficar mais suja e facilitar uma complicação.

Quem esclareceu melhor o assunto nesta terça-feira (6) foi o urologista Marcelo Vieira, ao lado do ginecologista e consultor José Bento. Os médicos também ensinaram cinco dicas para evitar doenças no aparelho urinário.

Infecção urinária (Foto: Arte/G1)

Beber água é fundamental para prevenir inflamações e infecções. A hidratação ajuda a manter o aparelho ativo, com fluxo de urina normal e saudável. A água também é necessária para uma série de processos metabólicos e biológicos do organismo.

Outra dica importantíssima destacada pelo Bem Estar é que as pessoas devem prestar atenção na cor da urina, que precisa ser clara. Uma coloração mais amarelada pode ser falta de hidratação, alimentação ou decorrência do uso de medicamentos. A primeira urina do dia é mais escura porque à noite um hormônio secretado aumenta a absorção de água e a concentração do xixi.

Se houver sangue na urina, sinal de alerta: há 80% de chances de você precisar de tratamento. O sangue pode indicar infecções, doenças hereditárias (como rins policísticos), pedras nos rins, doenças de próstata, traumas e até tumores.

Portanto, sempre que você ou alguém da sua família detectar sangue na urina, é preciso procurar um médico e fazer os exames indicados. Esse xixi pode aparecer com coloração avermelhada ou até marrom, quase preta.

A dica seguinte é sempre urinar depois do sexo. Isso porque o atrito e as bactérias envolvidas na relação podem contaminar a região pélvica da mulher. Ao fazer xixi, o aparelho urinário é exercitado e elimina grande parte das bactérias que podem ter entrado na uretra e ir em direção à bexiga. A própria vagina já concentra micro-organismos que podem causar infecção.

A higiene íntima também é imprescindível, principalmente para as mulheres, que têm a vagina e o ânus em locais muito próximos. Uma boa dica é limpar, sempre que possível, o xixi com papel higiênico e o cocô com chuveirinho.

Sabonetes íntimos também são úteis, mas devem ser usados na medida certa (até uma vez por dia), porque a vagina tem uma flora bacteriana importantíssima para manter o pH da região e proteger a mulher. Absorventes internos precisam ser trocados a cada 2 ou 3 horas, e não se deve dormir com eles.

De qualquer forma, a limpeza precisa ser eficiente, para que as bactérias da vagina e do ânus não entrem no canal da uretra. A bactéria mais comum entre as responsáveis pela infecção é a Escherichia coli, que vive no intestino e pode passar para o trato urinário. Para evitar o contato desse aparelho com as fezes, devem-se limpá-las sempre de baixo para cima. Um lenço umedecido também pode ser um bom aliado na limpeza íntima feminina.

Sistema urinário
É composto pelos rins, ureter (canal que leva a urina dos rins até a bexiga), bexiga e uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo).

A bexiga precisa ter um mínimo de líquido armazenado para que a pessoa consiga fazer xixi. Se for muito pouco, ela não funciona e fica esperando encher. Na hora do aperto, a bexiga envia um sinal para o sistema límbico, no cérebro, que manda o corpo resolver o problema com urgência.

O ideal é não deixar a bexiga chegar ao volume máximo, porque ela pode pressionar os músculos em volta e provocar uma sensação de incômodo e desconforto. Com a idade, o assoalho pélvico perde a sustentação e a força, facilitando a ação das bactérias. Por isso, beba sempre muita água e faça xixi como frequência.

Diagnóstico
Existem dois exames essenciais para descobrir qual é a origem do seu problema urinário. O primeiro é um teste de urina tipo 1, que fica pronto no mesmo dia e detecta o número de leucócitos (células de defesa) no xixi. Se houver demais, é sinal de que alguma bactéria entrou no sistema urinário e está causando infecção.

O segundo exame é a urocultura. As bactérias da urina são cultivadas durante cinco dias para identificar quem são elas e, consequentemente, qual é o antibiótico mais eficaz para eliminá-las.

Fonte: G1

cólica menstrual, também conhecida como dismenorréia , é um grande problema atualmente. Este distúrbio é caracterizado por dores intensas...

Fisioterapia na cólica menstrual


cólica menstrual, também conhecida como dismenorréia, é um grande problema atualmente. Este distúrbio é caracterizado por dores intensas no baixo ventre, podendo até mesmo ser irradiada para a parte interna das coxas, provocada por contrações intensas do útero no dia imediatamente anterior ao início da menstruação ou nos primeiros dias do ciclo menstrual.

A dismenorréia pode ser primária ou secundária. A forma secundária é causada por miomas, DIU, endometriose, infecções e outras alterações uterinas e pélvicas. A forma primária é causada pelas contrações uterinas em si, sem associação com outras alterações que possam justificar a dor. Cerca de 52% das mulheres que sofrem de dismenorréia apresentam a forma primária, sendo que 10% delas chegam até mesmo a ficarem incapacitadas pela dor!

O tratamento geralmente é baseado em medicamentos, incluindo analgésicos, antiespasmódicos e anticoncepcionais. Infelizmente, geralmente esta forma de é cara e, muitas vezes, sem resultado ou com resultados insatisfatórios. A Fisioterapia é outra possibilidade de tratamento, ainda pouco conhecida pela maioria das pessoas, mas bastante estudada e bastante eficaz!

Já acessou o Faça Fisioterapia hoje?

Uma delas é a massagem do tecido conjuntivo. Na verdade, praticamente qualquer tipo de massagem, já que o principal efeito procurado é o relaxamento corporal e diminuição da tensão psicológica, que colabora muito para amenizar dores. O tratamento com massagem do tecido conjuntivo por um período de aproximadamente três meses, com apenas duas sessões por semana, alivia o problema durante o tratamento e esse alívio ainda persiste após o término do tratamento! Simples, barato e sem contra-indicações!

Outra opção é a eletroterapia, o famoso "choquinho" da Fisioterapia e um excelente recurso no tratamento de diversos tipos de dor. A principal modalidade utilizada é o TENS, um tipo de corrente elétrica fácil de ser utilizada e com pouquíssimas contra-indicações, indolor e bastante efetiva principalmente para o controle de crises de dor.

Por fim, a cinesioterapia, ou seja, exercício! São exercícios simples, principalmente para a região pélvica, para melhorar a coordenação muscular, alongar delicadamente os músculos e promover o relaxamento destas estruturas. Além disso, o exercício promove naturalmente uma sensação de bem-estar que sempre ajuda a aliviar qualquer tipo de dor.

Simples, não é?! E sem contra-indicações.

Fonte

Faça Fisioterapia