Objetivos: • Promover e manter uma ótima saúde física e emocional do começo ao final da gestação. • Realizar um trabalho preventivo para as ...

Exercicios para gestantes


Objetivos:
• Promover e manter uma ótima saúde física e emocional do começo ao final da gestação.
• Realizar um trabalho preventivo para as possíveis durante a após o parto e gestação, desde o 1º ao 9º mês.
• Preparar e informar os pais sobre gravidez, parto e puerpério.
• A principal finalidade é resultar uma gravidez e o parto o mais saudáveis possível.

Exercícios para gestante
Os exercícios para a mulher grávida podem ser iniciados desde o 1º trimestre gestacional, com exercícios respiratórios, relaxamento e orientação postural.

A partir do 2º trimestre inicia-se então a ginástica propriamente dita, com exercícios de alongamento, fortalecimento, posturas tanto estática quanto a mudanças de decúbito, exercícios respiratórios que irão ajudá-las na preparação do parto.

São os seguintes exercícios de base mais importantes para a gestante:

1) Exercícios para o metabolismo: tem por finalidade de estimular a irrigação sangüínea e do metabolismo, efetuados com movimentos isotônicos e de grande amplitude (das mãos, antebraços, pés e das pernas), chamados exercícios de elasticidade.

2) Exercícios de flexibilidade: para relaxar os músculos das costas, abdômen e do assoalho pélvico, praticados por pequenos movimentos de extensão, flexão e rotação do tronco, em várias posições.

3) Exercícios para o abdômen e assoalho pélvico: para favorecer sua capacidade de contração e relaxamento (a alternância isométrica da tensão e do relaxamento) para que possa auxiliar durante os períodos de dilatação e expulsão.

4) Natação e hidroginástica: os exercícios dentro d’água proporcionarão alongamento da musculatura das pernas, assoalho pélvico e panturrilha.

5) Exercícios respiratórios: assim como os exercícios de alongamento e fortalecimento são importantes, os exercícios respiratórios têm fundamental importância para a gestante, pois acalma durante o período de dilatação. O trabalho vigoroso dos músculos abdominais durante o período de expulsão requerem não somente condições psíquicas, mas igualmente físicas. Tipos de respiração: respiração torácica, respiração diafragmática, apnéia, hiperventilação — contra indicada.

Exercícios físicos que a gestante poderá fazer
Movimente-se. A gravidez, o parto e o aleitamento exigirão muito de seu corpo, por isso quanto melhor for o seu estado físico, melhor será a sua gestação e o parto.

exercicio
Quando você sentar, parar e caminhar. Faça-o corretamente com a coluna sempre reta, evitando dores provocadas pela má postura.

Quando precisar pegar objetos no chão, mexer em gavetas próximas ao chão agache-se (de cócoras) ou encoste os dois joelhos no chão, sempre com a coluna reta.
Com exercícios, você poderá recuperar sua forma normal mais rápido depois do parto.

Consulte seu médico ou a equipe do pré-natal sobre os exercícios que pretende fazer, antes de começá-los. Com a autorização médica você poderá seguir estas sugestões:

a)nunca faça um movimento que lhe produza dor, isto significa que o movimento está errado.

b)se você não fazia exercícios antes da gravidez, não deve iniciá-los agora. Procure caminhar, pelo menos 20 minutos por dia, sempre que possível, não se esquecendo de manter a coluna reta.

c)há exercícios que podem ser feitos com você sentada de uma cadeira e que melhoram a circulação e aliviam a tensão nervosa:

• cabeça e pescoço: encoste o queixo no seu peito e gire a cabeça lentamente para o lado esquerdo, leve a cabeça para trás, descendo pelo lado direito, retornando o queixo ao peito. Faça então o giro para o lado direito repetindo o mesmo movimento.
• ombros: faça círculos com os ombros para trás, para aliviar a tensão.
• tornozelos: levante um pouco os pés, separe os calcanhares, gire os pés num círculo onde os dedões se toquem e depois se separem. Faça depois um círculo na direção contrária, com os dedões voltados para baixo e os demais dedos virados para cima.
• Pés: estique as pontas dos pés e faça grandes círculos no ar, movendo somente os tornozelos.

d) exercício que você poderá fazer sentada no chão.

e) costas: para melhorar a flexibilidade das costas, sente-se no chão com as pernas cruzadas e as costas apoiadas contra a parede, Alongue (estique) a coluna.

Ao dormir:
Procurar deitar-se ao lado esquerdo, se for confortável para você.

Ao Levantar da cama:
• apóie o braço esquerdo no colchão, com o braço direito à frente, apóie a palma da mão no colchão e utilize os dois braços para empurrar-se para cima, sempre na lateral;
• gire lentamente o corpo e sente-se na cama com os pés sobre o colchão;
• aproxime-se, ainda sentada, da lateral da cama e abaixe lentamente as pernas até tocas o chão com firmeza;
• coloque um pé para trás do outro, apóie as mãos nas coxas (perto dos joelhos) e empurre fazendo pressão sobre as pernas. Mantenha o pescoço para frente e as costas reta, empurrem desde os pés e levante-se.

Ao levantar-se de uma cadeira:
Seguir o indicado no último item anterior.

Para erguer uma criança pequena:
Coloque os pés um ao lado do outro, dobre os joelhos, abaixe-se e depois levante-se com as costas retas.

Ao carregar seu filho:
Mantenha o corpo reto, não se curve e troque a criança de um braço para outro.

Evite:
Levantar peso e esforços desnecessários, mas se precisar fazê-lo, sente-se agachada (de cócoras) mantendo as costas retas. Inspire profundamente, contando até 3 e levante o objeto ao chegar ao número 4.
Solte a respiração enquanto ergue o peso. Segure o objeto próximo ao seu corpo enquanto levanta.
Quando carregar pacotes entre os braços, evite mover-se de um lado para outro e distribua o peso por igual.
Evite abaixar os objetos pesados de locais altos. Suas costas se curvarão e você poderá perder o equilíbrio.

Normas e procedimentos dos exercícios na gravidez
1) Movimentos e atividades aos trancos, saltos devem ser evitados.
2) Sessões de exercícios regulares — pelo menos 3 vezes por semana - são mais seguros.
3) Cuidadoso aquecimento no início da atividade e relaxamento no final.
4) A FC materna não deve exceder 140 BPm e não deve continuar por mais de 15 minutos.
5) Deve-se ingerir líquido antes, durante e depois dos exercícios físicos.
6) A grávida sedentária deve iniciar a atividade física com exercícios de baixa intensidade como: caminhada, natação, bicicleta estacionária ou ioga, e ir aumentando gradualmente.
7) O exercício deve ser adequado às limitações da gravidez.

Exercícios respiratórios para amenizar as dores do parto
No pré-parto fazer respiração diafragmática. No parto propriamente dito fazer respiração torácica — apnéia. Descer o ar para o diafragma contar até 10 e soltar o ar. Isso ajudará na expulsão do feto. Fazer força, empurrar elevando o tronco com apnéia, respirar no final para descansar.
*Apnéia — prender a respiração.

Fonte

Pré-natal – Alongamentos e Excercícios - Gerar um bebezinho é, sem dúvida, uma experiência maravilhosa. Mas as mulheres admitem: traz alg...

Exercícios e dicas para gestantes



Pré-natal – Alongamentos e Excercícios
- Gerar um bebezinho é, sem dúvida, uma experiência maravilhosa. Mas as mulheres admitem: traz alguns desconfortos. Embora sejam comuns nesse período, já que várias transformações acontecem no corpo feminino, existem algumas alternativas como massagens, alongamentos e exercícios que podem tornar a gestação mais confortável.

Alongamento na gravidez

Alongamento na gravidez

Dor nas costas, inchaço, indisposição …. Siga um ritual de massagens que ajudam a aliviar os desconfortos da gestação.

Massagem pélvica – Também chamada de massagem perineal, ela promove o alongamento da região perivaginal, favorecendo o parto normal sem episiotomia, aquele corte feito para alargar o canal de parto, que causa a ruptura dos músculos.

Massagem na gravidez

Massagem na gravidez

O assoalho pélvico ganha alongamento para ser distendido no parto e voltar ao estado normal sem rompimento das fibras musculares”, detalha Miriam Zanetti, fisioterapeuta do grupo de pré-natal da obstetrícia fisiológica da Unifesp.

Exercício para pés inchados

Pé inchados na gravidez - exercícios

Pé inchados na gravidez - exercícios

Como fazer:

-sente-se, eleve os pés à 5cm do chão e faça círculos com eles. Depois, puxe as pontas dos dedos para baixo e para cima.

Duração:o ideal é fazer a cada duas horas, por 10 minutos.

Dica: se estiver em casa, faça o exercício na cama e use travesseiros para apoiar as pernas elevadas.

Automassagem – Além de proporcionar conforto, ela é uma forma de a mulher conhecer mais o seu corpo e notar as alterações que acontecem. Como a gestante é quem realiza a técnica no próprio corpo, a partir do sexto mês podem haver limitações por conta do abdômen. Nesse caso, não abuse.

Entre os benefícios apontados pelas grávidas que realizam algum tipo de automassagem, estão o relaxamento, a melhora da autoestima e do sono.


Massagem relaxante


Pode ser realizada no corpo todo, devendo-se evitar o abdômen a partir do sexto mês. Essa massagem ajuda a diminuir a dor nas costas e a ansiedade.

Drenagem linfática

O inchaço causado pela retenção de líquidos é uma das maiores queixas das gestantes. E para aliviar essa sensação, a drenagem linfática é uma alternativa indicada.

Ela pode ser feita a partir do primeiro mês da gestação, desde que a mulher não apresente hipertensão, sangramentos e trabalho de parto prematuro.

O fisioterapeuta deve aferir a pressão arterial antes de realizá-Ia, pois há risco de elevação da pressão, podendo provocar até eclâmpsia.

Essa técnica deve ser feita apenas por fisioterapeutas. Por se tratar de um período muito delicado, existem contraindicações e riscos, o que leva os profissionais a fazerem adaptações na técnica.

A laqueadura consiste em uma intervenção cirúrgica nas tubas uterinas. A laqueadura, também conhecida por ligadura de trompas, é um proce...

Laqueadura



A laqueadura consiste em uma intervenção cirúrgica nas tubas uterinas.

A laqueadura, também conhecida por ligadura de trompas, é um processo cirúrgico feito com objetivo contraceptivo, ou seja, que impede que a mulher engravide novamente. Nesse procedimento, as tubas uterinas são obstruídas, cortadas e/ou amarradas, impedindo a descida do óvulo e subida do espermatozoide, tendo como resultado um índice de concepção menor que 1%.

Ela pode ser feita a partir de corte cirúrgico no abdome, por laparoscopia ou via vaginal, e a cirurgia dura, em média, quarenta minutos. É necessário o uso de anestesias, geralmente do tipo raquidiana, e internação de pelo menos meio-dia. Após a cirurgia são necessários dez dias de repouso. É importante que a mulher não tenha relações sexuais por cerca de uma semana, e seja utilizada camisinha por aproximadamente um mês, em todas as relações. A menstruação e suas atividades hormonais raramente são afetadas.

Nosso país é campeão em laqueaduras, apresentando cerca de 40% das mulheres, em idade reprodutiva, esterilizadas. O problema disso é que, em inúmeros casos, e por “n” fatores, a mulher deseja, novamente, ter condições de engravidar. Assim, além de existirem poucos centros de saúde capazes de realizar o procedimento reverso, somente em metade dos casos podem ser feitas tais cirurgias e nem todas com sucesso. Além disso, esse procedimento pode ser arriscado e, em algumas situações, inviável – sem contar que propicia, também, a gravidez tubária.

Considerando o exposto, nota-se a necessidade de a mulher analisar se, de fato, essa é a melhor forma de evitar a contracepção. Quanto a isso, a Lei Federal 9263, de 1996, que trata do planejamento familiar, estabelece penalidades e dá outras providências: anuncia que esse procedimento só é permitido a mulheres maiores de vinte e cinco anos de idade ou, pelo menos, com dois filhos vivos e/ou aquelas que possuam doença capaz de provocar riscos à sua saúde ou à de um possível futuro bebê - como diabetes descompensada, histórico de eclampsia e pressão alta. Além disso, define que a solicitante assine um documento que apresenta os riscos e as implicações do procedimento, e só autoriza a cirurgia pelo menos sessenta dias após a assinatura desse termo de compromisso.

Testar outros métodos contraceptivos, como o DIU e as pílulas orais ou injetáveis, pode ser uma maneira de, pelo menos a priori, evitar a laqueadura.

Em situações nas quais a reversão não é viável, ou não houve sucesso nessa cirurgia, a mulher pode recorrer à inseminação artificial.

A vasectomia é a ligadura (fechamento) dos canais deferentes no homem. A vasectomia corta apenas o canal que leva os espermatozoides d...

O que é vasectomia?


Vasectomia


A vasectomia é a ligadura (fechamento) dos canais deferentes no homem.

A vasectomia corta apenas o canal que leva os espermatozoides do testículo até as outras glândulas que produzem o esperma (líquido) masculino. Continua a haver ejaculação normal, apenas, agora, sem espermatozoides.

É uma pequena cirurgia feita com anestesia local em cima do escroto (saco). Não precisa de internação. É uma cirurgia de esterilização voluntária definitiva e, por isso, o homem tem de ter certeza de que nunca mais terá filhos. A possibilidade de reversão dessa cirurgia existe, porém não é fácil e, portanto, a vasectomia deve ser considerada método definitivo.

Complicações

Além de complicações inerentes a qualquer procedimento cirúrgico, como infecção local e hemorragia (causando hematomas), existe uma complicação clássica da vasectomia, chamada Síndrome da Dor pós-Vasectomia, que pode ocorrer entre 5% a 33% dos casos (dependendo da intensidade da dor), e consiste em dor crônica persistente.

Na maioria dos casos, tal dor pode ser eliminada com a reversão da vasectomia. Em vários casos, isto ocorre pelo aumento de pressão no testículo devido ao cessar do escoamento de espermatozóides. Uma solução para isso é a vasectomia aberta, onde não se liga/cauteriza o coto do canal que sai dos testículos.

Pelos motivos anteriormente citados, a vasectomia não altera a libido masculina. Já que os hormônios produzidos pelo testículo vão para o corpo via corrente sanguínea, tampouco altera significativamente o volume, cor, consistência, cheiro e gosto (???) do sêmen.

O trauma genito-urinário é a lesão adquirida no aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga e uretra) de ambos os sexos ou nos órgãos genitais...

Traumas Urológicos


O trauma genito-urinário é a lesão adquirida no aparelho urinário (rins, ureteres, bexiga e uretra) de ambos os sexos ou nos órgãos genitais masculinos (bolsa escrotal, testículo e pênis) e genitais externos femininos (grandes e pequenos lábios, clitóris), que pode ser causada por agentes penetrantes (como projétil de arma de fogo), agentes perfurantes (como golpe de faca ou estilete), trauma fechado, (desaceleração num acidente de trânsito), trauma cirúrgico (lesão do aparelho urinário ao se intervir em outros órgãos ou por manipulação cirúrgica do aparelho urinário), radiação (queimaduras por agentes físicos (radioterapia, fogo) ou químicos (ácidos, etc.) e o trauma mecânico (arrancamento, mordedura animal, laceração, cisalhamento, etc.), muito frequente na área genital..

No trato genito-urinário, as principais manifestações incluem a presença de sangue na urina (hematúria), pouca urina (oligúria) ou ausência de urina (anúria) e a dor. Na região afetada pode haver equimose (manchas arroxeadas na pele), dolorimento importante e edema (inchaço) local. Numa lesão séria dos vasos sanguíneos do rim (artérias e veias) pode sobrevir o choque (queda rápida da pressão arterial) pelo sangramento. O diagnóstico e o tratamento imediato podem salvar vidas e são essenciais para preservar a posterior função do órgão afetado.

As pessoas que tem de apenas um rim, congênito ou adquirido (cirurgia), devem ter este importante detalhe anotado em seus documentos (carteira de identidade) e bem visível em caso de acidente, para que o médico socorrista possa identificar de início esta condição particular.


Trauma Renal


A causa mais comun é o trauma externo fechado, isto é, o acidentado (atropelado, queda de altura, motociclista, motorista, passageiro,etc...) que bateu o abdômen e/ou tórax e, pela desaceleração súbita, o rim, órgão pouco mais denso que uma esponja e ricamente irrigado pelo sangue, rompe-se, extravasando sangue e urina para a cavidade. A lesão vai variar de acordo com a gravidade do acidente, podendo ir de uma simples ruptura da cápsula (tecido resistente que envolve o rim) até a fragmentação ou "explosão" renal. Como a lesão é interna e geralmente o acidentado está inconsciente, temos que realizar alguns exames logo que estabilizarmos as condições clínicas do acidentado. Podemos nos valer desde uma simples ecografia ou urografia excretora até, onde disponível, a tomografia computadorizada.

Ao trauma externo, seguem-se as lesões por arma de fogo e arma branca (lamina cortante). A grande maioria destas lesões acaba em cirurgia de urgência e a integridade dos rins é verificada durante a operação.


Trauma Ureteral

A grande maioria das lesões ureterais é ocasionada por cirurgias pélvicas (ginecológicas, urológicas, intestinais) e não é reconhecida até que surgirem os sintomas obstrutivos, dor, infecção, febre e fístulas (saída de urina pela região operada) e anúria (parada de eliminação da urina) quando trauma for bilateral.

Seguem-se as lesões perfurantes ou penetrantes secundárias a acidentes com arma de fogo e arma branca. Habitualmente as lesões ureterais são reconhecidas pela urografia excretora ("stop"do contraste ou extravasamento deste para a cavidade ou fístula) e requerem revisão cirúrgica para correção.


Trauma Vesical (bexiga)

Aqui, a grande maioria das rupturas é pelo trauma externo fechado e tem como causa principal, a bexiga cheia durante o percurso. Isto é, a bexiga cheia de urina absorve o impacto, mas não tem resistência suficiente e explode como um "balão de ar". Com sua ruptura, a urina e o sangue resultantes perdem-se pela cavidade peritoneal (intestinos) e fazem uma peritonite química e infecciosa que cursa com muita dor. Além disto, pode haver sangramento pela uretra e/ou urina com sangue. Os acidentes automobilísticos encabeçam a lista deste tipo de lesão. O diagnóstico é feito através de exames de RX com contraste estéril, que desenhará a ruptura, o extravasamento e o deslocamento da bexiga, bem como a integridade da uretra, antes de qualquer tentativa de sondagem uretral.

Seguem-se aqui as lesões por arma de fogo e arma branca, que a exemplo das acima descritas requerem revisão cirúrgica.

Um ótimo conselho: antes de viajar (de automóvel, motocicleta, ônibus, etc.), esvazie sempre sua bexiga e oriente ao mesmo seus familiares e amigos.

Trauma Uretral

A uretra é lesada facilmente nas quedas a cavaleiro, com ou sem lesão perineal conjunta. Deve ser sempre considerada na presença de fratura da bacia com sangramento uretral, quando a tentativa de passagem de sonda deve ser evitada até se obter exame de RX que evidencie ou não a lesão. Se esta estiver presente (ruptura ou desgarramento total) deve-se colocar a sonda na bexiga através da pele do abdômen, por uma cistostomia suprapúbica, assim não traumatizando ainda mais a uretra.

Trauma Genital


Apesar de observarmos lesões frequentes por agentes perfurantes ou penetrantes, temos nas lesões por esmagamento ou avulsão (arrancamento) as mais graves. As lesões por esmagamento e ou avulsão são comuns em trabalhadores industriais e agrícolas, quando suas roupas ficam presas nas máquinas. Traumas resultantes de relação sexual intempestiva ou com pouca lubrificação podem resultar em fratura de corpo cavernoso e impotência. Trauma testicular por chute ou outros golpes marciais também são comuns na prática diária. Lembro ainda aqui as lesões ocasionadas por mordedura animal (cães) na genitália.

Em todas vamos observar dor e edema local seguido rapidamente por equimose ou hematoma importante. Muitas vezes, nos traumas fechados, apenas o tratamento conservador é suficiente.


Trauma Raquimedular

Bexiga Neurogênica

O índice de complicações urológicas dos traumas raquimedulares (lesão, geralmente por fratura das vértebras com compressão ou secção da medula espinhal) diminuiu muito com o cateterismo de alívio (cateterismo intermitente), prevenção e tratamento dos cálculos renais e com organização de grupos especializados em tratar o lesado medular. As complicações mais freqüentes, bem como as principais causas de morte são as renais, isto é, embora o rim não seja afetado diretamente pelo trauma, suas conseqüências são extremamente deletérias (prejudiciais) aos rins, órgãos vitais, nos quais uma simples infecção urinária acaba se complicando gravemente pelo não funcionamento adequado da bexiga.

A sobrevida do lesado medular não depende somente do nível da lesão (quanto mais alta mais grave, pois tende a comprometer maior número de nervos), mas também da motivação do indivíduo durante sua reabilitação e do seguimento de perto pelo médico, aqui o urologista. A principal preocupação do urologista é a preservação da função renal, uma vez que, conforme dito acima, as alterações das funções vesical e esfincteriana podem ser diagnosticadas antes das complicações e danos renais irreversíveis se manifestarem. Após iniciados os cuidados com a função renal, o próximo passo é o controle da incontinência urinária, infecções urinárias de repetição, disfunção erétil e da disreflexia autonômica (sudorese, bradicardia e hipertensão arterial, quando a bexiga está cheia, por exemplo), esta última com grande impacto na qualidade de vida dos pacientes.




Choque Medular


Após o trauma raquimedular, existe um período transitório chamado de Choque Medular, caracterizado pela falta de reflexo da musculatura esquelética abaixo do nível da lesão medular e supressão dos reflexos viscerais (órgãos internos). A duração da fase de choque medular varia desde poucos dias nas lesões incompletas (sem secção) até semanas ou meses nas lesões completas. Os primeiros reflexos a reaparecerem após esta fase de choque, são o genital (bulbocavernoso) e anal. A bexiga nesta fase, tem como característica principal a falta de contratilidade e reflexos, formando bexigas de grande capacidade (atônicas), que não se esvaziam espontaneamente.

Na fase de recuperação, poderão surgir arcos reflexos ("inervação opcional") que levem ao aumento gradativo das contrações do músculo detrussor (músculo da bexiga - ver Anatomia) que podem ou não (as contrações) serem coordenadas com o esfíncter externo (músculo que controla a urina, que usamos para cortar o jato urinário), resultando em esvaziamento completo se houver coordenação e força suficientes e esvaziamento incompleto, se houver descoordenação (dissinergia detrussor-esfincteriana).

Em construção.



Auto-Cateterismo

Auto-cateterismo é uma técnica utilizada para esvaziar sua bexiga quando você não é capaz de urinar normalmente. O profissional da área médica verá qual é a melhor maneira de executar este procedimento, evitando infecções e proporcionando-lhe uma vida mais confortável.

Ocasionalmente, pessoas submetidas a certos tipos de cirurgia, ou vítimas de traumatismo medular, podem perder a capacidade de urinar normalmente e o auto-cateterismo se torna necessário. Isto ocorre porque estas situações podem levá-la a permanecer com grande quantidade de urina na bexiga após urinar (urina residual) ou não ser capaz de urinar de forma alguma (retenção urinária).

Cateterização significa introduzir um fino tubo, denominado cateter, através da uretra até a bexiga. Desta maneira, a urina acumulada na bexiga sai através deste cateter, permitindo que a bexiga se esvazie completamente, simulando o comportamento natural da mesma: ficar cheia e vazia.

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