O Manual de Urologia: Diagnóstico e Tratamento tem como objetivo ser o companheiro diário do médico residente e do estudante de medicin...

Manual de Urologia: Diagnóstico e Tratamento


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O Manual de Urologia: Diagnóstico e Tratamento tem como objetivo ser o companheiro diário do médico residente e do estudante de medicina, responsáveis pelo cuidado cirúrgico do paciente urológico.

A ênfase do livro se dá no diagnóstico e no tratamento dos distúrbios urológicos. Procedimentos médicos e diagnósticos são explicados detalhadamente e a maioria dos capítulos foi escrita por residentes antigos e atuais e por trainees associados ao Programa de Urologia da Boston University School of Medicine, com dados e aconselhamento do corpo docente.
O livro contém ilustrações, gráficos e tabelas, além de descrições práticas e concisas para o tratamento de uma série de distúrbios urológicos.

Entre os tópicos abordados, destacamos: instrumentação do trato urinário superior e laparoscopia; avanços na compreensão do priapismo; cuidados periopeatórios para retratar a prática atual de avaliação de risco antes de cirurgias; incontinência urinária; detalhamento de novas técnicas diagnósticas e descrição de tratamentos emergentes, por exemplo, o papel da termoterapia na terapia da obstrução prostática e o uso do laser no tratamento de cálculos urinários.

Editora: Tecmedd
Autor: MIKE B. STROKY & ROBERT D. OATES & RICHARD K. BABAYAN
ISBN: 9788599276396
Origem: Nacional
Ano: s.d.
Edição: 1
Número de páginas: 0
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

Nos países em desenvolvimento, mais de meio milhão de mulheres morrem anualmente por causas relacionadas à maternidade. Quase todas estas mo...

Tratamento das complicações pós aborto


Nos países em desenvolvimento, mais de meio milhão de mulheres morrem anualmente por causas relacionadas à maternidade. Quase todas estas mortes poderiam ser evitadas. Os esforços para evitar as mortes maternas conseqüentes de uma causa principal—as complicações do aborto em condições de risco—são cruciais, mas inadequados em grande parte do mundo. A prestação de uma atenção médica apropriada, imediatamente, poderia salvar a vida de milhões de mulheres. O oferecimento de planejamento familiar poderia evitar muitas gravidezes imprevistas e os conseqüentes abortos em condições de risco no futuro.

O aborto que ocorre em condições de risco causa entre 50.000 e 100.000 mortes anualmente. Em alguns países, as complicações do aborto em condições de risco causam a maioria das mortes maternas e, em outros países, são as causas principais de morte da mulher em idade reprodutiva. A Organização Mundial da Saúde calcula que cada ano, até 20 milhões de abortos ocorrem em condições inadequadas e que entre 10% e 50% das mulheres que abortam requerem atenção médica por complicações. Ainda, muitas mulheres também precisam de atenção depois de um aborto espontâneo (perda da gravidez). Em 86 hospitais de um país, por exemplo, cada mês cerca de 28.000 mulheres procuram tratamento para as complicações de abortos em condições inadequadas ou de abortos espontâneos.

As cinco causas principais da mortalidade materna são: a hemorragia, o parto obstaculizado, a infecção, a hipertensão induzida pela gravidez e as complicações do aborto em condições de risco. Muitos países estão iniciando programas para reduzir a taxa de mortalidade devida às outras quatro causas, mas em poucos é oferecida atenção médica adequada de emergência, que reduziria o número total de mortes maternas atribuíveis às complicações do aborto. O número de países onde são oferecidos serviços e orientação de planejamento familiar às mulheres tratadas por complicações do aborto é ainda menor.

Melhoramentos na Atenção Médica e Prestação de Serviços de Planejamento Familiar

Embora as complicações do aborto sejam uma emergência médica comum nos países em desenvolvimento, a atenção médica freqüentemente é prestada em um contexto de crise. Por outro lado, através do enfoque estratégico para a atenção pós-aborto, a necessidade de tratamento de emergência é prevista e o planejamento é antecipado para cobrir esta necessidade, e prestam-se serviços de planejamento familiar para evitar o ciclo repetitivo de abortos. Um plano eficaz de atenção pós-aborto garante que a mulher receba atenção integral, apropriada e oportuna ("IAO").

• Integral. Muitas das mulheres tratadas por complicações de aborto querem evitar a gravidez; no entanto, menos de um terço das mulheres que recebem este tratamento usaram métodos anticoncepcionais eficazes alguma vez na vida. Muitas delas querem ser informadas em relação ao planejamento familiar para poder evitar a gravidez. O lugar mais apropriado para oferecer serviços e orientação em planejamento familiar é o mesmo lugar onde a mulher recebe atenção pós-aborto de emergência. Sendo que a atenção pós-aborto freqüentemente é uma crise médica e emocional, é especialmente importante fornecer à mulher orientação com empatia que evite preconceitos, para que ela seja capaz de evitar uma futura gravidez não desejada e, por conseguinte, o aborto em condições de risco.

• Apropriada. A maioria das mulheres que procuram tratamento de emergência sofre de aborto incompleto, o qual, se não for tratado, pode resultar em hemorragia, infecção e morte. A evacuação uterina pode ser realizada segura e eficientemente através da aspiração manual intra-uterina (AMIU) com anestesia local. A AMIU sob anestesia local pode ser realizada segura e eficientemente. A AMIU é mais segura e geralmente mais barata do que a curetagem uterina com anestesia geral, o tratamento mais comum usado em muitos países. Em um hospital no Quênia, por exemplo, o custo do tratamento pós-aborto foi reduzido em 66% depois que a AMIU substituiu a curetagem uterina, principalmente devido à dramática redução na duração da permanência no hospital.

• Oportuna. Freqüentemente, a mulher não recebe tratamento médico de maneira oportuna. Os atrasos colocam a sua vida em risco.

A descentralização da atenção de emergência reduz os atrasos porque oferece certo nível de atenção pós-aborto em cada nível do sistema de saúde. Por sua vez, o estabelecimento de um sistema formal de referência ajuda cada mulher a alcançar rapidamente o nível de atenção que ela precisa.

Uma estratégia planejada para atenção pós-aborto conota uma atenção mais eficaz—e freqüentemente com poupanças—do que o contexto de crise, que atualmente caracteriza a maioria dos serviços de atenção pós-aborto. Além disso, satisfaz as necessidades da mulher de receber atenção com empatia e serviços contínuos de saúde reprodutiva. O tratamento médico eficaz de emergência das complicações do aborto, em conjunto com uma orientação e serviços sensíveis de planejamento familiar podem salvar a vida da mulher.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada ano ocorram em torno de 92 milhões de novos casos de clamídia em todo mundo. No ent...

Clamídia pode levar à infertilidade


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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a cada ano ocorram em torno de 92 milhões de novos casos de clamídia em todo mundo. No entanto, apenas uma pequena parcela deles é diagnosticada e tratada.

Isso porque a clamídia é uma doença sexualmente transmissível silenciosa, ou seja, em 80% dos casos não há sintomas.

Nos 20% restantes, as mulheres podem apresentar corrimento, febre, cansaço, dores durante a relação sexual e sangramentos esporádicos. Além disso, o exame rotineiro ginecológico e o papanicolaou não são eficientes para identificá-la.

O problema ganha contornos mais perigosos já que, em geral, a doença só é descoberta quando uma de suas seqüelas se instalou: a mais comum delas é a infertilidade. "Sempre que a paciente está tentando engravidar sem sucesso, investigamos as tubas uterinas. O comprometimento dessas estruturas é a seqüela mais usual da clamídia não tratada", afirma a ginecologista Flavia Fairbanks. Além disso, pode haver evolução para uma doença inflamatória pélvica, para uma infecção perihepática (ao redor do fígado) ou contribuir para uma gravidez ectópica (fora da cavidade uterina, que pode resultar na ruptura das trompas).

Dificilmente as conseqüências mais graves podem ser revertidas. "Enquanto for apenas infecção, é possível tratá-la. Mas se deu fibrose e comprometeu a trompa, não há como", alerta Paulo Giraldo, professor do departamento de Tocoginecologia da Universidade de Campinas (Unicamp).

A clamídia é causada pela bactéria Chlamydia trachomatist, transmitida por contato sexual (vaginal, anal e oral) e também de mãe para filho no momento do parto. Neste caso, pode trazer conseqüências sérias para o recém-nascido. "É comum pingar nitrato de prata nos olhos do bebê a fim de evitar a contaminação ocular por uma eventual clamídia", afirma Fairbanks. Nos olhos, a doença pode levar à cegueira.

Exames

O exame específico para detecção – uma cultura específica do canal endocervical - não é um pedido médico frequente. Adolescentes sexualmente ativas e mulheres com múltiplos parceiros compõem o principal grupo de risco. As jovens estão mais propensas porque o cérvix, uma abertura do útero onde a infecção se localiza, está menos protegida.

Para Flávia Fairbanks, no entanto, não é necessário que o exame faça parte da rotina ginecológica anual, mas é interessante que ele seja feito pelo menos uma vez, principalmente por quem tem mais chances de contrair a doença. Já Giraldo é mais categórico. "Os médicos deveriam investigar. A prevalência da doença é mais alta do que hepatite, por exemplo, e poder ter conseqüências graves", alerta.

O exame é caro, não está disponível na rede pública de saúde e enfrenta resistência por parte dos planos de saúde, segundo os especialistas.

Tem cura e prevenção

A infecção em si tem cura e seu tratamento é simples e relativamente rápido. O uso de antibióticos pelo período de 10 a 20 dias, dependendo de cada caso, costuma ser a melhor opção. Para o ginecologista Pablo Roberto Novik, do Hospital CECMI, o tratamento adequado deve-se levar em conta a especificidade da bactéria e a possibilidade de uso em cada paciente (alergias). O tratamento deve ser feito pelo casal. "As mulheres relatam que é difícil convencer o parceiro a aderir ao remédio, justamente pela falta de sintomas. Porém, de nada adianta se só um deles for tratado e eles tiverem relações sexuais sem camisinha", alerta Flávia.

Evitar a doença também é fácil. Em geral, a clamídia é pouco comum em quem tem relações monogâmicas há muito tempo, ou seja, não tem muitos parceiros. Além disso, o uso de preservativos em toda relação sexual é eficiente na prevenção dessa e de outras doenças sexualmente transmissíveis.
 

Através das inquietações vivenciadas na gestação, que este projeto de intervenção foi elaborado para esclarecer as grávidas todo o processo ...

Alterações Posturais em gestantes


Através das inquietações vivenciadas na gestação, que este projeto de intervenção foi elaborado para esclarecer as grávidas todo o processo de alterações corporais e psíquicas e de que maneira as modificações podem interferir no dia a dia da mulher e tornarevidente a importância do pré-natal.

Essas alterações no organismo materno são decorrentes de modificações gerais e locais, que induz uma série de adaptações fisiológicas, atribuídas aos hormônios da gravidez e a pressão mecânica devido ao aumento do útero e de outros tecidos. As adaptações a essas alterações fazem necessário para que inicialmente, o embrião e, depois, o feto tenham um desenvolvimento dentro dos padrões de normalidades e para que a mulher se adapte ao evento da gravidez.

Assim, durante as 42 semanas de gestação, o organismo feminino passa por profundas alterações anatômicas, fisiológicas e bioquímicas em quase todos os órgãos e sistemas. Iniciando-se nas primeiras semanas e transcorre até o final da gestação, em algumas delas nos primeiros dias do puerpério ou até o retorno do organismo materno às condições pré-gravídicas.

Ao abordarmos as alterações corporais e psíquicas durante a gestação neste projeto, atuaremos na promoção de ações educativas de saúde materna, através de palestras, para esclarecer as modificações decorrentes do estado gestacional. Este estudo bibliográfico e a intervenção irão proporcionar às gestantes do PSF IX Antônio Lúcio Peixoto, no Bairro Vila Rica maior conhecimento das alterações possíveis durante sua gravidez.

Terá como objetivos,esclarecer as possíveis alterações corporais e psíquicas ocorridas durante o período gestacional, Avaliar o comportamento das mulheres no período gestacional; explicar prováveis dúvidas sobre as alterações físicas e sistêmicas durante a gravidez e descrever os sinais, sintomas de um diagnóstico da gravidez, informar as gestantes quanto às alterações emocionais durante a gravidez e sensibilizar as gestantes para a importância do acompanhamento pré-natal.

Mediante uma palestra as dúvidas serão esclarecidas, haverá um momento para as gestantes fazerem perguntas, em seguida será realizada um período de descontração, onde haverá uma maior interação entre estudantes e gestantes.

É fundamental que a enfermeira reconheça e compreenda essas transformações para que sejam evitadas intervenções desnecessárias à mulher e ao feto. Para tanto, essa profissional necessita de uma fundamentação em fisiologia materna que a permita: identificar desvios reais ou potenciais da adaptação normal da gravidez para, então, iniciar o plano de cuidado; ajudar a mulher a entender as mudanças anatômicas e fisiológicas durante a gravidez; aliviar a ansiedade da mulher e família sobre os sinais e sintomas que deveriam ser informados aos profissionais de saúde responsáveis pelo seu atendimento pré-natal (BARROS, 2006).

As alterações fisiologias são reconhecidas como sinais e sintomas da gravidez. Geralmente tais sinais e sintomas são classificados em três categorias:sinais e sintomas presuntivos cujas mudanças são sentidas pela mulher (amenorréia, fadiga, náusea e vômito, mudanças nas mamas); sinais e sintomas prováveis cujas mudanças são observáveis pelo examinador (sinal de Chegar, testes de gravidez); sinais e sintomas positivos que são atribuídos somente à presença do feto como ausculta dos batimentos cardíacos fetais, visualização fetal e movimentos fetais perceptíveis à palpação (BARROS, 2006).

O ovo humano ao se nidificar necessita, demais de adaptar- se ao meio interno, que o organismo da grávida, alterado profundamente, torne possível sua vivência e ulterior nutrição; modificações locais, e oportuna expulsão, quando maduro; modificações gerais, gradativas e diferidas, que lhe proporcionem o indispensável às solicitações metabólicas, à formação dos tecidos, à constituição de reservas para a vida neonatal (REZENDE, 2005).

De acordo com Rezende (2005), essas alterações induzidas pelo ovo, antecipam-se eventualmente, as suas demandas e ocorrem antes de estar ele suficientemente desenvolvido para exigir suprimentos de monta. Mãe e filho vão constituir unidade fisiológica, com meio interno comum, tendo o conceito prioridade na distribuição dos elementos nutritivos. Não há, como se disse simbiose harmônica, mas, talvez parasitismo. As exigências das prenhas atingem os limites da capacidade funcional de muitos órgãos maternos, podendo fazer despontar, ou agravar, quadros patológicos preexistentes.

Ainda segundo Rezende (2005), as alterações na economia da gestante produzem-se através de 3 fatores princípios:

1. "Enzimas e hormônios, com efeito direto sobre os órgãos reprodutores, e condicionando, ao mesmo tempo, reações colaterais, como a retenção hídrica.
2. O volume e a circulação do útero, grandemente aumentados, ocasionando alterações na estática da mulher pejada, nos fenômenos circulatórios gerais e na respiração. São eventos de tal magnitude, desconcertam e tumultuam tanto a economia da gestante, que não encontram símile na fisiologia humana e na dos mamíferos.
3. As solicitações fetais em oxigênio e elementos nutritivos, provocam distúrbios no metabolismo materno".

Durante a gravidez o casal começa a preparar-se para o seu novo papel como pais. Não só cada indivíduo deve adquirir consciência de sua função, e consciência de si próprio exercendo essa função, como deve também reordenar a percepção do parceiro para incluir o novo papel exercido por este, assim, a mulher grávida pela primeira vez deve não só adquirir o papel de mãe, como também começar a interagir com seu companheiro como pai, marido,como amante e assim por adiante (ZIEGEL e CRANLEY, 1985).

O acréscimo de um novo membro aumenta geometricamente o número de relações intrafamiliares. Com um casal existem duas relações: ele com ele e ela com ele. Com a gravidez ocorrem freqüente modificações na estrutura social do casal. Podendo surgir novos amigos e relações que compartilhem a experiência da gravidez e dos filhos (ZIEGEL e CRANLEY, 1985).

DESENVOLVIMENTO

Sistema reprodutor

Nettina (2003) sugere que entre sinais físicos e sintomas que não comprovam a gravidez o que primeiro a se destacar é a cessação da menstruação que logo levanta a suspeita de uma provável gestação, isto quando a mulher é saudável e apresenta ciclos menstruais previsíveis.

Segundo Barros (2006), as principais modificações do sistema reprodutor ocorrem no aparelho genital, especialmente útero e mamas. Os altos níveis de hormônio como estrógeno e progesterona fazem com que haja o crescimento uterino no primeiro trimestre, isso porque o útero dá início às suas modificações juntamente com a concepção, estas relacionadas à consistência, volume, peso, forma, posição e coloração.

Nettina (2003), refere às mamas aumentam e tornam-se dolorosas. As veias nas mamas tornam-se cada vez mais visíveis, os mamilos ficam maiores e mais pigmentados, pode haver formigamentos nos mamilos, presença de colostro, um liquido leitoso ralo, pode ser extraído no segundo trimestre de gravidez.

De acordo com Rezende (2005), vulva e vagina tumefazem-se, experimentam amolecimento e têm alterada sua coloração. A vulva pigmenta-se e o sítio lindeiro à extremidade inferior da vagina perde o róseo característico, tomando a cor vermelho -vinhosa, entreabertos ninfas e grandes lábios.

A consistência uterina altera-se se tornando amolecida especialmente no local da implantação ovular. Há o aumento do tamanho dos ovários e das trompas por conta da embebição gravídica e do aumento da vascularização este aumento ocasiona ainda alterações da vagina e vulva (REZENDE, 2005).

Segundo o mesmo autor citado acima, é comum o aparecimento de leucorréia, visto que, é maior a produção cervical e vaginal, secreção de aparência esbranquiçada com leve odor de mofo. A gestante é mais vulnerável a infecções vaginais, sobretudo por leveduras.

Vagina e vulva têm a vascularização aumentada, hiperemia e amolecimento do tecido conjuntivo na pele e músculos do períneo e vulva, a mucosa da parede vaginal aumenta e m espessura, o tecido conjuntivo amolece, a hipertrofia das estruturas, juntamente com os depósitos de gordura, faz com que os grandes lábios se fechem e cubram a abertura vaginal (NETTINA, 2003).

Sistema cardiovascular

Gonzalez (2003), explica que uma das modificações ocorridas no sistema cardiovascular são o aumento do volume sanguíneo e trabalho cardíaco.

Por conta das alterações hemodinâmicas ocorridas durante a gestação as mulheres sadias toleram com facilidade as adaptações, porém, aquelas que já sofrem com complicações cardíacas podem se descompensar fazendo-se notar o alto índice de morbidade e mortalidade (REZENDE, 2006).

São exemplos clássicos destas modificações o aparecimento de taquicardia e palpitações presentes mesmo com a gestante em repouso. Os fatores emocionais desencadeiam com mais facilidade as palpitações. O volume sanguíneo aumentado como citado anteriormente faz com que o número (concentração) de eritrócitos seja diminuído daí o quadro de anemia fisiológica da gravidez. Notável também é o aparecimento de varizes nos membros inferiores, devido ao aumento do peso e à estase venosa nas pernas descreve (GONZALEZ, 2003).

Rezende (2006), explica:

"Uma das principais alterações é o aumento da freqüência cardíaca materna; ocorre já partir de 4 semanas de gravidez e no final ela se situa cerca de 20% acima dos valores pré-gravídicos. O volume sangüíneo começa a aumentar a partir de 6 semanas e atinge um pico (45-50% acima dos valores não-gravídicos) no início do 3.° trimestre, período em que há maior risco de descompensação cardíaca, que decorre de acréscimo do volume globular (cerca de 25%) e elevação desproporcionalmente maior do volume plasmático (30-50%) dando guarida à expressão "anemia fisiológica da gravidez". O hematocrito cai em concordância com a hemoglobina, alcançando nível mínimo normal de 30% (valor-gravídico: 37-47%), com elevação discreta no termo".

Nos primeiros 3 meses de gestação a mulher já apresenta uma queda significante na concentração de hemoglobina que atinge seus níveis mais baixos cerca de 25 semanas e ao 3º trimestre normaliza igualando-se aos números da gravidez inicial.O número de fetos irá exercer influência sobre a expansão do volume sanguíneo causando à mulher com gravidez múltipla e doença cardíaca maior risco de descompensação (REZENDE, 2006).

Nettina (2003), cita algumas outras alterações ocorridas no sistema cardiovascular, durante a gestação o diafragma se eleva enquanto o coração se desloca para a esquerda e para cima sendo o ápice movido lateralmente, ocorre um desdobramento exagerado dos batimentos cardíacos em especial do primeiro batimento cardíaco sendo possível ouvir um terceiro batimento cardíaco, são comuns sopros sistólicos que desaparecem após o parto, relacionado à pressão arterial durante a primeira metade da gestação ocorre discreta diminuição nas pressões arteriais sistólica e diastólica, ocorrendo assim o ponto mais baixo no segundo trimestre e retornando gradualmente aos níveis pré-gestacionais no terceiro trimestre, para se obter um boa aferição da pressão arterial deve-se levar em conta a posição da gestante pois esta irá influenciar nos valores como por exemplo, a leitura mais elevada é obtida na posição sentada, a leitura mais baixa é observada na posição decúbito lateral esquerdo, e uma intermediária conseguida na posição decúbito dorsal, durante as contrações uterinas ocorre elevação retornando ao nível basal ao fim das mesmas.

Sistema renal

Estima-se que cerca de 80% das gestantes têm dilatação significante de ambos os ureteres e pelves renais, que se inicia precocemente (10 semanas) e por essa razão filiada à atonia decorrente de estímulos hormonais, progesterona. O fluxo de urina está retardado, causa da maior predisposição à infecção urinária que têm as grávidas (REZENDE, 2006).

Gonzalez (2003) refere, há um aumento da freqüência de micções durante as primeiras e últimas semanas de gravidez, devido à ação de hormônios e também pela pressão que o útero exerce sobre a bexiga, diminuindo a sua capacidade de reserva. São comuns quadros de polaciúria, disúria e nictúria.

"Os ureteres tornam-se dilatados e alongados durante a gravidez por causa da pressão mecânica e, talvez, dos efeitos da progesterona. Quando o útero sai da cavidade uterina, repousa sobre os ureteres, comprimindo-os na borda pélvica. A dilatação é maior no lado direito - o lado esquerdo é acolchoado pelo cólon sigmóide.

O fluxo plasmático renal aumenta no início da gravidez e diminui para níveis não-gravídicos no terceiro trimestre. Estas alterações podem decorrer do lacto gênio placentário.

Pode ficar evidenciada a glicosúria - por causa do aumento na filtração glomerular sem aumento na capacidade de reabsorção tubular da glicose filtrada.

Para o final da gravidez, a pressão da parte fetal apresentada compromete a drenagem de sangue e linfa da base da bexiga, deixando, com freqüência, a área edemaciada, facilmente traumatizada e mais suscetível à infecção Nettina (2003 p1080)".

Sistema respiratório

No sistema respiratório, há um aumento da exigência de oxigênio materno em resposta à aceleração do metabolismo e à hipertrofia dos tecidos uterinos e mamários, uma vez que o feto necessita receber oxigênio e eliminar gás carbônico através da mãe. (BARROS, 2006).

Segundo Rezende (2005), em estudos radiológicos consignaram que o diafragma se eleva de cerca de 4 cm, ampliando-se o diâmetro transverso em 2 cm. Smeltzer e Bare (2006), afirmam que, o gradil torácico expande seu diâmetro ântero-posterior, provocando o batimento das costelas decorrente da maior mobilidade das articulações costais. A respiração é mais diafragmática que costal.

Para Barros (2006), a gestante respira mais profundamente, e sua freqüência respiratória aumenta em duas respirações por minuto, causando um aumento de 40% no volume respiratório por minuto. Rezende (2005) ainda acrescenta que, clinicamente ocorre hiperventilação, para o qual contribui, relevantemente a progesterona.

De acordo com Barros (2006), a ação hormonal (estrógeno e progesterona) é responsável pela maior sensibilidade do centro respiratório ao dióxido de carbono. Sabe-se que a gestante está mais consciente da sua respiração; em alguns casos há queixa de dispnéia ao repousar. Para Rezende (2005), a progesterona atuaria por um dos seguintes mecanismos: baixando o limiar de sensibilidade do centro respiratório para o CO2, ou estimulando-o independentemente. A hiperventilação facilita o transporte de CO2 do feto para a mãe e parece promover liberação maior do oxigênio do sangue materno para o concepto.

Constituem modificações gravídicas no equilíbrio acidobásico a hipocapnia, a elevação discreta nos ácidos metabólica e a mudança do pH para o limite superior normal, configurando a alcalose respiratória compensada. (REZENDE, 2005)

Segundo Barros (2006), aproximadamente 60% das gestantes apresentam queixa de dispnéia. Rezende (2005) ainda acrescenta que, diversas explicações foram aventadas, incluindo a hiperventilação, por efeito da progesterona, em resposta à hipercapnia ou à redução na capacidade de difusão.

No que diz respeito à vascularização, o trato respiratório superior fica mais vascularizado em resposta ao aumento de estrogênio no organismo da grávida. Os capilares do trato respiratório podem tornar-se ingurgitados, o que provocará irritação e edema do nariz, laringe, faringe, traquéia e brônquios. As manifestações mais comuns são de congestão nasal, epistaxe e alteração no tom de voz. (BARROS, 2006).

Sistema tegumentar

O estado gestacional é uma constante mudança na mulher e em todos os seus sistemas, nas alterações tegumentares inclui-se um dos problemas para a gestante, as estrias e manchas no rosto, por exemplo, que ao fim do período podem se tornar motivo para uma baixa alto-estima apresentam-se agora (REZENDE, 2006).

Segundo Rezende (2006), cerca de metade das mulheres grávidas exibe estrias no abdômen, por vezes presentes também nos seios, iniciando com pigmentação avermelhada e em seguida tornam-se brancas ou nacaradas, persistindo indelevelmente.

Nettina (2003) afirma, as estrias gravídicas aparecem, nos meses seguintes da gestação, como faixas avermelhadas e deprimidas na pele do abdômen e, ocasionalmente, nos seios e coxas.O aparecimento de estrias deve-se á distensão acentuada da pele.

"Há uma hiperpigmentação da pele devido ao aumento do hormônio melanina. A linha mediana do abdome passa a ser linha negra. No rosto às vezes surge o cloasma, mancha em forma de máscara que recobre a testa, a raiz do nariz e a região malar. A hiperpigmentação desaparece apôs o parto. Junto ao couro cabeludo, surge uma lanugem - o sinal de Halban -, que se intensifica durante a gestação e cai apôs o parto (GONZALEZ, 2003 p100)".

Sistema músculo esquelético

Durante a gravidez, o organismo da mulher está sujeito a muitas alterações hormonais e anatômicas que têm repercussão no sistema musculoesquelético. Essas alterações podem ser desencadeadoras de danos ou agravar algum estado de complicação prévia ao ciclo gravídico-puerperal. As alterações fisiológicas e o ganho de peso fazem que a gestante mude a forma de deambular e sua postura. (BARROS, 2006).

Segundo Smeltzer e Bare (2006):

"O centro da gravidade desloca-se secundariamente ao aumento no ganho de peso, retenção hídrica, lordose e ligamentos móveis. Esta mobilidade e a alteração no centro de gravidade contribuem para a alteração da postura materna e para a dor lombar".

Para Barros (2006), o crescimento do útero inclina a pelve parafrente e, somado à redução do tônus da musculatura abdominal, exige que a coluna se realinhe, principalmente no final da gestação. Há um aumento na curvatura lombossacral normal e uma curvatura compensatória na região cervicodorsal; ambas para auxiliar na manutenção do equilíbrio. As alterações posturais durante a gestação podem ser responsáveis por alguns desconfortos, como a dor lombar. Esse desconforto é ainda mais acentuado quando a mulher apresenta alterações posturais prévias à gestação e nas multíparas.

As articulações apresentam maior mobilidade durante a gestação, notadamente as sacro-ilíacas e a sínfise pubiana. A principal resultante dessas modificações é o aumento na capacidade pélvica, favorecendo a disjunção sinfisária e os movimentos de nutação do sacro. Essa crescente mobilidade das articulações contribui para transformas a postura materna e causa desconforto nos segmentos inferiores da coluna vertebral. (REZENDE, 2005)

Smeltzer e Bare (2006), afirmam que, a crescente mobilidade das articulações sacroilíaca, sacrococcígea e pélvica durante a gravidez é conseqüência das alterações hormonais, especificamente da relaxina, que para Barros contribui no relaxamento e amolecimento dos tecidos.

No último trimestre a gestante sente, eventualmente, dores, dormências, acroparestesias, e fraqueza nas extremidades superiores como resultado, provavelmente, da acentuada lordose e flexão concomitante do pescoço, com distensão da cintura escapular, o que, por sua vez, produz tração no nervo cubital e no mediano. (REZENDE, 2005)

Segundo Smeltzer e Bare (2006), a separação dos músculos retos, devido à pressão do útero em crescimento, cria diástase dos retos. Quando intensa, porção da parede uterina anterior é coberta apenas por uma camada da pele, fáscia e peritônio.

Sistema Gastrintestinal

Segundo Rezende (2005), distúrbios sistema gastrintestinal constituem problemas mais freqüentes em gestações normais, não complicadas. A gravidez exerce pouca ou nenhuma influência sobre a secreção ou a absorção gastrintestinal, mas grande efeito sobre a sua motilidade. Estudos recentes sugerem que essas alterações na motilidade estão relacionadas com os teores crescentes de hormônios sexuais femininos do que, como se acreditava anteriormente, do útero em crescimento. Mais da metade das gestantes refere aumento do apetite e da sede; número expressivo tem alterações que começam no primeiro trimestre e podem persistir por toda prenhez, ou declinar nos últimos meses.

Na grávida, logo no início da gestação ocorre oscilação no apetite e na sede, o que persiste até o termo. A explicação está ligada á redução dos níveis de glicose e aminoácidos, configurando as alterações metabólicas durante a gestação. No início da gravidez, algumas mulheres apresentam náuseas matinais, em resposta aos níveis crescentes de hormônio gonadotrofina coriônicas e à alteração mo metabolismo de carboidratos. Essas alterações desaparecem no final do primeiro trimestre e no final do segundo trimestre, o apetite aumenta em resposta ás demandas das necessidades metabólicas (BARROS, 2006).

Nettina (2003), afirma que o tônus e a motilidade do trato gastrintestinal diminuem, levando ao prolongamento do esvaziamento gástrico decorrente da grande quantidade de progesterona produzida pela placenta. Diminuição da motilidade, obstrução mecânica pelo fato de menor absorção de água do cólon levam à constipação.

A Boca

Para Rezende (2005), as gengivas apresentam, muitas vezes, hiperemia e edema, sangrando com facilidade. Isso é devido à influência dos hormônios sexuais nas mucosas humanas e, de forma geral, em todos os seus tecidos; e é bem nítida durante a prenhez, como também se faz sentir em outros estádios do desenvolvimento feminino e nas usuárias de anticoncepcionais orais. Está também provado que esses hormônios participam ativamente, da etiopatogenia da gengivite gravídica.

É de observação generalizada o aumento da inflamação gengival durante a gravidez, a partir do primeiro trimestre, coincidindo com a produção máxima de gonadotrofinas e, mais tarde, com a ascensão nos teores de estrogênios e de progesterona. A gestação aumenta a gravidade da reação inflamatória gengival, mas não a inicia ou deflagra. Boa higiene bucal e mucosa sadia, ao iniciar a prenhez, asseguram a higidez do periodonto e, conseqüentemente, dos próprios dentes (REZENDE, 2005).

Esôfago

Pirose ou azia ocorre em 30 a 50% de todas as gestações; embora alguns autores atribuam maior incidência depois de 5 meses, outros a encontram muito mais alta (52%) no primeiro trimestre. Na patogênese do refluxo gastroesofagiano envolve fatores mecânicos e intrínsecos que reduzem o tônus do esfíncter esofagiano inferior. A elevação na pressão intra-abdominal, promovida pelo útero em crescimento, faz acrescentar a pressão daquele esfíncter, funcionando como mecanismo protetor contra o refluxo. Os sintomas quando a refluxo são: a pirose ou azia e a regurgitação, que pioram à medida que a gravidez avança, agravados pela ingestão de alimentos e pela posição de decúbito (IDEM).

Estômago

O estômago tem alterada a sua topografia; com a elevação do fundo uterino, sofre rotação para a direita e deslocamento da posição anatômica. Há fortes evidências de estar a secreção gástrica diminuída; a dosagem de pepsina no sangue refletindo a secreção gástrica, também revela teores reduzidos, durante a prenhez. Assim a pequena produção de pepsina, como motilidade diminuída do estômago, sugerem esteja o tônus vagal mais baixo, e em parte responsável pela menor resposta à histamina (REZENDE, 2005).

Intestinos

As alças delgadas são empurradas para cima e para a esquerda, e, enquanto o intestino grosso se eleva, na sua porção transversa, o apêndice desvia-se para a direita. A constipação e o meteorismo constituem a principal queixa relacionada com o sistema intestinal.O trânsito pelo delgado é mais prolongado na gravidez, e provavelmente conseqüência dos teores crescentes de progesterona. Não se pode excluir o peso do útero grávido como causa de dificuldade mecânica ao trânsito intestinal principalmente nas últimas semanas (REZENDE, 2005).

Fígado

Do ponto de vista anatômico, sofre o fígado pequenas modificações.Cresce ligeiramente, e ao final da prenhez é deslocado para a direita e para cima. Por sua participação em grande parte dos processos metabólicos, algumas de suas funções fazem-se alhures, durante a prenhez, havendo organização da bioquímica hepática, para manter as transformações energéticas, liberar metabólitos e regular, em níveis adequados, os hormônios circulantes. Em relação à função biliar registra-se ligeiro aumento na bilirrubina, mais acentuado durante o parto. Em conseqüência surge a urobilina (IDEM).

Pâncreas

É notório a hiperplasia das ilhotas de Langerhans, com aspecto de hipersecreção. Na gravidez o aumento da insulina livre no plasma, mais evidente ao início da prenhez. A hipersecreção corresponde a maior consumo, sobretudo por parte do útero e do concepto; segundo o mesmo autor acima citado.

Enzimas

Rezende (2005), afirma que ao lado dos hormônios, desempenham as enzimas função primordial no metabolismo. Pode-se afirmar que são catalisadoras básicas de todas as reações que se processam no organismo, e as propriedades e constituintes de cada tipo de célula e tecido parecem determinadas pelo conjunto de enzimas presentes. Elas permitem a transferência de certas substâncias essenciais à nutrição e ao desenvolvimento do concepto através da placenta contra o gradiente de concentração. O comportamento de algumas enzimas envolvidas no metabolismo da gestação:

1."Enzimas essenciais a nutrição do ovo:

·Glicose -6-fosfatase tem a função de liberar o elemento principal para produção de energia vital à nutrição e desenvolvimento do concepto;

·Desidrogenase isocítrica são enzimas envolvidas no ciclo de Krebs e participam da fisiologia nutricional do endométrio;

·Fosfatase alcalina funciona através do transporte da membrana celular .

2.Enzimasessenciais à proteção do concepto e a manutenção da prenhez:

·Plasmina e plasminogênio constituem sistema vascular protetor destinado a manter o fluxo vascular, auxiliando na dissolução da fibrina;

·Colinesterase, acetilcolinesterase são essenciais ao equilíbrio do tono vascular e do fluxo sanguíneo;

·Histaminase contribuem para manutenção do tono vascular;

·Fosfatase ácida participa do mecanismo desintoxicante da célula;

·Transaminases não se modificam durante o ciclo;

·Ocitocinase sua ação primordial na neutralização da ocitocina durante a gestação, impedindo até certo ponto, o desencadeamento do parto".

Sistema Neurológico

A gestante apresenta muitas manifestações susceptíveis de serem atribuídas ao sistema central ou neurovegetativo: como distúrbios passageiros nas funções motoras, sensitivas ou mentais, como tremores, contraturas, convulsões, hiperêmese, parestesias, hipotonia gastrintestinal e vesical, alterações vasomotoras, etc. Os grandes integradores das funções orgânicas, os sistemas endócrino e nervoso, comportam-se de modo complexo, e ainda obscuro, para que, atualmente, possa ser compreendido o papel específico de cada um (REZENDE, 2005).

Episódios de convulsões, por exemplo podem ocorrer por excessiva retenção líquida, ou hiperventilação; crises freqüentes de enxaqueca são atribuídas ao armazenamento aquoso, condições ambas triviais em reações maníacas ou hipomaníacas, consideradas por muitos como psicogênicas podem ser causadas por alterações bioquímicas peculiares à gravidez. A progesterona exerce ação comprovadamente depressora sobre o sistema nervoso central, produzindo sonolência, fadiga e alentecimento psicomotor. Durante o ciclo gravídico podem ocorrer seqüelas de hipotensão prolongada, anoxia, uso longo de corticoesteróides, doses excessivas de vitaminas A e D, infecções ou intoxicações agudas, eclampsia (IDEM).

Barros (2006) destaca que a interpretação das alterações neurológica na gravidez é complexa, pois elas não se distinguem facilmente das alterações glandulares, hormonais e metabólicas.

Nettina (2003), afirma que geralmente não ocorrem alterações no sistema neurológico sendo a: cefaléia frontal comum nos primeiro e segundo trimestres, relacionadas à tensão ou alterações hormonais; a tonteira é freqüente e se relaciona à instabilidade vasomotora, hipotensão postural ou hipoglicemia depois de longos períodos em pé ou sentada; as sensações de formigamento nas mãos são comuns, sendo geradas pela hiperventilação excessiva que diminui os níveis da PCO2 .

Os órgãos dos sentidos

Rezende (2005), afirma que a mais notável transformação nos órgãos sensoriais, em decorrência da prenhez, é o aumento na sua vascularização, fenômeno que parece determinado por influência hormonal, sobretudo pela ação dos estrogênios que produzem efeito proliferativo específico e distúrbios secundários a hiperemia, mercê da propriedade de liberar acetilcolina. O autor afirma:

·"Aspectos Oftalmológicos: é comum certo grau de hipertensão ocular no último trimestre conseqüente a estreitamento arteriolar e/ou espasmos. A oftalmoscopia direta, caracteriza-se o espasmo arteriolar pelas contricções arteriolares localizadas e presença de edema.

·Aspectos Otorrinolaringológicos: desenvolve-se a vascularização da mucosa nasal, por influência hormonal, não sendo de estranhar a ocorrência de epistaxe durante a gravidez. Ainda em conseqüência do maior afluxo sangüíneo, verifica-se crescimento na espessura da mucosa, obstrução nasal, uni ou bilateral e erinite vasomotora. O intumescimento da mucosa nasal acarreta o fechamento da fenda olfativa e impede que as partículas odoríferas cheguem até as terminações do nervo, na parte mais alta das fossas nasais. Parece diminuir a acuidade auditiva durante a gestação; agravam-se os casos de oterosclerose e a tal ponto que muitos indicam a interrupção da prenhez em pacientes daquele mal. Certas grávidas queixam-se de sensações sonoras várias principalmente zumbidos.

·O Tato: manifestações parestésicas não são raras durante a gravidez especialmente notadas nas extremidades, e são ligadas a alterações vasomotoras, deficiência dietética ou metabólica".

Barros (2006), afirma que as alterações fisiológicas especificas, resultantes da gestação, podem comprimir os nervos pélvicos por causa do aumento do útero, alterando a sensibilidade dos membros inferiores, outra alteração é a dor lombar causada pela compressão das raízes nervosas. A progesterona exerce ação depressora sobre o sistema nervoso central, o que desencadeia quadros de sonolência e fadiga.

Modificações psíquicas

A partir do momento em que a mulher entra no período gestacional, iniciará um processo de desenvolvimento que conduzira a várias transformações orgânicas e expressivas mudanças a nível bio-psico-social, emocional mente a mulher pode não se sentir atraente ou feminina, diminuindo com isto sua auto-estima e ainda pode ser conflitante estar num momento culturalmente considerado divino e, ao mesmo tempo, não estar gostando de si mesma (BALLONE, 2002).O autor ainda discorre,

"A sexualidade da mulher na gravidez dependerá, entre outros motivos, de como ela se percebe, se avalia e se valoriza, nessa fase. Enfim, dependerá grandemente de sua auto-estima. Sentir-se amada e atraente, além da realidade dos fatos de estar sendo, de fato amada e de ser, de fato atraente, além dos esforços de seu companheiro em deixar claro seu sentimento por ela, depende decisivamente de sua auto-estima e, conseqüentemente, de sua afetividade".

"Do ponto de vista psicológico, a partir do terceiro trimestre acentuam-se ainda mais os movimentos fetais, os quais já podem ser percebidos no contato corporal ou até visíveis. Esses movimentos representam, do ponto de vista psicológico, presença viva do filho, a interpor-se entre o casal. Estes movimentos também podem inibir as manifestações da sexualidade".

"Ainda emocionalmente, a associação inconsciente entre a esposa grávida e a figura de sua própria mãe pode ocorrer, dando um forte componente incestuoso à relação, com bloqueio quase total da sexualidade".

De acordo com Ballone (2004), para o casal a gravidez é um período de adaptações. São adaptações em todos os sentidos; adaptações físicas, emocionais, existenciais e também sexuais. É importante ressaltar que a necessidade de adaptação não afeta só a mulher, nessa fase, mas também o homem.

Emocionalmente, a mulher pode não se sentir atraente ou feminina, diminuindo com isto sua auto-estima. Pode ser conflitante estar num momento culturalmente considerado divino e, ao mesmo tempo, não estar gostando de si mesma.
Os homens, por outro lado, não têm alterações orgânicas, mas podem ser afetados por questões emocionais, tais como a ansiedade em relação ao parto, à criação do filho, à responsabilidade de ser pai etc (BALLONE, 2004).

Ballone (2004), relata:

"Conflitos decorrentes do medo da perda da individualidade, da divisão do amor pelo parceiro(a) por mais outra pessoa (filho), da insegurança em relação às modificações físicas, podem surgir e a gravidez pode se transformar numa ameaça à relação do casal, principalmente se essa relação possuir, previamente, um frágil equilíbrio. Por inúmeras razões, de emocionais até práticas, a mulher pode começar a excluir progressivamente o parceiro de sua vida. Com isso, o homem poderá sentir intenso ciúme do filho que vai nascer, mágoa por essa "deslealdade", repulsa por alguém que "não lhe quer mais". É muito importante enfatizar que nem todos os casais vivenciam tais problemas e que a intensidade com que essa crise da gravidez é vivida pelo casal é extremamente variável".

Nicácio (2006), a partir do momento em que a mulher entra no período gestacional, iniciará um processo de desenvolvimento que conduzira a várias transformações orgânicas e expressivas mudanças a nível bio-psico-social, emocional mente a mulher pode não se sentir atraente ou feminina, diminuindo com isto sua auto-estima e ainda pode ser conflitante estar num momento culturalmente considerado divino e, ao mesmo tempo, não estar gostando de si mesma.

A autora acima, ainda discorre,

"A sexualidade da mulher na gravidez dependerá, entre outros motivos, de como ela se percebe, se avalia e se valoriza, nessa fase. Enfim, dependerá grandemente de sua auto-estima. Sentir-se amada e atraente, além da realidade dos fatos de estar sendo, de fato amada e de ser, de fato atraente, além dos esforços de seu companheiro em deixar claro seu sentimento por ela, depende decisivamente de sua auto-estima e, conseqüentemente, de sua afetividade.

Do ponto de vista psicológico, a partir do terceiro trimestre acentua-se ainda mais os movimentos fetais, os quais já podem ser percebidos no contato corporal ou até visíveis. Esses movimentos representam, do ponto de vista psicológico, presença viva do filho, a interpor-se entre o casal. Estes movimentos também podem inibir as manifestações da sexualidade.

Ainda emocionalmente, a associação inconsciente entre a esposa grávida e a figura de sua própria mãe pode ocorrer, dando um forte componente incestuoso à relação, com bloqueio quase total da sexualidade".

A mulher passa por alterações psicológicas desde a descoberta da gravidez ao puerpério, a mulher na maioria das vezes mesmo sem a certeza da existência do feto consegue sentir de forma psicológica (sonhos, intuições) a sua presença e as alterações psíquicas tornam-na mais sensível e dão início a uma relação materno-filial, a partir deste momento se instala a vivência básica da gravidez, que é a ambivalência afetiva, onde este fenômeno significativo. Além dessa a gravidez implicam na perspectiva de grandes mudanças, interpessoais, intrapsíquicas. Na gravidez é comum o aumento de apetite, que ás vezes atinge graus de extrema veracidade com o conseqüente aumento de peso, ocorrem também oscilações de humor, tão freqüente desde o inicio da gravidez, estão intimamente relacionadas com alterações do metabolismo (NICÁCIO, 2006).

O mesmo autor acima, afirma que aumento da sensibilidade está intimamente ligado a estas oscilações de humor, além de haver, em geral, maior sensibilidade nas áreas de olfato, paladar e audição, isto se expressa também na área emocional através do aumento da irritabilidade, a mulher fica mais irritada e vulnerável a certos estímulos externos que anteriormente não a afetavam tanto, chora e ri mais facilmente. O quadro tende a se estabilizar no segundo trimestre, porém, a ansiedade retorna no terceiro trimestre com aaproximação do parto, não saber reconhecer os sinais do parto e se pega de surpresa, ésentido como situação de passagem de um estado a outro, cuja principal característica é a irreversibilidade, ou seja, é uma situação que precisa ver enfrentada de qualquer forma, e tudo isso contribui para o aumento da ansiedade e da insegurança com a proximidade da data prevista é a incapacidade de saber como vai ser o desenrolar no trabalho de parto.

Nicácio (2006) cita,

"O puerpério, assim como a gravidez, é um período bastante vulnerável à ocorrência de crises. O primeiro dia após o parto é carregado de emoções intensas e variado.

A puérpera sente-se em geral debilitada e confusa. A sensação de desconforto físico devido a náuseas, dores e ao sangramento pós - parto é particularmente intensa, isso ocorre lado a lado com a excitação pelo nascimento do filho. A habilidade emocional é o padrão mais característico da primeira semana após o parto, onde surge o medo da responsabilidade de ser mãe, medo de não ter a capacidade de cuidar daquele ser que no momento é tão dependente da mãe, principalmente, ou totalmente.

A euforia e a depressão alternam-se rapidamente, esta última (depressão) podendo atingir grande intensidade. Todos esses fatores ocorrem também pela súbita queda dos níveis hormonais".

CONCLUSÃO

Sabemos que após o diagnóstico de gravidez a gestante irá se confrontar com as mais diversas dúvidas e receios,vindo a deparar com as modificações corporais e psíquicas, decorrente do estado gestacional, por este motivo espera-se que a partir desta dinâmica e estudo bibliográfico, possamos sensibilizar e esclarecer as gestantes atendidas no PSF, além de promover uma melhor gestação, humanizando o nascimento, respeitando e criando condições para atender as dimensões psicológicas, biológicas e sociais da gestante.

Ao aplicar a intervenção pretendemos obter a atenção de todos, proporcionando um momento de discussão, retirando dúvidas, num encontro dinâmico que supere as inquietações quanto o que realmente ocorre à mulher em estado gestacional.

Bem como atingir os objetivos propostos explicando as prováveis dúvidas decorrentes na gestação, informando as alterações corporais e emocionais na gravidez. As categorias explicativas apresentadas e seu significado serão expostos de maneira fácil e compreensível. Portanto os recursos utilizados possibilitarão a sensação de maior proximidade compreensão da perspectiva das gestantes, maridos e família.

A gravidez, é um período de constantes modificações físicas, psicológicas e sociais na vida de uma mulher grávida e de todos que a cercam. As condições de gerar um filho, surge a necessidade de novas adaptações.

A convivência grupal possibilita a geração de conhecimento, uma vez que nela são expressos saberes de cada um. A formação de um espaço de trocas de experiências é uma condição indispensável para que cada participante enfrente situações de mudanças.

Esta atividade realizada, deveria ser mais utilizada, pelos profissionais de saúde como uma fonte para desempenhar um papel esclarecedor para as gestantes.

O enfoque do assunto apresentado, foi a maneira como uma mulher grávida pode se comportar diante de modificações tão visíveis no período de gestação. E mostrar a elas como enfrentar essas alterações.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/16067/1/ALTERACOES-CORPORAIS-E-PSIQUICAS-DURANTE-A-GESTACAO/pagina1.html#ixzz1LOdzrZMZ

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Fisioterapia para redução da diástase dos músculos retos abdominais no Pós-Parto


O puerpério é um período de grandes modificações corporais e psíquicas, predominando um catabolismo intenso sem conseqüências patológicas, na maioria das vezes4. Como tem sido demonstrado e salientado na iteratura, é necessário que a puérpera seja assistida por uma equipe multidisciplinar, a fim de proporcionar-lhe segurança e conforto no puerpério imediato. Um dos objetivos da fisioterapia aplicada a esta etapa é promover uma estimulação da musculatura, em particular abdominal e pélvica, para melhorar a sua tonicidade. Um programa de exercícios individuais e adaptados para cada paciente no período pós-parto tardio é importante para a recuperação da puérpera. No entanto, percebe-se que esse atendimento não é comumente encontrado na rotina hospitalar da maioria das maternidades.

Objetivos:

Constatar se a intervenção fisioterápica no puerpério imediato é capaz de contribuir
para a redução da diástase mais precocemente.

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