O trígono urogenital se dispõe em camadas, com fáscias delimitando compartimentos.Todas as fáscias do trígono urogenital (fáscia superficial...

Anatomia do trígono urogenital


O trígono urogenital se dispõe em camadas, com fáscias delimitando compartimentos.Todas as fáscias do trígono urogenital (fáscia superficial do períneo, fáscia profunda do períneo, fáscia inferior do diafragma urogenital, fáscia superior do diafragma urogenital), estão fixadas, lateralmente, aos ramos ísquio-púbicos, enquanto que posteriormente fundem-se umas com as outras na borda posterior do diafragma urogenital (póstero-medianamente fundem-se com o centro tendíneo do períneo). Assim, o trígono urogenital é aberto somente anteriormente.

A pele do trígono urogenital, que se apresenta coberta de pelos longos, é, em geral, mais pigmentada que a pele das regiões vizinhas. É fina elástica e facilmente distensível. Apresenta em sua linha mediana a rafe do períneo. Esta é uma elevação mais ou menos saliente que corre em direção anterior, a partir do ânus. A pele do escroto apresenta um grande número de pregas transversais, o que lhe dá um aspecto enrugado. A pele do pênis é muita fina e de grande mobilidade. Já no sexo feminino, a pele apresenta pregueamentos que formam os lábios maiores e menores lateralmente, o frênulo dos lábios posteriormente e o prepúcio do clitóris anteriormente.

A tela subcutânea do trígono urogenital apresenta duas camadas: uma superficial e adiposa, a camada areolar e outra membranosa e mais profunda, a camada laminar. A camada areolar é contínua com suas correspondentes do abdome e das coxas, bem como com o tecido adiposo das fossas isquiorretais. No escroto o tecido adiposo é substituído por músculo liso, que forma a túnica dartos.

A camada laminar (fáscia de Colles) também chamada de fáscia superficial do períneo está fixada posteriormente às outras fáscias do trígono urogenital e, lateralmente está presa às bordas dos ramos ísquio-púbicos. Anteriormente é contínua com a camada laminar da tela subcutânea do abdome (fáscia de Scarpa), mas não é contínua com sua correspondente nos membros inferiores. Ela se continua para o pênis (ou clitóris) formando uma bainha tubular (fáscia superficial do pênis ou do clitóris) e para o escroto (ou para os lábios maiores) formando também uma camada distinta (fáscia de Cowper), na qual correm os principais vasos e nervos superficiais escrotais (ou labiais). Ela se funde com a rafe do períneo. Desta área de fusão se origina um septo espesso, que atravessa o escroto, alcança o contorno inferior do pênis e divide o escroto em dois compartimentos.

A fáscia profunda do períneo, comumente fina e pouco resistente e de formato triangular, presa lateralmente aos ramos ísquio-púbicos e posteriormente fundida com as outras fáscias perineais, se localiza imediatamente subjacente à fáscia superficial do períneo, forma os envoltórios fasciais dos músculos perineais mais superficiais (m.m. isquiocavernoso, bulboesponjoso e transverso superficial do períneo) e se continua para o pênis (ou clitóris), formando uma bainha tubular, a fáscia profunda do pênis (ou clitóris), imediatamente interna à fáscia superficial do pênis. A aposição destas duas fáscias cria entre elas um plano de deslizamento, o qual é responsável pela grande mobilidade da pele sobre o corpo do pênis. A fáscia profunda do períneo não se continua para o escroto (ou lábios maiores).

A fáscia profunda do períneo delimita superficialmente o espaço perineal superficial, no qual estão contidos as estruturas que formam a raiz do pênis (ou os ramos do clitóris) e os m.m. isquiocavernoso, bulboesponjoso e transverso superficial do períneo. O limite profundo deste espaço superficial do períneo é a fáscia inferior do diafragma urogenital (membrana perineal ou fáscia de Carcassonne).

O m. transverso superficial do períneo geralmente é pouco desenvolvido e semelhante em ambos os sexos. Origina-se na face interna do ramo do ísquio, adjacente à tuberosidade isquiática e insere-se no centro tendíneo do períneo. Sua ação não é importante, sendo um auxiliar do m. transverso profundo. É inervado pelo ramo perineal do n. pudendo.

O m. isquiocavernoso, no sexo masculino, origina-se na face interna do ramo do ísquio e aí envolve o ramo do pênis. Insere-se no corpo cavernoso do pênis, na união dos dois ramos do pênis. É inervado pelo ramo perineal do n. pudendo. Atua fixando os ramos do pênis à pelve e auxilia na ejaculação. No sexo feminino o músculo é menor em relação ao do sexo masculino e envolve o ramo do clitóris, o qual comprime, auxiliando, assim, a manutenção da ereção do clitóris.

O m. bulboesponjoso origina-se em parte do centro tendíneo do períneo, mas a maioria das suas fibras origina-se da rafe mediana do contorno inferior do bulbo do pênis e, a partir daí, envolve todo o bulbo do pênis. Sua contração expulsa as últimas gotas da urina ou sêmen da uretra.O m. bulboesponjoso no sexo feminino difere do homólogo masculino por estar bastante separado do músculo contralateral em razão da presença da parte inferior da vagina. Origina-se no centro tendíneo do períneo e circunda a parte mais inferior da vagina, cobrindo no seu trajeto o bulbo do vestíbulo. Agindo em conjunto constritam fracamente a vagina.

As fáscias inferior e superior do diafragma urogenital delimitam o espaço perineal profundo, no qual estão contidos, no sexo masculino, a uretra membranosa, as glândulas bulbo-uretrais, os vasos pudendos internos, os n.n. dorsais do pênis e os m.m. esfíncter da uretra e transverso profundo do períneo. No sexo feminino o conteúdo é formado por parte da uretra, parte da vagina, vasos pudendos internos, n.n. dorsais do pênis e m.m. esfíncter da uretra e transverso profundo do períneo. O termo diafragma urogenital deriva do fato destes músculos, em especial o transverso profundo do períneo, fecharem o hiato urogenital do diafragma pélvico, permitindo somente a passagem da uretra (ou da uretra e da vagina).

Anteriormente as duas fáscias do diafragma urogenital se fundem, deixando uma pequena abertura sob o arco púbico, pela qual passa a v. dorsal profunda do pênis. Esta fusão é marcada por um espessamento fascial, o ligamento transverso do períneo (ligamento transverso de Henle). Lateralmente as fáscias estão presas ao arco ísquio-púbico e posteriormente ao centro tendíneo do períneo e às outras fáscias, de tal forma que o espaço perineal profundo é um espaço fechado, sem comunicações.

No sexo masculino, o m transverso profundo do períneo origina-se na face interna do ramo do ísquio e insere-se, pela maioria de suas fibras, no centro tendíneo do períneo. É inervado pelo ramo perineal do n. pudendo. Atua auxiliando a contenção visceral e estabilizando o centro tendíneo do períneo. O m. esfíncter da uretra tem fibras superficiais e profundas. As fibras superficiais se originam do ligamento transverso do períneo e se prendem no centro tendíneo do períneo. Suas fibras profundas circundam a uretra. É inervado pelo ramo perineal do n. pudendo. Auxilia a expulsão das últimas gotas de urina ou sêmen da parte membranosa da uretra e participa dos mecanismos da continência urinária e da micção.

As glândulas bulbo-uretrais são duas estruturas arredondadas, de diminutas dimensões (0,5 a 1,5 cm de diâmetro), situadas imediatamente posteriores à uretra membranosa, uma de cada lado do plano mediano. Secretam substâncias semelhantes ao muco, provavelmente de ação lubrificante e facilitadora da penetração do pênis durante a cópula. Seus ductos entram no bulbo do pênis, atravessam sua substância e, após um curto trajeto, desembocam na uretra esponjosa

No sexo feminino, estes dois músculos são menos desenvolvidos que os correspondentes masculinos e, às vezes, têm sido descritos como sendo um único músculo (m. transverso profundo do períneo). O m. transverso profundo do períneo origina-se da face interna do ramo do ísquio e a maioria de suas fibras posteriores insere-se no centro tendíneo do períneo, ajudando a fixá-lo. Algumas fibras anteriores inserem-se na parede lateral da vagina. O m. esfíncter da uretra tem sua ação esfinctérica prejudicada, pois a parede posterior da uretra e a parede anterior da vagina estão acoladas, de tal forma que nos dois terços inferiores da uretra suas fibras se perdem na parede lateral da vagina. Somente no terço superior as fibras passam posteriormente à uretra, exercendo aí a função de esfíncter.  

Os músculos trígono urogenital estão resumidos na tabela 2.

Tabela 2 - Músculos do trígono urogenital

Músculos

Inervação

Origem

Inserção

Ação

m. transverso superficial do períneo

ramo perineal do n. pudendo

tuberosidade isquiática

centro tendíneo do períneo

estabiliza o centro tendíneo do períneo

m. bulboesponjoso

ramo perineal do n. pudendo

centro tendíneo do períneo e rafe mediana do bulbo do pênis (sexo masculino) ou centro tendíneo do períneo (sexo feminino)

fáscia do bulbo do pênis e corpos esponjoso e cavernosos (sexo masculino) ou fáscia do bulbo do vestíbulo (sexo feminino)

esvazia a uretra após a micção ou a ejaculação (sexo masculino) ou esfíncter vaginal (sexo feminino)

m. isquiocavernoso

ramo perineal do n. pudendo

tuberosidade isquiática e ramo do ísquio

túnica albugínea dos corpos cavernosos

fixa os ramos do pênis (ou do clitóris). Auxilia a ejaculação (sexo masculino) e a ereção do clitóris (sexo feminino).

m. transverso profundo do períneo

ramo perineal do n. pudendo

ramo do ísquio

centro tendíneo do períneo

estabiliza o centro tendíneo do períneo, fecha o hiato urogenital e participa da contenção visceral

m. esfíncter da uretra

ramo perineal do n. pudendo

ligamento transverso do períneo (fibras superficiais), continuação das fibras contralaterais (fibras profundas)

centro tendíneo do períneo (fibras superficiais), continuação nas fibras contralaterais, envolvendo a uretra (fibras profundas). Além disto, no sexo feminino, também nas paredes vaginais

participa do controle da micção

No final da gravidez vem a ansiedade: já se passaram cerca de 40 semanas e você não aguenta mais esperar para ver a carinha do bebê – muito ...

Ajudando a induzir o trabalho de parto


No final da gravidez vem a ansiedade: já se passaram cerca de 40 semanas e você não aguenta mais esperar para ver a carinha do bebê – muito menos para se ver livre do barrigão pesado. Quanto isso vai durar? Apesar das pesquisas científicas serem inconclusivas sobre a eficácia das estimulações naturais, médicos e doulas têm uma lista de procedimentos que você pode fazer para ajudar a chegar mais rápido a hora do parto.

A publicitária Anne Pires conhece estas recomendações de cor. Com a ajuda de uma doula e uma obstetra humanista, ela seguiu a cartilha à risca e conseguiu ter a Mariana do jeito que queria, depois de um trabalho de parto que teve caminhadas, exercícios na bola de pilates e até sexo. "Essas coisas foram importantíssimas para que eu pudesse ir para o hospital no momento certo. Pude permanecer no conforto da minha casa o tempo todo, tranqüila, pois tinha táticas para aliviar a dor, tinha a doula e minha família para me ajudar, acalentar e encorajar", conta.

"Quando o bebê estiver pronto para nascer, a mãe vai entrar em trabalho de parto. Por isso, sempre dou uma lista de atividades prazerosas que, depois que o filho nascer, a mulher não vai poder fazer por um bom tempo – como ir ao cinema, jantar com o marido ou fazer uma visita ao cabeleireiro. Assim, a ansiedade fica um pouco controlada", aconselha Ana Cristina Duarte, obstetriz e coordenadora do GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa). Ela também faz uma recomendação que vale desde o início da gestação. "Se você está decidida a fazer parto normal, procure um médico com alta taxa deste tipo de parto. Tenha certeza que, se ele tiver muitas cesarianas no currículo, vai induzir uma em você".

E o que a grávida pode fazer para dar uma forcinha para a natureza? Leia algumas recomendações.

1. Fazer exercícios físicos

Para estimular o início das contrações é preciso mexer a musculatura em volta do útero. "Sempre falta comprar algumas coisinhas para o bebê que vai nascer. Que tal ir andar no shopping?", sugere Eduardo Zlotnik, ginecologista e obstetra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
Você pode também fazer caminhadas perto de casa ou atividades físicas leves, como ioga ou natação (veja aqui outros exercícios recomendados para a grávida). Faça tudo em um ritmo confortável, com orientação do médico e por quanto tempo aguentar.

2. Fazer sexo

A relação sexual pode ajudar a induzir o parto de três formas. A primeira é pelo estímulo uterino que os orgasmos provocam. Segundo, pela liberação natural de ocitocina que a atividade gera – em induções clínicas, uma versão sintética deste hormônio é aplicada na gestante. Por último, o sêmen contém prostaglandina, que pode deixar o colo do útero melhor preparado para a dilatação. "Se tiver vontade, pode fazer todos os dias", diz a doula Cris Balzano – com permissão do médico, claro.

3. Estimular os mamilos

"Massagens e beliscões suaves nos bicos dos seios estimulam a liberação de ocitocina, hormônio responsável pelas contrações", explica o ginecologista Eduardo. O recomendado é fazer a estimulação três vezes ao dia, por períodos de uma hora, alternando os lados.

4. Aquecer-se

A medicina chinesa prega que, para entrar em trabalho de parto, a mulher precisa estar rodeada de calor. Daí vem a ideia de ingerir comida apimentada. É uma ótima desculpa pra visitar aquele restaurante indiano ou mexicano que você adora. Mas cuidado: se você não estiver acostumada com pimenta, pode ter azia e irritação no intestino. 

Outra forma de esquentar o corpo e, de quebra, ficar relaxada, são os banhos quentinhos. "Não exagere na temperatura, para não sentir tontura", lembra Cris. 

5. Fazer sessões de acupuntura

Segundo diversas pesquisas feitas desde 1974 em grávidas em fase final de gestação, as agulhas introduzidas em pontos específicos do corpo diminuem o tempo do trabalho de parto. "É uma especialidade médica que surte efeito", garante Ana Cristina. Procure um médico acupunturista confiável, que tenha experiência com grávidas.

6. Ter ajuda do obstetra

Ainda sem entrar na área dos remédios químicos, o obstetra tem alguns truques pra acelerar o trabalho de parto. Mas eles só são indicados em casos especiais, quando o bebê ou a mãe correm sérios riscos se o nascimento demorar mais. "É possível descolar a bolsa introduzindo o dedo no colo do útero, induzindo as contrações, ou romper a bolsa amniótica", explica Eduardo.

Fonte: IG

O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização....

Exame ginecológico preventivo: Papanicolau



O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. É normal que existam medos e ansiedades para a sua realização. O objetivo deste artigo é responder a maioria das perguntas para que as mulheres possam entender COMO e PORQUE é realizado este exame.

O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70 %, desde sua criação pelo Dr. George Papanicolau em 1940. O sucesso do teste é porque êle pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer.
Quem pode e deve fazer o exame?

Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente.
Qual a melhor época para fazê-lo?

No mínimo uma semana antes de sua menstruação. Evite duchas, cremes vaginais, e relações sexuais tres dias antes do exame.
No que consiste o exame ginecológico ?

O exame completo é constituído do exame das mamas ( aguarde artigo sobre este exame) e depois o exame ginecológico.

Este é constituído pelo exame externo da vulva e depois a colocação de um espéculo na vagina para visualizar a vagina e o colo do útero.
Mulheres virgens também devem ser examinadas ?

Sim, existem diversas técnicas que permitem o exame de mulheres virgens. Avise o médico que você é virgem ANTES do exame.
O que o médico vê lá dentr ?

O exame mostra o interior da vagina e o colo do útero.
 
O que é o colo do útero?

Colo do útero é a parte do útero que fica dentro da vagina.
(Para visualizar melhor as imagens clique em cima delas)
Imagem normal do colo do útero.  Imagem do colo do útero com inflamação. 
E o exame preventivo de câncer, o que é?

Este exame é a colheita de material do colo do útero o qual é mandado para um laboratório especializado em citopatologia. Também é chamado de citologia oncótica, Papanicolau, e fora do Brasil é conhecido como Pap Test ou Pap Smear.

Este exame pode ser complementado com a Colposcopia. (aguarde artigo sobre este exame)
Quais são os possíveis resultados?

O resultado é normalmente fornecido em Classes de Papanicolau que variam de I a V e que devem ser interpretados exclusivamente por seu médico. Um exame classe V nem sempre quer dizer uma doença malígna.
Mas este exame só serve para isto?

Não, a citologia serve para determinar outras condições de saúde de seu corpo tais como nível hormonal, e doenças da vagina e do colo do útero. Por isto é importante que seja o seu médico quem interprete o exame e lhe dê medicamentos específicos para estas alterações.
O exame dói?

Não. É preciso estar relaxada. Converse com seu médico se estiver com medo.
Onde fazer o exame?

Se você tem um convênio médico ou usa um médico particular marque uma consulta com seu médico ginecologista de confiança.

Este exame também pode ser feito gratuitamente em qualquer Unidade Básica de Saúde do Sistema Único de Saúde e também em todas as Faculdades de Medicina do Brasil. Procure por um Serviço de Saúde da Mulher.

Medidas de freqüência, gravidade e impacto dos sintomas do trato urinário inferior: O registro dos eventos micçionais pode ser feito de trê...

Sintomas de disfunção no trato urinário inferior


Medidas de freqüência, gravidade e impacto dos sintomas do trato urinário inferior:

O registro dos eventos micçionais pode ser feito de três maneiras:

· Tabela miccional: registra o número de micções, diurnas e noturnas, por um período de pelo menos 24h.

· Tabela de volume e freqüência: registra o volume e o tempo de cada micção, diurna e noturna, por no mínimo 24h.

· Diário vesical: registra o número de micções, seu volume, episódios de incontinência, uso de absorventes, ingesta de fluidos, grau de urgência e de incontinência.

As seguintes medidas podem ser obtidas nas tabelas de volume e frequência e no diário vesical:

· Freqüência diurna: é o número de micções durante o período em que a paciente está acordada, e inclui a última micção antes de dormir.

· Noctúria: número de micções durante o período de sono noturno. Cada micção deve ser precedida e seguida por um período de sono.

· Freqüência de 24h: é a freqüência diurna somada ao número de episódios de noctúria durante um período de 24 horas.

· Produção de 24h: é o volume total urinado em 24h. Geralmente inicia-se após a primeira micção e termina incluindo a primeira micção da manhã seguinte.

· Poliúria: é quando o volume urinado é superior a 2,8 litros em 24h (em adultos).

· Volume urinário noturno: é o volume urinado após o sono e ao levantar com intenção de urinar, portanto exclui a última micção antes de dormir, mas inclui a primeira micção ao levantar.

· Poliúria noturna: está presente quando uma proporção maior do volume urinado em 24 horas ocorre no período noturno (superior a 20% em adultos jovens e 33% em maiores de 65 anos).

· Volume máximo urinado: é o maior volume urinado durante uma micção, registrado em uma tabela de volume e freqüência ou diário vesical.

2- O exame físico é essencial no manejo do paciente com disfunção do trato urinário inferior e deve incluir todos os passos do exame convencional, exame ginecológico e exame neurológico. Alguns sinais podem ser observados durante o exame físico:

· Exame abdominal: a bexiga pode ser percebida durante a palpação abdominal ou percussão supra-púbica

· Inspeção genital/perineal: permite a descrição das características da pele, alterações anatômicas e observação de incontinência.

- Incontinência urinária (sinal): é a perda de urina observada ao exame, podendo ser uretral ou extra – uretral.

- Incontinência urinária de esforço (sinal): é a percepção, ao exame, da perda de urina através da uretra sincrônica a uma manobra de esforço (espirro, tosse, Valsalva).

- Incontinência extra – uretral: é a observação de perda de urina por outro canal que não seja a uretra.

- Incontinência não categorizada: é a perda de urina verificada durante o exame, que não pode ser classificada em nenhuma das categorias prévias.

· Exame vaginal: permite a descrição de alterações anatômicas e avaliação da função dos músculos do assoalho pélvico.

- Prolapso de órgãos pélvicos: é a descida de uma ou mais das estruturas descritas abaixo.

- Prolapso da parede vaginal anterior: é a descida da parede vaginal anterior.

- Prolapso do segmento apical da vagina (colo uterino ou cúpula vaginal): é a queda do colo uterino ou cúpula vaginal.

- Prolapso da parede vaginal posterior: é a descida de qualquer ponto da parede vaginal posterior.

· Função da musculatura do assoalho pélvico: pode ser avaliada pela inspeção visual, palpação, eletromiografia ou perineometria. Os fatores a serem avaliados incluem força, duração da contração, amplitude e reprodutibilidade. No exame de toque em repouso e/ou durante contração voluntária pode ser classificada em forte, fraca ou ausente.

· Exame retal: permite a avaliação da função da musculatura do assoalho pélvico em crianças e homens.

3- Pad teste: utilizado para quantificar a perda de urina nos episódios de incontinência. Os métodos variam do teste provocativo curto até o teste de 24h.

É lugar comum a associação diabetes e impotência sexual. O melhor exemplo é o fato daqueles diabéticos que não percebem os sintomas da hiper...

Disfunção Sexual no Diabetes



É lugar comum a associação diabetes e impotência sexual. O melhor exemplo é o fato daqueles diabéticos que não percebem os sintomas da hiperglicemia (um grande número), no temor de falhar sexualmente, seu motivo para se tratarem. Mas qual a amplitude do problema? Quem responde a questão é o especialista em endocrinologia do Centro de Atenção ao Diabético do Hospital Belo Horizonte, Dr. Eduardo Ribeiro Mundim.

"A disfunção sexual acompanha o ser humano desde o início de sua história, e afeta homens e mulheres, em qualquer idade a partir da adolescência", segundo o especialista. "A sua avaliação, contudo, é problema complicado", pondera. Enquanto os homens, por tenderem, aparentemente, a alardear seus feitos temem a impotência, as mulheres, também por efeito da cultura (que vai variar, conforme a região geográfica, nível cultural, estrato sócio-econômico), tendem a se calar, mesmo quando não conseguem ser orgásticas.

Eduardo Mundim explica que a princípio, "... o principal problema apresentado pelos homens é a impotência. Mas, sob este termo, não é apenas a disfunção erétil (ou seja, a dificuldade ou a incapacidade permanente de se obter ereção) que surge: despontam a ejaculação precoce, a falta de diálogo entre parceiros, a ausência de sintonia sexual". Estes três últimos não são privilégio do diabético, mas de qualquer homem. A disfunção erétil também não acomete apenas os diabéticos, mas diversos problemas de saúde podem se complicar com ela: tabagismo, disfunções neurológicas, acidentes, insuficiência renal, entre outros.

Mecanismos

O especialista explica que o mecanismo de ereção é composto de duas fases: a elétrica e a hidráulica. A fase elétrica corresponde à estimulação do sistema nervoso periférico, tanto pelo tato, quanto pelo cérebro. Ela dispara o mecanismo hidráulico, a retenção de sangue dentro do pênis, que é o mecanismo eretor. A disfunção erétil pode ser causada por danos, tanto em uma fase quanto na outra. No diabético, aneuropatia periférica e a arteriosclerose dos vasos penianos são, habitualmente, conseqüências dahiperglicemia persistente. A neuropatia pode destruir o mecanismo elétrico, e a arteriosclerose, o hidráulico.

Freqüentemente ocorre uma disfunção erétil transitória, quando a pessoa se descobre diabética. Esta, habitualmente, relaciona-se com a hiperglicemia daquele momento particular da vida ou mesmo com o sentimento de impotência frente à vida, desencadeado pela notícia da doença crônica, sendo revertida com a normalização. Contudo, ..."o mau controle glicêmico, com suas alterações metabólicas persistentes resultantes, leva, ao longo de vários anos, aos danos, permanentes", ratifica o médico.

Se não foi possível evitar alguns desses danos, seja pelo diagnóstico tardio do diabetes, seja pela dificuldade em atingir a glicose normal, restam algumas medicações e o uso de próteses. As indicações, tanto para um, quanto para outro tratamento, devem ser analisadas caso a caso.

Os tratamentos hoje disponíveis não resolvem todos os problemas orgânicos. Tão pouco os da ordem do relacionamento humano; e não resta dúvida, o cérebro é o órgão sexual humano mais importante. "A prevenção dos problemas orgânicos, como também dos relacionais é a melhor tática. Ela é efetiva em boa porcentagem dos casos, e consiste em: manter a glicose dentro do normal e afastar outros fatores de risco, como cigarro e alguns tipos de medicamentos", finaliza.

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