Outra forma de ganho muscular pode ser feita através da estimulação elétrica com o uso de dispositivos cutâneos, endo-anais. Eletrodos coloc...

Eletroestimulacao no tratamento de incontinencia urinaria


Outra forma de ganho muscular pode ser feita através da estimulação elétrica com o uso de dispositivos cutâneos, endo-anais. Eletrodos colocados no períneo por via percutânea, entre outros, promovem um aumento na resistência esfincteriana e redução na contração detrusora (estimulação dos nervos pudendo e pélvico).

O mecanismo preciso de ação da eletroestimulação em humanos ainda não está comprovado, embora tenha sido demonstrado que o estímulo sensório que segue
pelo nervo pudendo pode inibir a atividade do detrusor em homens. Muitos especialistas acreditam que nenhuma forma de estimulação elétrica implantada consiga, através da estimulação dos nervos aferentes pudendo, pelo percurso eferente, causar a contração da musculatura pélvica estriada. Há uma inibição da atividade inapropriada do detrusor, embora o mecanismo aferente ainda não tenha sido esclarecido.

Existe um consenso de que a ação da musculatura estriada é capaz de promover a inibição do detrusor neste contexto. Todavia, os dados que suportam esta hipótese permanecem incompletos.14, 15A estimulação crônica fortalece a musculatura estriada  e a hipertrofia, as fibras de contração rápida e lenta. Acredita-se que a eletroestimulação é uma terapia neuromoduladora a qual afeta os sinais neurais que controlam a incontinência, porém isso é alcançado apenas pela estimulação crônica.

Não há relatos de morbidade significante dessa forma de terapia. Efeitos colaterais que são comuns com tratamento medicamentoso não acompanham este tratamento, porém alguns pacientes relatam algum desconforto ou irritação local. Pacientes com marcapasso (ou outros implantes elétricos) devem considerar métodos alternativos de tratamento, baseados teoricamente nos riscos elétricos. No entanto, não há nenhuma análise econômica dessa terapia. Sabe-se que, nos Estados Unidos, estes estimuladores são muito caros, portanto eles não têm muita popularidade entre os especialistas que tratam a incontinência.

Wille et al.16 avaliaram os efeitos dos exercícios para a musculatura pélvica, eletroestimulação e biofeedback na incontinência urinária após a prostatectomia radical
randomizando 139 pacientes em três grupos que realizariam respectivamente cinesioterapia, cinesioterapia mais biofeedback e cinesioterapia, biofeedback e eletroestimulação. Foi verificado que as  diferenças entre os grupos não eram estatisticamente significantes. Portanto conclui-se que os tratamentos com eletroestimulação e biofeedback contribuem para redução dos sintomas urinários, mas não otimizam os efeitos dos exercícios na reabilitação da incontinência.

Fonte


O autoexame mensal pode ajudar a identificar mudanças ou anormalidadades nos seios de forma precoce, o que aumenta as chances de sucesso ...

Saiba como fazer o autoexame das mamas


O autoexame mensal pode ajudar a identificar mudanças ou anormalidadades nos seios de forma precoce, o que aumenta as chances de sucesso em qualquer tratamento para qualquer que seja o problema detectado.

A Sociedade Americana do Câncer oferece as seguintes orientações para fazer o autoexame:

1) Deite em uma superfície confortável e plana (pode ser na cama ou até mesmo sobre um tapete de ioga) e coloque o braço direito atrás da cabeça

2) Com os três dedos do meio da mão esquerda faça pequenos movimentos circulares na mama direita, em busca de qualquer anormalidade

3) Alterne esses movimentos usando uma pressão de dedos leve, média e firme

4) Continue o exame passando os três dedos de cima para baixo, fazendo linhas imaginárias por todo o seio, para ter certeza de que está examinando toda a superfície da mama, a área do peito e o interior do braço

5) Repita o exame na mama esquerda, colocando o braço esquerdo atrás da cabeça e fazendo os movimentos com os três dedos médios da mão direita

6) Em pé, examine os seios no espelho, levantando os braços para examinar as axilas e a parte de dentro dos braços

7) Procure por qualquer mudança no tamanho, no formato ou na cor da pele, incluindo vermelhidão, escamações ou ondulações

8) Caso perceba alguma característica que fuja do normal, marque uma consulta com o ginecologista e informe-o sobre as alterações observadas

A eficácia da fisioterapia nesta área tem muitas evidências práticas e científicas comprovadas de bons resultados. Uma avaliação inic...

Fisioterapia na incontinéncia urinária


A eficácia da fisioterapia nesta área tem muitas evidências práticas e científicas comprovadas de bons resultados.

Uma avaliação inicial é necessária para a programação do tratamento a ser realizado. 

Os recursos que podem ser utilizados são:

CINESIOTERAPIA – tratamento através de exercícios para aumento de força e elasticidade muscular. Esta técnica contribui para melhora da percepção corporal, ajuste postural e melhora do padrão respiratório.

CONES VAGINAIS – são pesos graduados, de forma e volumes iguais (parecido com tampões), que são inseridos na vagina. A paciente realiza uma contração resistida para não deixá-los escapar e, conseqüentemente, aumenta a força dos músculos do períneo. Esse é o princípio do pompoarismo.

ELETROESTIMULAÇÃO – através de correntes elétricas, são realizadas contrações repetidas dos músculos do períneo. A intensidade é ajustada individualmente e os estímulos são delicados e totalmente tolerados pelas pacientes.

Todos materiais são de uso individual, descartáveis ou corretamente desinfetados e esterilizados.

A incontinência urinária, por ser considerada um assunto íntimo e constrangedor, muitas vezes não é relatada ao(à) médico(a). Isso impossibilita ou atrasa o diagnóstico, impedindo que se encontre uma solução satisfatória mais rapidamente.

A adesão do paciente ao tratamento depende da sua compreensão sobre a doença, seus tratamentos e resultados.

Ao superar este problema, bastante complexo, por envolver aspectos físicos, sociais e psicológicos, uma melhor qualidade de vida será assegurada.

O capuz cervical é um dispositivo de controle da natalidade para mulheres. É feita de borracha de látex rígido e tem o formato de uma xícara...

O que é capuz cervical?


O capuz cervical é um dispositivo de controle da natalidade para mulheres. É feita de borracha de látex rígido e tem o formato de uma xícara pequena.

É projetado para ajustar-se firmemente acima da cérvice (a cérvice é a abertura do útero). O capuz é menor e mais rígido que o diafragma.

Antes de manter relações sexuais, preencha um terço do capuz com uma geléia ou creme que mate o esperma (espermicida) e então coloque o capuz acima da cérvice. O capuz impede o espermatozóide de entrar no útero e este é então destruído, prevenindo deste modo, a gravidez.

O capuz cervical está disponível em vários tamanhos. É freqüentemente usado por mulheres que não podem usar um diafragma. É importante ter um capuz bem ajustado e para usá-lo corretamente é preciso de uma consulta médica para que seja determinado o tamanho correto. Seu médico também mostrará como inserir e remover o capuz cervical.

Como é usado?

Insira o capuz não mais do que 24 horas antes da relação sexual.

Antes de usá-lo, levante o capuz contra a luz e olhe atentamente para quaisquer fissuras, buracos, ou manchas que indiquem fragilidade no capuz. (Se você achar quaisquer falhas, não use o capuz.) Encha um terço do capuz com geléia ou creme espermicida e empurre-o para cima na vagina de forma que ele cubra a cérvice. Não remova o capuz por pelo menos 6 a 8 horas após ter mantido relação sexual. O capuz pode permanecer no interior da vagina por até 48 horas. Durante este tempo pode manter relações sexuais mais de uma vez sem remover o capuz. Para melhor prevenção aplique mais espermicida.

Não deixe o capuz na cérvice por períodos mais longos que 48 horas. Uma secreção vaginal com um odor desagradável pode aparecer se o capuz cervical for retirado tardiamente da cérvice. Limpe o capuz com sabão neutro e seque-o cada vez que o usar.

Armazene-o em um lugar seco, longe do calor e luz. O capuz cervical deve ser usado só por mulheres cujo resultado do exame de Papanicolaou foi normal.

Faça um acompanhamento médico através de exame de Papanicolaou após ter usado o capuz cervical por 3 meses para ter certeza de que a área ao redor da sua cérvice não sofreu mudança.

Os capuzes cervicais que são freqüentemente usados podem começar a perder seu formato. Você pode precisar de um novo capuz depois de uso prolongado ou se perceber quaisquer fissuras, buracos, ou manchas que denotam fragilidade.

Quais são os benefícios ?

Os benefícios do capuz cervical incluem:

- A eficiência é de 90% a 92% na prevenção da gravidez quando usado corretamente com um espermicida.
- Pode ser inserido até 24 horas antes da relação não interferindo no ato sexual.
- Pode ser usado em outras relações sexuais durante um período de 48 horas.
- É menor e geralmente mais confortável que um diafragma.
- Exige menos espermicida que um diafragma.
- É barato e reutilizável.
- O capuz fornece proteção contra algumas doenças sexualmente transmissíveis. Porém, "não protege contra transmissão da AIDS".

Quais são as desvantagens ?

Os riscos e desvantagens do capuz cervical são:

- O capuz pode causar mudanças cervicais.
- É necessário alguma prática para colocá-lo sem que cause desconforto.
- Bactérias podem crescer dentro do capuz e causar infecção.
-Uma prescrição é exigida de um profissional médico que determinará tipo e tamanho apropriados de capuz após exames.
- O capuz pode (raramente) causar desconforto e reduzir o prazer durante o ato sexual.
- O esquecimento da remoção do capuz pode provocar irritação ou infecção.
- Pode ser inconveniente usar, limpar, e guardar.
- Não protege contra AIDS.

O puerpério, como é chamado o período posterior a parição, vai do nascimento do bebê até 42° dia após o parto. Popularmente conhecido como...

Pós-parto exige cuidados especiais



O puerpério, como é chamado o período posterior a parição, vai do nascimento do bebê até 42° dia após o parto. Popularmente conhecido como "quarentena", esta é uma fase de mudanças radicais no corpo da mulher, já que todos os órgãos, principalmente os genitais, se recuperam das alterações que tiveram durante a gestação e o parto.

As transformações psicológicas também são intensas. Segundo o obstetra Domingos Mantelli Borges Filho, "o medo, a ansiedade, a insegurança de cuidar do bebê, além da reviravolta hormonal, podem deixar a mulher mais irritada e confusa. Por isso, o apoio e compreensão do papai nesse momento são fundamentais", explica.

Após o período gestacional, a mamãe precisa observar o sangramento vaginal, a situação das mamas, a contração do útero. E, o mais importante: ir a todos os retornos médicos solicitados. Alguns problemas que surgiram durante a gestação, como hemorróidas, varizes e azia, tendem a desaparecer, mas procure seu médico para saber os cuidados necessários.

Veja a seguir algumas dicas do obstetra Domingos Mantelli Borges Filho para a nova fase da mamãe:

Sangramento vaginal

Inicialmente vermelho vivo, torna-se gradativamente mais claro até ficar transparente. Desaparece entre quatro e seis semanas. A menstruação normal tende a recomeçar até 60 dias após o parto, em alguns casos demora um pouco mais devido à amamentação.

Amamentação

Esse é um momento muito importante para o desenvolvimento do pequeno.  O médico pode ajudá-la com dicas de como amamentar corretamente e sem dor. Ajuda bastante apoiar um travesseiro embaixo do bebê. Procure ficar com a postura ereta para não ter dores na coluna.

Na fase de amamentação, as mamães devem evitar tomar medicamentos, principalmente sem orientação médica, pois existem substâncias que passam para o leite e podem prejudicar o bebê. Se for necessário tomar remédios, peça orientação profissional.

Contrações uterinas

As contrações do útero são decorrentes da volta do órgão ao tamanho normal. Durante a amamentação, podem ficar mais elevadas, pois são provocadas pela estimulação dos mamilos que promove a liberação de ocitocina, hormônio responsável pela ejeção do leite.

Queda de cabelo

Pode ocorrer de três à seis meses após o parto. O uso de tinturas durante a gravidez contribui para agravar a queda. É indicado usar xampus suaves e penteados simples, até que os cabelos voltem à condição normal.

Incontinência urinária

O controle será readquirido com a ingestão de muito líquido e exercícios. O médico deve ser procurado caso o problema permaneça por mais de quatro meses após o parto.

Intestino preso

É normal permanecer a constipação intestinal da época da gravidez. Aos poucos, o intestino volta a funcionar normalmente. Ingerir alimentos ricos em fibras, como mamão, ameixa e gérmen de trigo, além de beber bastante água ajuda. Hemorróidas, acúmulo de gases e dificuldades para evacuar também são comuns, pela dor na região anal e pelo receio de que os pontos se abram. Se for o caso, o médico pode receitar laxantes.

Relação Sexual

O companheiro precisa ser compreensível nesse momento, pois além dos cuidados intensos com o bebê, a mamãe tem um tempo de readaptação do organismo e de cicatrização das regiões afetadas na cirurgia. A recuperação pode levar de 30 a 40 dias.

Com as alterações hormonais, é normal estar com a libido menos intensa e com a vagina ressecada. Por isso, as primeiras relações sexuais pós-parto devem ser mais cuidadosas. O melhor a fazer nesta fase é conversar com o parceiro, que deve ser compreensivo e paciente, dar apoio em tudo o que precisar, até o retorno à rotina normal de vida conjugal.

Fonte: Sempre Materna - UOL

    O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. Suas funções são ...

Atuação da cinesioterapia no fortalecimento muscular do assoalho pélvico feminino


    O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. Suas funções são de sustentar e suspender os órgãos pélvicos e abdominais, mantendo as continências urinária e fecal. Os músculos do assoalho pélvico também participam da função sexual e distendem-se em sua porção máxima na passagem do produto conceptual (OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    Atualmente, entende-se como assoalho pélvico todo o conjunto de estruturas que dá suporte às vísceras abdominais e pélvicas. (SAMPAIO, FAVORITO & RODRIGUES, 1999). O assoalho pélvico consiste dos músculos coccígeos e elevadores do ânus, que conjuntamente são chamados de diafragma pélvico, que é atravessado à frente pela vagina e uretra e ao centro pelo canal anal (FREITAS, MENKE & RIVOIRE, 2002).

    Os músculos levantador do ânus se divide em pubococcígeo, ileococcígeo e puborretal, os músculos bulbocavernoso, transverso superficial do períneo e o isquiocavernoso compõem o diafragma urogenital, e também a fascia endopélvica que é composta pelos ligamentos pubo-vesical, redondo do útero, uterossacro e ligamento cervical transverso e são importantes para manter a estruturas pélvicas em suas posições normais (ZANATTA & FRARE, 2003; MOORE, 1998; OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    A musculatura estriada do assoalho pélvico, juntamente com a fáscia endopélvica, exerce papel fundamental no suporte dos órgãos pélvicos e na manutenção da continência urinária (RIBEIRO & ROSSI, 2000).

    Os músculos do assoalho pélvico são constituídos de 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Assim as fibras do tipo I são responsáveis pela ação antigravitacional dos músculos do assoalho pélvico, mantendo o tônus constante e também na manutenção da continência no repouso. E as do tipo II são recrutadas durante aumento súbito da pressão abdominal contribuindo assim para o aumento da pressão de fechamento uretral (CAMARRÃO et al., 2003; ZANATTA & FRARE, 2003; OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    A bexiga urinária está localizada posteriormente à sínfise púbica e anteriormente ao reto, e nas mulheres está em contato com o útero e a vagina. A bexiga é um órgão pélvico muscular côncavo que possui quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e serosa (adventícia). A mucosa é composta de epitélio, que diminui em espessura quando a bexiga enche-se e as células são distendidas. A camada submucosa serve para dar suporte à mucosa. A parte muscular é constituída por um músculo liso denominado detrusor, e a camada serosa (externa) é constituída de gordura e tecido conjuntivo, e aparece apenas na face superior da bexiga. (GRAAF, 1992).

    A uretra feminina apresenta em média quatro centímetros de comprimento e também é composta por fibras musculares lisas (esfíncter interno) e estriadas (esfíncter externo). As fibras lisas têm pouca variedade de contração espasmódica, possibilitando que se mantenha uma pressão de fechamento e, assim, a continência urinária por período prolongado sem fadiga, e as fibras estriadas está sob o controle voluntário do sistema nervoso e pode ser usado para impedir conscientemente a micção, mesmo quando controles involuntários estão tentando esvaziar a bexiga (GUYTON & HALL, 2002; ZANATTA & FRARE, 2003; OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    A submucosa constituída de tecido conjuntivo frouxo misturado com feixes de fibras musculares lisas é um elaborado plexo vascular, cria um efeito vital para o mecanismo de continência (OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    Sob o ponto de vista funcional, a integridade da camada de músculo liso circundante mantém esse mecanismo, direcionando as pressões submucosas de expansão para dentro, em direção à mucosa. A integridade do músculo liso e do tecido esponjoso vascular da uretra fornece uma importante contribuição para o mecanismo de fechamento, possuindo, portanto, grande importância para a continência urinária passiva normal. As fibras de músculo estriado, extrínsecas à uretra no nível do diafragma urogenital, fornecem atividade esfincteriana reflexa e voluntária, contribuindo principalmente para a continência ativa (WEI, RAZ & YOUNG, 1999).

    Quando os músculos são mais requisitados do que o normal, eles são forçados a um trabalho extra para superar uma resistência ou carga. Este trabalho conduz a um aumento de força, pois o músculo se contrai e a síntese de proteínas musculares é estimulada. Após um período de descanso e recuperação, novas proteínas são construídas tornando as fibras musculares maiores em diâmetro e força (BRINCK & NERY, 2006).

    A força muscular é a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão específico de movimento e em uma determinada velocidade. O termo treinamento de força tem sido usado para descrever um tipo de exercício que requer que os músculos se movam (ou tentem se mover) (FLECK et al., 1999).

    O grau de benefício que um programa de treinamento de força pode transferir para o desempenho de um exercício e está muito relacionado ao treinamento de potência muscular e este está em função da velocidade de execução de movimento e da força desenvolvida pelo músculo, caracterizando assim a definição de potência como sendo a velocidade em que se desempenha o trabalho, sendo esta altamente dependente da força (SIMÃO, 2001).

    Muitos são os trabalhos que evidenciam a importância da força e potência muscular. Os treinamentos destas variáveis têm-se demonstrado efetivos na melhoria de várias capacidades físicas, bem como o aumento da massa muscular (SIMÃO, 2001).

    Então esses treinamentos visam à melhora na coordenação muscular e na flexibilidade o que garantirá menor risco de lesão (JUNQUEIRA, RIBEIRO & SCIANNI, 2004). E esses ganhos de força ocorrem devido à capacidade dos músculos de desenvolverem tensão e do sistema nervoso de ativá-los, o que desencadeará um maior recrutamento de unidades motoras (MARCHAND, 2004).

    O diâmetro do músculo corresponde ao volume da fibra e são através de exercícios elaborados especificamente para desenvolver força que o tamanho dessas fibras musculares esqueléticas pode ser aumentado. Isso é chamado de hipertrofia (KISNER & COLBY, 2002; LEITE et al., 2004).

    Todos os exercícios de fortalecimento promovem: hipertrofia devido ao aumento no tamanho das fibras musculares, que acontece por aumento na síntese protéica e diminuição da degradação de proteínas, fenômeno que leva de seis a oito semanas para ocorrer; maior eficiência de recrutamento de fibras musculares pelos mecanismos de neurofacilitação (ou aprendizado motor); aumento da capacidade oxidativa e volume das mitocôndrias; aumento da densidade óssea, do conteúdo mineral ósseo e de hidroxiprolina; alterações nas células do corno anterior da medula espinhal e aumento da resistência de tendões e ligamentos (MACHADO, 2005).

    Como as fibras do tipo I (que representa 70% da musculatura do assoalho pélvico) são responsáveis pela ação antigravitacional dos músculos do assoalho pélvico e as do tipo II (que representa os restantes 30%) são recrutadas durante aumento súbito da pressão abdominal contribuindo assim para o aumento da pressão de fechamento uretral, os exercícios que trabalham com essa musculatura podem melhorar sua função e essa sustentação do fortalecimento muscular se deve à mudança funcional das fibras musculares (CAMARRÃO et al., 2003).

    A força muscular é então adquirida através da prática de exercícios específicos para o assoalho pélvico baseados no preceito de que os movimentos voluntários repetidos proporcionam aumento da força muscular e seus efeitos benéficos incluem desenvolvimento, melhora, restauração ou manutenção da força, da resistência, da mobilidade, da flexibilidade, do relaxamento, da coordenação e da habilidade através dos movimentos (HILBERATH, 2006; RUBINSTEIN, 2001).

    O fisioterapeuta tem sido um membro importante da equipe de obstetrícia durante anos, na verdade, desde 1912. Assim a terapeuta Mennie Randall junto com o obstetra J. S. Fairbairn no Hospital St. Thomas desenvolveram interesses especiais no tratamento da gravidez, parto e puerpério. Mais tarde o campo de interesse estendeu-se a casos ginecológicos (POLDEN & MANTLE, 2000).

    Por volta dos anos 50, Arnold Kegel, médico ginecologista, foi o primeiro a introduzir o treinamento da musculatura do assoalho pélvico feminino para tratar a incontinência urinária. Em seu primeiro estudo ele obteve 84% de cura de mulheres com incontinência urinária, onde o protocolo incluía palpação vaginal e observação clínica da contração voluntária da musculatura do assoalho pélvico e o uso do biofeedback para mensurar a pressão vaginal durante os exercícios. Hoje existe uma variedade de aparelhos de biofeedback usados na prática clínica para ajudar no treinamento da musculatura do assoalho pélvico feminino (MORKVED et al., 2002).

    A cinesioterapia é então, uma terapia através dos movimentos, onde estes são utilizados como forma de tratamento, tendo como base de que os movimentos voluntários repetidos proporcionam o aumento da força muscular, uma resistência à fadiga, melhorando a mobilidade, a flexibilidade e a coordenação muscular (AMARO & GAMEIRO, 2001). E baseado neste preceito das contrações repetidas, esses exercícios têm sido indicados em alguns casos de incontinência urinária, devido ao aumento do tônus das fibras musculares lentas ou tipo I (que constituem 70% e que promovam sustentação e resistência na contração muscular) e das fibras musculares rápidas ou tipo II (os 30% restantes, que promovem contrações fortes e breves) (LAYCOCK, 1994; BERNARDES et al., 2000; CAMARRÃO et al., 2003).

    Mas com o passar do tempo os exercícios para o assoalho pélvico foi sendo esquecida (MORENO, 2004). A partir daí as cirurgias foram a melhor opção para o tratamento de incontinência urinária, porém às recidivas foram aparecendo com freqüência submetendo assim as pacientes as mesmas condições iniciais de perda urinária, ou até mesmo a piora do prognóstico (SOUZA, 2002). Até que no ano de 1992, a Sociedade Internacional de Continência validou cientificamente as técnicas de reabilitação do assoalho pélvico para tratamento de distúrbios perineais, e como conseqüência o reconhecimento e a valorização foram crescendo cada vez mais (MORENO, 2004).

    A atuação do fisioterapeuta na reeducação perineal do assoalho pélvico, tem como finalidade melhorar a força de contração das fibras musculares, promover a reeducação abdominal e um rearranjo estático lombopélvico através de exercícios, aparelhos e técnicas. Assim estes poderão ajudar a fortalecer os músculos necessários para manter a continência urinária (SOUZA, 2002). A reeducação da musculatura do assoalho pélvico torna-se imperativo no programa de exercícios atribuídos para pacientes vindos sob forma preventiva ou até mesmo curativa da patologia, além de melhorar a função sexual. Porém, os melhores resultados do tratamento fisioterapêutico da incontinência urinária são obtidos nos casos leve ou moderado (MORENO et al., 2004).

    A cinesioterapia do assoalho pélvico compreende basicamente na realização dos exercícios de Kegel que objetiva trabalhar a musculatura perineal para o tratamento da hipotonia do assoalho pélvico (SANTOS, 2004). Mas estudos mostram que 30% das mulheres não conseguem exercitar corretamente a musculatura do assoalho pélvico, então se preconizou que os músculos abdominais, glúteos e adutores, devem ficar em repouso ou em tensão constante na tentativa de evitar a contração conjunta (PRADO et al., 2003).

    Segundo Santos (2004), afirmou que a maioria das mulheres são incapazes de realizar uma contração somente pela simples instrução verbal, por isso é importante um controle palpatório intravaginal e a presença de um fisioterapeuta. E Grosse & Sengler (2002), afirmam que a informação e a conscientização representam uma fase essencial na reeducação.

    Segundo Moreno (2004), a contração correta dos músculos do assoalho pélvico, principalmente os elevadores do ânus, tem sido muito eficaz no tratamento de incontinência urinária, apresentando melhora no controle esfincteriano, no aumento do recrutamento das fibras musculares tipo I e II, no estímulo da funcionalidade inconsciente de contração simultânea do diafragma pélvico aumentando assim o suporte das estruturas pélvicas e abdominais prevenindo futuras distopias genitais.

    De acordo com Géo & Lima (2001), Souza (2002), a cinesioterapia para o assoalho pélvico é isenta de efeitos colaterais e morbidade, ao contrário das cirurgias. Por isso, hoje o tratamento fisioterapêutico está sendo cada vez mais utilizado devido ao seu resultado positivo no tratamento da incontinência urinária feminina, porém depende de uma boa avaliação do paciente e da escolha da técnica e parâmetro de tratamento para cada tipo de patologia que será tratada.

    Existem várias formas de aplicação da cinesioterapia para o tratamento da incontinência urinária feminina, dentre eles o trabalho com a bola suíça. A bola suíça é um instrumento utilizado para o retreinamento dos músculos enfraquecidos como a hipotonia dos músculos do assoalho pélvico. Os exercícios são funcionais e podem ser realizados de várias maneiras, pois a bola suíça é considerada como um instrumento indispensável e intermediário ideal para os movimentos no treino dessa musculatura (CARRIÉRE & TRANZBERGER, 1999).

    Outro método utilizado seria os cones vaginais que foram conceituados por Plevnik, em 1985, para a tonificação da musculatura perineal (GROSSE & SENGLER, 2002; MORENO & SANTOS, 2004). Os cones são pequenas cápsulas de pesos diferentes, de uso individual, que se introduz na vagina para fornecer resistência e feedback sensorial nos músculos do assoalho pélvico à medida que eles se contraem (SIZINO, SILVA & BRAZ, 2003; MORENO, 2004; SANTOS, 2004). Os exercícios realizados com os cones são os de Kegel, trabalhando assim contrações perineais. São encontrados de forma e tamanho iguais, porém de pesos diferentes que variam de 25g a 75g (MORENO, 2004).

    Quando o cone de peso adequado é inserido na vagina, ele tende a deslizar causando uma sensação de perda que irá proporcionar um biofeedback tátil e cinestésico, fazendo com que o assoalho pélvico se contraia de forma reflexa na tentativa de retê-lo (SOUZA, 2002). De acordo com Moreno (2004) e Santos (2004), o uso de cones vaginais além de aumentar força muscular torna a atividade fisiológica do assoalho pélvico mais coordenada com contrações, aumentando assim o recrutamento de unidades motoras, tanto do tipo I quanto do tipo II. As indicações para este tratamento são: IU de esforço, urge-incontinência, assoalho pélvico fraco, pós-parto, disfunção sexual, pouca propriocepção pélvica e incoordenação da contração pélvica. As contra-indicações são: presença de infecções no trato-urogenital, durante a menstruação, paciente com distúrbio psiquiátrico, durante ou imediatamente após relação sexual, gravidez, retenção/obstrução urinária.

    Já o biofeedback descrito por Kegel em 1948 é essencialmente toda e qualquer abordagem que o fisioterapeuta utiliza para conscientizar um paciente de seu corpo e suas funções, sejam estímulos táteis, visuais, auditivos ou elétricos (perineômetro, toque digital ou cones vaginais). Então é um aparelho que mensura, avalia e trata as disfunções neuromusculares, sendo eficiente na avaliação dos músculos do assoalho pélvico por monitorar o tônus em repouso, a força, a sustentação e outros padrões de atividade, mostrando-se efetivo na orientação da paciente a melhorar as contrações voluntárias dessa musculatura, favorecendo também o treino do relaxamento (MORENO, 2004).

    Enfim, a cinesioterapia para o assoalho pélvico compreende exercícios para a normalização do tônus muscular, sendo empregada tanto para o fortalecimento de áreas hipotônicas como para o relaxamento de áreas hipertônicas (GROSSE & SENGLER, 2002; MORENO, 2004).

Fonte

1- Medidas de freqüência, gravidade e impacto dos sintomas do trato urinário inferior: O registro dos eventos micçionais pode ser feito...

Disfunções do trato urinário inferior


1- Medidas de freqüência, gravidade e impacto dos sintomas do trato urinário inferior:

O registro dos eventos micçionais pode ser feito de três maneiras:

· Tabela miccional: registra o número de micções, diurnas e noturnas, por um período de pelo menos 24h.

· Tabela de volume e freqüência: registra o volume e o tempo de cada micção, diurna e noturna, por no mínimo 24h.

· Diário vesical: registra o número de micções, seu volume, episódios de incontinência, uso de absorventes, ingesta de fluidos, grau de urgência e de incontinência.

As seguintes medidas podem ser obtidas nas tabelas de volume e frequência e no diário vesical:

· Freqüência diurna: é o número de micções durante o período em que a paciente está acordada, e inclui a última micção antes de dormir.

· Noctúria: número de micções durante o período de sono noturno. Cada micção deve ser precedida e seguida por um período de sono.

· Freqüência de 24h: é a freqüência diurna somada ao número de episódios de noctúria durante um período de 24 horas.

· Produção de 24h: é o volume total urinado em 24h. Geralmente inicia-se após a primeira micção e termina incluindo a primeira micção da manhã seguinte.

· Poliúria: é quando o volume urinado é superior a 2,8 litros em 24h (em adultos).

· Volume urinário noturno: é o volume urinado após o sono e ao levantar com intenção de urinar, portanto exclui a última micção antes de dormir, mas inclui a primeira micção ao levantar.

· Poliúria noturna: está presente quando uma proporção maior do volume urinado em 24 horas ocorre no período noturno (superior a 20% em adultos jovens e 33% em maiores de 65 anos).

· Volume máximo urinado: é o maior volume urinado durante uma micção, registrado em uma tabela de volume e freqüência ou diário vesical.

2- O exame físico é essencial no manejo do paciente com disfunção do trato urinário inferior e deve incluir todos os passos do exame convencional, exame ginecológico e exame neurológico. Alguns sinais podem ser observados durante o exame físico:

· Exame abdominal: a bexiga pode ser percebida durante a palpação abdominal ou percussão supra-púbica

· Inspeção genital/perineal: permite a descrição das características da pele, alterações anatômicas e observação de incontinência.

- Incontinência urinária (sinal): é a perda de urina observada ao exame, podendo ser uretral ou extra – uretral.

- Incontinência urinária de esforço (sinal): é a percepção, ao exame, da perda de urina através da uretra sincrônica a uma manobra de esforço (espirro, tosse, Valsalva).

- Incontinência extra – uretral: é a observação de perda de urina por outro canal que não seja a uretra.

- Incontinência não categorizada: é a perda de urina verificada durante o exame, que não pode ser classificada em nenhuma das categorias prévias.

· Exame vaginal: permite a descrição de alterações anatômicas e avaliação da função dos músculos do assoalho pélvico.

- Prolapso de órgãos pélvicos: é a descida de uma ou mais das estruturas descritas abaixo.

- Prolapso da parede vaginal anterior: é a descida da parede vaginal anterior.

- Prolapso do segmento apical da vagina (colo uterino ou cúpula vaginal): é a queda do colo uterino ou cúpula vaginal.

- Prolapso da parede vaginal posterior: é a descida de qualquer ponto da parede vaginal posterior.

· Função da musculatura do assoalho pélvico: pode ser avaliada pela inspeção visual, palpação, eletromiografia ou perineometria. Os fatores a serem avaliados incluem força, duração da contração, amplitude e reprodutibilidade. No exame de toque em repouso e/ou durante contração voluntária pode ser classificada em forte, fraca ou ausente.

· Exame retal: permite a avaliação da função da musculatura do assoalho pélvico em crianças e homens.

3- Pad teste: utilizado para quantificar a perda de urina nos episódios de incontinência. Os métodos variam do teste provocativo curto até o teste de 24h.

São indicadores subjetivos de doença ou de alterações percebidas pela paciente ou pelo seu parceiro, que pode levá-la a procurar ajuda pro...

Sintomas do trato urinário inferior


São indicadores subjetivos de doença ou de alterações percebidas pela paciente ou pelo seu parceiro, que pode levá-la a procurar ajuda profissional. Podem ser referidos voluntariamente ou em anamnese dirigida. Dividem-se em três grupos: sintomas de armazenamento, miccionais e pós miccionais.

1- Sintomas de armazenamento são aqueles experimentados durante a fase de enchimento vesical, e incluem:

· Frequência diária aumentada: é o termo usado para caracterizar a queixa de micções muito frequentes durante o dia, equivalente à polaciúria.

· Noctúria: deve ser utilizado para designar quando a paciente precisa acordar para urinar mais de uma vez durante a noite.

· Urgência: desejo súbito e incontrolável de urinar.

· Incontinência urinária: é qualquer perda involuntária de urina.

· Incontinência urinária de esforço: é a perda involuntária de urina associada ao esforço ou atividade física, como durante a tosse ou espirro.

· Urge-incontinência urinária: é a perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida pela sensação de urgência (inclui desde pequenas perdas até uma perda que leve ao esvaziamento vesical completo).

· Incontinência urinária mista: é a perda involuntária de urina associada ao esforço e também com a sensação de urgência.

· Enurese: é qualquer perda involuntária de urina.

· Enurese noturna: é a perda de urina durante o sono.

· Incontinência urinária contínua: é a perda contínua de urina.

· Outros tipos de incontinência: são caracterizados de acordo com a situação em que ocorre a perda de urina, exemplo incontinência durante o coito ou incontinência durante o riso.

· Sensação vesical: é a maneira como a paciente percebe ou não o enchimento vesical, pode ser qualificada em cinco categorias.

a. Normal: a paciente é capaz de perceber o enchimento vesical e esta sensação aumenta à medida que o desejo miccional torna-se mais forte.

b. Aumentada: a paciente sente desejo precoce e persistente de urinar.

c. Reduzida: a paciente é capaz de perceber o enchimento vesical, mas não sente desejo de urinar.

d. Ausente: a paciente não percebe o enchimento, nem sente desejo miccional.

e. Inespecífica: a paciente não refere sensação vesical específica, mas pode relatar plenitude abdominal, sintomas vegetativos ou espasticidade.

2- Sintomas miccionais ocorrem, como o próprio nome sugere, durante a fase de micção:

· Jato urinário fraco: é o mesmo que fluxo reduzido, quando comparado com performances prévias. Pode ser referido, também, jato em spray.

· Jato urinário intermitente: é o termo usado para caracterizar quando o fluxo urinário é interrompido e reiniciado após um intervalo, involuntariamente, uma ou mais vezes durante a micção.

· Hesitância: descreve a dificuldade para iniciar a micção, resultando em retardo no início do fluxo.

· Esforço miccional: é o esforço abdominal utilizado para iniciar, manter ou melhorar o jato urinário.

· Gotejamento terminal: corresponde à duração prolongada da fase final da micção, com fluxo lento, em gotas.

3- Sintomas pós-miccionais são aqueles experimentados imediatamente após a micção, e incluem:

· Sensação de esvaziamento incompleto: termo auto-explicativo usado para descrever a sensação de persistência de urina na bexiga após a micção.

· Gotejamento pós-miccional: designa a perda involuntária de urina, geralmente em gotas, imediatamente após a micção.

4- Sintomas associados ao coito como dispareunia, ressecamento vaginal e incontinência são os mais comumente descritos, podendo ocorrer durante ou após o ato sexual. É importante caracterizar se a perda de urina se dá durante a penetração, no intercurso ou no orgasmo.

5- Sintomas associados à distopia genital incluem sensação de protuberância (algo que desce), dor lombar, sensação de peso, sensação de arrancamento e necessidade de reduzir com o dedo o prolapso para conseguir defecar ou urinar.

6- Dor genital e do trato urinário inferior: é importante caracterizar o tipo de dor, freqüência, duração, fatores precipitantes e fatores de alívio. Pode ser classificada de acordo com a localização:

· dor vesical: supra-púbica ou retropúbica, geralmente piora com o enchimento vesical e pode persistir mesmo após a micção.

· dor uretral

· dor vulvar: ao redor da genitália externa

· dor vaginal: interna, acima do intróito

· dor perineal: entre a fúrcula e o ânus

· dor pélvica: é menos definida, não sendo localizada em um único órgão, e não claramente relacionada com micção ou função intestinal.

7- Síndromes dolorosas genito-urinárias e sintomas sugestivos de síndrome de disfunção do trato urinário inferior:

Síndrome é o termo utilizado para definir um sintoma principal associado a outro ou mais sintomas, na impossibilidade de se fazer um diagnóstico preciso. Faz-se necessário também a exclusão de doenças de natureza infecciosa, neoplásica, metabólica ou hormonal que possam estar associadas aos sintomas descritos na síndrome.

· As Síndromes dolorosas genito-urinárias são todas de natureza crônica e têm em comum a dor como sintoma principal:

- Síndrome dolorosa vesical: tem como sintoma principal a dor supra-púbica relacionada ao enchimento vesical. Outros sintomas que podem estar relacionados são aumento da freqüência urinária diurna ou noturna. Deve-se descartar infecção urinária e outras doenças do trato urinário.

- Síndrome dolorosa uretral: define a associação de dor na uretra, recorrente, geralmente, durante a micção, noctúria e aumento da freqüência urinária diurna, na ausência de infecção urinária ou outra doença.

- Síndrome dolorosa vulvar: dor vulvar associada a sintomas de disfunção do trato urinário inferior ou disfunção sexual, excluída infecção vaginal ou doença neoplásica, metabólica ou hormonal.

- Síndrome dolorosa vaginal: dor vaginal relacionada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior afastadas outras condições óbvias.

- Síndrome dolorosa perineal: dor perineal ligada ao ciclo da micção ou associada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior, excluídas as causas óbvias.

- Síndrome dolorosa pélvica: dor pélvica relacionada a sintomas sugestivos de disfunção do trato urinário inferior, sexual, intestinal ou ginecológica, na ausência de doença infecciosa, neoplásica, hormonal ou metabólica.

· Sintomas sugestivos de síndrome de disfunção do trato urinário inferior:

- Urgência: associada ou não à urge-incontinência, geralmente acompanhada de freqüência e noctúria pode ser descrita como síndrome de bexiga hiperativa, síndrome de urgência ou síndrome urgência – freqüência. A combinação desses sintomas é sugestiva de hiperatividade do detrusor demonstrada pelo estudo urodinâmico, mas a causa pode ser outra forma de disfunção uretro-vesical.

- Sintomas do trato urinário inferior sugestivos de obstrução vesical são predominantemente sintomas miccionais (jato fraco, hesitância, esforço miccional, gotejamento terminal), mas também podem ser irritativos (urgência, urge – incontinência, noctúria, freqüência, sensação de esvaziamento incompleto).

Esse é um problema que aflige muitos casais e em especial as mulheres que ficam muito constrangidas durante o ato sexual, quando ele acont...

O que é Flatuência Vaginal?


Esse é um problema que aflige muitos casais e em especial as mulheres que ficam muito constrangidas durante o ato sexual, quando ele acontece.

Flatulência vaginal é a saída de ar da vagina que faz vibrar os pequenos e grandes lábios, provocando um som característico, semelhante a flatulência intestinal, porém sem odor desagradável.

Porque acontece?

Em algumas mulheres ocorre a entrada de ar na vagina, devido a um relaxamento da musculatura pélvica e das paredes vaginais. Acontece também em determinadas posições sexuais, que permitem uma maior abertura da genitália feminina.

Quando acontece?

Toda a vez que o pênis entra na vagina, ele expulsa o ar armazenado, que ao sair faz o ruído característico.

O que podemos fazer para diminuir o problema?

Naquelas mulheres em que existe flacidez muscular, a cirurgia de correção do períneo e os exercícios que aumentam o tônus muscular podem ajudar. A fisioterapia uroginecológica promove o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico através de exercícios específicos (exercícios de Kegel e uso de cones vaginais), e por meio de aparelhos de eletroestimulação e biofeedback. Com estes recursos, a mulher aprende a contrair o períneo o que reduz ou elimina a flatulência vaginal, além de aumentar a satisfação sexual.

•diminuição do desejo sexual 

•pré e pós-cirurgia pélvica

•Pós-cirurgia de próstata

•pré e pós-parto

É o estudo dos aspectos fisiológicos e patológicos envolvidos no armazenamento, transporte e esvaziamento da urina. Trata-se hoje de um po...

O que é o Estudo Urodinâmico?



É o estudo dos aspectos fisiológicos e patológicos envolvidos no armazenamento, transporte e esvaziamento da urina.

Trata-se hoje de um poderoso método de investigação das disfunções miccionais. Sua finalidade é detectar as possíveis alterações funcionais que possam estar gerando os sintomas urinários ou a incontinência.

Convém lembrar que a urodinâmica, a despeito de ser um método cada vez mais empregado na investigação das incontinências, é um exame complementar, cujo resultado deve ser analisado e valorizado no conjunto de vários outros dados clínicos e/ou laboratoriais para se ter o diagnóstico final e escolher o melhor tratamento.

Indicação

1. Pacientes que tenham vários sintomas urinários associados como urgência, urge-incontinência, nictúria (vontade de urinar várias vezes durante a noite), perda aos esforços (tosse, espirro, atividade física, etc).

2. Pacientes já submetidas a tratamento para incontinência urinária, sem resultados satisfatórios;

3. Incontinências urinárias recidivadas (que retornam após algum tempo);

4. Pacientes com antecedentes de cirurgias ginecológicas ou para tratamento de neoplasias malignas da pelve;

5. Qualquer paciente com indicação cirúrgica para incontinência urinária, a fim de confirmar o diagnóstico clínico e prognosticar a evolução clínica do paciente.

6. Crianças com distúrbios miccionais e de continência

 

Como é feito o exame?

Atualmente utilizam-se equipamentos computadorizados com as vantagens de proporcionar maior conforto para a paciente, menos tempo para realização do exame e maior precisão nos resultados.

O tempo estimado entre a entrada da paciente no laboratório, até a sua saída, com o laudo do exame impresso é de 30 a 40 minutos.

O vaginismo é um incômodo que cerca de 5% das mulheres já sofreu ou ainda sofrerá, em maior ou menor grau. Os sintomas deste mal são contr...

Vaginismo: sentir dor na hora do sexo é um distúrbio com tratamento


O vaginismo é um incômodo que cerca de 5% das mulheres já sofreu ou ainda sofrerá, em maior ou menor grau. Os sintomas deste mal são contrações involuntárias dos músculos da região pélvica e do canal vaginal. Esse movimento acaba impossibilitando a penetração no ato sexual e desestimula a mulher completamente. Diferente do que o parceiro pode pensar, isso é distúrbio sexual grave e está longe de ser frescura. A notícia boa é que existe tratamento quando a situação é diagnosticada corretamente. A paciente deve passar por uma avaliação psicológica completa.


Tipos de vaginismo

Existem três classificações distintas para o vaginismo. "Quando essa mulher sempre manifestou a dificuldade de ser penetrada, desde a iniciação sexual, chamamos de vaginismo 'primário'. O  'secundário' é caracterizado quando essa mulher já teve momentos de atividade sexual normal com penetração peniana e por algum motivo ou trauma não consegue mais ter a relação com a penetração peniana", explica a coordenadora de fisioterapia do Centro de Atendimento ao Vaginismo da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Maria Angélica Alcides, em entrevista ao site "Bolsa de Mulher".

Existe também o terceiro tipo, que pode ser chamado de "situacional", pois a mulher apresenta episódios diferenciados, por fatores também diferentes, que pode variar desde o tipo de objeto a ser penetrado até os locais onde ocorre a prática sexual.


Tratamento

"O tratamento é sempre de caráter multiprofissional, com a presença de ginecologista especialistas em sexualidade, sexólogos, psicólogos especialistas em sexualidade e fisioterapeutas especialistas em saúde da mulher", conta Angélica. Isso porque o distúrbio decorre de fatores psicológicos. "Iniciamos o tratamento com sessões de relaxamento e conscientização corporal, fazendo com que essa mulher passe a se conhecer e a perceber as reações que estão acontecendo em seu corpo, para que essa possa começar a ter domínio sobre ele. É um tratamento que requer paciência de ambas as partes".

Além do tratamento psicológico, é essencial passar pela fisioterapia.

Assim como grande parte dos dirtúrbios sexuais, o vaginismo pode ter suas causas relacionadas a fatores educacionais, culturais, religiosos, traumáticos e com todas as vivências da paciente.

A lesão medular afeta a função sexual? Sim. As alterações podem ser orgânicas (do corpo) e/ou comportamentais (alteração da autoimagem, ta...

Reeducação Sexual do Homem Lesado Medular


A lesão medular afeta a função sexual?
Sim. As alterações podem ser orgânicas (do corpo) e/ou comportamentais (alteração da autoimagem, tabus, preconceitos). Porém, não significa que acabe ou que não tenha solução, como veremos ao longo deste manual.

Como fica a função sexual após a lesão medular?
Continua. O processo mental da função sexual é o mesmo antes e após a lesão. Portanto, o desejo sexual (libido) permanece. O que ocorre é que este desejo é colocado de lado ou em segundo plano. É desestimulado pelo próprio lesado e/ou por seu parceiro por pensarem que estão fazendo algo errado ao valorizarem a função sexual. Muitos acreditam que deveriam estar voltados apenas para os aspectos da reabilitação física, como a fisioterapia, remédios, sondagem e outros. Isto não é verdade.

O desejo sexual acontece no cérebro, portanto, permanece após a lesão medular. O desafio inicial é aceitar o novo corpo e poder "curti-lo" para que outras pessoas também o aceitem.

Medicamentos podem alterar o desempenho sexual?
Sim. O desejo sexual (libido) pode sofrer alterações por ação de alguns medicamentos, tais como, tranquilizantes, antidepressivos, relaxantes musculares. Portanto, devem ser avaliados pelo médico a indicação destes medicamentos e os benefícios frente aos efeitos colaterais. Sempre que ocorrer alguma alteração ao iniciar um novo medicamento, o médico que receitou deverá ser comunicado para avaliar a possibilidade de troca ou algum ajuste que evite esses efeitos.

Existem outros fatores que interferem no desempenho sexual?
Sim. As alterações na movpimentação do corpo, espasticidade, contraturas, não controle do intestino e/ou da bexiga podem afetar a autoimagem e a capacidade de realização do ato sexual.

As alterações do desejo sexual (libido) têm tratamento?
Sim. A fisioterapia, os exercícios, a reeducação da bexiga e do intestino, ou seja, o tratamento físico, e também o acompanhamento psicológico, contribuem para o bem estar do portador de deficiência e, consequentemente, sua autoimagem, autoestima e capacidade de desempenho do ato sexual.

O homem tem ereção após a lesão medular?
Sim. Cerca de 80% dos homens com lesão da medula têm alguma capacidade de ereção. O problema mais comum é o tempo de duração e a qualidade (grau de rigidez) da ereção que, muitas vezes, são insuficientes para manter uma relação sexual satisfatória. Se a relação estiver centrada na ereção, o prazer fica comprometido. Portanto, as carícias nos genitais (mesmo sem sensibilidade) e em áreas com sensibilidade, antes, durante e após a penetração, ou mesmo sem penetração, são muito importantes.

Como acontece a ereção?
A ereção acontece quando os corpos cavernosos ("grandes veias") do pênis se enchem de sangue. Existem três maneiras do homem conseguir uma ereção: psicogênica (ocorre através do pensamento), reflexa (resulta da estimulação do pênis ou regiões próximas) ou espontânea (acontece por algum estímulo interno, como por exemplo, acordar com uma ereção por estar com a bexiga cheia). O nível da lesão na medula (altura em que ocorreu a lesão: cervical, torácica, lombar, cone medular, cauda equina) e o tipo (completa ou incompleta) é que vão determinar o tipo e a qualidade da ereção.

Homens com lesão entre T11 (vértebra torácica) e L2 (vértebra lombar) não conseguem a ereção psicogênica porque a mensagem (pensamento erótico) vinda do cérebro não consegue passar através da lesão, uma vez que esta é a área responsável pela ereção. A ereção reflexa pode ocorrer de várias maneiras: puxando os pelos pubianos, estimulação oral ou manual do pênis, vagina ou ânus, estímulo de qualquer área do corpo onde há sensibilidade (como orelhas, pescoço, costas, tórax).

É possível melhorar a qualidade da ereção?
Sim. Diversos mecanismos podem auxiliar a alcançar e manter uma ereção satisfatória. Vão desde métodos economicamente acessíveis e temporários até métodos mais caros e/ou definitivos. O mais econômico é o anel peniano de borracha encontrado em lojas de produtos eróticos (sexshop). Esse anel poderá ser usado após orientação de um profissional da saúde. Após estimulação do pênis manualmente ou com auxílio de um vibrador, o anel é colocado na base do pênis retendo o sangue nos corpos cavernosos e deve ser retirado em no máximo 20 minutos.

O urologista poderá prescrever e orientar o uso de medicamentos com a finalidade de proporcionar uma ereção.

Pode ser uma injeção (baixo custo) aplicada facilmente no pênis, bem como comprimidos (custo mais elevado).Uma complicação rara do uso dessas injeções é o priapismo (ereção que dura mais de três horas). Nesses casos é necessário ir com urgência a um hospital para retirada do sangue retido.

A prótese peniana é o método definitivo mais eficaz disponível, podendo ser feita através do sistema público de saúde (SUS) ou particular. Um urologista poderá orientá-lo quanto ao método mais adequado.

O posicionamento do corpo também pode auxiliar na ereção: deitado, reclinado ou sentado, com as pernas abertas ou fechadas, esticadas ou flexionadas.

Experimente as várias posições e descubra as que mais se adaptam ao seu caso.

Não tenho mais ejaculação. Por quê?
Ejaculação é a expulsão do sêmen através da uretra. Por ser bastante complexa e estar comprometida pela lesão medular, poucos indivíduos conseguem alcançá-la após a lesão medular. Alguns homens têm a sensação de ejaculação, mas não ocorre a saída do sêmen.

O que acontece com o sêmen?
O sêmen continua existindo, porém, pelas alterações da lesão medular o mecanismo que bloqueia sua entrada na bexiga permanece aberto, fazendo com que o sêmen vá para dentro da bexiga (ejaculação retrógrada). Assim, aparece uma substância esbranquiçada flutuando na urina, o que muitas vezes é confundido com infecção urinária.

O homem lesado medular pode ter filhos?
Sim. Embora na maioria dos homens lesados medulares ocorra a ejaculação retrógrada, existem métodos para realizar a fertilização da mulher com o sêmen. Através da estimulação próxima ao freio da glande (ponta) do pênis com um vibrador, a ereção e ejaculação podem ser alcançadas.

Este sêmen pode ser recolhido em um frasco estéril e colocado com uma seringa na vagina da mulher. Esta seria uma inseminação artificial caseira. Existem vários métodos realizados pelo médico para a inseminação artificial tal como a introdução de um estimulador elétrico no ânus do lesado medular até que chegue próximo à próstata provocando a ejaculação para inseminação artificial.

Outro método é a retirada dos espermatozóides diretamente dos testículos através de uma seringa. O problema maior é quando a qualidade dos espermatozóides não é boa. Isto ocorre pelo aumento da temperatura nos testículos pela posição sentada por muito tempo, infecções urinárias frequentes, entre outras causas.

Fonte: Manual de orientação: Reeducação Sexual do Lesado Medular

Infecção urinária é a infecção bacteriana mais comum no ser humano, principalmente entre as mulheres dos 20 aos 40 anos e as grávidas. Já...

Infecção urinária afeta mais a mulher por causa da anatomia feminina


Infecção urinária é a infecção bacteriana mais comum no ser humano, principalmente entre as mulheres dos 20 aos 40 anos e as grávidas. Já os homens sofrem mais na primeira infância e depois dos 55 anos, sobretudo por distúrbios na próstata.

O problema é tão recorrente que apenas 10% das pessoas que responderam à nossa enquete no site disseram desconhecer a dor e a ardência típicas da infecção.

Dependendo do local em que os agentes invasores se instalam, a doença é chamada de vulvovaginite (abertura da vagina), cistite (uretra e bexiga) ou pielonefrite (rins). E, na hora do aperto, muita gente ignora o sinal do cérebro de que a bexiga está cheia e deixa para fazer xixi depois. O problema é que, ao não urinar, a uretra pode ficar mais suja e facilitar uma complicação.

Quem esclareceu melhor o assunto nesta terça-feira (6) foi o urologista Marcelo Vieira, ao lado do ginecologista e consultor José Bento. Os médicos também ensinaram cinco dicas para evitar doenças no aparelho urinário.

Infecção urinária (Foto: Arte/G1)

Beber água é fundamental para prevenir inflamações e infecções. A hidratação ajuda a manter o aparelho ativo, com fluxo de urina normal e saudável. A água também é necessária para uma série de processos metabólicos e biológicos do organismo.

Outra dica importantíssima destacada pelo Bem Estar é que as pessoas devem prestar atenção na cor da urina, que precisa ser clara. Uma coloração mais amarelada pode ser falta de hidratação, alimentação ou decorrência do uso de medicamentos. A primeira urina do dia é mais escura porque à noite um hormônio secretado aumenta a absorção de água e a concentração do xixi.

Se houver sangue na urina, sinal de alerta: há 80% de chances de você precisar de tratamento. O sangue pode indicar infecções, doenças hereditárias (como rins policísticos), pedras nos rins, doenças de próstata, traumas e até tumores.

Portanto, sempre que você ou alguém da sua família detectar sangue na urina, é preciso procurar um médico e fazer os exames indicados. Esse xixi pode aparecer com coloração avermelhada ou até marrom, quase preta.

A dica seguinte é sempre urinar depois do sexo. Isso porque o atrito e as bactérias envolvidas na relação podem contaminar a região pélvica da mulher. Ao fazer xixi, o aparelho urinário é exercitado e elimina grande parte das bactérias que podem ter entrado na uretra e ir em direção à bexiga. A própria vagina já concentra micro-organismos que podem causar infecção.

A higiene íntima também é imprescindível, principalmente para as mulheres, que têm a vagina e o ânus em locais muito próximos. Uma boa dica é limpar, sempre que possível, o xixi com papel higiênico e o cocô com chuveirinho.

Sabonetes íntimos também são úteis, mas devem ser usados na medida certa (até uma vez por dia), porque a vagina tem uma flora bacteriana importantíssima para manter o pH da região e proteger a mulher. Absorventes internos precisam ser trocados a cada 2 ou 3 horas, e não se deve dormir com eles.

De qualquer forma, a limpeza precisa ser eficiente, para que as bactérias da vagina e do ânus não entrem no canal da uretra. A bactéria mais comum entre as responsáveis pela infecção é a Escherichia coli, que vive no intestino e pode passar para o trato urinário. Para evitar o contato desse aparelho com as fezes, devem-se limpá-las sempre de baixo para cima. Um lenço umedecido também pode ser um bom aliado na limpeza íntima feminina.

Sistema urinário
É composto pelos rins, ureter (canal que leva a urina dos rins até a bexiga), bexiga e uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo).

A bexiga precisa ter um mínimo de líquido armazenado para que a pessoa consiga fazer xixi. Se for muito pouco, ela não funciona e fica esperando encher. Na hora do aperto, a bexiga envia um sinal para o sistema límbico, no cérebro, que manda o corpo resolver o problema com urgência.

O ideal é não deixar a bexiga chegar ao volume máximo, porque ela pode pressionar os músculos em volta e provocar uma sensação de incômodo e desconforto. Com a idade, o assoalho pélvico perde a sustentação e a força, facilitando a ação das bactérias. Por isso, beba sempre muita água e faça xixi como frequência.

Diagnóstico
Existem dois exames essenciais para descobrir qual é a origem do seu problema urinário. O primeiro é um teste de urina tipo 1, que fica pronto no mesmo dia e detecta o número de leucócitos (células de defesa) no xixi. Se houver demais, é sinal de que alguma bactéria entrou no sistema urinário e está causando infecção.

O segundo exame é a urocultura. As bactérias da urina são cultivadas durante cinco dias para identificar quem são elas e, consequentemente, qual é o antibiótico mais eficaz para eliminá-las.

Fonte: G1

cólica menstrual, também conhecida como dismenorréia , é um grande problema atualmente. Este distúrbio é caracterizado por dores intensas...

Fisioterapia na cólica menstrual


cólica menstrual, também conhecida como dismenorréia, é um grande problema atualmente. Este distúrbio é caracterizado por dores intensas no baixo ventre, podendo até mesmo ser irradiada para a parte interna das coxas, provocada por contrações intensas do útero no dia imediatamente anterior ao início da menstruação ou nos primeiros dias do ciclo menstrual.

A dismenorréia pode ser primária ou secundária. A forma secundária é causada por miomas, DIU, endometriose, infecções e outras alterações uterinas e pélvicas. A forma primária é causada pelas contrações uterinas em si, sem associação com outras alterações que possam justificar a dor. Cerca de 52% das mulheres que sofrem de dismenorréia apresentam a forma primária, sendo que 10% delas chegam até mesmo a ficarem incapacitadas pela dor!

O tratamento geralmente é baseado em medicamentos, incluindo analgésicos, antiespasmódicos e anticoncepcionais. Infelizmente, geralmente esta forma de é cara e, muitas vezes, sem resultado ou com resultados insatisfatórios. A Fisioterapia é outra possibilidade de tratamento, ainda pouco conhecida pela maioria das pessoas, mas bastante estudada e bastante eficaz!

Já acessou o Faça Fisioterapia hoje?

Uma delas é a massagem do tecido conjuntivo. Na verdade, praticamente qualquer tipo de massagem, já que o principal efeito procurado é o relaxamento corporal e diminuição da tensão psicológica, que colabora muito para amenizar dores. O tratamento com massagem do tecido conjuntivo por um período de aproximadamente três meses, com apenas duas sessões por semana, alivia o problema durante o tratamento e esse alívio ainda persiste após o término do tratamento! Simples, barato e sem contra-indicações!

Outra opção é a eletroterapia, o famoso "choquinho" da Fisioterapia e um excelente recurso no tratamento de diversos tipos de dor. A principal modalidade utilizada é o TENS, um tipo de corrente elétrica fácil de ser utilizada e com pouquíssimas contra-indicações, indolor e bastante efetiva principalmente para o controle de crises de dor.

Por fim, a cinesioterapia, ou seja, exercício! São exercícios simples, principalmente para a região pélvica, para melhorar a coordenação muscular, alongar delicadamente os músculos e promover o relaxamento destas estruturas. Além disso, o exercício promove naturalmente uma sensação de bem-estar que sempre ajuda a aliviar qualquer tipo de dor.

Simples, não é?! E sem contra-indicações.

Fonte

Conceito: tratamento fisioterapêutico nas disfunções uroginecológicas e obstétricas. O tratamento é feito através de orientações, terapia ...

Fisioterapia na Uroginecologia


http://1.bp.blogspot.com/-19WfGtO9TIk/TZDanNPnsVI/AAAAAAAAAU4/eD4PiV8TmqE/s1600/3.jpg

Conceito: tratamento fisioterapêutico nas disfunções uroginecológicas e obstétricas. O tratamento é feito através de orientações, terapia comportamental, biofeedback, eletroestimulação, cinesioterapia, treinamento global, ginástica hipopressiva.

Os materiais utilizados são: Biofeedback-perina, eletroestimulador, cones vaginais, luvas, camisinhas não lubrificadas, papel toalha, papel lençol, gel lubrificante e maca.

- Indicações:

Incontinênica urinária;
Obstetrícia;
Dor pélvica crônica
Constipação intestinal;
Sexualidade;
Qualidade de vida.

A prevenção é a melhor conduta em saúde, seja ela pública ou privada. Para os clientes as ações preventivas os deixarão em menor risco para ...

Prevenção de doenças ginecológicas


A prevenção é a melhor conduta em saúde, seja ela pública ou privada. Para os clientes as ações preventivas os deixarão em menor risco para que sejam expostos a doenças e suas conseqüências, para a sociedade observamos o controle efetivo de epidemias e pandemias e para o gestor uma população sadia e economicamente ativa diminui os gastos com doenças e sequelados. Países onde os programas de saúde são direcionados para a profilaxia têm menores custos na área da saúde e uma população livre de patologias e participativa.

A qualidade de vida desde alimentação rica em nutrientes, com baixa caloria, com frutas e verduras, atividade física, ocupação mental, vacinação, hábitos de não fumar, manutenção de peso, vida sem estresse, bom humor, amor, dentre outras são atitudes simples que somarão resultados positivos à efetivação de uma boa saúde. Infelizmente vivemos numa estrutura econômica e política aonde a população na sua maioria não tem emprego e/ou trabalho, não estuda e não tem nem o que comer. Como trabalhar com prevenção neste Brasil tão grande, pobre e heterogêneo?

As atitudes governamentais são importantíssimas para a divisão de renda e garantia de oportunidades para todos. Não devemos somente ficar a espera das mudanças, já que poderemos esta perdendo tempo. Campanhas de vacinação, campanhas de prevenção de câncer ginecológico, campanhas de anti-tabaco, controle de alcoolismo, anti-drogas, campanhas de doenças sexualmente transmissíveis, pré-natal, garantia de métodos contraceptivos e muitas outras que são oferecidas pelos gestores são ações que minimizam as patologias.

Na esfera da ginecologia e obstetrícia as vacinas para rubéola, tétano, hepatite B e, hoje de HPV diminuem as taxas de doenças para as mulheres. Infelizmente no Brasil, ainda temos uma medicina para os pobres e outra para os que tem dinheiro, mesmo que pouco. A vacinação em massa, exceto a de HPV que ainda não é acessível a maior parte da população é a forma mais democrática de prevenção. Faz-se necessário o mapeamento da cliente por idade, risco profissional, vida sexual, hábitos, heranças familiares, doenças pregressas e modo de vida atual. O zoneamento vai pontuar a que patologias esta cliente esta susceptível, facilitando as ações preventivas.

A mama que é para a mulher o órgão que demonstra sua feminilidade esta sujeita a várias patologias, porém a que mais apavora a população feminina é o câncer. As dores mamárias são freqüentes e conseqüentes às alterações hormonais vividas durante o ciclo menstrual e na maioria das vezes manisfetam-se como parênquima denso aos exames radiológicos de rotina. Alguns alimentos, explicação cientifica de difícil constatação, quando retirados da alimentação diária amenizam as dores. Estes alimentos são a cafeína, chocolates, frangos de criação e ovos. O estresse aumenta as dores mamárias. Uma vida feliz influencia de maneira positiva a saúde de uma população.

A Fisioterapia, como profissão da área da Saúde, deve possuir profissional capaz de lidar com as condições de saúde da população. Executar u...

Anorgasmia x Fisioterapia


A Fisioterapia, como profissão da área da Saúde, deve possuir profissional
capaz de lidar com as condições de saúde da população. Executar um trabalho cujo objetivo maior consiste em propiciar um “estado” de condições de saúde que permita um elevado grau de conforto e segurança à população. Para isso, são necessárias promoções de saúde, manutenção de boas condições de saúde e prevenção de problemas, além da assistência curativa e reabilitadora.

Chama-se anorgasmia o distúrbio que causa a falta de orgasmo numa relação sexual. Ela pode ocorrer em homens e mulheres que tem uma vida sexual ativa, chegam a sentir prazer durante o ato sexual mas não atingem o clímax.

As causas da anorgasmia comunmente são de foro emocional, por falta de confiança no parceiro, falta de conhecimento do próprio corpo ou por algum problema físico como acidentes que causam problemas ao nível da medula espinhal, problemas hormonais, corrimentos ou má formação dos órgãos sexuais.

No tratamento de uma disfunção sexual, o paciente deve ser pensado como um todo,
emocional e físico. Porque as emoções desencadeiam processos físicos pela liberação de neurotransmissores. Para isso, torna-se importante o enfoque interdisciplinar com a participação de diversos profissionais, tais como ginecologista, psicólogo, sexológo e fisioterapeuta.

O tratamento para a anorgasmia que têm maiores resultados são realizados através de fisioterapia uro-ginecológica com exercícios e eletro-estimulações específicas, com exercícios em musculatura em região pélvica.

A disfunção sexual é a alteração de uma das fases do ciclo da resposta sexual, que é dividida em desejo, excitação e orgasmo. Nas mulheres, ...

Fisioterapia Uroginecológica na disfunção sexual


A disfunção sexual é a alteração de uma das fases do ciclo da resposta sexual, que é dividida em desejo, excitação e orgasmo. Nas mulheres, as disfunções mais comuns são a inibição do desejo, a anorgasmia (ausência do orgasmo), a dispareunia (dor no momento da relação sexual) e o vaginismo (contração involuntária da vagina, que evita a penetração). Nos homens, os principais problemas são ejaculação precoce e disfunção erétil (incapacidade permanente de iniciar, manter e concluir o ato sexual de forma satisfatória, afetando a ereção). Além de ir ao médico e descobrir se a disfunção não está associada a outro problema orgânico, os especialistas orientam que se deve também procurar orientação psicológica.

Porém, um tratamento relativamente novo no Brasil chamado de fisioterapia uroginecológica surge como uma alternativa nesses casos e, segundo os profissionais, tem excelentes resultados. O tratamento já existe na Europa há mais de 20 anos. No Brasil, a fisiosexologia surgiu há pouco tempo. A fisioterapeuta com formação internacional em uroginecologia, Priscila Hermann, explica que o tratamento é feito com exercícios e aparelhos específicos que devolvem o controle da musculatura da região da pelve (que, segundo ela, são eficientes tanto para o homem quanto para a mulher). São exercícios que fortalecem e relaxam. Depende muito do caso, mas em geral, 15 sessões são suficientes para a recuperação do paciente. Geralmente os aparelhos e a postura já resolvem, diz a especialista. As sessões normalmente duram uma hora, uma vez por semana. Mesmo depois do tratamento os meus pacientes entram em contato e dizem que o resultado foi satisfatório, garante a fisioterapeuta.

É importante lembrar que o tratamento terá bons resultados caso a disfunção sexual não seja de origem psicológica. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, Priscila conta que os homens procuram muito mais a fisioterapia uroginecológica do que as mulheres. Em geral, o paciente que busca a profissional é muito tímido, pois acabou nem admitindo ao médico que tinha algum tipo de disfunção. Percebo que existe muita ansiedade neles. Mas isso só existe porque a parte física não está boa, comenta a especialista. Já as mulheres, diz a fisioterapeuta, demoram mais para admitir o problema, em qualquer situação. Percebo que muitas delas só buscam ajuda quando não têm mais alternativa, quando a relação com o parceiro já ficou desgastada por conta da disfunção sexual. Algumas vêm com o marido, diz Priscila. Outro dado interessante é que a fisioterapia uroginecológica também traz bons resultados para outros problemas, como dores na região anal e perineal, incontinência urinária e fecal, além de constipação intestinal.

Psicológico atrapalha ereção

Nos homens, a disfunção sexual mais comum é a disfunção erétil. Nesse caso, a ereção do homem é que fica prejudicada, e não a ejaculação. Como explica o médico urologista Fernando Lorenzini, as causas da disfunção erétil podem ser psicológicas, orgânicas ou a junção das duas. Não é regra, mas, no jovem, o mais comum é a disfunção erétil estar associada à questão psicológica. Já no idoso, o problema pode estar ligado ao diabetes e à arteriosclerose, explica o médico. Lorenzini afirma que pesquisas mais tradicionais indicam que na faixa etária entre os 40 e os 70 anos, 50% dos homens teriam o problema. Porém, explica ele, a forma completa, mais grave da disfunção erétil, só aparece em 10% dos homens.

Em qualquer caso é muito importante o acompanhamento médico. Segundo Lorenzini, há alguns tipos de tratamento para a disfunção erétil, como os medicamentos de via oral (que são paliativos, segundo o médico), injeções (as quais devem ser ministradas com bastante cautela porque podem piorar o problema) e, como última alternativa, a prótese peniana (que também deve ser muito bem estudada, pois pode causar infecções).

Mulher: falta de orgasmo é a disfunção sexual mais comum

Nas mulheres, as disfunções sexuais mais freqüentes são inibição do desejo, anorgasmia (ausência do orgasmo), dispareunia (dor na relação) e vaginismo (contração involuntária da vagina evitando o ato).

O ginecologista especializado na área de sexualidade humana, Fernando César de Oliveira Júnior diz que o mais freqüente é a anorgasmia. Ele explica que neste caso a mulher até sente desejo, mas não consegue chegar ao orgasmo. Em geral, diz ele, a causa é de origem psicológica. Depende muito da ansiedade da pessoa, que fica com dificuldade de se soltar. É importante que ela não fique se observando na hora da relação, tem que brincar, se soltar, orienta o médico. A repressão e o parceiro que não colabora podem ser causas ou até agravantes do problema. A fase das preliminares é muito importante. Às vezes a mulher demora mais para se excitar e também para ter o orgasmo. É um mito que os dois tenham que atingir o orgasmo juntos, diz o médico.

A dispareunia geralmente é mais fácil de tratar, diz o ginecologista, porque em geral é causado por algum problema orgânico, como corrimentos ou alterações uterinas. Neste caso, trata-se a doença e resolve-se o problema. Mas a disfunção também pode ser de origem psicológica. Já a inibição do desejo, segundo ele, é mais difícil de resolver. Geralmente os resultados são bons em conjunto com um terapeuta sexual. Ocorre que a pessoa que tem inibição do desejo vai fugindo cada vez mais do sexo, vai perdendo o encanto, às vezes acontece muito na menopausa, o que não é normal, pois o desejo sexual começa no útero e prossegue até a morte. E para as mulheres, para as quais não há remédios para isso, como o Viagra para os homens, alertou o especialista. Não dá para generalizar, mas alguns medicamentos podem causar a diminuição da libido também.

No caso da anorgasmia, um dos tipos de tratamento é o focossensorial, no qual a pessoa aprende a se tocar e conhecer o próprio corpo, deixando o toque mais erótico para o final. O médico recomenda que a fantasia nunca acabe quando o assunto é sexo. “Já que é a cabeça que comanda tudo, os estímulos são importantes, como filmes ou leituras eróticas, roupas, enfim, aquilo que o casal achar melhor, explica. (MA)

O biofeedback de EMGs uro-ginecológico baseia-se no fluxo de informação entre: Paciente, terapeuta e equipamento de biofeedback. O ...

Biofeedback na Fisioterapia Uroginecológica


O biofeedback de EMGs uro-ginecológico baseia-se no fluxo de informação entre: Paciente, terapeuta e equipamento de biofeedback.


O terapeuta configura o equipamento com o protocolo necessário para a reabilitação do paciente. O equipamento faz a captação dos sinais musculares do paciente, enviando o biofeedback visual e sonoro para o paciente e o terapeuta. O paciente é motivado pelo terapeuta e pelo equipamento.

A figura abaixo apresenta esse fluxo de informações:




O Biofeedback pode ajudar os pacientes a adquirirem maior controle sobre a atividade dos músculos do assoalho pélvico, reduzindo uma atividade excessiva, ou ajudando no treinamento para utilização do músculo mais apropriado.


A informação provinda do biofeedback uro-ginecológico atua como um estimulador externo ao paciente, até que os músculos ganhem força e gerem maior sensação interna.


Para pacientes que têm pouca ou nenhuma "sensação" da musculatura do assoalho pélvico, o biofeedback pode ser uma das melhores escolhas de tratamento para o paciente primeiramente identificar a musculatura correta que deve ser ativada durante o exercício.

Vantagens do Biofeedback Uro-ginecológico


A utilização do biofeedback de EMGs na prática clínica apresenta vários benefícios, tanto para o paciente, quanto para o terapeuta:

Para o Paciente:

Aumentar a consciência da atividade psicofisiológica, reação e recuperação da estimulação;
Aumentar auto-eficácia e confiança na sua capacidade de auto-regulação psicofisiológica;
Aprender a usar o relacionamento entre pensamento, comportamento e funcionamento fisiológico;

Desenvolver auto-regulação psico-fisiológica geralmente não aprendida sem esta informação, tornando a aprendizagem destes procedimentos mais rápida;
Fornecimento de uma terapia não farmacológica, segura e eficaz.

Para o Terapeuta:

Fonte valorosa de diagnóstico e informação terapêutica;
Velocidade e a continuidade com que a informação é fornecida ao terapeuta e ao paciente;
Avaliação e documentação de mudanças psico-fisiológicas durante a sessão e o tratamento;
Aumentar o interesse e a confiança profissional para promover terapias auto-regulatórias psico-fisiológicas;
Quantificar os resultados da atividade muscular;
Fornecer ao terapeuta através de gráficos e traçados, a função e disfunção muscular;
Calibrar a resposta do paciente mediante a instrução verbal do terapeuta;
Observar se o paciente atingiu o objetivo, mediante a visualização gráfica.

A cólica menstrual, também conhecida como dismenorréia, é um grande problema atualmente. Este distúrbio é caracterizado por dores intensas...

A cólica menstrual


http://todaperfeita.com.br/wp-content/uploads/2010/04/Uroginecologia-300x180.jpg

A cólica menstrual, também conhecida como dismenorréia, é um grande problema atualmente. Este distúrbio é caracterizado por dores intensas no baixo ventre, podendo até mesmo ser irradiada para a parte interna das coxas, provocada por contrações intensas do útero no dia imediatamente anterior ao início da menstruação ou nos primeiros dias do ciclo menstrual.

A dismenorréia pode ser primária ou secundária. A forma secundária é causada por miomas, DIU, endometriose, infecções e outras alterações uterinas e pélvicas. A forma primária é causada pelas contrações uterinas em si, sem associação com outras alterações que possam justificar a dor. Cerca de 52% das mulheres que sofrem de dismenorréia apresentam a forma primária, sendo que 10% delas chegam até mesmo a ficarem incapacitadas pela dor!

O tratamento geralmente é baseado em medicamentos, incluindo analgésicos, antiespasmódicos e anticoncepcionais. Infelizmente, geralmente esta forma de é cara e, muitas vezes, sem resultado ou com resultados insatisfatórios. A Fisioterapia é outra possibilidade de tratamento, ainda pouco conhecida pela maioria das pessoas, mas bastante estudada e bastante eficaz!

Uma delas é a massagem do tecido conjuntivo. Na verdade, praticamente qualquer tipo de massagem, já que o principal efeito procurado é o relaxamento corporal e diminuição da tensão psicológica, que colabora muito para amenizar dores. O tratamento com massagem do tecido conjuntivo por um período de aproximadamente três meses, com apenas duas sessões por semana, alivia o problema durante o tratamento e esse alívio ainda persiste após o término do tratamento! Simples, barato e sem contra-indicações!

Outra opção é a eletroterapia, o famoso “choquinho” da Fisioterapia e um excelente recurso no tratamento de diversos tipos de dor. A principal modalidade utilizada é o TENS, um tipo de corrente elétrica fácil de ser utilizada e com pouquíssimas contra-indicações, indolor e bastante efetiva principalmente para o controle de crises de dor.

Por fim, a cinesioterapia, ou seja, exercício! São exercícios simples, principalmente para a região pélvica, para melhorar a coordenação muscular, alongar delicadamente os músculos e promover o relaxamento destas estruturas. Além disso, o exercício promove naturalmente uma sensação de bem-estar que sempre ajuda a aliviar qualquer tipo de dor.

Simples, não é?! E sem contra-indicações.

Fonte

A pielonefrite é uma infecção do trato urinário ascendente que atingiu a "pielo" (pelve) do rim. Afeta quase todas as estruturas...

Pielonefrite


http://www.patologias.net/wp-content/uploads/2010/03/adultos-sistema_urinario_anatomia_414558621.jpg

A pielonefrite é uma infecção do trato urinário ascendente que atingiu a "pielo" (pelve) do rim. Afeta quase todas as estruturas do rim, incluindo túbulos, sistema recolector e interstício. Só o glomérulo é exceção, pelo menos até uma fase avançada.

Existem duas formas de pielonefrite, a aguda, causada por uma infecção bacteriana, e a crônica, na qual infecções de repetição se conjugam com a reação do sistema imunitário a essas infecções para produzir o quadro de lesões.
Índice
[esconder]

1 Pielonefrite Aguda
1.1 Epidemiologia
1.2 Fisiopatologia
1.3 Clínica (sintomas)
1.4 Patologia
1.5 Tratamento
2 Pielonefrite Crônica
2.1 Fisiopatologia
2.2 Clínica (sintomas)
2.3 Patologia
2.4 Tratamento

[editar] Pielonefrite Aguda


É uma infecção supurativa (com produção de pus). É quase sempre causada por bactérias e só raramente por vírus (tipo Polioma) ou fungos como Candida albicans.


Epidemiologia

Afecta mais frequentemente três populações: bebês com menos de um ano e anomalias congênitas do sistema urinário; mulheres de meia idade e homens idosos com hiperplasia da próstata.


Fisiopatologia

A pielonefrite é frequentemente causada por bactérias Gram-negativas que são flora normal no intestino. Estas bactérias (Escherichia coli, Enterobacter, Proteus Mirabillis, Klebsiella) causam as infecções do tracto urinário (ITUs), mais frequentes nas mulheres. As pielonefrites são quase sempre complicações decorrentes destas infecções da uretra, bexiga e/ou ureteros - denominada infecção ascendente. Normalmente os ureteres não recebem urina de volta da bexiga, devido a mecânismos anti-refluxo. Contudo se estes mecanismos devido a anomalias congénitas ou a inflamação não forem eficazes, o refluxo de urina pode transportar bactérias que infectem a bexiga ou a uretra para o rim. Outra condição que frequentemente leva à pielonefrite é a obstrução do ureter. A obstrução pode ser devida a litíase renal ("pedra dos rins") ou nos idosos do sexo masculino a hiperplasia benigna da próstata (uma condição quase universal a partir dos 70 anos) pode provocar suficiente obstrução também. Nessa situação, a estase da urina acima da obstrução permite o crescimento bacteriano, que normalmente seria impedido pelo fluxo constante. A cateterização de doentes acamados ou com outros problemas das vias urinárias também é um factor de risco.


Clínica (sintomas)

O ínicio é abrupto, com dor na micção (disúria) e maior frequência (polaciúria)e urgência, inclusivamente acordando o doente à noite (noctúria). Como em qualquer infecção, há febre, suores, mal-estar. São detectaveis leucócitos em massas cilíndricas na urina (piúria), devido a terem sido arrastados dos túbulos cilíndricos pela urina.


Patologia

Microscópicamente observa-se inflamação supurativa, com infiltração primeiro de neutrófilos, mais tarde de macrofagos e linfócitos. Há necrose das células dos túbulos renais. Pode haver ou não formação de abcessos. Após resolução há extensa fibrosação das regiões afectadas.


Tratamento

A resolução inicia-se após alguns dias de terapia com antibióticos. Infrequentemente, e principalmente em individuos debilitados ou diabéticos podem ocorrer complicações. Estas incluem a Bacteremia, multiplicação bacteriana no sangue grave, frequentemente pode ser mortal, ou a necrose da pelve renal, com insuficiência renal crônica, podendo levar a morte.


Pielonefrite Crônica

A pielonefrite crônica é derivada de múltiplos ataques de pielonefrite aguda, que podem ser mais ou menos graves, e que ocorrem frequentemente durante um período alargado.


Fisiopatologia

A causa mais frequente é a insuficiência dos mecânismos anti-refluxo, com refluxo de urina da bexiga para o rim. Outra causa frequente é a litíase renal, com cálculos obstrutivos do fluxo da urina.


Clínica (sintomas)

O ínicio pode ser gradual ou dar-se ataque de pielonefrite aguda. Sintomas são semelhantes a esta última mas tendem a ser mais suaves mas mais arrastados. Pode complicar com surgimento de hipertensão arterial de causa renal; síndrome nefrótica; e insuficiência renal.


Patologia

Macroscopicamente há atrofia do rim afectado. A pelve e os cálices ficam danificados e por vezes obstruem a passagem da urina. Com o microscópio, vê-se extensa fibrosação do rim, uma resposta provocada pelo sistema imunitário à infecção constante. Há atrofia de alguns túbulos, dilatação de outros, com conteúdo hialino devido à proteína retida.


Tratamento

A pielonefrite crónica não raramente resulta em insuficiência renal crónica, com necessidade de diálise. A terapia com antibióticos resolve os episódios agudos mas não impede a sua recorrência.

infecção urinária é uma das complicações mais comuns durante a gravidez, cerca de 10 a 20% das gestantes apresentam este problema. É preciso...

Infecção urinária na gravidez


infecção urinária é uma das complicações mais comuns durante a gravidez, cerca de 10 a 20% das gestantes apresentam este problema. É preciso ficar atenta ao primeiro trimestre da gestação, período em que sintomas dessa alteração aparecem.

A Infecção urinária ocorre por causa da presença de glicose na urina da mulher grávida, que aumenta devido às alterações hormonais. Isso faz com que a uretra se torne um ambiente propício à proliferação de bactérias.

Outra complicação é que o hormônio progesterona relaxa os músculos da uretra, diminuindo a velocidade do fluxo da urina dos rins para a bexiga, isso aumenta os fatores favoráveis à proliferação de bactérias.

Os sintomas dos casos mais graves de infecção urinária são náuseas, vômitos, febre, urina turva com odor, calafrios e uma dor intensa na região dos rins.

É praciso saber que toxinas liberadas pelas bactérias do tipo mais grave de infecção urinária (nos rins) podem causar contrações do útero, levando ao trabalho de parto prematuro, abortamentos, hipertensão arterial, morte do bebê e até mesmo da mãe quando a infecção se torna severa e generalizada.

A infecção urinária durante a gravidez pode ser evitada com o pré-natal, essencial para que se tenha uma gestação saudável. Os médicos pedem exames de urina de três em três meses, diagnosticando a infecção urinária o mais precoce possível.

No dia a dia, algumas ações podem ser tomadas na intenção de prevenir a infecção urinária. Beber de 1 a 2 litros de água durante o dia é uma delas. Outra recomendação é ir ao banheiro com freqüência, não segurando o xixi quando a vontade vier, principalmente depois das relações sexuais.

É fundamental lembrar-sede cuidar da higiene pessoal, passando o papel higiênico de frente para trás.

O tratamento da infecção urinária pode ser feito com antibióticos indicados pelo médico para que não afete o desenvolvimento do bebê.

O que é? As vias urinárias são constituídas pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. A Infecção do Trato Urinário (ITU) ou Infecção Urinár...

Infecções urinárias


O que é?

As vias urinárias são constituídas pelos rins, ureteres, bexiga e uretra.

A Infecção do Trato Urinário (ITU) ou Infecção Urinária (IU), como é mais popularmente conhecida, ocorre quando há presença de microorganismos que se multiplicam nas vias urinárias.

Pode ser dividida em dois grupos, de acordo com a localização e sintomas:

- infecções das vias urinárias inferiores: bexiga (cistite) e uretra (uretrite)
- infecções das vias urinárias superiores:rins (pielonefrite)

A infecção urinária pode atingir pessoas de qualquer sexo e qualquer idade, mas é muito mais freqüente em mulheres, sendo que 20% a 30% da população feminina terão, pelo menos, um episó dio durante a vida.

Geralmente a infecção é causada por bactéria, sendo que o agente mais comum é a Escherichia coli.

Alguns fatores predispõem ao aparecimento da infecção. Sabe-se que as mulheres tem infecção urinária muito mais frequentemente do que os homens.

Isto se deve ao fato de que a uretra feminina é mais curta e também mais próxima ao ânus, podendo haver contaminação.

A relação sexual é um importante fator predisponente, pois podem ocorrer microtraumatismos que facilitam a entrada das bactérias no trato urinário. A mai oria dos episódios de infecção urinária desenvolve- se nas 12 horas seguintes após a relação sexual. A diminuição de hormônios femininos, que ocorre na mulher após a menopausa, também é fator predisponente. Há outros fatores que podem contribuir, porém são mais raros, como cálculos renais, anormalidades do aparelho urinário ou problemas neurológicos impedindo que a urina seja eliminada normalmente.

Sintomas

O ato de urinar, normalmente, é voluntário e indolor. A presença de alguns sintomas são sugestivos de infecção:

• dor ou ardência para urinar

• sensação de urgência para urinar

• micções urinárias muito freqüentes e de pequena quantidade de urina

• gotejamentos de sangue pode ocorrer

• dor na região baixa do abdome

Quando o rim é atingido, além dos sintomas anteriores, o paciente pode ter febre, calafrios ou dor lombar. Algumas vezes, também ocorre cólicas abdominais, náuseas e vômitos.

-:- Caso apresente algum desses sintomas procure o seu médico -:-

Diagnóstico

Para o diagnóstico da infecção urinária, o médico deve associar dados da história clínica, exame físico e exames laboratoriais.

Realiza-se exame de urina (Urina I), para ver se há inflamação ou não. Juntamente, é feita a cultura da urina (Urocultura), para detectar qual bactéria está causando o problema.

No caso de Infecção Urinária, a exame de Urina I pode ter grande quantidade de leucócitos (glóbulos brancos, nossas células de defesa), eritrócitos (glóbulos vermelhos, células que compõem o sangue) e proteínas no sedimento urinário. Pode haver também bactérias.

O exame de cultura na Infecção Urinária mostra crescimento de bactérias superior a 100.000 colônias por mililitro de ur ina. Atualmente, admitem- se valores superiores a 100 unidades formadoras de colônias/ml de urina como resultado positivos em pacientes com sintomas t ípicos. O Antibiograma testa a sensibilidade da bactéria isolada aos antibióticos.

Para isso, é muito importante que a coleta de uma amostra de urina seja feita sem contaminação.

A maioria das coletas é feita do jato médio tendo pelo menos 2 hs da última micção, após uma higienização da região peri-uretral. O jato médio é o jato urinário colhido após ter sido desprezada a primeira porção da urina, que poderia estar contaminada por microorganismos da uretra.

Dependendo de cada caso, podem ser necessários outros exames para complementar o diagnóstico (pesquisar malformações associadas, cálculo renal, ...).

Tratamento

O tratamento é a antibioticoterapia (penicilinas sintéticas, sulfas, nitrofurantoínas, cefalosporinas e as quinolonas). Em geral, o antibiótico é dado por via oral, por um período que pode variar de um a sete dias. Orienta-se também a hidratação adequada, com ingesta de um e meio a dois litros de água por dia.

Dependendo do caso, é importante repetir a cultura da urina após o tratamento, para ter certeza de que a infecção foi eliminada, principalmente nos casos em que o rim foi acometido ou no caso dos sintomas persistirem.

Nas pessoas com problemas de infecção recorrente, podem ser utilizados antibióticos profilaticamente (dose única diária, fluradantina ou quinolonas), no período noturno, por três a seis meses ou então um comprimido após a relação sexual. Estes são administrados em doses menores mas por um tempo prolongado.

Os casos de malformações do aparelho urinário podem ser corrigidos pela cirurgia.

Objetivos: • Promover e manter uma ótima saúde física e emocional do começo ao final da gestação. • Realizar um trabalho preventivo para as ...

Exercicios para gestantes


Objetivos:
• Promover e manter uma ótima saúde física e emocional do começo ao final da gestação.
• Realizar um trabalho preventivo para as possíveis durante a após o parto e gestação, desde o 1º ao 9º mês.
• Preparar e informar os pais sobre gravidez, parto e puerpério.
• A principal finalidade é resultar uma gravidez e o parto o mais saudáveis possível.

Exercícios para gestante
Os exercícios para a mulher grávida podem ser iniciados desde o 1º trimestre gestacional, com exercícios respiratórios, relaxamento e orientação postural.

A partir do 2º trimestre inicia-se então a ginástica propriamente dita, com exercícios de alongamento, fortalecimento, posturas tanto estática quanto a mudanças de decúbito, exercícios respiratórios que irão ajudá-las na preparação do parto.

São os seguintes exercícios de base mais importantes para a gestante:

1) Exercícios para o metabolismo: tem por finalidade de estimular a irrigação sangüínea e do metabolismo, efetuados com movimentos isotônicos e de grande amplitude (das mãos, antebraços, pés e das pernas), chamados exercícios de elasticidade.

2) Exercícios de flexibilidade: para relaxar os músculos das costas, abdômen e do assoalho pélvico, praticados por pequenos movimentos de extensão, flexão e rotação do tronco, em várias posições.

3) Exercícios para o abdômen e assoalho pélvico: para favorecer sua capacidade de contração e relaxamento (a alternância isométrica da tensão e do relaxamento) para que possa auxiliar durante os períodos de dilatação e expulsão.

4) Natação e hidroginástica: os exercícios dentro d’água proporcionarão alongamento da musculatura das pernas, assoalho pélvico e panturrilha.

5) Exercícios respiratórios: assim como os exercícios de alongamento e fortalecimento são importantes, os exercícios respiratórios têm fundamental importância para a gestante, pois acalma durante o período de dilatação. O trabalho vigoroso dos músculos abdominais durante o período de expulsão requerem não somente condições psíquicas, mas igualmente físicas. Tipos de respiração: respiração torácica, respiração diafragmática, apnéia, hiperventilação — contra indicada.

Exercícios físicos que a gestante poderá fazer
Movimente-se. A gravidez, o parto e o aleitamento exigirão muito de seu corpo, por isso quanto melhor for o seu estado físico, melhor será a sua gestação e o parto.

exercicio
Quando você sentar, parar e caminhar. Faça-o corretamente com a coluna sempre reta, evitando dores provocadas pela má postura.

Quando precisar pegar objetos no chão, mexer em gavetas próximas ao chão agache-se (de cócoras) ou encoste os dois joelhos no chão, sempre com a coluna reta.
Com exercícios, você poderá recuperar sua forma normal mais rápido depois do parto.

Consulte seu médico ou a equipe do pré-natal sobre os exercícios que pretende fazer, antes de começá-los. Com a autorização médica você poderá seguir estas sugestões:

a)nunca faça um movimento que lhe produza dor, isto significa que o movimento está errado.

b)se você não fazia exercícios antes da gravidez, não deve iniciá-los agora. Procure caminhar, pelo menos 20 minutos por dia, sempre que possível, não se esquecendo de manter a coluna reta.

c)há exercícios que podem ser feitos com você sentada de uma cadeira e que melhoram a circulação e aliviam a tensão nervosa:

• cabeça e pescoço: encoste o queixo no seu peito e gire a cabeça lentamente para o lado esquerdo, leve a cabeça para trás, descendo pelo lado direito, retornando o queixo ao peito. Faça então o giro para o lado direito repetindo o mesmo movimento.
• ombros: faça círculos com os ombros para trás, para aliviar a tensão.
• tornozelos: levante um pouco os pés, separe os calcanhares, gire os pés num círculo onde os dedões se toquem e depois se separem. Faça depois um círculo na direção contrária, com os dedões voltados para baixo e os demais dedos virados para cima.
• Pés: estique as pontas dos pés e faça grandes círculos no ar, movendo somente os tornozelos.

d) exercício que você poderá fazer sentada no chão.

e) costas: para melhorar a flexibilidade das costas, sente-se no chão com as pernas cruzadas e as costas apoiadas contra a parede, Alongue (estique) a coluna.

Ao dormir:
Procurar deitar-se ao lado esquerdo, se for confortável para você.

Ao Levantar da cama:
• apóie o braço esquerdo no colchão, com o braço direito à frente, apóie a palma da mão no colchão e utilize os dois braços para empurrar-se para cima, sempre na lateral;
• gire lentamente o corpo e sente-se na cama com os pés sobre o colchão;
• aproxime-se, ainda sentada, da lateral da cama e abaixe lentamente as pernas até tocas o chão com firmeza;
• coloque um pé para trás do outro, apóie as mãos nas coxas (perto dos joelhos) e empurre fazendo pressão sobre as pernas. Mantenha o pescoço para frente e as costas reta, empurrem desde os pés e levante-se.

Ao levantar-se de uma cadeira:
Seguir o indicado no último item anterior.

Para erguer uma criança pequena:
Coloque os pés um ao lado do outro, dobre os joelhos, abaixe-se e depois levante-se com as costas retas.

Ao carregar seu filho:
Mantenha o corpo reto, não se curve e troque a criança de um braço para outro.

Evite:
Levantar peso e esforços desnecessários, mas se precisar fazê-lo, sente-se agachada (de cócoras) mantendo as costas retas. Inspire profundamente, contando até 3 e levante o objeto ao chegar ao número 4.
Solte a respiração enquanto ergue o peso. Segure o objeto próximo ao seu corpo enquanto levanta.
Quando carregar pacotes entre os braços, evite mover-se de um lado para outro e distribua o peso por igual.
Evite abaixar os objetos pesados de locais altos. Suas costas se curvarão e você poderá perder o equilíbrio.

Normas e procedimentos dos exercícios na gravidez
1) Movimentos e atividades aos trancos, saltos devem ser evitados.
2) Sessões de exercícios regulares — pelo menos 3 vezes por semana - são mais seguros.
3) Cuidadoso aquecimento no início da atividade e relaxamento no final.
4) A FC materna não deve exceder 140 BPm e não deve continuar por mais de 15 minutos.
5) Deve-se ingerir líquido antes, durante e depois dos exercícios físicos.
6) A grávida sedentária deve iniciar a atividade física com exercícios de baixa intensidade como: caminhada, natação, bicicleta estacionária ou ioga, e ir aumentando gradualmente.
7) O exercício deve ser adequado às limitações da gravidez.

Exercícios respiratórios para amenizar as dores do parto
No pré-parto fazer respiração diafragmática. No parto propriamente dito fazer respiração torácica — apnéia. Descer o ar para o diafragma contar até 10 e soltar o ar. Isso ajudará na expulsão do feto. Fazer força, empurrar elevando o tronco com apnéia, respirar no final para descansar.
*Apnéia — prender a respiração.

Fonte

Faça Fisioterapia