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A LECO (litotripsia extracorpórea) é uma técnica não invasiva, sem corte e sem punção, para o tratamento de cálculos renais e ureterais por ...

Tratamento com a LECO


A LECO (litotripsia extracorpórea) é uma técnica não invasiva, sem
corte e sem punção, para o tratamento de cálculos renais e ureterais
por ondas de choque. Essas ondas são transmitidas ao cálculo,
fragmentando em partículas menores que serão eliminadas através da
urina, por via natural do trato urinário.

As vantagens deste método são as seguintes:

 procedimento ambulatorial (sem internação),
 sem anestesia ou cortes,
 reinício imediato das atividades após o procedimento

Indicações:

O cálculo menor que 2,0 cm constitui a indicação ideal para a LECO,
obtendo-se eliminação completa dos fragmentos em um período de 30
dias, na maioria dos casos. Nos cálculos ureterais, os que se situam
no terço superior do ureter tem melhor sucesso com esta técnica.

Para a indicação da LECO é preciso determinar com exatidão a
localização do(s) cálculo(s) no trato urinário e afastar a
possibilidade de infecção urinária concomitante. A localização de
cálculos radiopacos (que aparecem no RX) é relativamente fácil através
de exames complementares mas, existem cálculos que são
radiotransparentes (que não aparecem ao RX) como os de ácido úrico e
de cistina. Desta forma, muitas vezes complementamos o exame de RX com
uma ecografia (ultrassom).

Contra-indicações:

As contra-indicações formais são distúrbios de coagulação, gravidez e
estreitamentos do trato urinário.

Complicações:

Após o procedimento pode ocorrer em alguma intensidade sintomas como
febre, hematúria(sangue na urina) e cólica renal.

Lembre-se sempre que a LECO é uma forma de tratamento, a indicação e
controles posteriores deverão ser realizados pelo seu urologista.
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São indicadores subjetivos de doença ou de alterações percebidas pela paciente ou pelo seu parceiro, que pode levá-la a procurar ajuda profi...

Sintomas de trato urinário inferior


São indicadores subjetivos de doença ou de alterações percebidas pela paciente ou pelo seu parceiro, que pode levá-la a procurar ajuda profissional. Podem ser referidos voluntariamente ou em anamnese dirigida. Dividem-se em três grupos: sintomas de armazenamento, miccionais e pós miccionais.

1- Sintomas de armazenamento são aqueles experimentados durante a fase de enchimento vesical, e incluem:

· Frequência diária aumentada: é o termo usado para caracterizar a queixa de micções muito frequentes durante o dia, equivalente à polaciúria.

· Noctúria: deve ser utilizado para designar quando a paciente precisa acordar para urinar mais de uma vez durante a noite.

· Urgência: desejo súbito e incontrolável de urinar.

· Incontinência urinária: é qualquer perda involuntária de urina.

· Incontinência urinária de esforço: é a perda involuntária de urina associada ao esforço ou atividade física, como durante a tosse ou espirro.

· Urge-incontinência urinária: é a perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida pela sensação de urgência (inclui desde pequenas perdas até uma perda que leve ao esvaziamento vesical completo).

· Incontinência urinária mista: é a perda involuntária de urina associada ao esforço e também com a sensação de urgência.

· Enurese: é qualquer perda involuntária de urina.

· Enurese noturna: é a perda de urina durante o sono.

· Incontinência urinária contínua: é a perda contínua de urina.

· Outros tipos de incontinência: são caracterizados de acordo com a situação em que ocorre a perda de urina, exemplo incontinência durante o coito ou incontinência durante o riso.

· Sensação vesical: é a maneira como a paciente percebe ou não o enchimento vesical, pode ser qualificada em cinco categorias.

a. Normal: a paciente é capaz de perceber o enchimento vesical e esta sensação aumenta à medida que o desejo miccional torna-se mais forte.

b. Aumentada: a paciente sente desejo precoce e persistente de urinar.

c. Reduzida: a paciente é capaz de perceber o enchimento vesical, mas não sente desejo de urinar.

d. Ausente: a paciente não percebe o enchimento, nem sente desejo miccional.

e. Inespecífica: a paciente não refere sensação vesical específica, mas pode relatar plenitude abdominal, sintomas vegetativos ou espasticidade.

2- Sintomas miccionais ocorrem, como o próprio nome sugere, durante a fase de micção:

· Jato urinário fraco: é o mesmo que fluxo reduzido, quando comparado com performances prévias. Pode ser referido, também, jato em spray.

· Jato urinário intermitente: é o termo usado para caracterizar quando o fluxo urinário é interrompido e reiniciado após um intervalo, involuntariamente, uma ou mais vezes durante a micção.

· Hesitância: descreve a dificuldade para iniciar a micção, resultando em retardo no início do fluxo.

· Esforço miccional: é o esforço abdominal utilizado para iniciar, manter ou melhorar o jato urinário.

· Gotejamento terminal: corresponde à duração prolongada da fase final da micção, com fluxo lento, em gotas.

3- Sintomas pós-miccionais são aqueles experimentados imediatamente após a micção, e incluem:

· Sensação de esvaziamento incompleto: termo auto-explicativo usado para descrever a sensação de persistência de urina na bexiga após a micção.

· Gotejamento pós-miccional: designa a perda involuntária de urina, geralmente em gotas, imediatamente após a micção.

4- Sintomas associados ao coito como dispareunia, ressecamento vaginal e incontinência são os mais comumente descritos, podendo ocorrer durante ou após o ato sexual. É importante caracterizar se a perda de urina se dá durante a penetração, no intercurso ou no orgasmo.

5- Sintomas associados à distopia genital incluem sensação de protuberância (algo que desce), dor lombar, sensação de peso, sensação de arrancamento e necessidade de reduzir com o dedo o prolapso para conseguir defecar ou urinar.

6- Dor genital e do trato urinário inferior: é importante caracterizar o tipo de dor, freqüência, duração, fatores precipitantes e fatores de alívio. Pode ser classificada de acordo com a localização:

· dor vesical: supra-púbica ou retropúbica, geralmente piora com o enchimento vesical e pode persistir mesmo após a micção.

· dor uretral

· dor vulvar: ao redor da genitália externa

· dor vaginal: interna, acima do intróito

· dor perineal: entre a fúrcula e o ânus

· dor pélvica: é menos definida, não sendo localizada em um único órgão, e não claramente relacionada com micção ou função intestinal.

7- Síndromes dolorosas genito-urinárias e sintomas sugestivos de síndrome de disfunção do trato urinário inferior:

Síndrome é o termo utilizado para definir um sintoma principal associado a outro ou mais sintomas, na impossibilidade de se fazer um diagnóstico preciso. Faz-se necessário também a exclusão de doenças de natureza infecciosa, neoplásica, metabólica ou hormonal que possam estar associadas aos sintomas descritos na síndrome.

· As Síndromes dolorosas genito-urinárias são todas de natureza crônica e têm em comum a dor como sintoma principal:

- Síndrome dolorosa vesical: tem como sintoma principal a dor supra-púbica relacionada ao enchimento vesical. Outros sintomas que podem estar relacionados são aumento da freqüência urinária diurna ou noturna. Deve-se descartar infecção urinária e outras doenças do trato urinário.

- Síndrome dolorosa uretral: define a associação de dor na uretra, recorrente, geralmente, durante a micção, noctúria e aumento da freqüência urinária diurna, na ausência de infecção urinária ou outra doença.

- Síndrome dolorosa vulvar: dor vulvar associada a sintomas de disfunção do trato urinário inferior ou disfunção sexual, excluída infecção vaginal ou doença neoplásica, metabólica ou hormonal.

- Síndrome dolorosa vaginal: dor vaginal relacionada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior afastadas outras condições óbvias.

- Síndrome dolorosa perineal: dor perineal ligada ao ciclo da micção ou associada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior, excluídas as causas óbvias.

- Síndrome dolorosa pélvica: dor pélvica relacionada a sintomas sugestivos de disfunção do trato urinário inferior, sexual, intestinal ou ginecológica, na ausência de doença infecciosa, neoplásica, hormonal ou metabólica.

· Sintomas sugestivos de síndrome de disfunção do trato urinário inferior:

- Urgência: associada ou não à urge-incontinência, geralmente acompanhada de freqüência e noctúria pode ser descrita como síndrome de bexiga hiperativa, síndrome de urgência ou síndrome urgência – freqüência. A combinação desses sintomas é sugestiva de hiperatividade do detrusor demonstrada pelo estudo urodinâmico, mas a causa pode ser outra forma de disfunção uretro-vesical.

- Sintomas do trato urinário inferior sugestivos de obstrução vesical são predominantemente sintomas miccionais (jato fraco, hesitância, esforço miccional, gotejamento terminal), mas também podem ser irritativos (urgência, urge – incontinência, noctúria, freqüência, sensação de esvaziamento incompleto).

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