A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quan...

O que é dispareunia?


A dispareunia é um transtorno sexual caracterizado pela sensação de dor genital durante o ato sexual. Pode ocorrer tanto em homens quanto em mulheres, mas é mais comum entre as mulheres. A dor geralmente é sentida durante o ato sexual, mas pode ocorrer também antes e depois do intercurso. As mulheres podem descrever a dor como uma sensação superficial, ou até mesmo profunda; e a intensidade pode variar de um leve desconforto até uma forte dor aguda. É mais freqüente do que se pensa, podendo atingir até 50% das mulheres com vida sexual ativa.

Para que o distúrbio seja denominado dispareunia, a dor deve provocar sofrimento ou dificuldade nas relações interpessoais e não ser causada exclusivamente pela falta de lubrificação vaginal, por vaginismo (contrações involuntárias dos músculos da vagina), por condições médicas gerais ou pela ação de substâncias ou medicamentos. A dispareunia leva frequentemente à rejeição ao ato sexual, com conseqüências graves para o relacionamento atual e comprometimento dos futuros, diminuindo o desejo sexual em diversos graus.

Quais são os tipos de dispareunia?

Podemos encontrar os seguintes tipos:

• Primária: quando acontece desde a primeira relação ou tentativa de relação sexual;
• Secundária: as relações sexuais eram normais e, a partir de determinada época, passaram a causar desconforto/dor;
• Situacional: a dispareunia ocorre apenas em determinadas ocasiões ou certos parceiros;
• Generalizada: a mulher é incapaz de conseguir qualquer tipo de penetração, sem que essa se acompanhe de desconforto.

O que causa a dispareunia?

A dispareunia pode ser causada por fatores orgânicos ou psicológicos. Importante destacar que o distúrbio se origina na interação de um conjunto de fatores e não de uma causa isolada. Destacamos os seguintes:

Fatores Orgânicos

• Infecções genitais, tais como candidíase (monilíase), tricomoníase, etc.
• Doenças de pele que acometem a região genital: foliculite, pediculose púbica ("chato"), psoríase;
• Doenças sexualmente transmissíveis, como cancro mole, granuloma inguinal, etc;
• Infecção ou irritação do clitóris;
• Doenças que acometem o ânus;
• Irritação ou infecção urinária;
• Nos homens, podemos destacar a fimose, doenças de pele, herpes genital, doenças do testículo e da próstata.

Fatores Psicológicos

• Dificuldade em compreender e aceitar a sexualidade de uma maneira saudável;
• Crenças morais e religiosas muito rígidas;
• Educação repressora;
• Medos e tabus irracionais quanto ao contexto sexual;
• Falta de desejo em fazer sexo com o(a) parceiro(a);
• Medo de machucar o bebê, quando durante a gestação;
• Falta de informação;
• Traumas infantis relacionados à sexualidade;
• Sentimento de culpa na vivência da sexualidade.

Em uma relação sexual onde a mulher está preocupada, triste, assustada, sejam esses motivos desencadeados por fatores internos ou externos, ela não tem condições de se excitar. Para que isso ocorra, ela precisa estar bem, presente naquele momento da relação. Com a excitação ela ficará lubrificada, o que proporcionará conforto durante o ato em si. Por outro lado, a mulher mal estimulada, com sentimentos ruins relacionados ao encontro sexual, não se excitará adequadamente. Sem excitação não haverá boa lubrificação, logo ela sentirá dor ao ser penetrada. Isso tornará a relação empobrecida, desgastada para o casal, e assim, os conflitos na relação se agravarão cada vez mais. A mulher, com medo de sentir dor novamente na relação, vai evitar o encontro sexual. E novamente o conflito poderá aparecer. Isso tenderá a se tornar um ciclo vicioso, no qual a dor gera medo, o medo gera tensão, e esta gera dor ainda maior.

Acho que tenho esse problema, o que devo fazer?

O primeiro passo é consultar um médico. No caso das mulheres, a maioria desses pacientes, o ginecologista é o primeiro profissional a ser consultado. O médico conversará com a paciente e tentará identificar fatores psicológicos e outros que possam estar afetando sua vida sexual. O exame físico completo ajudará na detecção de fatores orgânicos relevantes para o caso. Ele será capaz de fazer o diagnóstico e iniciar o tratamento, podendo encaminhar a pacientes para outros profissionais, caso julgue necessário.

Como é feito o tratamento?

A consulta média é de extrema importância porque ele será capaz de detectar possíveis fatores orgânicos, que poderão ser tratados. A abordagem dos fatores psicológicos pode ser feita por vários profissionais, sendo o mais indicado o terapeuta sexual.

O tratamento inclui a psicoterapia que tem como objetivo um maior conhecimento de si própria, de seu corpo, sua forma de lidar com o mundo. E, em geral, é muito agradável para a mulher. Pra ela se dar conta de como lida com o próprio corpo, alguns exercícios podem ser indicados; os quais podem ser feitos sozinhos mesmo e às vezes é o mais indicado, pois alguns parceiros podem atrapalhar o acompanhamento.

Por ser uma síndrome psicofisiológica – conjunto de problemas físicos e psicológicos -, não adianta olhar a mulher somente como um organismo ou somente como um ser psíquico. Os dois atuam juntos ao mesmo tempo. Assim, uma equipe de vários profissionais (ginecologista, urologista e psicoterapeuta) também se faz, na maioria das vezes, necessária.

Homens que apresentam disfunção erétil ainda jovens, entre 40 e 49 anos de idade, têm duas vezes maior risco de desenvolverem doença car...

Impotência sexual dobra o risco de doença cardíaca em “quarentões”


Homens que apresentam disfunção erétil ainda jovens, entre 40 e 49 anos de idade, têm duas vezes maior risco de desenvolverem doença cardíaca do que homens com função sexual normal, segundo estudo da Mayo Clinic, nos Estados Unidos. De acordo com os autores, de forma geral, a impotência sexual aumenta em 80% os riscos de doença cardíaca, e esse efeito é maior entre os mais jovens.

A disfunção erétil é um problema comum, e sua prevalência aumenta com a idade. Afeta de 5% a 10% dos homens com 40 anos de idade, e de 40% a 60% daqueles com 70 anos. E os resultados do novo estudo sugerem que médicos e pacientes jovens devem considerar o problema como um indicador do risco de doença coronariana cardíaca, tomando medidas adequadas para preveni-lo.

No estudo, acompanhando, por dez anos, mais de 1,4 mil homens sem problemas cardíacos prévios, os pesquisadores registraram uma prevalência de 2,4% na faixa etária entre 40 e 49 anos; 5,6% em homens de 50 a 59 anos; 17% entre 60 e 69 anos; e quase 39% em homens com 70 anos ou mais.

Avaliando a relação entre doença cardíaca e impotência, os especialistas descobriram que homens com disfunção erétil tinham 80% maior chances de desenvolverem doença coronariana cardíaca, comparados com aqueles que não tinham impotência sexual. E o maior risco de nova doença cardíaca foi registrado nos participantes mais jovens que apresentavam a disfunção. No grupo e 40 a 49 anos, a incidência de doença cardíaca, que seria normalmente de 0,94 por mil, era de 48,52 por mil naqueles com impotência.

Entre os mais velhos, a relação também seria estatisticamente significativa, porém a diferença não era tão marcante como a apresentada por homens com idades entre 40 e 49 anos. "Em homens mais velhos, a disfunção erétil pode ser de menos importância prognóstica para o desenvolvimento de futura doença cardíaca", ressaltaram os autores.

O estudo não explica as razões da relação, mas os especialistas teorizam que ambos as condições são manifestações do mesmo processo de "adoecimento" cardiovascular. Uma placa de gordura que pode bloquear as artérias em torno do coração poderia, inicialmente, estreitar os pequenos vasos sanguíneos do pênis, causando dificuldades de ereção. Da mesma forma, a perda da elasticidade dos vasos poderia causar ambos os problemas.

"Uretrite é o nome dado às doenças inflamatórias e infecciosas da uretra, a qual é um canal que conduz a urina desde a bexiga até o mei...

Uretrite


"Uretrite é o nome dado às doenças inflamatórias e infecciosas da uretra, a qual é um canal que conduz a urina desde a bexiga até o meio externo. Pode acometer tanto os homens quanto as mulheres, porém as últimas apresentam um risco maior. Possui uma grande importância, pois pode representar uma doença sexualmente transmissível, como a gonorréia. Assim, é essencial a procura do médico caso o indivíduo apresente os sintomas da doença, já pode evoluir com complicações graves."

Uretrites inflamatórias

Esse tipo de uretrite não está associado à infecção, originando-se, na maioria das vezes, de traumatismo externo ou interno. No primeiro caso, podemos citar como exemplo o ato de ordenhar a uretra após urinar e também o ato de masturbar-se, pois devemos lembrar que a uretra é extremamente sensível. Geralmente são casos leves e transitórios.

O traumatismo interno está associado ao uso de sondas ou instrumentos cirúrgicos através da uretra, em indivíduos hospitalizados e/ou submetidos a cirurgias urológicas. Esses casos podem ser mais graves, necessitando de tratamento específico dependendo da causa.

Uretrites infecciosas

Esse é o tipo do qual falaremos neste artigo, pois representa uma parcela importante de casos e é o que gera mais sintomas, alarmando o indivíduo. São causadas pela infecção da uretra por vários tipos de microorganismos: bactérias, fungos, vírus. As mais comuns são as bacterianas.

As uretrites infecciosas são doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), mas podem estar associadas apenas a um quadro de infecção urinária. Nesse último caso, as mulheres apresentam maior risco, pois a uretra feminina é mais curta e sua abertura para o meio externo está próxima ao ânus; isso é importante, já que as principais bactérias envolvidas na infecção urinária são originadas do intestino.

No caso das DSTs, as mais importantes são a gonorréia (blenorragia) e as infecções por dois microorganismos chamados Chlamydia trachomatis e Ureaplasma urealyticum. A gonorréia é extremamente conhecida, sendo causada por uma bactéria que tem o nome de Neisseria gonorrhoeae. Nas DSTs, essas bactérias atingem a uretra durante o ato sexual com um parceiro infectado, o qual muitas vezes não apresenta nenhum sintoma e nem sabe que é portador da bactéria.

No homem que apresenta uretrite infecciosa, é bastante provável que se trate de gonorréia; já nas mulheres, essa bactéria pode atacar além da uretra, o colo do útero, as tubas uterinas e os ovários, levando a doença mais grave.

Quais são os sintomas?

Na gonorréia, o indivíduo apresenta um corrimento uretral (secreção na uretra) com pus, principalmente pela manhã, podendo sujar a roupa íntima. Na uretrite não-gonocócica, essa secreção pode não existir e, quando presente, é mais clara e em menor quantidade.

A dor e/ou ardência ao urinar é outro sintoma bastante comum. A pessoa também apresenta vontade freqüente de urinar, às vezes com sensação de urgência (a pessoa sente que tem que urinar naquele momento). Outro sintoma seria a coceira após urinar. A presença de sintomas parecidos no(a) parceiro(a) ajuda a diagnosticar a doença, mas isso nem sempre ocorre.

O indivíduo com gonorréia apresenta mais sintomas que o com uretrite não-gonocócica, sendo que nesse último caso a pessoa pode ser completamente assintomática. Isso é importante porque ela acaba sendo uma fonte de contaminação para outras pessoas, em caso de relação sexual desprotegida, já que não sabe que está doente.

A gonorréia, quando não tratada, pode levar a complicações graves. Uma delas é o estreitamento da uretra, a qual dificulta o ato de urinar. Esse estreitamento permite que haja infecção da região mais interna da uretra, podendo desenvolver-se um abscesso (coleção de pus). Outra complicação, em mulheres, seria a infertilidade, quando a doença "sobe" pelo sistema genital e afeta o útero, as tubas uterinas e os ovários.

Como é feito o diagnóstico?

Na presença de sintomas como os descritos acima, é fundamental consultar-se com um médico. Apenas com esses sintomas já é possível definir-se qual o provável diagnóstico, muitas vezes passando-se diretamente para o tratamento, sem necessidade de exames de laboratório.

Se o indivíduo apresenta secreção na uretra, ela deve ser coletada com instrumento adequado, e enviada para o laboratório. Pelos exames é possível detectar qual a bactéria envolvida, indicando-se o tratamento mais adequado.

E o tratamento?

O tratamento baseia-se no uso de antibióticos, de acordo com a causa identificada. Podem ser utilizados em dose única ou em várias doses, por alguns dias. Em alguns casos é importante tratar também o parceiro, mesmo que assintomático, para evitar que o indivíduo seja contaminado novamente. Devemos ressaltar novamente a importância do tratamento, pois como vimos, quando não tratada, a gonorréia pode evoluir com complicações graves.

Prevenção

Como vimos, as uretrites infecciosas podem ser classificadas como DSTs, assim a sua prevenção pode ser conseguida pelo uso de preservativo durante a relação sexual. Outra medida é o tratamento de todas as pessoas infectadas, para interromper a cadeia da transmissão do microorganismo.

Mesmo com maior acesso a tratamentos e informações, os distúrbios do sexo são hoje muito comuns para homens e mulheres de...

Principais distúrbios sexuais


Mesmo com maior acesso a tratamentos e informações, os distúrbios do sexo são hoje muito comuns para homens e mulheres de todas as idades. Muitos deles têm relação com aspectos psicológicos, de saúde e estilo de vida, o que aponta relações com alguns problemas da vida moderna.

Os números impressionam: de acordo com um estudo recente da Universidade de Nova Jersey, nos Estados Unidos, cerca de dois terços das mulheres relatam algum grau de disfunção sexual feminina, que abarca distúrbios como falta de desejo, problemas de excitação, falta de lubrificação, dificuldade para atingir o orgasmo, falta de satisfação e dor durante o ato sexual.

Casal - Foto: Getty Images
Ejaculação precoce

Estima-se que um em cada quatro brasileiros sofram do problema, que se caracteriza quando o homem não consegue controlar a ejaculação. "Às vezes, o pênis nem chega a enrijecer, somente o movimento de aproximação e o toque do lençol já são suficientes para que termine o que deveria ser muito bom e prazeroso. Por vezes, o homem mantém a ereção por alguns minutos, começa a penetrar, mas logo ejacula, ficando insatisfeito e deixando a parceira na mesma situação, explica Archimedes Nardozza , presidente da Sociedade Brasileira de Urologia e médico do Hospital São Luis.

Comum na juventude, em encontros com parceiros novos ou após algum tempo de abstinência, ela se torna doença quando se estende pela maturidade comprometendo a vida sexual do homem na maioria, senão em todas relações sexuais que pratica. Com mais de 80% dos casos com origem emocional, o transtorno sexual tem cura e requer atenção redobrada já que pode desencadear males como a disfunção erétil e a depressão, além de prejudicar a vida sexual do casal.

Não há uma duração considerada ideal para medir o momento certo da ejaculação, já que o que conta é a satisfação do casal durante o sexo. "Não existe um tempo específico antes de ejacular para definir esse problema sexual. Costuma-se seguir um padrão de cinco minutos após a penetração ou, antes que ela ocorra, para identificar o problema. Mas a definição está tanto na sua percepção quanto na do parceiro de que a ejaculação foi mais rápida do que o esperado", explica o especialista em saúde masculina Érico Roldave. "Sentimentos de culpa e ansiedade se tornam uma constante quando o problema é crônico e isso pode trazer dificuldades maiores como a disfunção erétil (impotência) e a perda de intimidade no casal", continua Érico.

Impotência sexual

As causas que envolvem a disfunção erétil ainda são um tabu para a maioria dos homens. Um recente estudo apresentado em Bruxelas (Bélgica) durante o Congresso das Sociedades Europeia e Internacional de Medicina Sexual mostra que 50% dos homens desconhecem as causas da disfunção erétil. Entre os 174 entrevistados, 70% afirmaram que teriam procurado o médico mais rapidamente se soubessem que o problema pode estar ligado à doenças como diabetes, hipertensão e síndrome metabólica. A disfunção atinge mais de 150 milhões de homens em todo o mundo e, em 64% dos casos, está associada a doenças crônicas.

Segundo o urologista Helder Machado, chefe do Serviço de Urologia do Hospital Orêncio de Freitas, em Niterói (RJ), grande parte dos homens só procura o médico quando já não consegue mais manter ereções suficientes para a penetração. "A maioria sente vergonha da disfunção erétil e chega ao consultório estimulado pela parceira ou quando a relação conjugal está deteriorada", diz o especialista.

Segundo o urologista, é importante que o homem se informe e esteja ciente sobre a ligação da disfunção erétil com doenças crônicas como diabetes, hipertensão e obesidade. "A dificuldade de ereção é vista como um marcador para a síndrome metabólica e outros males que podem estar relacionados à queda dos níveis de testosterona", explica. "Portanto, é interessante que o paciente com problemas de ereção faça a checagem de testosterona também", completa o médico.  

Sexo - Foto: Getty Images
Orgasmo: um mistério?

O orgasmo feminino ainda é uma grande dificuldade para boa parte das mulheres e um mistério para os homens. Dados da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontam que 18,2% das brasileiras recebem o diagnóstico de anorgasmia (ausência de orgasmo) e 5,2% de inibição sexual generalizada, que aponta para problemas de excitação durante as relações sexuais. Mas por que tantas dificuldades para chegar ao orgasmo?

 De acordo com a terapeuta sexual Tânia das Graças Mauadie Santana, coordenadora do Centro de Referência e Especialização em Sexologia (Cresex), o que mais pesa nessa situação é o lado psicológico da mulher. "A grande maioria dos diagnósticos de distúrbios sexuais é de natureza psicológica, social ou cultural. Somente 13% das pacientes têm problemas de natureza orgânica, como alterações hormonais ou distúrbios originados por alguma doença", explica.  

Sexo - Foto: Getty Images
Falta de desejo sexual

Muitos fatores podem estar por trás na baixa do desejo sexual, quando o problema não é alguma falha no "funcionamento" sexual ou no orgasmo, mas sim a falta de vontade, inclusive para pensar no assunto. De acordo com o psicólogo e sexólogo Paulo Bonança, desestabilizações hormonais, uma rotina conturbada que gera cansaço e estresse e a relação com o companheiro são os principais fatores ligados à disfunção no desejo sexual.

Para muitos homens, o Viagra solucionou um dos maiores problemas sexuais, a disfunção erétil. No entanto, o remédio não funciona sem o desejo nem atua sobre seus mecanismos. Homens insatisfeitos com o desempenho, que creditam seu problema à disfunção erétil, experimentam a pílula azul por contra própria e, decepcionados com os resultados, acabam batendo à porta dos consultórios.

Nas mulheres, a falta de desejo sexual pode chegar ao limite da patologia, mas é mais difícil de ser detectada. "A mulher vive sob influência de ciclos e é muito suscetível às diferentes fases pelas quais passa: menstruação, gravidez, menopausa. Por isso, o desejo delas por sexo varia de acordo com esses ciclos. É natural, mas a mulher precisa ficar atenta, caso isso se repita por muito tempo", explica a psicóloga e sexóloga Maria Claudia Lordello, do projeto Afrodite, da Unifesp. No entanto, essa disfunção, chamada de desejo sexual hipoativo (DSH), é mais comum do que se imagina, atingindo 35% das mulheres brasileiras. Mas a DSH não acontece de uma hora para outra. Normalmente, as mulheres que sofrem com a síndrome perdem gradativamente a vontade sexual. As causas dessa diminuição podem ser tanto físicas como psicológicas e necessita de acompanhamento especializado.  

Compulsão por sexo

Quando o desejo sexual foge ao controle e gera atitudes autodestrutivas e, assim como a dependência por drogas ou por jogos de azar, necessita de tratamento. Uma das características dos viciados em sexo é a de estar sempre pensando ou fantasiando algo relacionado a sexualidade. "São pensamentos constantes, que deixam a pessoa inquieta", explica a psicóloga e terapeuta sexual do ISEXP, (Instituto Brasileiro Interdisciplinar de Sexologia e Medicina Psicossomática) Arlete Gavranic. Mas como saber se seu comportamento é inofensivo ou caracteriza compulsão?

A terapeuta esclarece que o sexo patológico fica evidente quando esse desejo passa a atrapalhar a vida da pessoa, impedindo-a de fazer atividades normais, (trabalhar, estudar, ir a eventos sociais, praticar esportes, ter um lazer) que exigem concentração e dedicação. Além disso, dificilmente o dependente consegue se concentrar em algo que não esteja relacionado ao sexo. Sendo assim, não só as pessoas que fazem muito sexo podem ser viciadas, mas também as que fantasiam ou se masturbam excessivamente.

No caso da masturbação, em casos extremos de dependência, a pessoa pode chegar a machucar o pênis ou a vagina de tanto estimular a região. Outro indício é quando a pessoa interrompe com frequência o que está fazendo - trabalho ou estudo, por exemplo - para se masturbar.

Vaginismo tem como definição a contração involuntária da musculatura externa da vagina que ocorre antes ou durante a tentativa de penetração...

O que é o Vaginismo



Vaginismo tem como definição a contração involuntária da musculatura externa da vagina que ocorre antes ou durante a tentativa de penetração do pênis. Em alguns casos o negócio pode ser tão sério que não se consegue sequer colocar um dedo lá dentro.

Ao que parece, o principal estímulo para disparar esta reação é o medo que a mulher tem da dor da penetração. Este medo pode ser real, principalmente se existe alguma causa como, por exemplo, uma infecção vaginal ou doenças como a endometriose. Mas também pode estar relacionada, de forma consciente ou inconsciente, a lembranças de experiências sexuais passadas traumáticas, como ter sofrido um abuso ou até mesmo violência sexual. Aqui cabe um lembrete: a falta de informação sobre o que é o ato sexual e de conhecimento do próprio corpo também pode causar medo e estresse na hora da transa, podendo levar ao vaginismo.

A maioria das mulheres que tem o problema não consegue permitir a penetração vaginal, mas nem por isso deixam de ter uma relação sexual prazerosa. Muitas conseguem chegar ao orgasmo através de carícias e de sexo oral, sem haver penetração. Algumas podem até permitir a penetração do pênis, mas geralmente não conseguem ir até o final, pois sentem muita dor.

O tratamento do vaginismo começa com a identificação correta do problema. O objetivo principal é tentar acabar com esta contração reflexa, através de exercícios que podem ser feitos somente com a mulher ou junto com o parceiro. Em muitos casos, é necessário um acompanhamento de psicoterapia, que costuma ter resultados positivos.

Na verdade, o mais é importante é saber que o tratamento e a cura são possíveis, desde que haja força de vontade e que seja corretamente diagnosticado pelo especialista. Se você sofre desse tipo de dificuldade, não tenha vergonha de conversar com o ginecologista sobre o assunto e pedir um encaminhamento para o terapeuta sexual. A informação é um aliado poderoso para chegar a cura!

Bexiga hiperativa é uma alteração funcional da bexiga, caracterizada por alguns sintomas típicos como: polaciúria (urinar mais de 8 vezes po...

Bexiga Hiperativa



Bexiga hiperativa é uma alteração funcional da bexiga, caracterizada por alguns sintomas típicos como: polaciúria (urinar mais de 8 vezes por dia), urgência (quando a pessoa sente um desejo forte e imediato urinar, o que tem que ser feito imediatamente) e urge-incontinência (a pessoa sente urgência e caso não urine rapidamente, pode perder urina na roupa).

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Para ter bexiga hiperativa, o indivíduo pode apresentar um ou mais desses sintomas.

O que ocorre com o organismo na bexiga hiperativa?

Enquanto a bexiga enche, ela deve ficar relaxada, só contraindo na hora da micção, mas nas pessoas com bexiga hiperativa o músculo detrusor (que é o músculo da bexiga) faz contrações fora de hora, durante o enchimento. Essas contrações aumentam a pressão dentro da bexiga e isso leva a uma sensação de urgência. Dependendo do grau dessa pressão, pode ocorrer perda de urina.

Outros sintomas comuns:

Clinicamente, a bexiga hiperativa pode apresentar-se como:

Além da polaciúria (urinar mais que 8 X/dia), urgência e urge-incontinência citados acima, a pessoa com bexiga hiperativa pode também ter noctúria, ou seja, acordar mais de 2 vezes à noite para urinar.

Prevalência

A bexiga hiperativa acomete 43% da população, dependendo da faixa etária, aumentando conforme a idade. Os sintomas mais encontrados são polaciúria (cerca de 80%) e urgência (cerca de 60%).

Como Tratar?

O tratamento pode ser medicamentoso, mas medidas comportamentais e técnicas terapêuticas específicas também trazem bons resultados.

Medidas comportamentais:

1) Controle da dieta: eliminar ou reduzir a ingestão de alimentos ou de bebidas que irritam a bexiga, como: chá, café e bebidas com cafeína em geral, álcool, cítricos (bebidas e frutas), tomate e produtos a base de tomate, alimentos muito condimentados ou ácidos e adoçantes artificiais.

2) Manter a regularidade do funcionamento do intestino:
o intestino preso pode aumentar a pressão sobre sua bexiga, gerando efeitos negativos na função urinária.

3) Manter um peso corporal adequado: sobrepeso ou obesidade provocam aumento da pressão sobre a bexiga, o que contribui para adquirir problemas urinários.

4) Parar de fumar: o fumo é irritante para a bexiga, além de provocar tosse, o que aumenta constantemente a pressão abdominal, favorecendo a problemas de controle urinário.

5) Beber de 6 a 8 copos de líquidos que não causem irritação, para a urina não ficar muito concentrada e não irritar a bexiga.

6) Treinar a bexiga: tentar controlar a urgência aumentando o intervalo entre as micções gradualmente.

7) Fazer fisioterapia para reabilitação do assoalho pélvico, que com eletroestimulação pode diminuir essas contrações involuntárias da bexiga.

8) Procure ajuda médica para saber o que é melhor para você.

"Deixei de ir a festas, de dançar. Até ir ao cinema já é uma tortura, porque tenho medo de não conseguir segurar", comenta Sueli, ...

Incontinência urinária é tratada sem cirurgia



"Deixei de ir a festas, de dançar. Até ir ao cinema já é uma tortura, porque tenho medo de não conseguir segurar", comenta Sueli, 68, professora aposentada. Ela convive com um problema que afeta mais de 50% dos idosos e é tido como uma das principais causas de internação em asilos: as incontinências urinária e fecal. 

Um programa inédito do Hospital do Servidor Público Estadual-SP, que envolve ginecologista, urologista, proctologista e fisioterapeuta tem tratado mulheres incontinentes apenas com exercícios para fortalecer a musculatura do períneo. 

O princípio é o mesmo da musculação. São vários exercícios que trabalham os músculos internos da vagina ou do ânus. Envolvem o uso de pesinhos de diferentes cargas e eletroestimulação para ativar os mecanismos neuromusculares, explica a ginecologista Raquel Figueiredo. 

Estudos apontam que 60% dos casos de incontinência urinária com indicação cirúrgica poderiam ser tratados com exercícios. 

Mas, como qualquer outra musculatura do corpo, os exercícios para o períneo só funcionam se houver disciplina e persistência. "É para o resto da vida", alerta a fisioterapeuta Priscila Midori.
Muitas mulheres mal orientadas pensam que não há nada a fazer. "Só um terço busca ajuda", diz a proctologista Margareth Fernandes. 

Se a incontinência urinária se associa à fecal, o que ocorre em 16% do casos, o constrangimento aumenta. "Se a gente não pergunta, elas têm vergonha de contar." 

Pompoar é a habilidade de controlar a contração e o relaxamento da musculatura circunvaginal. Ao aprender a técnica, a mulher consegue con...

Movimentos do Pompoarismo


Pompoar é a habilidade de controlar a contração e o relaxamento da musculatura circunvaginal. Ao aprender a técnica, a mulher consegue controlar os três aneis circunvaginais separadamente, podendo incrementar o ato sexual apenas com o movimento de seus músculos. Embora para nós, ocidentais atrasadas, a técnica seja algo ainda muito pouco explorado, em países como a índia, ela é passada de mãe para filha, com o objetivo de aumentar o prazer sexual da moça e de seu parceiro.

Movimentos do Pompoar:

Revirginar: é contrair com tanta força o esfíncter vaginal, que é o músculo de entrada da vagina, o que impede ou dificulta muito a penetração do pênis/vibrador, possibilitando simular virgindade.
Ordenhar: é contrair individualmente os anéis circunvaginais de forma sequêncial, pressionando o pênis/vibrador, começando da entrada da vagina em direção ao útero, com força média.
Chupitar: é imitar com a vagina a movimentação que os bebês fazem com a boca quando estão mamando ou usando a chupeta.
Sugar: é chupar o pênis/vibrador com a vagina.
Massagear: o pênis/vibrador é massageado nas intensidades fraca, média ou forte.
Morder: é a pratica utilizada freqüentemente para retardar o orgasmo do homem. Consiste em contrair fortemente o anel circunvaginal que circunda o pescocinho logo abaixo da glande do pênis.
Guilhotina: é uma "mordida" com muita força.
Algemar ou agarrar: é contrair com tal força a musculatura vaginal, impedindo a saída do pênis/vibrador.
Expulsar: é quando a vagina expele o pênis, vibrador, banana, pepino, etc.

Além das vantagens na vida seuxal, o pompoarismo fortalece os músculos pélvicos, evitando a queda de bexiga e de útero e a incontinência unrinária. Em algumas, pode até diminuir a cólica menstrual.

Veja o livro Fisioterapia na Uroginecologia

A 'malhação íntima' é algo que as mulheres deveriam entrar mais em contato. Não só para aproveitarem o sexo melhor mas para se conhecerem melhor. Muitas ainda sentem nojo de suas vulvas e vaginas, mal sabem o que tem entre as pernas. Não sabem como se dar prazer, e esperam que seus parceir@s advinhem, tornado a vida sexual uma novela cheia de cobranças, insatisfações e dores de cabeça. O pompoarismo traz benefícios físicos, psicológicos e sexuais, e é uma coisa que pode ser praticada por qualquer mulher. Basta força de vontade e auto-conhecimento.

Com a ajuda daqui


Suor, gordura, umidade, urina e células mortas. Convenhamos que o assunto é embaraçoso e até escatológico. Mas não tem jeito: "Tudo is...

Limpeza íntima da mulher



Suor, gordura, umidade, urina e células mortas. Convenhamos que o assunto é embaraçoso e até escatológico. Mas não tem jeito: "Tudo isso habita as reentrâncias femininas, e basta um descuido para causar desde ardência, irritação e um constrangedor cheiro ruim até a multiplicação de fungos e bactérias nocivos", alerta o ginecologista Alexandre Pupo, do Hospital Sírio- Libanês, em São Paulo. Para evitar esse pacote de encrencas, médicos da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, a Febrasgo, revisaram 120 artigos científicos e elaboraram o I Guia de Condutas sobre Higiene Íntima Feminina, destinado tanto aos ginecologistas — que às vezes pecam por não orientar as pacientes — quanto ao público leigo.

"A ideia é responder a dúvidas referentes à frequência, ao modo correto de fazer a limpeza, aos produtos de higiene adequados, além de condutas para situações específicas", descreve o ginecologista Nilson Roberto de Melo, presidente da Febrasgo. Seguir essas recomendações à risca é manter o sistema de defesa em ordem nessa região. "A vulva tem um pH ácido e é colonizada por lactobacilos, bactérias que formam uma barreira contra micro-organismos prejudiciais", descreve o ginecologista Paulo Giraldo, da Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Não interferir demais nesse pH é, portanto, a primeira medida para prevenir não só coceiras e corrimentos mas também uma série de problemas.

"O excesso ou a falta de higiene e a utilização de produtos inapropriados alteram as defesas locais, favorecendo o ataque de germes como a clamídia, protagonista de infecções pélvicas que podem comprometer a fertilidade", alerta o ginecologista César Eduardo Fernandes, da Faculdade de Medicina do ABC, na Grande São Paulo. E, uma vez em contato com vírus ameaçadores, como o da hepatite, se o contra-ataque das células defensoras não estiver preparado, o risco de contrair essas doenças aumenta.

Atenção, mulheres! O fundamental é deixar qualquer constrangimento de lado. Pegue um espelho e, sem o menor receio, analise cada detalhe de sua região íntima. Na ilustração à esquerda, abaixo, identificamos as áreas que precisam ser muito bem higienizadas. Esqueça a região interna da vagina — esqueça mesmo! Duchas e introdução de produtos não são aconselhadas, exceto sob prescrição médica. "O foco da limpeza deve se resumir ao monte púbico, à pele da vulva, à raiz das coxas, à região perianal — entre a vulva e o ânus — e ao interior dos grandes e dos pequenos lábios", ensina Paulo Giraldo.

A compra do produto
O sabonete mais apropriado é sempre aquele classificado como hipoalergênico na embalagem. O termo indica que a fórmula foi desenvolvida com o intuito de provocar menos alergias nessa área, que, diga-se, se ressente por qualquer bobagem. Aliás, por isso mesmo, dê preferência aos sabonetes íntimos. "Eles geralmente contêm ácido lático, um componente natural da pele, que confere um pH ideal", justifica o dermatologista Mario César Pires, do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo.

Veja exemplos de sabonetes

Segundo Pires, os sabonetes alcalinos ou neutros não são indicados porque tornam as condições da região hostis à multiplicação dos lactobacilos que defendem a vulva. Os produtos em barra também não são uma boa opção. "Além de serem muito abrasivos, são normalmente compartilhados por toda a família, o que facilita a contaminação", afirma Paulo Giraldo.

A última dica é escolher sabonetes com detergência suave, que formem pouca espuma — eles afetam menos a barreira cutânea. Para mulheres que vivem na correria e não são alérgicas, os lenços umedecidos são uma alternativa para a higiene no meio do dia. Vale testá-lo antes, no antebraço, para observar eventuais reações. Se nada acontecer, está liberado.

A última etapa do ritual é geralmente a mais negligenciada — a hidratação. Muitas integrantes do time feminino nem fazem ideia de que devem apelar para ela se a pele dos genitais estiver muito ressecada, especialmente após a menopausa. "A dica é recorrer a fórmulas não oleosas, que devem ser aplicadas somente nas regiões de pele", explica Giraldo.

Como higienizar
Coloque, na ponta dos dedos, uma pequena quantidade do sabonete. Realize movimentos circulares nas áreas descritas anteriormente, contemplando todas as dobras. "Evite trazer conteúdos da região perianal para a vulva, já que ela pode conter coliformes fecais, bactérias que habitam o tubo digestivo", lembra Alexandre Pupo. Enxágue na água corrente, que ajuda na remoção mecânica dos resíduos. Finalmente, use uma toalha seca e limpa para absorver a água restante.

Duração do procedimento
Não vale limpar tudo em um zás-trás — aliás, o que é bem comum. Também não se deve exagerar. O tempo de higienização não deve ultrapassar três minutos para evitar o ressecamento da pele. Dois minutos são o suficiente para fazer uma boa limpeza.

Frequência diária
O número de lavagens varia de acordo com a estação do ano. "No clima quente, quando a produção de sebo e de suor fica elevada, a limpeza pode ser realizada até três vezes no mesmo dia. Já no clima frio, uma higienização diária basta", garante Giraldo. Aí, ficar repetindo a sessão limpeza só favorece doenças.

Condições especiais
O excesso de gordura nas obesas promove maior maceração de células mortas e elevação na produção de suor. Portanto, elas são mais propensas a problemas na vulva e precisam reforçar os cuidados com roupas adequadas e hábitos de higiene. "Os lenços umedecidos são uma boa saída para limpeza no intervalo do trabalho, por exemplo. Mas a higienização íntima com água corrente e sabonete apropriado é mais indispensável do que nunca nesse grupo", diz Nilson Roberto de Melo.

Tirar a calcinha na hora de dormir é outra dica para facilitar a ventilação. Algumas atividades, em particular, aceleram o acúmulo de sujeira lá embaixo. "O exercício induz a fabricação de suor e secreções", exemplifica Nilson. O ideal, portanto, é sair direto da ginástica para o banho, munida de um sabonete íntimo. O mesmo vale para finais de semana na praia. Areia e água do mar formam um coquetel de detritos e umidade nada amigável. Parece muita informação, mas são todos hábitos simples e corriqueiros, que não desperdiçam tempo nem exigem grandes esforços. Em troca, você garante uma sensação de conforto, bem-estar e saúde.

DICA DO BLOG: Livro Higiene Pessoal


Plataforma Vibratória e Fisioterapia Uroginecologia


A área da fisioterapia em uroginecologia ainda é pouco conhecida, mas vem ganhando interesse da comunidade de acordo com os resultados posit...

Disfunções urogenitais são comuns em mulheres?


A área da fisioterapia em uroginecologia ainda é pouco conhecida, mas vem ganhando interesse da comunidade de acordo com os resultados positivos obtidos no tratamento de alterações que podem afetar a saúde urogenital da mulher.

Durante a vida, a mulher passa por fases em relação ao seu sistema urogenital que podem predispô-la a alterações. Por exemplo, durante a gestação pode haver uma sobrecarga do períneo, e a queda hormonal após a menopausa pode levar as estruturas musculares a se enfraquecerem.

A musculatura do períneo oferece sustentação a órgãos como útero e bexiga, e se em algum momento esta musculatura se apresentar fraca, alterações como a incontinência urinária ou fecal podem aparecer.

Após avaliação das causas da disfunção urogenital, a fisioterapia atua devolvendo a integridade da condição muscular perineal. Mesmo nos casos em que há necessidade também de correção cirúrgica, é importante o fortalecimento muscular para que não haja recorrência do problema inicial.

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina durante a realização de um esforço, tosse, espirro, riso ou até mesmo ao ouvir barulho de água. A especialidade da uroginecologia dispõe de uma avaliação muscular específica para cada caso de incontinência urinária.

De acordo com cada caso, procede tratamento associando recursos como exercícios perineais específicos, indicação do uso de cones vaginais, conscientização da musculatura e também eletroestimulação quando a mulher já não apresenta força muscular suficiente para contrair o períneo.

Outras queixas que a uroginecologia também pode tratar são as relacionadas com a conhecida TPM, cólica menstrual aguda, endometriose e a dor ou desconforto durante a relação sexual. Nestes casos, a fisioterapia pode orientar técnicas e exercícios específicos para o alívio dos sintomas destas afecções.

No dia-a-dia, a mulher pode adotar hábitos que ajudam a manter a boa saúde urogenital de forma a amenizar ou prevenir alterações que podem se instalar.


Mitos e Verdades


- Mito: acreditar que a mulher, após a menopausa, desenvolverá algum grau de incontinência urinária, pois esta só se justifica havendo algo errado. Portanto, a incontinência urinária não é normal em idade alguma.

- Verdade: um bom trabalho de fortalecimento da musculatura perineal, além de tratar ou prevenir a incontinência urinária, traz também melhora da qualidade da função sexual.

Adriana Paula Fontana Carvalho, docente da área de fisioterapia aplicada à ginecologia e obstetrícia e mestre em medicina e ciências da saúde

A gangrena denominada de Fournier (1883) é uma forma específica de gangrena sinérgica, envolvendo escroto e períneo. Tem apresentação idiopá...

Síndrome de Fournier



A gangrena denominada de Fournier (1883) é uma forma específica de gangrena sinérgica, envolvendo escroto e períneo. Tem apresentação idiopática, porque há um processo necrosante obscuro de subcutâneo, sem causa definida mas com infecção mista.

A descrição de Fournier envolvia três pontos comuns: início escrotal súbito em paciente hígido; progressão rápida da gangrena e ausência de causa. Um fato parece estar colaborando com o aumento da incidência desta doença nos últimos anos: o uso abusivo de antibióticos.

Há acometimento dos adultos, podendo aparecer na criança e velho; parece haver unia correlação com as cirurgias urológica e plástica e infecção retroperitoneal. A mortalidade gira entre 25 e 32%.

O quadro clínico demonstra dor escrotal súbita em pacientes sem qualquer queixa, toxicoinfecção rápida e grave, com prostração e inconsciência. Não há sinais de abdômen agudo ou doença sistêmica.

O exame físico mostra: escroto aumentado por edema e eritema muito doloroso. O tecido epitelial torna-se escuro e progride para gangrena, com um odor fétido (de mortificação) e enfisema subcutâneo locorregional. Nesta fase, a dor melhora pelo envolvimento dos nervos, o que torna a situação mais grave, se não se suspeita do diagnóstico.

Esta situação simula: orquite, epididimite, torção de testículo, hérnia estrangulada, abscesso escrotal.

Há febre e um quadro gravíssimo, onde se pode observar: taquipnéia, náusea, vômito, alterações mentais em geral resultantes de septicemia.

Não se explica a preferência pela pele escrotal. Várias sugestões existem: falta de higiene; evaporação menor de suor; pregas de pele que albergam em ninhos as bactérias que penetram após pequenos traumas; as rugas da pele impedem uma circulação livre com baixa resistência à infecção; tecido celular subcutâneo muito frouxo facilitando a disseminação; edema em trauma ou infecções menores, interferindo na vascularização correta da região; tromboses de vasos subcutâneos de maneira extensa.

Apesar de se atribuir a causa a uma sepse, o caráter idiopático se mantém em 50% dos casos. Mas não se pode esquecer inúmeras condições traumáticas, cirúrgicas e patológicas associadas à gangrena escrotal e que coincidentemente se localizam na pelve e estão relacionadas à cirurgias anorretais, e geniturinárias e apendiculares e a neoplasia.

Os germes isolados dos tecidos doentes são anaeróbios (Bacteroides, Clostridium ou Streptococci) e aeróbios (E. coli, Staphylococcus epidermidis, Streptococci).

A Fisioterapia Uroginecologica tem sido estudada há muito tempo, e sua importância tem crescido nos últimos anos em face das melhoras dos re...

Atuação do fisioterapeuta na disfunção urogenital


A Fisioterapia Uroginecologica tem sido estudada há muito tempo, e sua importância tem crescido nos últimos anos em face das melhoras dos resultados e dos poucos efeitos colaterais que provoca. É uma especialidade que atua no tratamento conservador das disfunções urogenitais e anorretais como, por exemplo, as incontinências urinárias, fecais, disfunções sexuais e as distopias genitais (entre as mais conhecidas está a ‘queda de bexiga’).

Desta forma tem se tornado um importante fator contribuintes para a melhora ou cura da perda de urina. A fisioterapia é apontada como procedimento de primeira escolha no tratamento destas disfunções, visto que vários estudos têm mostrado a possibilidade desta intervenção evitar ou postergar o processo cirúrgico. As formas de tratamento incluem: treinamento vesical, cinesioterapia, biofeedback, cones vaginais, estimulação elétrica e ginástica hipopressiva.

Para se reeducar um músculo ou um grupo muscular, primeiramente, faz-se necessário avaliar o estado desse músculo, a intensidade e a duração de contração muscular voluntária máxima. Em geral, na prática fisioterapêutica, isso envolve anamnese, inspeção, palpação e teste muscular, metodologia válida e aplicável aos músculos do assoalho pélvico. Além disso, é importante saber quantificar o distúrbio do assoalho pélvico para que possa se traçar corretamente um programa de tratamento

A reabilitação fisioterápica tem um importante potencial no tratamento, objetivando o fortalecimento e o relaxamento dos músculos do assoalho pélvico, prevenindo o surgimento de futuras incontinências ou mesmo prolapsos. Além de reeducar a bexiga, intervir no pré e pós operatório intensificando os resultados cirúrgicos obtidos e melhorar da qualidade de vida dessas pacientes.

Por Dra. Marília Nunes

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A LECO (litotripsia extracorpórea) é uma técnica não invasiva, sem corte e sem punção, para o tratamento de cálculos renais e ureterais por ...

Tratamento com a LECO


A LECO (litotripsia extracorpórea) é uma técnica não invasiva, sem
corte e sem punção, para o tratamento de cálculos renais e ureterais
por ondas de choque. Essas ondas são transmitidas ao cálculo,
fragmentando em partículas menores que serão eliminadas através da
urina, por via natural do trato urinário.

As vantagens deste método são as seguintes:

 procedimento ambulatorial (sem internação),
 sem anestesia ou cortes,
 reinício imediato das atividades após o procedimento

Indicações:

O cálculo menor que 2,0 cm constitui a indicação ideal para a LECO,
obtendo-se eliminação completa dos fragmentos em um período de 30
dias, na maioria dos casos. Nos cálculos ureterais, os que se situam
no terço superior do ureter tem melhor sucesso com esta técnica.

Para a indicação da LECO é preciso determinar com exatidão a
localização do(s) cálculo(s) no trato urinário e afastar a
possibilidade de infecção urinária concomitante. A localização de
cálculos radiopacos (que aparecem no RX) é relativamente fácil através
de exames complementares mas, existem cálculos que são
radiotransparentes (que não aparecem ao RX) como os de ácido úrico e
de cistina. Desta forma, muitas vezes complementamos o exame de RX com
uma ecografia (ultrassom).

Contra-indicações:

As contra-indicações formais são distúrbios de coagulação, gravidez e
estreitamentos do trato urinário.

Complicações:

Após o procedimento pode ocorrer em alguma intensidade sintomas como
febre, hematúria(sangue na urina) e cólica renal.

Lembre-se sempre que a LECO é uma forma de tratamento, a indicação e
controles posteriores deverão ser realizados pelo seu urologista.
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São indicadores subjetivos de doença ou de alterações percebidas pela paciente ou pelo seu parceiro, que pode levá-la a procurar ajuda profi...

Sintomas de trato urinário inferior


São indicadores subjetivos de doença ou de alterações percebidas pela paciente ou pelo seu parceiro, que pode levá-la a procurar ajuda profissional. Podem ser referidos voluntariamente ou em anamnese dirigida. Dividem-se em três grupos: sintomas de armazenamento, miccionais e pós miccionais.

1- Sintomas de armazenamento são aqueles experimentados durante a fase de enchimento vesical, e incluem:

· Frequência diária aumentada: é o termo usado para caracterizar a queixa de micções muito frequentes durante o dia, equivalente à polaciúria.

· Noctúria: deve ser utilizado para designar quando a paciente precisa acordar para urinar mais de uma vez durante a noite.

· Urgência: desejo súbito e incontrolável de urinar.

· Incontinência urinária: é qualquer perda involuntária de urina.

· Incontinência urinária de esforço: é a perda involuntária de urina associada ao esforço ou atividade física, como durante a tosse ou espirro.

· Urge-incontinência urinária: é a perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida pela sensação de urgência (inclui desde pequenas perdas até uma perda que leve ao esvaziamento vesical completo).

· Incontinência urinária mista: é a perda involuntária de urina associada ao esforço e também com a sensação de urgência.

· Enurese: é qualquer perda involuntária de urina.

· Enurese noturna: é a perda de urina durante o sono.

· Incontinência urinária contínua: é a perda contínua de urina.

· Outros tipos de incontinência: são caracterizados de acordo com a situação em que ocorre a perda de urina, exemplo incontinência durante o coito ou incontinência durante o riso.

· Sensação vesical: é a maneira como a paciente percebe ou não o enchimento vesical, pode ser qualificada em cinco categorias.

a. Normal: a paciente é capaz de perceber o enchimento vesical e esta sensação aumenta à medida que o desejo miccional torna-se mais forte.

b. Aumentada: a paciente sente desejo precoce e persistente de urinar.

c. Reduzida: a paciente é capaz de perceber o enchimento vesical, mas não sente desejo de urinar.

d. Ausente: a paciente não percebe o enchimento, nem sente desejo miccional.

e. Inespecífica: a paciente não refere sensação vesical específica, mas pode relatar plenitude abdominal, sintomas vegetativos ou espasticidade.

2- Sintomas miccionais ocorrem, como o próprio nome sugere, durante a fase de micção:

· Jato urinário fraco: é o mesmo que fluxo reduzido, quando comparado com performances prévias. Pode ser referido, também, jato em spray.

· Jato urinário intermitente: é o termo usado para caracterizar quando o fluxo urinário é interrompido e reiniciado após um intervalo, involuntariamente, uma ou mais vezes durante a micção.

· Hesitância: descreve a dificuldade para iniciar a micção, resultando em retardo no início do fluxo.

· Esforço miccional: é o esforço abdominal utilizado para iniciar, manter ou melhorar o jato urinário.

· Gotejamento terminal: corresponde à duração prolongada da fase final da micção, com fluxo lento, em gotas.

3- Sintomas pós-miccionais são aqueles experimentados imediatamente após a micção, e incluem:

· Sensação de esvaziamento incompleto: termo auto-explicativo usado para descrever a sensação de persistência de urina na bexiga após a micção.

· Gotejamento pós-miccional: designa a perda involuntária de urina, geralmente em gotas, imediatamente após a micção.

4- Sintomas associados ao coito como dispareunia, ressecamento vaginal e incontinência são os mais comumente descritos, podendo ocorrer durante ou após o ato sexual. É importante caracterizar se a perda de urina se dá durante a penetração, no intercurso ou no orgasmo.

5- Sintomas associados à distopia genital incluem sensação de protuberância (algo que desce), dor lombar, sensação de peso, sensação de arrancamento e necessidade de reduzir com o dedo o prolapso para conseguir defecar ou urinar.

6- Dor genital e do trato urinário inferior: é importante caracterizar o tipo de dor, freqüência, duração, fatores precipitantes e fatores de alívio. Pode ser classificada de acordo com a localização:

· dor vesical: supra-púbica ou retropúbica, geralmente piora com o enchimento vesical e pode persistir mesmo após a micção.

· dor uretral

· dor vulvar: ao redor da genitália externa

· dor vaginal: interna, acima do intróito

· dor perineal: entre a fúrcula e o ânus

· dor pélvica: é menos definida, não sendo localizada em um único órgão, e não claramente relacionada com micção ou função intestinal.

7- Síndromes dolorosas genito-urinárias e sintomas sugestivos de síndrome de disfunção do trato urinário inferior:

Síndrome é o termo utilizado para definir um sintoma principal associado a outro ou mais sintomas, na impossibilidade de se fazer um diagnóstico preciso. Faz-se necessário também a exclusão de doenças de natureza infecciosa, neoplásica, metabólica ou hormonal que possam estar associadas aos sintomas descritos na síndrome.

· As Síndromes dolorosas genito-urinárias são todas de natureza crônica e têm em comum a dor como sintoma principal:

- Síndrome dolorosa vesical: tem como sintoma principal a dor supra-púbica relacionada ao enchimento vesical. Outros sintomas que podem estar relacionados são aumento da freqüência urinária diurna ou noturna. Deve-se descartar infecção urinária e outras doenças do trato urinário.

- Síndrome dolorosa uretral: define a associação de dor na uretra, recorrente, geralmente, durante a micção, noctúria e aumento da freqüência urinária diurna, na ausência de infecção urinária ou outra doença.

- Síndrome dolorosa vulvar: dor vulvar associada a sintomas de disfunção do trato urinário inferior ou disfunção sexual, excluída infecção vaginal ou doença neoplásica, metabólica ou hormonal.

- Síndrome dolorosa vaginal: dor vaginal relacionada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior afastadas outras condições óbvias.

- Síndrome dolorosa perineal: dor perineal ligada ao ciclo da micção ou associada à disfunção sexual ou do trato urinário inferior, excluídas as causas óbvias.

- Síndrome dolorosa pélvica: dor pélvica relacionada a sintomas sugestivos de disfunção do trato urinário inferior, sexual, intestinal ou ginecológica, na ausência de doença infecciosa, neoplásica, hormonal ou metabólica.

· Sintomas sugestivos de síndrome de disfunção do trato urinário inferior:

- Urgência: associada ou não à urge-incontinência, geralmente acompanhada de freqüência e noctúria pode ser descrita como síndrome de bexiga hiperativa, síndrome de urgência ou síndrome urgência – freqüência. A combinação desses sintomas é sugestiva de hiperatividade do detrusor demonstrada pelo estudo urodinâmico, mas a causa pode ser outra forma de disfunção uretro-vesical.

- Sintomas do trato urinário inferior sugestivos de obstrução vesical são predominantemente sintomas miccionais (jato fraco, hesitância, esforço miccional, gotejamento terminal), mas também podem ser irritativos (urgência, urge – incontinência, noctúria, freqüência, sensação de esvaziamento incompleto).

O tratamento clínico não farmacológico da bexiga hiperativa inclui as medidas gerais, tratamento comportamental, fisioterapêutico e o catete...

Tratamento de Bexiga hiperativa


O tratamento clínico não farmacológico da bexiga hiperativa inclui as
medidas gerais, tratamento comportamental, fisioterapêutico e o
cateterismo intermitente.

Dentre as medidas gerais, é importante orientar a restrição líquida
(1,5 litro/dia), evitar álcool, cafeína e nicotina. Deve-se ainda
estar atento aos medicamentos utilizados pelas pacientes, uma vez que
diversos fármacos têm efeitos colaterais sobre o trato urinário, como
por exemplo, os diuréticos e os alfa bloqueadores.

Com relação ao tratamento comportamental, a modalidade mais útil na
prática clínica é o treinamento vesical, descrito por Jeffcoate e
Francis. O objetivo é fazer com que a paciente readquira o controle
sobre o reflexo da micção, deixando de experimentar episódios de
urgência e de urge-incontinência.

No treinamento vesical, o intervalo inicial entre as micções é fixo,
de acordo com o diário miccional de cada paciente, de tal maneira que
a micção só é permitida nos horários pré-estabelecidos. Este intervalo
inicial é, então, gradualmente aumentado (15 minutos por vez), de tal
forma que a paciente alcance um intervalo confortável de três a quatro
horas entre as micções. As taxas de sucesso são de aproximadamente 80%
no curto prazo.

Em relação ao tratamento fisioterapêutico, utiliza-se principalmente a
eletro-estimulação. Esta modalidade terapêutica foi descrita por Bors
(1952), que estudou os seus efeitos na musculatura do assoalho
pélvico.

O mecanismo de ação não é totalmente conhecido, mas sabe-se que a
eletro-estimulação ativa reflexos inibitórios pelos nervos pudendos
aferentes. Ocorre ativação de fibras simpáticas nos gânglios pélvicos
e no músculo detrusor, bem como inibição central de eferentes motores
para a bexiga e de aferentes pélvicos e pudendos provenientes da
bexiga. ERIKSEN et al (1989) relataram que o efeito da
eletro-estimulação sobre a instabilidade vesical decorre do
restabelecimento de mecanismos inibitórios, com normalização do
equilíbrio entre os neurotransmissores adrenérgicos e colinérgicos.

A contração da musculatura do assoalho pélvico e dos músculos
para-uretrais representa um efeito adicional da eletro-estimulação no
controle da hiperatividade vesical. O fechamento uretral desencadearia
reflexo inibitório sobre o detrusor pelos aferentes pudendos45.

A eletro-estimulação pode ser feita em regime ambulatorial ou
domiciliar. Os eletrodos podem ser externos (vaginais ou anais),
transcutâneos ou implantados diretamente na raiz nervosa sacral (S3)
por meio de cirurgia. A eletro-estimulação sacral tem sido indicada
principalmente em casos de bexiga hiperativa neurogênica.

Os parâmetros elétricos são cruciais na determinação da resposta ao tratamento.

Para a inibição vesical o pulso alternado de 10 Hz é o mais indicado,
por dois motivos principais: a reversão da polaridade dos eletrodos
reduz o risco de cauterização da mucosa vaginal e as freqüências
abaixo de 10 Hz limitariam a intensidade de corrente necessária para
produzir efeito terapêutico.

A corrente elétrica intermitente é preferível por diminuir os riscos
de dano tecidual, uma vez que entre um estímulo e outro há tempo para
eliminação do calor e de substâncias tóxicas acumuladas47. A
intensidade é individual, refletindo diferenças de sensibilidade e
impedância dos tecidos. Deve ser a máxima tolerada e , usualmente,
encontra-se entre 0 e 100 mA.

Alguns efeitos colaterais são descritos, com incidências que variam de
0 a 14%48. Os mais comuns são dor, irritação vaginal e infecção
urinária.

A eletro-estimulação é contra-indicada em casos de incontinência
urinária por defeito esfincteriano, usuárias de marca-passo cardíaco,
durante a gravidez, na presença de distopias acentuadas e em mulheres
com denervação completa do assoalho pélvico.

Os resultados do tratamento são variáveis, com taxas de cura e de
melhora entre 50% e 90%. Os índices de sucesso após um ano ou mais do
término da terapêutica variam de 30% a 80%44. Tais diferenças decorrem
de vários fatores, entre os quais se destacam o tempo de tratamento,
os parâmetros e o tipo de aparelho utilizado, bem como o critério de
seleção das pacientes.

Os exercícios perineais também têm sido indicados para o tratamento da
bexiga hiperativa. Entretanto, sua real eficácia ainda não está
estabelecida, bem como o seu mecanismo de ação.

Estudos têm mostrado que a contração voluntária dos músculos do
assoalho pélvico inibe reflexamente a excitação parassimpática sobre o
detrusor. Tal fato resulta na melhora da urgência miccional e a
paciente ganha tempo para caminhar até o toalete, prevenindo a
urge-incontinência.

De acordo com Shafik and Shafik (2003), a contração do músculo
pubo-retal e do esfíncter externo da uretra impedem a abertura do
esfíncter uretral interno, resultando no relaxamento do detrusor e
supressão da urgência miccional.

A longo prazo os exercícios perineais podem promover mudanças na
morfologia e fisiologia da musculatura e dos nervos do assoalho
pélvico.

Os exercícios perineais podem ser ensinados utilizando-se técnicas de
"bioffedback". Entretanto, revisões sistemáticas da literatura sugerem
que a adoção do "biofeedback" não aumenta a eficácia dos exercícios
perineais isoladamente, estando portanto reservados às pacientes que
não conseguem contrair adequadamente a musculatura perineal.

A  incontinência urinária  no idoso é um fator importantíssimo a qualidade de vida dos idosos, causando constrangimento e isolamento social...

Fisiologia na micção


incontinência urinária no idoso é um fator importantíssimo a qualidade de vida dos idosos, causando constrangimento e isolamento social, além de constituir uma das queixas mais "escondidas" aos geriatras e clínicos gerais. O conhecimento da fisiologia do ato miccional é fundamental para a compreensão e tratamento dos diversos tipos de alterações que causam a incontinência urinária.

bexiga

A função vesical acontece em duas fases:

Fase de Armazenamento: O armazenamento ocorre quando a bexiga consegue acumular quantidades crescentes de urina no seu interior, sem causar pressão, enquanto os esfíncteres urinários permanecem contraídos, ou seja, acomodação vesical.

O esfíncter externo e os músculos elevadores do ânus servem como suporte para os mecanismos de continência, em permanente estado de contração podem contrair-se ainda mais para impedir a perda de urina sob condições de stress, são inervados pelo plexos sacrais e nervos pudendos.

Fase de esvaziamento:

O ato de conter a urina ocorre voluntariamente, quando a bexiga atinge sua capacidade máxima (350 – 650 ml), os receptores do interior do músculo detrusor emitem sinais aos centros corticais do cérebro para se iniciar a fase de esvaziamento.

O esvaziamento vesical acontece com a estimulação da contração da bexiga associada ao relaxamento esfincteriano e dos músculos elevadores do ânus, permitindo que a bexiga elimine seu conteúdo através de uma inversão desse gradiente de pressão. A uretra se encurta o que diminui a resistência do fluxo, a bexiga libera seu conteúdo sob controle voluntário dependendo diretamente de uma atividade coordenada da uretra e do músculo detrusor.

O reflexo da micção é um reflexo completamente autonômico da medula espinhal, mas pode ser inibido ou facilitado por centros do cérebro.

nervos

Controle autonômico – O sistema nervoso autônomo tem importante papel no controle da micção. A parede da bexiga contém densa inervação simpática e parassimpática, ambas atuantes sobe a musculatura lisa (músculo detrusor). Esta musculatura normalmente está relaxada, com exceção da que forma o esfincter interno, normalmente contraída. Essa configuração permite o enchimento gradativo da bexiga com a urina. Esse fenômeno de enchimento é mediado pelo sistema simpático. Veja na figura as estruturas anatomicas e a inervação da região.

O enchimento vai estirando a parede, e termina por ativar os mecanorreceptores aí situados. Então, entra em funcionamento um arco reflexo que envolveo nervo vago e seus núcleos no tronco encefálico. Retornam pelo mesmo nervo vago comandos que resultam na contração da musculatura da bexiga e no relaxamento do esfincter interno (fenômeno mediado pelo sistema parassimpático). Nesse momento a micção fica contida apenas pela contração do esfincter externo, constituído de fibras musculares estriadas sob o comando voluntário exercido por neurônios da ponte (núcleo de Barrington) e motoneurônios da medula sacra.

O núcleo de Barrington recebe informação sensorial sobre o enchimento da bexiga, bem como comandos do prosencéfalo relativo às condições socialmente adequadas para o relaxamento do esfíncter externo. Por tanto, o controle da micção é feito pela ação da medula espinhal, da ponte e do córtex cerebral.

Fonte: Medicina Geriatrica


Desde 2005, na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, coordenadora do Projeto Afrodite, a...

Fisioterapia na Sexualidade




Desde 2005, na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a ginecologista Carolina Carvalho Ambrogini, coordenadora do Projeto Afrodite, atende mulheres que foram vítimas de abuso, sentem dor ou não conseguem ter prazer durante a relação sexual. O programa combina as áreas de psicologia, fisioterapia e ginecologia.

Para serem atendidas, as pacientes devem participar de três palestras sobre sexualidade que ocorrem mensalmente no ambulatório de ginecologia da Instituição. Depois, as mulheres que procuram por ajuda, passam por uma triagem para que as médicas identifiquem o problema e indiquem o tratamento mais adequado.

O Programa começou com o foco limitado, voltado apenas para mulheres na menopausa. Segundo a médica, nessa etapa de vida, a dificuldade para ter prazer é maior. "O apetite sexual diminui, a musculatura pélvica é mais flácida e compromete o desempenho sexual."

O trabalho da fisioterapia, nesses casos, é fundamental. "As mulheres aprendem a fortalecer o músculo pélvico e descobrem que o prazer não tem idade." Por conta da demanda no atendimento, muitas mulheres procuravam o ambulatório reclamando dos mais variados problemas, o trabalho ganhou um leque ilimitado de abrangência. "Tratamos todos os tipos de problemas ligados à sexualidade da mulher."

No ambulatório de sexualidade, as mulheres podem ter um acompanhamento semanal com uma terapeuta e uma fisioterapeuta. Maria Angélica Alcides, fisioterapeuta da Unifesp, trabalha diariamente reabilitando mulheres.

O trabalho de fisioterapia na área da sexualidade ainda é muito novo no Brasil. Segundo Alcides, a Unifesp é a única instituição pública que trabalha com esse tipo de tratamento. "Existem muitos aparelhos que ajudam a tratar esses distúrbios, mas no País o tema ainda é novo e o acesso à tecnologia é pequeno."

A fisioterapeuta relata que muitas mulheres, por algum trauma do passado, apresentam esse distúrbio. "A dificuldade para ter uma relação é enorme. A contração não é só do músculo pélvico. Elas travam coxa, abdômen e glúteos, o que impossibilita a penetração. São reações típicas de pânico.", esclarece a especialista.

O primeiro passo da fisioterapia é fazer com que essas mulheres olhem para o próprio corpo. As participantes precisam se conhecer, gostar do que vêem. Não ter medo de se tocar também é essencial. O tratamento é feito com exercícios físicos, aparelhos específicos para estimular o equilíbrio entre relaxamento e contração pélvica. Angélica também ensina controlar a respiração, a ansiedade e orienta a relação sexual, indicando posições que deixem a mulher mais segura e confortável. "Realizamos um trabalho de reabilitação, orientação e educação sexual."

As pacientes são acompanhadas, em média, durante quatro meses. Inicialmente, as consultas são semanais. Conforme a melhora do quadro, passam a ser quinzenais. O ambulatorio atende mais de 50 mulheres por mês.

Com a ajuda de uma reportagem do IG.

A técnica de biofeedback para tratar incontinência urinária foi iniciada por Arnold Kegel nos anos 40. Exercícios de contração de músculo ex...

Biofeedback na incontinência urinária


A técnica de biofeedback para tratar incontinência urinária foi iniciada por Arnold Kegel nos anos 40. Exercícios de contração de músculo executados sem monitoração de EMG podem conduzir a contrações de outros músculos, como os abdominais, nádegas e coxas, conduzindo assim ao cansaço e pressão severa na bexiga. Vários investigadores informaram que a monitoração da musculatura do chão pélvico por eletrodos de superfície capturou atividade de músculo altamente correlacionada com aquela obtida com eletrodo de agulha inserido diretamente nos músculos pélvicos. Tratamento de EMG de superfície têm demonstrado ser altamente eficazes 3,7,12,19. O treinamento domiciliar com biofeedback demonstrou promover melhoras significativas na redução de sintomas e eliminação de incontinência urinária quando comparado com exercícios de Kegel, feitos isoladamente ou junto com um equipamento resistivo3.


Figure 2: Longitudinal electrodes (A or V) of inserted sensors are much closer to the PC muscle than perianal surface electrodes (B)

Aprender por tentativa e erro, faz com que o biofeedback de EMG permita ao paciente isolar só o músculo pélvico.

Usando-se um instrumento de dois canais como o MyoDac 2TM, sistema computadorizado, ou duas unidades de MyoTracTM, podem se colocar eletrodos a meio caminho entre o músculo abdominal, o umbigo e o púbis para ajudar o paciente a evitar a contração destes durante o exercício do músculo pélvico.

Há vários métodos de treinamento da musculatura do chão pélvico (figura 3). Contrações máximas são feitas durante 5-10 segundos de cada vez com períodos de 10 segundos de repouso entre elas. Estes exercícios são repetidos várias vezes, até que a contração comece a mostrar fadiga ou quando o paciente começa a compensar com musculatura adicional.

O treinamento de resistência é efetuado com contrações um pouco abaixo do valor máximo mantidas por períodos crescentemente mais longos, por exemplo, uma contração de 50% do valor máximo mantida durante 30 segundos ou mais. A velocidade de recrutamento é praticada com várias contrações repetitivas em um intervalo de tempo menor, por exemplo, 10 contrações sucessivas em um período de dez segundos. Uma contração progressiva também pode ser feita, e pode ser pedido ao paciente para contrair e relaxar gradualmente os músculos. O tempo de biofeedback total é de aproximadamente 15 minutos, o tempo gasto em cada tipo de treinamento depende do problema do paciente e de sua resposta.

Uma revisão dos dados de registro, combinada com uma sessão de biofeedback com um profissional de saúde, normalmente é sugerida a cada 7-10 dias. Ao paciente é pedido que trabalhe diariamente em casa o tempo equivalente a duas ou três sessões de biofeedback de EMG e 5-10 exercícios de contração muscular não monitoradas adicionais. Estes deveriam consistir em 3 grupos de exercícios de contração e relaxamento por sessão para começar o processo de generalização. Durante as semanas subseqüentes, estes exercícios deveriam ser praticados com um número crescente de repetições e esforço.

Várias escolhas de instrumentos para monitoração estão disponíveis e oferecem uma variedade de características:

  • MyoTracTM: Proporciona ajustes de limites de contração superior e inferior e gráficos de barras (LEDs)
    • excelente para treinamento domiciliar. Possui saída de leitura digital.
  • MyoTracTM: Idêntico a MyoTracTM, mas inclui uma característica de marcação para níveis absolutos, memória de atividade, e uma produção de leitura digital ou conexão para sistema de aquisição de dados computadorizado.
  • EMG lOlT/2OlTTM: Possui medidor analógico ou medidor de níveis absolutos digitais, e pode ser conectado ao sistema de aquisição de dados ProCompTM.
  • MyoDac2TM: EMG de dois canais para computador que monitora, biofeedback e aquisição de dados.
  • FlexComp/DSPTM: Sistema computadorizado de múltiplos canais.

Embora quaisquer dos instrumentos possam fornecer a retroalimentação adequada, para propósitos de treinamento - especialmente em casa - nós recomendamos o MyoTracTM da Thought Technology ou MyoTracTM que incorporam ambos, tom, limite e biofeedback de gráfico de barras com LEDs. Para trabalhos clínicos, o sistema computadorizado MyoDac 2TM é mais adequado. Todos os instrumentos usam o sensor de MyoScanTM que pode ser conectado a um sensor de EMG PerryMeterTM, vaginal para mulheres, ou um sensor de PerryMeterTM anal, para homens. Eletrodos de EMG de superfície também podem ser usados. Pequenos eletrodos descartáveis, pré preparados com gel, ou eletrodos pediátricos de ECG (Eletrocardiograma) podem ser colocados na região peri-anal, com o eletrodo de terra colocado próximo à região. O equipamento de biofeedback de EMG MyoTracTM auxilia o treinamento da musculatura pélvica do paciente reforçando a atividade apropriada do músculo pélvico. Para acelerar a aprendizagem, as colocações de limite são aumentadas elevando o nível de atividade muscular exigida. Os LEDs vermelhos (limite superior) e o reforço de tom proporcional incentivam o paciente quanto à consistência e qualidade do esforço.

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O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. Suas funções são de s...

Musculatura do assoalho pélvico


O assoalho pélvico é um conjunto de partes moles que fecham a pelve, sendo formado por músculos, ligamentos e fáscias. Suas funções são de sustentar e suspender os órgãos pélvicos e abdominais, mantendo as continências urinária e fecal. Os músculos do assoalho pélvico também participam da função sexual e distendem-se em sua porção máxima na passagem do produto conceptual (OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    Atualmente, entende-se como assoalho pélvico todo o conjunto de estruturas que dá suporte às vísceras abdominais e pélvicas. (SAMPAIO, FAVORITO & RODRIGUES, 1999). O assoalho pélvico consiste dos músculos coccígeos e elevadores do ânus, que conjuntamente são chamados de diafragma pélvico, que é atravessado à frente pela vagina e uretra e ao centro pelo canal anal (FREITAS, MENKE & RIVOIRE, 2002).

    Os músculos levantador do ânus se divide em pubococcígeo, ileococcígeo e puborretal, os músculos bulbocavernoso, transverso superficial do períneo e o isquiocavernoso compõem o diafragma urogenital, e também a fascia endopélvica que é composta pelos ligamentos pubo-vesical, redondo do útero, uterossacro e ligamento cervical transverso e são importantes para manter a estruturas pélvicas em suas posições normais (ZANATTA & FRARE, 2003; MOORE, 1998; OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    A musculatura estriada do assoalho pélvico, juntamente com a fáscia endopélvica, exerce papel fundamental no suporte dos órgãos pélvicos e na manutenção da continência urinária (RIBEIRO & ROSSI, 2000).

    Os músculos do assoalho pélvico são constituídos de 70% de fibras do tipo I (fibras de contração lenta) e 30% de fibras do tipo II (fibras de contração rápida). Assim as fibras do tipo I são responsáveis pela ação antigravitacional dos músculos do assoalho pélvico, mantendo o tônus constante e também na manutenção da continência no repouso. E as do tipo II são recrutadas durante aumento súbito da pressão abdominal contribuindo assim para o aumento da pressão de fechamento uretral (CAMARRÃO et al., 2003; ZANATTA & FRARE, 2003; OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    A bexiga urinária está localizada posteriormente à sínfise púbica e anteriormente ao reto, e nas mulheres está em contato com o útero e a vagina. A bexiga é um órgão pélvico muscular côncavo que possui quatro camadas: mucosa, submucosa, muscular e serosa (adventícia). A mucosa é composta de epitélio, que diminui em espessura quando a bexiga enche-se e as células são distendidas. A camada submucosa serve para dar suporte à mucosa. A parte muscular é constituída por um músculo liso denominado detrusor, e a camada serosa (externa) é constituída de gordura e tecido conjuntivo, e aparece apenas na face superior da bexiga. (GRAAF, 1992).

    A uretra feminina apresenta em média quatro centímetros de comprimento e também é composta por fibras musculares lisas (esfíncter interno) e estriadas (esfíncter externo). As fibras lisas têm pouca variedade de contração espasmódica, possibilitando que se mantenha uma pressão de fechamento e, assim, a continência urinária por período prolongado sem fadiga, e as fibras estriadas está sob o controle voluntário do sistema nervoso e pode ser usado para impedir conscientemente a micção, mesmo quando controles involuntários estão tentando esvaziar a bexiga (GUYTON & HALL, 2002; ZANATTA & FRARE, 2003; OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    A submucosa constituída de tecido conjuntivo frouxo misturado com feixes de fibras musculares lisas é um elaborado plexo vascular, cria um efeito vital para o mecanismo de continência (OLIVEIRA & LOPES, 2006).

    Sob o ponto de vista funcional, a integridade da camada de músculo liso circundante mantém esse mecanismo, direcionando as pressões submucosas de expansão para dentro, em direção à mucosa. A integridade do músculo liso e do tecido esponjoso vascular da uretra fornece uma importante contribuição para o mecanismo de fechamento, possuindo, portanto, grande importância para a continência urinária passiva normal. As fibras de músculo estriado, extrínsecas à uretra no nível do diafragma urogenital, fornecem atividade esfincteriana reflexa e voluntária, contribuindo principalmente para a continência ativa (WEI, RAZ & YOUNG, 1999).

    Quando os músculos são mais requisitados do que o normal, eles são forçados a um trabalho extra para superar uma resistência ou carga. Este trabalho conduz a um aumento de força, pois o músculo se contrai e a síntese de proteínas musculares é estimulada. Após um período de descanso e recuperação, novas proteínas são construídas tornando as fibras musculares maiores em diâmetro e força (BRINCK & NERY, 2006).

Fonte: EF Esportes

Doenças do trato urinário atingem mais mulheres do que homens, mas na hora de procurar assistência poucas sabem que o urologista é o especia...

Metade das mulheres acima de 50 anos têm algum grau de incontinência urinária


Doenças do trato urinário atingem mais mulheres do que homens, mas na
hora de procurar assistência poucas sabem que o urologista é o
especialista indicado. "No Brasil, ele ainda é erroneamente associado
ao médico que cuida do aparelho reprodutor masculino, como é o
ginecologista para a mulher. Na verdade, cabe ao especialista tratar
do aparelho urinário masculino e feminino, além do genital masculino",
explica o urologista Ricardo Monteiro.

A incontinência urinária, por exemplo, é uma das doenças urológicas
que mais atingem mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia,
cerca de 20% da população feminina brasileira apresentam o distúrbio,
que é caracterizado pela perda involuntária da urina. Após os 50 anos,
a incidência sobe: cerca de 50% das mulheres sofrem de algum grau de
incontinência."Os principais fatores de risco são: questões
anatômicas, idade, multiparidade (vários partos), obesidade,
sedentarismo e tabagismo", explica Ricardo.

O tratamento inicial não é feito por cirurgia, como muitos acreditam.
Indica-se a fisioterapia urogenital – tratamento clínico que pode ou
não ser acompanhado da prescrição de medicamentos. "A definição da
conduta terapêutica depende da avaliação clínica da paciente, seu
histórico clínico e do resultado do estudo urodinâmico, que é o exame
que indica a causa da incontinência", elucida o médico.

Na Linha de Risco

As mulheres são mais propensas a infecções bacterianas do trato
urinário inferior – essas alterações chegam a ser até 20 vezes mais
frequentes nelas do que neles, especialmente naquelas com vida sexual
ativa.

A falta de informação pode causar demora no diagnóstico de diferentes
patologias. Esse atraso agrava infecções, além de piorar problemas
como a obstrução do sistema de drenagem da urina – o que em casos mais
graves ocasiona até a perda de um rim. Usualmente, elas buscam o
ginecologista primeiro. Esse especialista assiste os problemas mais
simples, mas costuma encaminhar ao urologista para investigação e
diagnóstico.

Fonte: UOL

Postado por Dani Souto - Email: danisouto@gmail.com

A Prostatite é o nome que se dá à inflamação da próstata e ela pode ser aguda, crônica ou não infecciosa. E não é uma doença contagiosa. A p...

Prostratite



A Prostatite é o nome que se dá à inflamação da próstata e ela pode ser aguda, crônica ou não infecciosa. E não é uma doença contagiosa. A prostatite aguda infecciosa é causada por bactérias e necessita de urgente tratamento, pois os sintomas são geralmente severos, in cluindo a febre, os tremores e o ardor ao urinar. Já a crônica pode ser causada por bactérias, fungos ou parasitas e os sintomas são menos intensos, podendo ocorrer vontade de freqüente de urinar, ardor ou dor miccional e eventualmente dor perineal. A prostatite não infecciosa é mais freqüente do que a prostatite infecciosa. Pode apenas causar sintomas mínimos. A sua verdadeira causa é desconhecida.

Sintomas

Os sintomas geralmente dependem do tipo da prostatite. Pode acontecer de não haver sintoma, como também podem acontecer as seguintes queixas: arrepios, aumento da freqüência urinária, dor entre o escroto e o anus, dores articulares e musculares, febre, micção difícil, mialgias e dor abdominal, sensação de dor ou ardor ao urinar, podendo ocorrer também a pre ença de sangue na urina e ejaculação dolorosa.

A doença pode ocorrer por diversos fatores. A migração de bactérias através da uretra em direção à próstata é uma delas, assim como a deficiência da atividade antibacteriana da secreção prostática, por refluxo de urina infectada para o interior dos dutos prostáticos e falta de anticorpos locais e sistêmicos e qualquer malformação congênita do aparelho urinário, entre outras ocorrências. 

Diagnóstico e tratamento

Quando o médico suspeita de um caso de prostatite, geralmente ele pede um exame físico completo com a finalidade de descartar outras patologias. O exame específico de toque retal, exame de urina e urocultura são alguns dos solicitados. Para o tratamento são utilizados medicamentos por via oral e o mesmo pode demorar em média de 7 a 14 dias, dependendo da resposta e gravidade de problema. E, de 4 a 12 semanas, em média, para os casos de prostatite crônica infecciosa.

Fonte: Saúde e Vida

Disfunção Erétil     Estudos, em diversos países, revelam que a Disfunção Erétil atinge mais de 100 milhões de homens em todo o Mundo. A des...

Principais Disfunções Sexuais Masculinas


Disfunção Erétil

    Estudos, em diversos países, revelam que a Disfunção Erétil atinge mais de 100 milhões de homens em todo o Mundo. A despeito deste enorme quantitativo, o paciente com problemas de ereção sente-se completamente só.

    O homem, em razão contexto sócio-cultural em que foi criado, apresenta dificuldades em conversar sobre seu problema até mesmo e principalmente com sua própria companheira, diante da qual sente-se diminuído. Com os amigos, vítimas do mesmo tipo de postura, a resposta recebida, certamente, será de galhofa e depreciação. O medo e a vergonha infundada de sua condição dificulta o acesso deste homem, até mesmo, ao especialista.

     Causas da Disfunção Erétil

    As causas da disfunção erétil podem ser divididas em três grandes grupos:

Orgânicas

Psicogênicas

Mistas

    Torna-se oportuno ressaltar que os distúrbios da ereção ocorrem, com maior freqüência, a medida que o indivíduo envelhece, todavia não são devidos apenas a idade . O fato pode ser bem compreendido quando se entende que várias doenças que favorecem ao aparecimento da disfunção erétil ocorrem com maior incidência em pessoas com idade mais avançada.

    Principais Causas Orgânicas

    A ereção peniana é um fenômeno dependente de vários fatores e envolve os sistemas nervoso, endócrino, vascular e tecidual dos corpos cavernosos. Assim sendo, alterações em qualquer um desses fatores podem contribuir pelo menos em parte para a disfunção erétil .   

    Lesões ou distúrbios vasculares que prejudiquem a perfeita circulação do sangue no pênis.

    A doença arterial oclusiva de etiologia aterosclerótica ou traumática do sistema vascular pélvico e peniano diminui o fluxo sangüíneo e reduz sensivelmente a ereção peniana.

    Alterações nos nervos que conduzem os estímulos sexuais até o pênis. Enfermidades ou condições que afetam o sistema nervoso, tais como o alcoolismo e diabetes melito , podem causar disfunção erétil. Alem disso, lesões na medula espinhal, cirurgias e radioterapia pélvica destroem fibras nervosas, com prejuízo da função eretiva.

    Alterações na produção de hormônios , como por exemplo a diminuição dos níveis sangüíneos da testosterona (produzida nos testículos) levando a diminuição do interesse pela atividade sexual.

    Alterações anatômicas e fisiológicas dos corpos cavernosos , impedindo que os mesmos se dilatem adequadamente para promover a ereção. Os corpos cavernosos são estruturas cilíndricas, localizadas no corpo do pênis, que ao recebem sangue e mantê-lo sob pressão, promovem a ereção.  

    Causas Psicogênicas

    Tem seu mecanismo de atuação relacionado com a inibição central do processo da ereção, de fundo emocional e sem a participação de nenhum componente orgânico.  

    Diversos fatores emocionais tais como: o stress, a ansiedade, o medo de falhar, a vergonha, problemas familiares, problemas financeiros , entre outros, podem ser responsáveis pela disfunção erétil, em diversos graus, incluindo problemas de ejaculação precoce.

    A preocupação excessiva do indivíduo com sua performance sexual também pode levar 
a disfunção erétil. O homem com disfunção erétil se isola com o seu problema.

    O receio e a vergonha de falhar mais uma vez, acabam por levar o homem a se abster de qualquer contato sexual, conduzindo-o a um ciclo vicioso que o afasta cada vez mais da cura.

     Causas Mistas

    Compreendem a combinação de fatores orgânicos e emocionais.

    Após passar por sucessivos fracassos ao tentar a relação sexual, a sensação de inferioridade experimentada pelo indivíduo vai provocar um enorme impacto psicológico. O ciclo  vicioso criado torna cada vez mais difícil a possibilidade de resolver sozinho o problema.

    Em se tratando de ereção , expressão máxima da masculinidade , relacionada por conceitos de nossa sociedade, a força e potência em seu sentido mais amplo, torna-se extremamente raro que um paciente com uma causa orgânica, qualquer que seja, não acabe apresentando, também, um comprometimento emocional.

    Fatores que favorecem a disfunção erétil

    A disfunção erétil é um quadro clínico associado a vários fatores de risco, entre os quais destacamos:  

    Doenças Crônicas, tais como: arteriosclerose, hipertensão arterial, Insuficiência renal, insuficiência hepática, insuficiência coronariana, doenças endócrinas como diabetes e depressão. Quanto mais profundo o estado de depressão, maior a incidência da disfunção erétil.

    Cirurgias realizadas na pelve, levando ao comprometimento dos nervos que conduzem os estímulos responsáveis pela ereção. Como exemplo citamos: cirurgias em que são retiradas a bexiga e a próstata em caso de tumores; cirurgias que exigem a retirada do intestino reto e anus, também em caso de tumores ; cirurgias de aneurismas e enxertos na artéria aorta ; entre outras.

    Traumas que afetem a medula espinhal, impedindo a transmissão dos impulsos nervosos.

    O tratamento tumores malignos com irradiação da pelve também provoca o comprometimento dos nervos envolvidos no processo de ereção.

    Medicamentos : Determinadas drogas têm como efeito colateral a interferência no processo de ereção através de mecanismos diversos. Atualmente acredita-se que 25 % dos casos de disfunção erétil são devidos ao uso de medicamentos. Dentre os medicamentos que interferem na capacidade eretiva destacam-se alguns dos utilizados para tratamento de Câncer de próstata, hipertrofia benigna da próstata, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, ulcera péptica, entre outros.

    Fumo, abuso do álcool e o uso de drogas comprometem a ereção em razão dos damos causados ao aparelho circulatório e sistema nervoso em geral.   
 

Ejaculação Precoce

    
    Ejaculação precoce pode ser definida como aquela que ocorre em um curto espaço de tempo após a ereção plena ou até mesmo antes que essa aconteça. O termo descontrole ejaculatório é o mais adequado, uma vez que, o problema maior é a insatisfação gerada pela impossibilidade de conter a ejaculação até o momento desejado. O espaço de tempo a ser considerado, é aquele suficiente para que ambos os parceiros possam obter o prazer na relação.

    Com relação ao período de tempo que decorre desde o início do ato sexual até a ejaculação, não existe um valor estabelecido que seja considerado o "normal".

    Não podemos deixar de lembrar que o tempo decorrido desde o início dos estímulos sexuais até o orgasmo, assim como nos homens, também varia de mulher para mulher.

    Existem casais em que o homem ejacula rapidamente, porém a mulher também é capaz de atingir o orgasmo em um curto período de tempo de penetração. Nestes casos a questão da ejaculação precoce não é percebida e o casal pode manter durante anos uma atividade sexual considerada satisfatória. Se ocorrer a dissolução desta união, ao estabelecer uma nova relação com outra parceira, cuja tempo necessário para atingir o orgasmo seja maior, o homem passará a ser afligido pelo problema da ejaculação precoce.

    A ejaculação precoce pode atingir homens de todas as idades, em um número bem maior do que o leitor possa imaginar.

    Apenas para ilustração, segundo Kinsey, 75% dos homens ejaculam nos primeiros dois minutos após a penetração.

    Alguns autores, entre eles Helen Kaplan, são da opinião que o homem pode exercer um controle voluntário sobre a ejaculação. Tal pressuposto encontra amparo, até mesmo, em milenares técnicas hindus, onde, segundo relatos, os praticantes conseguiriam chegar ao orgasmo, repetidas vezes sem ejacular.

    A ejaculação precoce seria então uma condição na qual o homem não é capaz de exercer um certo controle sobre o reflexo ejaculatório. 

    O Processo de Ejaculação

    A ejaculação é a saída do sêmen, através do orifício da uretra, que ocorre ao final da relação sexual ou da masturbação. A ejaculação pode ocorrer também em situações involuntárias como, por exemplo, durante o sono, em decorrência de um sonho erótico. Geralmente a ejaculação se apresenta associada ao orgasmo, porém pode existir orgasmo sem ejaculação e ejaculação sem orgasmo.

    No homem, a ejaculação é um ato reflexo, ou seja, uma resposta automática, desencadeada por um estímulo. 

    A forma como ocorre a saída do esperma pela uretra é variável, em intensidade, de indivíduo para indivíduo. Em alguns, a força do jato impulsiona o líquido à distância. Em outros o material ejaculado apenas escorre para fora do Pênis. Tais variações, que nada tem a ver com potência ou maior capacitação para obter prazer durante a atividade sexual. A intensidade da ejaculação depende do nível de excitação do indivíduo, da sua idade, das condições da próstata e vesículas seminais e certamente de uma série de outros fatores que ainda não conhecemos.

    Causas da Ejaculação Precoce

    Existem várias teorias e conseqüentemente poucas certezas sobre as causas da ejaculação precoce. Porém, tudo leva a crer que, ao contrário do que ocorre na falta de ereção, a grande maioria dos casos a ejaculação precoce tem origem emocional.

    Ao longo do tempo, diversas situações têm sido apontadas como desencadeantes de um quadro de ejaculação precoce, incluindo desde associações com a micção até conceitos oriundos da Teoria Psicanalítica.

     Não podemos deixar de atentar para o fato de que a ejaculação é um reflexo, e como tal está sujeita a um condicionamento ou "aprendizado". Adolescentes, ao se masturbarem escondido, com medo de serem percebidos, se condicionam a um orgasmo rápido.  Uma situação semelhante pode ocorrer na iniciação sexual do rapaz. Relações com as namoradas, em situações onde existe o medo de ser surpreendido por alguém, também exigem um "desempenho" rápido.

    O temor, a ansiedade e a inexperiência do rapaz em sua primeira relação sexual podem ser agentes causadores de uma ejaculação precoce. Se os resultados desta experiência forem superestimados podem levar a uma repetição do quadro, em relações futuras.

    Dificuldades no relacionamento do casal, tais como: ressentimentos, rancores, infidelidade descoberta, posturas competitivas, insegurança, desgaste afetivo da relação, entre outras, podem levar ao aparecimento da ejaculação precoce, em um homem anteriormente normal. Os pacientes relatam que a relação sexual se torna constrangedora ou até mesmo desagradáveis. Neste caso parece-me, bastante provável a existência de um sentimento involuntário de terminar a relação sexual, o mais rapidamente possível.

    Em relação à possibilidade da parceira engravidar, são mencionados fatores causais da ejaculação precoce em seus dois extremos. No primeiro, a prática da interrupção do coito, antes da ejaculação, como método anticoncepcional poderia levar à ejaculação precoce. No outro extremo, teríamos a excessiva pressão psicológica causada pela obrigatoriedade da relação sexual em dias predeterminados, com o objetivo de engravidar.

    A fácil entender que, cobranças ou demonstrações de insatisfação da parceira em relação ao problema, invariavelmente agravam o quadro.

    Em última análise, todos os fatores geradores de ansiedade podem levar ao desencadeamento da ejaculação precoce.            

    As causas orgânicas da ejaculação precoce são raras e geralmente devidas a infecções e processos inflamatórios da próstata e da uretra, além de certas doenças que comprometem o sistema nervoso. Nos casos de lesões cutâneas que afetem, principalmente à glande, a ejaculação precoce pode ser provocada pelo aumento da sensibilidade.

 

Ejaculação Retardada

A demora em atingir o orgasmo acompanhado da ejaculação também pode ser motivos de inadequação do casal.

    Sua origem pode estar na ansiedade e angustia que atuariam impedindo que o homem consiga relaxar ou em processos orgânicos que levem ao comprometimento do sistema nervoso.

    Com o aumento da idade, é normal que o tempo decorrido desde o início da atividade sexual até a ejaculação também aumente.

 

Falta de Desejo

    A diminuição da libido, no homem,  está ligada principalmente ao uso de determinados medicamentos e drogas

    Como vimos, doenças agudas e crônicas com comprometimento do estado geral do indivíduo levarão obviamente a uma diminuição do interesse pela atividade sexual. 

    Doenças endócrinas que alterem os níveis de testosterona (hormônio sexual masculino) podem cursar com diminuição da libido. Da mesma forma atuariam as cirurgias que levem à retirada dos testículos.

    É fácil entender que a deterioração do relacionamento afetivo do casal compromete diretamente o desejo sexual.

 

Falta de Orgasmo

    Retardo ou ausência do orgasmo estão relacionadas principalmente as doenças neurológicas levando ao comprometimento da transmissão dos estímulos sexuais.

    Como já foi mencionado, é sabido que o uso de determinadas substâncias tóxicas podem retardar ou abolir o orgasmo.

    A ansiedade e a preocupação exagerada com o desempenho sexual seriam as principais causas psicogênicas envolvidas. Da mesma forma estariam envolvidos o desagrado com a relação sexual e o comprometimento afetivo do casal.

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