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UM BRINDE AO ANO QUE SERÁ O ANO DA SUA VIDA.

É O QUE DESEJAMOS. É O QUE QUEREMOS.  É O QUE ACONTECERÁ. BASTA VOCÊ ACREDITAR!

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A pélvis ("bacia") é a parte do corpo que fica entre a barriga e as pernas. Como nós andamos em duas pernas, essa bacia precisa se...

Anatomia do assoalho pélvico



A pélvis ("bacia") é a parte do corpo que fica entre a barriga e as pernas. Como nós andamos em duas pernas, essa bacia precisa ser bem forte para sustentar o peso de toda a parte de cima do corpo. Por isso temos uma musculatura forte que segura todos os órgãos da bacia no lugar certo, incluindo a bexiga, os intestinos, etc.. Nas mulheres isso é ainda mais importante, pois durante a gravidez ela ainda tem que suportar o peso do útero e do bebê. A parte de baixo dessa bacia é feita por músculos fortes, que formam um "assoalho".

Vejamos como funciona o assoalho pélvico: 
Os músculos do assoalho pélvico formam um oito (8) (Figura 5), sendo que o círculo de cima envolve a abertura da vagina e da uretra e o círculo de baixo envolve a abertura do ânus.

A saúde dos músculos pélvicos é fundamental para manter a integridade e o bom funcionamento da vagina e da uretra e a posição dos órgãos dentro da pélvis. Os músculos pélvicos controlam o fluxo de urina, a contração (aperto) da vagina e o bom fechamento do ânus. Tanto a uretra quanto o ânus têm um esfíncter (músculos especiais que funcionam como fechaduras) que garantem a retenção da urina e fezes. O assoalho pélvico é composto de várias camadas de músculos suspensos como uma "rede" pendurada em dois pontos, na frente e atrás da pélvis. Além dessa rede, os músculos também formam um triângulo (Figura 5).

Um assoalho pélvico saudável tem um bom tônus (firmeza) e elasticidade. Entretanto a idade, a falta de exercícios em geral, e mesmo a gravidez e parto (seja ele vaginal ou cesariana) fazem com que estes músculos fiquem mais fracos, e a "rede" fique "arriada".

Também é importante não ficar passando vontade de ir ao banheiro. Quando tiver vontade de urinar ou de defecar, vá logo "atender o chamado da natureza", como diziam os antigos. Segurar a urina provoca uma distensão muito grande na bexiga e força o esfíncter, facilitando a incontinência urinária e mesmo a infecção (cistite). Quando adiamos as fezes, elas vão secando no intestino, o que facilita o aparecimento da prisão de ventre, das hemorróidas e da dificuldade de segurar os gases.

No parto vaginal, quando a mulher foi cortada na vulva (episiotomia*) ou sofreu um fórceps, isso pode prejudicar mais ainda esses músculos. Antigamente acreditava-se que para preservar a vagina e a vulva, se deveria fazer episiotomia em todas as mulheres. Hoje sabe-se que na grande maioria das vezes, a episiotomia é mais prejudicial do que benéfica, e que deve ser evitada, pois piora o estado genital das mulheres ao invés de preservá-lo. Se você vai ter um parto, converse com seu profissional de saúde sobre prevenção da episiotomia (a liberdade de posição no parto é fundamental). 


Fonte: Tomasso, Giselle

Quando esses músculos se enfraquecem, a mulher pode ter os seguintes problemas:

  • Sentem que sua vagina está pouco firme para as relações sexuais - às vezes nem ela nem o companheiro sentem prazer; 
  • Dificuldades para segurar a urina (bexiga caída ou frouxa), quando ri ou tosse; 
  • O útero pode ficar muito perto da abertura da vagina (útero caído); 
  • Dificuldades de controlar os gases ou as fezes.
Na maioria das vezes, os exercícios pélvicos podem prevenir e tratar esses problemas. Quando iniciamos os exercícios, os músculos estão fraquinhos, mas eles aos poucos vão reagindo e ficando mais poderosos. Como todo exercício, esses também necessitam de regularidade, fé e constância, mas os resultados são excelentes, e podem mesmo evitar um tratamento por cirurgia. Para muitas mulheres, esses exercícios implicam em grande satisfação sexual, tanto na hora de fazê-los sozinha quanto depois na hora das relações. Aproveite, pois com o tempo pode ficar ótimo!
 

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Um grande natal para você e sua família



Estamos sempre online para trazer o melhor conteúdo e informação para vocês, nossos leitores.  Desejamos então um ótimo Natal, com toda a paz, amor, felicidade e saúde que você merece.

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Muita paz e amor!!!

A incontinência por urgência (ou imperiosidade) é um desejo urgente de urinar seguido de uma perda incontrolável de urina. Normalmente, as p...

Causas e tipos de incontinência urinária





A incontinência por urgência (ou imperiosidade) é um desejo urgente de urinar seguido de uma perda incontrolável de urina. Normalmente, as pessoas podem conter a urina durante algum tempo depois da primeira sensação de bexiga cheia. Pelo contrário, as pessoas com incontinência por urgência, em geral, quase não têm tempo de chegar ao mictório. Uma mulher pode ter este quadro pela própria incontinência por urgência ou porque, além disso, se acrescentam graus variáveis de incontinência provocada por stress (incontinência mista). A causa mais frequente de aparecimento brusco é uma infecção das vias urinárias. Contudo, a incontinência por urgência sem infecção é o tipo mais frequente de incontinência nas pessoas de idade avançada e, muitas vezes, não se conhece a causa com exactidão. As causas mais habituais de incontinência por urgência nas pessoas de idade avançada são uma hiperactividade da bexiga e certas perturbações neurológicas, como a apoplexia e a demência, que interferem com a capacidade do cérebro para travar a bexiga. A incontinência por urgência converte-se num verdadeira problema quando uma doença ou uma lesão impedem que uma pessoa possa chegar ao mictório rapidamente.

A incontinência por esforço é uma perda incontrolável de urina ao tossir, fazer esforços, espirrar, levantar objectos pesados ou executar qualquer manobra que aumente bruscamente a pressão dentro do abdómen. A incontinência provocada por esforço é o tipo mais frequente de incontinência nas mulheres. Pode ser provocada por debilidade do esfíncter urinário. Por vezes as causas são as alterações produzidas na uretra em resultado de um parto ou de uma cirurgia pélvica. Nas mulheres pós-menopáusicas, a incontinência por esforço verifica-se pela falta da hormona estrogénica, situação que contribui para debilitar a uretra, reduzindo deste modo a resistência da urina a fluir através deste canal. Nos homens, a incontinência por esforço pode aparecer depois da extirpação da próstata (prostatectomia, ressecção transuretral da próstata) quando se lesa a parte superior da uretra ou o colo da bexiga.

A incontinência por extravasamento é a fuga incontrolada de pequenas quantidades de urina estando a bexiga cheia. A fuga ocorre quando a bexiga está dilatada e insensível devido à retenção crónica da urina. A pressão na bexiga aumenta tanto que perde gotas de urina. Durante um exame clínico, muitas vezes o médico pode palpar a bexiga cheia.

No fim, a pessoa pode ser incapaz de urinar porque o fluxo de urina é obstruído ou porque os músculos da parede da bexiga já não podem contrair-se. Nas crianças, a obstrução das vias urinárias inferiores pode ser provocada pelo estreitamento da extremidade da uretra ou do colo da bexiga. Nos adultos, no caso dos homens, a obstrução da saída da bexiga (a abertura da bexiga para a uretra) geralmente é causada por uma dilatação benigna da próstata ou por um cancro da mesma. Com menor frequência, a obstrução pode ser provocada pelo estreitamento do colo da bexiga ou da uretra (estenose uretral), o que pode acontecer depois de uma cirurgia da próstata nos homens. A própria obstipação pode causar incontinência por extravasamento, porque quando o recto se enche de fezes faz-se pressão sobre o colo da bexiga e a uretra. Um certo número de medicamentos que afectam o cérebro ou a espinal medula ou que interferem com a transmissão nervosa, como os medicamentos anticolinérgicos e os narcóticos, podem enfraquecer a capacidade de contracção da bexiga, dando como resultado uma bexiga dilatada e a incontinência por extravasamamento.

Uma disfunção dos nervos que conduz a uma bexiga neurogénica pode também causar a incontinência por extravasamento. Uma bexiga neurogénica pode ser originada por muitas causas, como as lesões da espinal medula e as lesões nervosas provocadas por esclerose múltipla, diabetes, feridas, alcoolismo ou toxicidade por medicamentos.

A incontinência total é a situação em que a urina goteja constantemente da uretra, dia e noite. Verifica-se quando o esfíncter urinário não se fecha adequadamente. Algumas crianças têm este tipo de incontinência devido a um defeito de nascença em que a uretra não se fechou como um tubo. Nas mulheres com incontinência total, a causa é, em geral, uma lesão no colo da bexiga e na uretra durante o parto. Nos homens, a causa mais frequente é uma lesão no colo da bexiga e na uretra devido à cirurgia, em particular pela extracção da próstata afectada com cancro.

A incontinência psicogénica é resultado de uma incontinência cuja origem é mais emocional que física. Ocasionalmente ocorre nas crianças e inclusive nos adultos que têm problemas emocionais. Um exemplo é constituído pelas crianças que molham persistentemente a cama (enurese). Pode suspeitar-se de uma causa psicológica quando o esgotamento emocional ou a depressão são evidentes e foram afastadas as restantes causas de incontinência.

Por vezes produzem-se tipos mistos de incontinência. Por exemplo, uma criança pode ter uma incontinência originada por um mau funcionamento dos nervos, além de factores psicológicos. Um homem pode sofrer de incontinência por extravasamento causada por uma dilatação da próstata e também apresentar uma incontinência por urgência provocada por um acidente vascular cerebral. As mulheres idosas costumam ter uma combinação de incontinência por urgência e incontinência provocada pelo esforço.

Fonte: Manual Merck

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A incontinência urinária masculina pode ser decorrente da incompetência esfincteriana, da hiper ou hipoatividade detrusora, ou de um process...

Tratamento clínico da incontinencia urinária masculina




A incontinência urinária masculina pode ser decorrente da incompetência esfincteriana, da hiper ou hipoatividade detrusora, ou de um processo obstrutivo infra-vesical. Portanto, é necessário o reconhecimento do tipo de incontinência urinária, para que o tratamento a ser instituído seja o mais adequado. A literatura tem apresentado um grande número de publicações que demonstram sucesso no tratamento clínico da incontinência urinária masculina.

Inicialmente é importante descartar a possibilidade de uma incontinência urinária transitória. Neste caso, a ação sobre os fatores desencadeantes, como a obstipação intestinal, a infecção urinária, o uso de medicamentos com ação colateral no trato urinário inferior, é a solução para a incontinência urinária na maioria das vezes.1

Nos pacientes com graus leves de incontinência de esforço, instabilidade detrusora e nos portadores de patologias demenciais, medidas como o esvaziamento vesical freqüente, programado ou estimulado, são de grande utilidade. O seu objetivo é manter o volume e pressão vesicais em valores abaixo do ponto em que ocorre a falha no armazenamento da urina, evitando assim a perda urinária.

Embora não muito difundidas na literatura urológica, a fisioterapia e a cinesioterapia, por meio de exercícios que visam o fortalecimento da musculatura pélvica, tem promovido resultados controversos no tratamento da incontinência urinária de esforço. 2

Outro método, o biofeedback baseia-se na transmissão de conhecimentos, para o paciente, a respeito do processo biológico em questão, no caso a incontinência urinária, objetivando um controle voluntário sobre esse processo, a partir dos sintomas e sinais por ele apresentados. Para tal, podem ser utilizados dados urodinâmicos, bem como outros recursos áudio-visuais. O sucesso obtido com este método chega a atingir em média 40% dos pacientes com incontinência de esforço ou instabilidade detrusora.3

A estimulação elétrica através de dispositivos cutâneos, endo-anais, eletrodos locados no períneo por via percutânea, entre outros, promove um aumento na resistência esfincteriana e redução na contração detrusora (estimulação de ramos do nervo pudendo e nervo pélvico). Os resultados obtidos pelos diversos autores são muitas vezes não reproduzíveis. Em um estudo com 20 pacientes portadores de incontinência urinária pós-prostatectomia, submetidos a esta forma de tratamento, oito obtiveram sucesso.4 Outros autores alcançaram até 80% de melhora em pacientes portadores de incontinência urinária decorrente de instabilidade detrusora.5

Várias drogas são utilizadas no tratamento da incontinência urinária masculina. Cada classe de medicamentos tem aplicação específica sobre determinado tipo de incontinência urinária. Os agonistas alfa-adrenérgicos promovem um aumento na pressão de fechamento uretral através da estimulação de receptores alfa-adrenérgicos localizados em grande quantidade no colo vesical, cápsula e estroma prostáticos. Seu uso pode desencadear efeitos colaterais adversos principalmente do ponto de vista hemodinâmico. A droga mais utilizada é a fenilpropanolamina (Ornatrol ®).

Alguns miorrelaxantes, como a oxibutinina (Retemic®), tem ação direta no detrusor e um efeito anticolinérgico, promovendo uma redução na contratilidade vesical. Tem sua indicação mais específica nos casos de incontinência urinária secundária a instabilidade detrusora. Os anticolinérgicos puros também são muito utilizados neste tipo de incontinência urinária, sendo o brometo de propantelina o maior representante desta classe de medicamentos.

Se a incontinência urinária é conseqüência de um mau esvaziamento vesical, decorrente de um processo obstrutivo infravesical funcional, podemos utilizar drogas bloqueadoras alfa-adrenérgicas, como a doxazosina, a alfuzosina e a terazosina, as quais promovem um relaxamento na musculatura lisa esfincteriana, facilitando a drenagem urinária. Nos casos em que esse esvaziamento vesical deficitário é fruto de uma hipocontratilidade detrusora a instituição do cateterismo vesical intermitente faz-se necessária.

Quando as medidas acima citadas não são suficientes e o paciente não apresenta condições de tratamento cirúrgico ou na eventual falha deste último, só nos resta lançar mão de dispositivos coletores ou absorventes de urina, apesar dos transtornos ocasionados por estes.

Fonte

A força da mulher pode estar escondida pelo corpo. Há quem nocauteie com o olhar. Quem derrube com o toque. E quem desnorteie o parceiro pel...

O poder do assoalho pélvico







A força da mulher pode estar escondida pelo corpo. Há quem nocauteie com o olhar. Quem derrube com o toque. E quem desnorteie o parceiro pelo períneo. Não entendeu? Pois fique atenta aos benefícios dessa musculatura pouco conhecida e saiba que, com ela, você pode cuidar da saúde íntima e, ainda, levar o outro à loucura

Localizada na região do períneo, que vai do osso acima do clitóris até o final da coluna vertebral, logo acima do ânus, a musculatura do assoalho pélvico (MAP) pode ser sentida logo na entrada da vagina, especialmente quando contraída. Ela é a reponsável pela sensação de pressão sentida no ato sexual e na penetração, tanto pela mulher quanto pelo parceiro.

O fisioterapeuta Gustavo Latorre explica que, fortalecida, a região previne incontinência urinária e prolapsos genitais (bexiga ou útero caídos), melhora a percepção sexual, permite melhor suporte dos órgãos e do bebê durante a gestação e facilita o parto, além de permitir uma recuperação melhor e mais rápida no pós-parto.

Se não bastassem todos esses pontos positivos, a região ainda contribui para o orgasmo."Para que ele ocorra de maneira eficaz, é fundamental que a circulação local seja boa. Exercícios para a MAP ativam e incrementam a circulação de toda a região pélvica, além de permitirem o auto-conhecimento da região genital, melhorando a sensibilidade local e a coordenação", explica o fisioterapeuta.

Mas saber onde essa tal musculatura milagrosa está não é tão fácil assim. Um exercício simples pode ajudar. Especialista em uroginecologia, Gustavo ensina que introduzir um ou dois dedos na vagina e tentar contrair ao redor deles é a forma mais simples de perceber a MAP atuando. "Para contrair, deve-se fazer uma força como que tentando reter um gás, ou fechando o ânus".

Outra ideia é tentar contraí-la durante o ato sexual, inclusive questionando a sensação do parceiro a respeito. "Ciente disto, a mulher pode desenvolver a coordenação motora e até a força destes músculos, simplesmente contraindo enquanto trabalha, lê uma revista, usa o computador ou dirige", indica. Segundo ele, exercitar a MAP faz parte do dia-a-dia de algumas culturas, como a indiana. "Por sorte, nós do ocidente estamos descobrindo as vantagens desse exercício tão simples e fácil, mas que provêm tantos benefícios".



Mas como toda musculatura perde força, elasticidade e tônus com o envelhecimento, não seria diferente com a MAP. A região ainda conta com o agravante de que, na menopausa, a diminuição progressiva nos níveis de estrogênio torna aquela musculatura (bem como toda a região genital feminina) mais debilitada. Além dos agravantes naturais, como é a MAP que sustenta os órgãos pélvicos, como útero, bexiga, ovários, até os esforços diários tendem a enfraquecer a musculatura que nunca é treinada. "Por fim, sabe-se que o principal fator de lesão e enfraquecimento é o parto, espacialmente quando não há um trabalho de conscientização daquela musculatura para contrair e relaxar no momento certo", alerta Gustavo.

Por isso tudo, a importância dos exercícios. Mas é preciso cuidado. Musculação, ioga e pilates, por exemplo, sem a devida resistência ou eficiência de contração da MAP, podem sobrecarregar a região acelerando o enfraquecimento. É por este motivo que instrutores sempre frisam a importância de contrair a região durante certos momentos dos exercícios. "A MAP deve ser treinada por exercícios específicos, como os Exercícios de Kegel, Exercícios com Biofeedback, fisioterapia ou Cones Vaginais, sempre com aval de médico ginecologista ou fisioterapeuta especializado", finaliza Gustavo.

Por Sabrina Passos (MBPress)

A incontinência por urgência (ou imperiosidade) é um desejo urgente de urinar seguido de uma perda incontrolável de urina. Normalmente, as p...

Causas e tipos de incontinência urinária





A incontinência por urgência (ou imperiosidade) é um desejo urgente de urinar seguido de uma perda incontrolável de urina. Normalmente, as pessoas podem conter a urina durante algum tempo depois da primeira sensação de bexiga cheia. Pelo contrário, as pessoas com incontinência por urgência, em geral, quase não têm tempo de chegar ao mictório. Uma mulher pode ter este quadro pela própria incontinência por urgência ou porque, além disso, se acrescentam graus variáveis de incontinência provocada por stress (incontinência mista). A causa mais frequente de aparecimento brusco é uma infecção das vias urinárias. Contudo, a incontinência por urgência sem infecção é o tipo mais frequente de incontinência nas pessoas de idade avançada e, muitas vezes, não se conhece a causa com exactidão. As causas mais habituais de incontinência por urgência nas pessoas de idade avançada são uma hiperactividade da bexiga e certas perturbações neurológicas, como a apoplexia e a demência, que interferem com a capacidade do cérebro para travar a bexiga. A incontinência por urgência converte-se num verdadeira problema quando uma doença ou uma lesão impedem que uma pessoa possa chegar ao mictório rapidamente.

A incontinência por esforço é uma perda incontrolável de urina ao tossir, fazer esforços, espirrar, levantar objectos pesados ou executar qualquer manobra que aumente bruscamente a pressão dentro do abdómen. A incontinência provocada por esforço é o tipo mais frequente de incontinência nas mulheres. Pode ser provocada por debilidade do esfíncter urinário. Por vezes as causas são as alterações produzidas na uretra em resultado de um parto ou de uma cirurgia pélvica. Nas mulheres pós-menopáusicas, a incontinência por esforço verifica-se pela falta da hormona estrogénica, situação que contribui para debilitar a uretra, reduzindo deste modo a resistência da urina a fluir através deste canal. Nos homens, a incontinência por esforço pode aparecer depois da extirpação da próstata (prostatectomia, ressecção transuretral da próstata) quando se lesa a parte superior da uretra ou o colo da bexiga.

A incontinência por extravasamento é a fuga incontrolada de pequenas quantidades de urina estando a bexiga cheia. A fuga ocorre quando a bexiga está dilatada e insensível devido à retenção crónica da urina. A pressão na bexiga aumenta tanto que perde gotas de urina. Durante um exame clínico, muitas vezes o médico pode palpar a bexiga cheia.

No fim, a pessoa pode ser incapaz de urinar porque o fluxo de urina é obstruído ou porque os músculos da parede da bexiga já não podem contrair-se. Nas crianças, a obstrução das vias urinárias inferiores pode ser provocada pelo estreitamento da extremidade da uretra ou do colo da bexiga. Nos adultos, no caso dos homens, a obstrução da saída da bexiga (a abertura da bexiga para a uretra) geralmente é causada por uma dilatação benigna da próstata ou por um cancro da mesma. Com menor frequência, a obstrução pode ser provocada pelo estreitamento do colo da bexiga ou da uretra (estenose uretral), o que pode acontecer depois de uma cirurgia da próstata nos homens. A própria obstipação pode causar incontinência por extravasamento, porque quando o recto se enche de fezes faz-se pressão sobre o colo da bexiga e a uretra. Um certo número de medicamentos que afectam o cérebro ou a espinal medula ou que interferem com a transmissão nervosa, como os medicamentos anticolinérgicos e os narcóticos, podem enfraquecer a capacidade de contracção da bexiga, dando como resultado uma bexiga dilatada e a incontinência por extravasamamento.

Uma disfunção dos nervos que conduz a uma bexiga neurogénica pode também causar a incontinência por extravasamento. Uma bexiga neurogénica pode ser originada por muitas causas, como as lesões da espinal medula e as lesões nervosas provocadas por esclerose múltipla, diabetes, feridas, alcoolismo ou toxicidade por medicamentos.

A incontinência total é a situação em que a urina goteja constantemente da uretra, dia e noite. Verifica-se quando o esfíncter urinário não se fecha adequadamente. Algumas crianças têm este tipo de incontinência devido a um defeito de nascença em que a uretra não se fechou como um tubo. Nas mulheres com incontinência total, a causa é, em geral, uma lesão no colo da bexiga e na uretra durante o parto. Nos homens, a causa mais frequente é uma lesão no colo da bexiga e na uretra devido à cirurgia, em particular pela extracção da próstata afectada com cancro.

A incontinência psicogénica é resultado de uma incontinência cuja origem é mais emocional que física. Ocasionalmente ocorre nas crianças e inclusive nos adultos que têm problemas emocionais. Um exemplo é constituído pelas crianças que molham persistentemente a cama (enurese). Pode suspeitar-se de uma causa psicológica quando o esgotamento emocional ou a depressão são evidentes e foram afastadas as restantes causas de incontinência.

Por vezes produzem-se tipos mistos de incontinência. Por exemplo, uma criança pode ter uma incontinência originada por um mau funcionamento dos nervos, além de factores psicológicos. Um homem pode sofrer de incontinência por extravasamento causada por uma dilatação da próstata e também apresentar uma incontinência por urgência provocada por um acidente vascular cerebral. As mulheres idosas costumam ter uma combinação de incontinência por urgência e incontinência provocada pelo esforço.




Fonte: Manual Merck

Há maneiras mais simples de evitar aquela constante vontade de ir ao banheiro fazer xixi! O chefe da urologia da Unicamp Paulo Cesar Rodr...

Fisioterapia ajuda a conter a incontinência urinária





Há maneiras mais simples de evitar aquela constante vontade de ir ao banheiro fazer xixi! O chefe da urologia da Unicamp Paulo Cesar Rodrigues Palma está lançando um livro que introduz a fisioterapia (pasmem!) para conter a incontinência urinária.

Segundo o médico, este tipo de problema atinge pelo menos 25% das mulheres após a menopausa, sobretudo a incontinência urinária e os prolapsos genitais. A bexiga hiperativa (nome interessante) atinge 16% de ambos os sexos.

"As disfunções representam um problema de saúde pública. Dentre as mulheres, 10% vão requerer cirurgia até os 70 anos de idade".

De acordo com o editor do livro, a necessidade imperiosa de urinar se deve à diminuição da capacidade funcional da bexiga.

"Em média, o reservatório é de 400 mililitros no homem e de 500 mililitros na mulher - tanto é que algumas urinam apenas duas ou três vezes ao dia, embora não seja correto. Quando esse intervalo é reduzido para 30 ou 45 minutos, a vida social já está comprometida: a pessoa não pode ir ao cinema ou igreja e acorda frequentemente à noite, o que implica cansaço crônico, alteração de humor e problemas conjugais, especialmente quanto à sexualidade".

Palma explica que a cirurgia é um procedimento adequado, mas não desejável em (e por) pessoas com idade muito avançada. Já o tratamento medicamentoso provoca vários efeitos colaterais, desde boca seca e constipação até confusão mental nos mais idosos.

O docente da Unicamp alimenta a expectativa de que a urofisioterapia seja tão disseminada quanto a fisioterapia complementar à ortopedia - associação cuja importância não é questionada.

"Na bexiga hiperativa, o índice de sucesso da urosifioterapia é de 60%, contra 50% do tratamento medicamentoso".

Uma das técnicas mencionadas por Paulo Palma é a cinesioterapia, aplicada em mulheres com incontinência urinária, que apresentam fragilidade na musculatura do assoalho pélvico.

"A paciente perde urina ao simples espirro. A cinesioterapia implica justamente exercitar, contrair a musculatura. No processo de avaliação recorremos a métodos de biofeedback, com a colocação de eletrodos no interior da vagina; quando a paciente contrai o músculo correto há emissão de luz ou som".

Palma ressalta que o livro aborda desde técnicas de fisioterapia conservadoras, como o uso de pessários intravaginais (dispositivos feitos geralmente de silicone) ou perda involuntária de urina, até recursos dos mais modernos, tal como a estimulação do nervo tibial posterior, que fica próximo ao tornozelo (sim, o tornozelo tem a ver com a urina!)

A urofisioterapia vem beneficiando também as crianças com enurese noturna (aquelas que ainda fazem xixi na cama). A notícia foi divulgada pela Unicamp.

Fonte

A incontinência urinária pode manifestar-se em qualquer idade, mas as causas tendem a ser diferentes dependendo desta. A incidência glob...

Definição de Incontinência Urinária






A incontinência urinária pode manifestar-se em qualquer idade, mas as causas tendem a ser diferentes dependendo desta. A incidência global da incontinência urinária aumenta progressivamente com a idade.

Aproximadamente uma em cada três pessoas de idade avançada tem problemas em controlar a sua bexiga; as mulheres têm o dobro de probabilidades dos homens em se verem afectadas. Mais de 50 % dos residentes nos asilos de idosos sofrem de incontinência. A incontinência urinária pode ser um motivo para internar pessoas de idade avançada e contribui para o desenvolvimento de feridas provocadas por pressão (úlceras por pressão), de infecções do rim e da bexiga e de depressão. A incontinência urinária também cria situações embaraçosas e frustração.

Os rins produzem constantemente urina, a qual flui através de dois compridos tubos (os ureteres) para a bexiga, onde é armazenada. A parte mais baixa da bexiga (o colo) está rodeada por um músculo (o esfíncter urinário) que permanece contraído para fechar o canal que transporta a urina para fora do corpo (a uretra), de maneira que se retenha a urina na bexiga até que esteja cheia. Nesse momento, as mensagens que saem da bexiga vão ao longo dos nervos até à espinal medula, para depois chegarem ao cérebro; assim, a pessoa toma consciência da urgência de urinar. Então ela pode decidir consciente e voluntariamente expulsar a urina da bexiga ou não. Quando se toma a decisão de urinar, o músculo do esfíncter relaxa-se, deixando que a urina flua através da uretra ao mesmo tempo que os músculos da bexiga se contraem para empurrar a urina para fora. Esta força de impulsão pode ser aumentada contraindo os músculos da parede abdominal e da base da pélvis, visto que se aumenta a pressão sobre a bexiga.

O processo completo de contenção e libertação (evacuação) da urina é complexo e a capacidade de controlar a micção pode ver-se afetada em diferentes etapas do processo por causa de diversas anomalias. O resultado destas interrupções é uma perda de controlo (incontinência urinária).

Os diferentes tipos de incontinência urinária classificam-se de acordo com o modo e o momento do início: incontinência de aparecimento recente e repentino, e incontinência de início gradual e persistente. A incontinência que começa repentinamente muitas vezes indicia um problema da bexiga. A causa mais frequente é uma infecção da bexiga (cistite). As outras causas incluem os efeitos colaterais dos medicamentos, as perturbações que afetam a mobilidade ou causam confusão, o consumo excessivo de bebidas que contêm cafeína ou álcool e as situações que irritam a bexiga ou a uretra, como a vaginite atrófica e a obstipação aguda. A incontinência persistente (crónica) pode ser causada por alterações no cérebro, alterações na bexiga ou na uretra ou problemas dos nervos que entram ou saem da bexiga. Estas alterações são especialmente frequentes nas pessoas de idade avançada e nas mulheres depois da menopausa.

A incontinência urinária classifica-se, além disso, em função do tipo de sintomas, como incontinência por urgência, por esforço, por extravasamento ou por incontinência total.


Fonte: Manual Merck

Até poucos anos atrás, se acreditava que o tratamento da incontinência urinária e dos prolapsos eram estritamente cirúrgicos, concei...

O que é Fisioterapia Uroginecológica



Até poucos anos atrás, se acreditava que o tratamento da incontinência urinária e dos prolapsos eram estritamente cirúrgicos, conceito este, reformulado após o desenvolvimento da técnica de fisioterapia uroginecológica.

A fisioterapia uroginecológica atua no tratamento conservador das disfunções urogenitais, ou seja, mulheres que são acometidas de problemas que envolvem os músculos do assoalho pélvico (músculos que circundam a vagina e o ânus). A organização mundial de saúde (OMS), em consenso, recomenda o tratamento fisioterapêutico em pacientes com incontinência urinária ou prolapso leve como primeiro tratamento, visto que vários estudos têm mostrado a possibilidade desta intervenção evitar ou postergar o processo cirúrgico.

Os músculos do assoalho pélvico tem uma função importante no corpo; a de manter todas as estruturas da pelve em seu lugar, exercendo suas funções corretamente, portanto traumas como partos numerosos e/ou complicados, cirurgias vaginais, predisposição muscular a flacidez entre outros, podem provocar alterações nessa estrutura e por fim, disfunções que acarretam em danos à saúde da mulher.

As morbidades mais freqüentes são: Incontinência Urinária, Cistocele (mais conhecido como "bexiga caída ou baixa"), disfunções sexuais como anorgasmia, vaginismo e dispaurenia. A Incontinência Urinária que é a perda involuntária de urina, como a cistocele e a anorgasmia (ausência de orgasmos durante a relação sexual) são causadas a princípio por uma flacidez da musculatura do períneo, a mulher perde sua força muscular, acarretando em dificuldades de conter o jato urinário e diminuindo seu prazer e do seu parceiro durante as relações sexuais.

No vaginismo e dispaurenia a mulher sente dor vaginal, externa, com pontos dolorosos ou internas, chegando ao ponto de não conseguir manter relações sexuais. A fisioterapia age diminuindo essa dor e o desconforto causado pelos espasmos da musculatura. A terapia em geral consiste no fortalecimento do assoalho pélvico (períneo) e na reeducação do funcionamento da bexiga. No tratamento são utilizados diversos recursos a fim de promover o bem-estar da paciente: cinesioterapia, eletroterapia, exercícios proprioceptivos, orientações e modernas técnicas prescritas após minuciosa avaliação e reavaliação constante. Os portadores de incontinência urinária, prolapsos e dores relacionadas às cicatrizes cirúrgicas no períneo podem e devem ser tratadas por esse método: simples, indolor e eficaz.


Retirado de http://facafisioterapia.chakalat.net

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